[Review] Sinner: Sacrifice for Redemption

Desenvolvedora: Dark Star
Publicadora: Another Indie
Gênero: Ação/Luta
Data de lançamento: 18 de outubro de 2018
Preço na eShop (US): $18,99
Formato: Digital

Sinner: Sacrifice for Redemption é um jogo muito bonito. Sua arte é incrível e seus gráficos são muito bem trabalhados, com diversos efeitos especiais. O jogo lembra muito Dark Souls, e é referido na internet como um jogo “Souls Like”. Toda a sua atmosfera é sombria e escura, e a ambientação é muito bem colocada. Os bosses são muito bem trabalhados, e são monstros que combinam perfeitamente com a ambientação do jogo.

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Apesar da engine não estar explicitada nas informações de aplicação (geralmente essa informação fica disponível nas informações da aplicação nos jogos de Switch), o jogo grita Unreal Engine 4, e com uma pequena pesquisa, pude confirmar minha “suspeita”, e nossa, realmente os jogos produzidos nessa engine entregam resultados muito bonitos!

Um detalhe interessante que reparei é que, para simular os efeitos de transparência, foi utilizada uma técnica de “granulação dos pixels”, (pega-se a imagem e retira pixel-sim, pixel-não, deixando as imagens sobrepostas), que era muito utilizado nos jogos de Master System, Mega Drive e também Sega Saturn, enquanto no Super Nintendo os jogos possuíam o efeito de transparência mesmo. Essa técnica também foi utilizada em Super Mario Odyssey, e já reparei em alguns outros jogos – como em Dragon Quest Builders. Creio que isto torne o jogo menos pesado para processar.

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Sobre a trilha sonora, devo destacar que esta atende perfeitamente o que o jogo pede, e casa muito bem com os ambientes e situações em que o protagonista se encontra, sendo um grande acerto para a Dark Star.

Infelizmente, Sinner: Sacrifice for Redemption não apresenta um modo campanha, sendo algo ao estilo “Boss Rush”, fazendo com que o jogador caia diretamente nas batalhas contra os chefes em que irá penar para os derrotar, não apresentando nem um tutorial para que o jogador se acostume com os controles. Assim como Dark Souls, o jogo possui uma dificuldade extremamente elevada e é bastante punitivo, mas, diferente do jogo da From Software, por não ter um modo campanha, você não tem muito incentivo para passar por toda essa penitência, a menos claro, que goste de desafios e esteja procurando um que irá lhe consumir horas e horas até conseguir derrotar os chefes.

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Os comandos são até simples: você tem uma espada pesada e uma leva, e pode alternar entre elas. Com o botão X você desfere um golpe forte, com o botão Y você utiliza o golpe simples. Segurando o ZR você corre, com o Botão R você utiliza itens que podem ser trocados com o analógico. O botão B utiliza a esquiva. Há uma barra de estamina que vai desgastando conforme você corre/ataca/esquiva, e a sua vida se recupera lentamente, mas não espere conseguir restaurar a vida por completo pois o chefe não dá trégua.

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Durante o jogo, presenciei algumas engasgadas e queda de frame rate, e pesquisando uns vídeos no YouTube, notei que isso também acontece em outras versões (mais especificamente, na versão de Xbox One X), portanto, acredito que o problema de frame rate seja mais relacionado ao código do jogo do que ao “poder” do console em si. Outra coisa que notei (agora, especificamente na versão de Switch), é que as texturas dos objetos demoram um bocado para carregar.

Outro ponto que eu gostaria de destacar, é que as cutscenes, a parte onde conta a história do jogo, mostram as legendas muito rápido e quase não dá para ler, ainda mais o jogo não estando em português (apesar de ter diversos idiomas disponíveis), e isso atrapalha bastante (para ler os textos, tive que tirar print e ler pausadamente no álbum de fotos do Switch…)

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Conclusão:

Apesar do jogo ser muito bonito, há falhas aqui. O tamanho do arquivo do jogo chega a pesar quase 12gb – o que até não seria um problema se o jogo não fosse apenas um “Boss Rush”.O tempo de carregamento é muito longo, e demora um bom tempo por exemplo, para começar o jogo, antes mesmo de aparecer o nome da desenvolvedora, e assim por diante. Sobre a resolução do jogo, claramente ela é algo em torno de 720p no modo dock e fica um pouco abaixo disso no modo portátil.

Não costumo levar em conta coisas como frame rate ou texturas, pois acredito que o gameplay é o mais importante, mas esses problemas existem. A dificuldade exacerbada do jogo também é algo que afasta, a não ser que você esteja em busca de um grande desafio. Isso não seria um problema se o jogo tivesse um modo campanha – que eu gostaria de ver num futuro próximo, disponibilizado como expansão para o jogo, que realmente merece. Também, as cutscenes deviam deixar mais tempo para ler as legendas. Sendo assim, eu não acho que o jogo vale os $19 dólares cobrados para quem não é fã do estilo, e recomendo que pegue apenas em uma promoção.

Nota: 5.5

*Jogo avaliado com o código fornecido gentilmente Another Indie*