[RetroBoy] Gunstar Heroes & Gunstar Super Heroes

Gunstar Heroes


Desenvolvedora:  SEGA, Treasure, M2, Sega Sammy Holdings
Publicadora: SEGA
Gênero: Shoot ‘em up
Data de lançamento: 10  de setembro, 1993
Formato: Digital / Mídia física
Plataformas: Mega Drive, Wii, PlayStation 2, Nintendo 3DS, Game Gear, Android, Microsoft Windows, iOS, Xbox 360, Linux, macOS

Introdução

Lembro de ter jogado Gunstar Heroes um tempo depois de descobrir os emuladores, eu estava a procura de um jogo multiplayer pra quando um amigo estivesse em minha casa ter algo pra podermos jogar, eu esperava que o jogo fosse um simples shooter de sair atirando do ponto A ao B, apesar do jogo ser assim ele tem muito a oferecer alem de ser um ótimo jogo multiplayer cooperativo.

Desenvolvimento

Inicialmente planejado por uma equipe liderada pelo programador Masato Maegawa, que trabalhava na Konami e tinha trabalhado no port de Castlevania para Game boy e em Bucky O’Hare para NES, o jogo foi pensado em algo original, mas o projeto foi vetado pela Konami que não acreditava no sucesso do jogo, então a equipe frustrada com a decisão da Konami decidiu sair para fundar sua próprio estúdio para poderem criar o seu próprio jogo original.

Com o nascimento da Treasure, eles procuraram a SEGA para desenvolver o seu jogo para o Mega Drive por causa do seu chip Motorola 68000, e por acreditarem ser mais poderoso e fácil de programar que o Super Nintendo e mais uma vez foram vetados só que o motivo desse veto era a falta trabalhos anteriores na companhia. A SEGA então contratou a empresa para desenvolver o jogo McDonald’s Treasure Land Adventure e depois de alguns meses desenvolvendo este jogo eles finalmente conseguiram a aprovação para a criação de Gunstar Heroes.

O jogo conseguiu ser um dos melhores da plataforma mesmo sendo feito por uma equipe sem experiência de programar nela, não só fizeram um ótimo trabalho como também faziam coisas que pareciam impossíveis como cenários com 3 e 4 camadas sendo que o Mega Drive só suportava duas camadas.

Historia

O primeiro jogo da série tem duas historias diferentes, vou levar em conta a historia da versão japonesa como canônica por ela combinar mais com a sequência.

O fim do mundo esta próximo, uma organização maligna criou sua arma suprema, o Golden Silver. O Deus da ruína ao ver o caos tomar conta da terra, os Gunstars são tomados pela raiva e decidem enfrentar o Golden Silver. Depois de derrotarem o Deus da ruína os heróis selaram seu corpo fora da terra e esconderam as gemas que davam poder ao Deus da ruína. Exaustos depois da luta, os Gunstars entraram em um estado criogênico com exceção de um…

Com o passar do tempo uma lenda se espalhou pela terra, a lenda de que um deus estava selado na lua e ao ser acordado guiaria as pessoas a uma utopia.

General Gray, o comandante da ditadura conhecida como “Império”, acredita nessa lenda e pretende concretiza-la. Para isso ele envia um grupo de pessoas para a lua em um cargueiro espacial chamado de “Arca” para procurar as Gemas necessárias possa reviver o deus caído. O líder da excursão chamado de Dr. Brown, encontra os Gunstars dormindo em capsulas. Ao serem acordados os heróis descobrem sobre o “império” e seu plano de reviver Golden Silver, e que Green, seu antigo companheiro, esta trabalhando com o “império” para trazer de volta o Deus da ruína.

“Não permitiremos que tal tragédia aconteça novamente, iremos recuperar as Gemas e impedir o renascimento de Golden Silver” Ao ouvir as palavras dos heróis, Dr. Brown decide trair o “Império” e ajudar os Gunstars na sua batalha para impedir o renascimento de Golden Silver.

Jogabilidade

Lembro que ao pegar os primeiros power-ups percebemos que os tiros tinham combinações, isso foi algo incrível porque nesse momento a nossa preocupação em zerar o jogo ficou em segundo plano. O primeiro era conhecer todas as combinações de tiro – essa mecânica de combinações era incrível para esse tipo de jogo. O jogo também possui dois sistemas de mira: a mira livre (vulgo cabelinho bagunçado), mudando enquanto o jogador se movimenta. E a mira travada (vulgo cabelo de palmeira), onde o jogador fica parado quando atira porem podendo virar para os lados. Juntando os dois é possível ter diferentes estratégias como por exemplo usar a mira livre e um tiro que segue os inimigos, porém fraco. Assim você só tem que se preocupar em se esquivar dos ataques enquanto atira ou pode fazer um tiro bem forte porem com curto alcance.

Alem de atirar o jogador também pode arremessar os inimigos ou o próprio parceiro, basta chegar perto deles e apertar o botão de tiro, dar uma voadora pulando duas vezes em direção ao inimigo, rasteira apertando baixo + pulo, e bloquear ao apertar os botões de tiro e pulo ao mesmo tempo. O sistema de ressuscitar é interessante, ao invés de ter vidas, o jogador consome metade da vida do outro, dependendo da situação pode ser melhor continuar morto.

Fases

No início podemos escolhe entre quatro fases cada uma com uma estética bem diferente da outra e com detalhes bem legais, como soldados destruindo casas ou até mesmo dormindo no meio da fase. Além do jogo ter ótimos gráficos, acontece muitas coisas na tela de uma vez, principalmente explosões. É o tipo de jogo que foi feito com dedicação e carinho.


Gunstar Heroes tem muita variedade, cada fase te proporciona algo diferente e inesperada. quando a fase é completada, o jogador recebe um aumento de vida, então a ordem de escolha pode ajudar mesmo que não tenha tanta importância quanto na série Mega Man.

O jogo costuma demorar um pouco mais de uma hora para ser concluído. É um bom tempo de jogo para aquela época, ainda mais com a variedade que o jogo possui. Gunstar Heroes é um dos melhores jogos do Mega Drive e esta presente em coletâneas para consoles como o SEGA Genesis Classics (Switch, PS4 e Xbox One) e no Virtual Console do Nintendo 3DS. Gunstar Heroes merece ser revisitado e se possível jogado no multiplayer.



Curiosidades:

  • Nomes cotados para o jogo incluem Lunático Gunstar e Blade Gunner
  • Em uma entrevista para a Gamefan, o produtor Masato Maegawa afirmou que o jogo não funcionaria no Super Nintendo porque as animações dos chefes precisavam de um poder computacional expandido.
  • Originalmente o jogo pesava 16mb mas foi compactado para 8mb.
  • Foi listado entre os melhores jogos de todos os tempos em diversas publicações como IGN em 2003 e 2005, GameFAQs em 2004, 2005 e 2009, e Guinness World records em 2009.


Gunstar Super Heroes


Desenvolvedora:  SEGA, Treasure
Publicadora: SEGA
Gênero: Shoot ‘em up
Data de lançamento: 25 de outubro, 2005
Formato: Mídia física
Plataformas: Game Boy Advance



Introdução

Quando eu soube desse jogo eu fiquei muito ansioso por ter gostado muito do seu antecessor, e é claro, que esperava algo tão bom quando o antigo. Mas não posso negar que o jogo é bom, mas esperava uma sequência e não um remake/reebot…

Historia

Após o a derrota do Deus da Ruína, que resultou em uma explosão criando quarto novas luas que orbitaram a terra, uma quinta lua começa a ser criada revelando um novo plano para ressuscitar Golden Silver novamente.

Uma organização chamada de “O terceiro olho” surge para tentar impedir os planos do “império”.  Para isso os heróis que receberam o nome dos antigos Gunstars devem viajar pelas quatro luas para conseguir as quatro pedras místicas e impedir os planos de ressurreição do Deus da Ruína.

Nesse ponto vale lembrar que cada personagem tem um final diferente dependendo da dificuldade, então existem 6 finais possíveis, sendo que os finais feitos na dificuldade “Hard” são os mais completos.

Jogabilidade

Infelizmente o modo multiplayer foi deixado de lado assim como o modo fusão de armas que ao meu ver era a melhor mecânica do primeiro jogo, mas em compensação agora cada personagem tem três armas. Os dois personagens tem armas que correspondem a combinação Fire + Force e Chaser + Lightning. Red possui o Force, e Blue possui o Lightning como exclusivas; cada arma possui uma barra que permite usar uma versão mais poderosa da arma; foi removido o tiro abaixado e no lugar se pode mirar para baixo e atirar; a mecânica de agarrar foi removida e no lugar é possível usar uma faca; agora é possível dar um “shoryuken” segurando cima e apertando pulo, mesmo possuindo bons movimentos para esquivar de golpes muitas vezes acaba sendo mais vantajoso apelar para os tiros que gastam a barra de especial.

Fases

Nesse ponto o jogo parece mais uma remake/reboot que uma continuação. Existem as mesmas fases que no jogo anterior, são poucas novidades como o modo de vôo na nave da Yellow ou a caverna dos “flicks”, são partes interessantes mas ainda assim não mudam a essência das fases que agora são separadas em atos, é algo bom porque eles funcionam como “checkpoints”, mas um dos problemas é a falta de equilíbrio entre as fases  Existem sete fases, e delas quatro só possuem dois atos enquanto uma delas possui cinco. Está que possui cinco, sendo a segunda do jogo, até mesmo os chefes são os mesmos com exceção do chefe da quarta lua, e mesmo assim não acaba sendo uma mudança tão grande.

Gráficos e arte

Acho que este é o único quesito que esse jogo supera o antecessor com folga. Todos os envolvidos com o design do jogo merecem meus parabéns. Os personagens estão bem animados e os fundos estão bem detalhados, vale resaltar que o responsável pelos design dos personagens dos dois jogos é o mesmo, Tetsuhiko Kikuchi/HAN (Guardian Heroes e Code of Princess). Existe uma diferença drástica entre a estética dos personagens do dois jogos, mesmo achando que os rostos dos protagonistas ficaram bem genéricos ainda acho eles bem carismáticos, principalmente com essas roupas mais trabalhadas.

Os sprites estão um pouco maiores do que antes, pode não parecer muita coisa mas faz com que se tenha menos espaços para se esquivar – em comparação, o personagem principal ocupa menos de 1/5 da tela no primeiro jogo, enquanto em Gunstar Super Heroes ele ocupa um pouco menos de  1/3 da tela. Mesmo fazendo com que seja mais fácil ser atingido, o jogo é balanceado, então não chega a ser um problema.

Gunstar Heroes & Gunstar Super Heroes conclusão

Gunstar Heroes é um dos melhores jogos do Mega Drive e com certeza merece os prêmios recebidos. O jogo envelheceu bem e ainda vale a pena dar uma conferida caso não tenha jogado, ainda mais se conseguir um amigo pra jogar no multiplayer.

Gunstar Super Heroes é um bom shooter de GBA, mas uma péssima continuação. Se for pensar nele como uma continuação, ele vai ser super repetitivo e previsível, além de ser curto comparado ao seu antecessor. O jogo acaba sendo uma versão mais bonita e detalhada do original, mas em compensação ele possui vários finais. Então mesmo sendo curto,  pode proporcionar um tempo de jogo a mais.

Curiosidades:

  • Existem  animações não utilizadas do ultimo chefe onde ele se movimenta e ataca fisicamente
  • Foram encontrados sprites inacabados de um dragão humanoide,os fãs especulam que o inimigo seria uma referencia ao jogo altered beast
  • Na versão Europeia os nomes das fases foram removidos totalmente para facilitar a tradução de diversos idiomas Outra alteração da versão Europeia e a imagem que ilustra a terra na seleção de fases,a esfera verde escrito earth foi substituída por uma “deusa” que fica rodando

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