[Review] Super Cane Magic ZERO

[Review] Super Cane Magic ZERO

31/05/2019 0 Por

Desenvolvedora: Studio Evil, Sio
Publicadora: Intragames
Gênero: Action-RPG, Multiplayer
Data de lançamento: 30 de maio, 2019
Preço na eShop: US $ 24,99
Formato: Mídia Física (JP) / Digital

Super Cane Magic Zero é um action-RPG com visão de cima desenvolvido pelo Studio Evil e publicado pela Intragames. O jogo tem a possibilidade de ser jogado em multipleyer local, o que já o torna interessante por si só, mas o que mais chama a atenção é seu mundo totalmente estranho e sem sentido com um exagerado toque de humor. Em resumo, você é um aventureiro que perdeu a memória graças aos acontecimentos onde um cão magico chamado “AHHH!” chora descontroladamente pela morte de seu mestre, e com suas lagrimas, acaba causando uma chuva de meteoros caninos no mundo de “WOTF”. É isso mesmo! Agora você terá que buscar respostas para esses acontecimentos ao mesmo tempo que viaja por esse mundo insano cheio de mistérios.

Comece o jogo escolhendo uma dentre diversas classes como Encanador, Mago, Curandeiro e entre outros. A classe que escolhi foi o Mago, e sua habilidade especial permite explodir um pequena área onde você será curado enquanto estiver dentro dela. Mas toda vez que você inicia o jogo, ele além de deixar o progresso de sua classe salva ainda permite jogar com as outras. Infelizmente não tive a oportunidade de jogar com todas.

imagem ilustrativa

 

Gameplay

Tá ai uma coisa que o jogo faz muito bem! Super Cane Magic ZERO controla muito bem, não é necessário o uso de muitos botões para aplicar as ações e nada é tão complexo. Você tem um botão de ataque, outro de dash; controla a direção do personagem usando o o direcional analógico, enquanto o d-pad é usado para mudar de equipamento e armas sem a necessidade de pausar o jogo e ir ao menu de equipamentos/missões (na verdade, você precisará usar este menu apenas para administrar seus itens e mudar a prioridade dos equipamentos).

Eu não vou falar sobre a história do inicio do jogo aqui, apenas digo que o começo apesar de confuso é extremamente interessante, pois tudo acontece muito rápido e você quer saber o que virá adiante. Ao mesmo tempo, é lá que você vai aprendendo os comandos básicos e como resolver os puzzles que serão recorrentes durante todo o jogo. Após concluir os primeiros acontecimentos, ai começará a sua aventura de verdade.

No jogo, enquanto explora, ele não pegará leve com você. A IA dos inimigos são persistentes demais – basta passar próximo de um inimigo que logo ele seguido de uma horda de outros inimigos irão atrás de você até que sejam mortas. Mas há um lado bom nisso, é que durante o combate, seja com um inimigo ou hordas, tudo vale o que você encontrará por ai. Além de seu armamento individual, você pode usar recursos que estão no seu caminho para derrotá-los – Há até mesmo um esfera que cai do céu do nada e você pode arremessa-las contra os inimigos para causar um grande dano. A luta contra os chefes também não ficam atrás, há chefes que te darão muito trabalhado e encheram a tela com outros inimigos que fará você perder a concentração ou talvez a paciência.

Sobre os quebra-cabeças,  você sempre estará de cara com um para resolver. Alguns são até interessantes, mas poderiam ser melhores. Sempre você terá que repedir o ato de buscar um objeto específico para por em cima de um painel para que assim alguma porta se abrirá – mas há outros tipos de puzzles que não deixa essa mecânica tão previsível. No mais, a gameplay em si funciona muito bem, você pode explorar a vontade, sempre há inimigos na tela correndo atrás de você, e o combate chega é muito divertido, mais com puzzles repetitivos e um pouco previsíveis.

Visuais

Confesso que de cara, os visuais e estilo gráfico não me agradaram muito. Na verdade, no estilo gráfico em si, bastou alguns minutos para eu me acostumar e entendê-lo, mas o que realmente me incomodou foi o design do personagem que você controla. Por algum motivo, seu aventureiro é um rabisco que não é muito diferente do que você vê em jogos com West of Loathing ou BattleBlock Theater. Felizmente, as roupas e armas que você equipa no personagem da um grande tapa no visual deixando bem menos sem graça.

Falando do estilo artístico de modo geral, tirando o foto de seu personagem ser um rabisco sem graça, a Studio Evil compensou isso nos detalhes visuais do ambiente do jogo. Mesmo que seja um jogo cartoon, da pra ver o capricho que tiveram criando o mundo de WOFT. Tudo é bem detalhado, colorido e vibrante – isso me fez ignorar o fato de que os aventureiros poderiam ser mais bem-feitos.

A comédia

Eu disse no incio que o jogo tem como sua identidade o humor nonsense, envolvido por um mundo estranho feito de pessoas que literalmente são biscoitos, bolos e outros doces. E é aqui que jogo tenta se esforçar, mas acredito que não fizeram isso da maneira correta ( pelo menos não para sua tradução em PT-BR).

Se você for um jovem adulto ou um adulto que por algum motivo teve interesse em pegar Super Cane Magic ZERO, será difícil esboçar algum sorriso das várias piadas e trocadilhos que tentam fazer no jogo. Tudo soa bobo, você até chega a da uma gargalhada aqui e ali, mas é por causa do quão fraco o humor do jogo é. Acredito eu que o publico alvo para esse jogo seja mais para crianças do que para todas as idades. Sinto que o jogo falhar no que ele tenta ser melhor é algo crucial na experiencia do jogador naquele jogo em específico. Mas há quem diga que humor é subjetivo, há gente que ache graça mesmo sendo um maior de idade.

Geral

Amo jogos de RPG (seja action-RPG, RPG de estratégia ou JRPG), e Super Cane Magic ZERO acertou em tudo que o gênero tem a oferecer. Ele também acertou em ser um jogo visivelmente agradável e deveras divertido em questão combate e exploração, mas acho que a escolha de design dos aventureiros deixaram a desejar. O modo multiplayer local e PVP da um ótimo fator replay caso você tenha amigos para passar o tempo jogando e certamente deixaria o jogo ainda mais interessante, mas você pode aproveita-lo jogando sozinho também. O jogo também está totalmente em pt-br, o que para aqueles que são fãs de RPG mas tem dificuldade com outros idiomas, é um belo chamariz.

Infelizmente, sinto que não aproveitei 100% da proposta do jogo, pelo fato dele ser tão nonsense em questão de comédia, com piadas tão bobas, que simplesmente quase não consegui achar tanta graça dele durante a gameplay, bem como seus trocadilhos que só funcionam se você for praticamente daquele mundo do jogo. Mas ele compensa em todo o resto,e é um excelente indie do gênero RPG.

 

Prós Contras
Controles fáceis de entender e controla muito bem, além da grande variedade de itens e equipamentos Diálogos bobos e confuso, além de piadas sem graças e difíceis de entender
Combate e exploração divertida Design dos aventureiros poderia ser melhores
Visuais bem detalhados

 

Avaliação: 6

Jogo avaliado no Nintendo Switch com o código fornecido gentilmente pela Intragames

1 – Melhor vomitar do que jogar isso
3 – Vai fazer outra coisa.
5 – Só jogue se você for MUITO fã mesmo…
6 – Jogo legal pra se distrair.
8 – jogo bom, vale bem seu tempo e dinheiro!
9 – Jogo excelente que vai deixar uma marca em você!
10- Agulha no palheiro! Todo gamer precisa jogar essa gema maravilhosa!