Resenha do evento Game Expo Rio

Resenha do evento Game Expo Rio

11/02/2020 0 Por Diiiih

Confira a versão em vídeo:

No último domingo, dia 09 de fevereiro ocorreu no bairro Flamengo, no Rio de Janeiro, o evento Game Expo Rio, sediado no Centro Universitário Univeritas.

O evento contou com diversas atividades, como campeonatos de Mortal Kombat 11, Street Fighter e Fifa, além de ter diversos outros jogos disponíveis para quem quisesse experimentar, como Just Dance e muitos, mas muitos jogos de consoles retrô.

Além disso, estavam presentes diversos stands de vendas de diversos tipos de artigos relacionados à cultura pop japonesa, como animes e mangas, e aos próprios videogames, mas certamente o stand que mais me chamou a atenção foi o de vendas de consoles e jogos retrô, que disponibilizada diversos tipos de consoles dos mais variados que você possa imaginar, passando pelo tataravô “Telejogo”, Atari, e indo para consoles mais recentes, como o Master System, Mega Drive, Dream Cast, NES, Super Nintendo, Nintendo 64, Game Cube, Game Boy Color e pasmem, tinha disponível inclusive uma edição do Sega 32X, que foi comprada por um feliz visitante da feira. Ainda, havia diversos jogos de diversos consoles disponíveis para a venda, mas infelizmente os dois portáteis que eu estava disposto a comprar, que são o Game Boy Micro e o Game Gear não estavam disponíveis, apesar de haver cartuchos para a compra.

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Outra sessão muito interessante foi a do museu de consoles, onde tinham disponíveis para a apreciação diversos consoles antigos e alguns até raros, como Turbografx 16 e o PC Engine, que são os mesmos videogames em versões americana e japonesa, o Sega CDX, que é um console que rodava jogos de Sega CD e 32X sem a necessidade de montar todos os periféricos num Mega Drive, havia o Colecovision, Intelevision, o Master System americano, enfim, era um espaço muito interessante para quem gosta de conhecer a história dos jogos, e poder ver de perto esses consoles que marcaram época certamente foi uma experiência muito boa.

Ainda, disponíveis para jogar, como dito antes, haviam consoles como o Super Nintendo com Mortal Kombat 3, Nintendo 64 com Mario Kart 64, PS4, PSVR,  um Atari com cerca de 100 jogos e mais. E aqui entra uma crítica, porque dentre todos os consoles e jogos disponíveis no evento, não havia sequer 1 Nintendo Switch com Super Smash Bros. Ultimate ou Mario Kart 8 Deluxe disponível, sendo que este é o console da geração atual da Nintendo e que como todos sabemos, está fazendo muito sucesso, incluindo entre os brasileiros, sendo um console que “geralmente rouba as atenções quando está presente na festa”.

Ainda, havia um setor onde se encontravam diversos desenvolvedores indies demonstrando seus jogos, e eu me surpreendi porque um dos estúdios desenvolveu inclusive um jogo para o MSX, rodando nativamente no console, o que eu achei incrível. Infelizmente, conversando com os desenvolvedores, pude perceber que muitos ainda não sabem como fazer para lançar jogos no Nintendo Switch, e uma reclamação recorrente entre eles, reclamação esta que eu ouvi de quase todos os estúdios indies que entrevistei na BGS em 2019, é que eles não tiveram acesso a um kit de desenvolvimento do Nintendo Switch e portanto, não seriam capaz de lançar uma versão de seus jogos para o híbrido da Nintendo.

No entendo, há diversas alternativas para colocar seu jogo na atual plataforma da Nintendo, e cito aqui três delas: Há a brasileira Qbyte Interactive e a também brasileira Garage 227 Studios, sendo que ambas trabalham com o desenvolvimento e port de jogos, onde a Qbyte inclusive publica os títulos, e há ainda uma terceira opção bastante acessível, que é a Ratalaika Games, que desenvolve e publica diversos jogos, tendo publicado inclusive o jogo carioca Warlock’s Tower.

Saindo do setor dos indies, havia ainda outra grande atração do evento, que eram as palestras ministradas no anfiteatro da universidade. Abordando diversos temas e apresentadas por diversos convidados, as palestras contaram com grandes convidados, como o Velberan e o Rodrigo Coelho, que agitaram bastante o evento.

Ainda, tenho que destacar a presença massiva dos fãs e influenciadores nintendistas cariocas. Esbarrei com diversos amigos e conhecidos de outros eventos, o que tornou tudo muito mais divertido. Mas o auge do evento foi quando, em determinado momento, três Nintendo Switch foram postos em uma mesa em modo Table Top, os JoyCon distribuídos, e começou uma partida de Smash, ali, no meio do ambiente, e isso claro, chamou bastante atenção! Confesso, que me senti num comercial da Nintendo, daqueles quando alguém chega numa festa e tira o Switch da mochila e todos começam a jogar. Foi uma sensação muito boa!

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Sobre a organização do evento, todos os staffs foram muito atenciosos, sempre disponíveis para ajudar no que precisasse, nos deixando muito confortáveis. Uma pequena crítica que tenho a fazer no entendo é que não haviam tomadas disponíveis para carregarmos o celular, o que é algo de extrema importância hoje em dia. Outra crítica é que na entrada da universidade não havia nenhum banner ou poster avisando que ali estava acontecendo o Game Expo Rio, o que talvez pudesse atrair mais público. Apenas quem já sabia de antemão do evento poderia imaginar que ele estava ocorrendo ali. Isso é algo que eu resolveria para uma próxima edição.

Ainda, tenho que mencionar que a parte da Ação Social do evento, que ofereceu a meia-entrada social, onde você pagava meia-entrada ao doar 1kg de alimento não perecível foi um sucesso e muitos quilos de alimentos foram arrecadados, alimentos estes que serão doados para o Instituto Cultural “Palco da Vida”.

Por fim, foi um dia muito agradável e divertido, rodeado de amigos e pessoas conhecidas, e eu mal posso esperar pela próxima edição.