[Review] Swords of Ditto

[Review] Swords of Ditto

16/02/2020 0 Por

Desenvolvedora: OnebitBeyond
Publicadora: Devolver Digital
Gênero: Aventura, Action RPG/ Rogue Like
Data de lançamento: 2 de Maio, 2019
Preço: 14,99$
Formato: Digital

Versão em vídeo


A maldição da Ilha de Ditto:

 

Swords of Ditto é um game de aventura no estilo rogue like com muitos elementos de RPG. Foi desenvolvido pela OnebitBeyond e tem uma proposta admirável de combinar gráficos caprichados baseados em animações infantis (no melhor estilo Hora de Aventura) com referências de jogos que seguem a linha progressão de Zeldas 2d.

Nesse jogo controlamos o herói da Ilha de Ditto, e aqui o herói é totalmente irrelevante. Como o próprio nome do jogo já deixa claro, o personagem principal do game é a espada. Já no comecinho da história ao pegar a espada recebemos os poderes do escolhido pela a Espada de Ditto que tem a missão de derrotar a terrível bruxa Mormo que é uma espécie de Ganon da ilha de Ditto. Uma vez que de 100 em 100 anos devemos enfrenta-la novamente  e uma das principais características do jogo é que se formos derrotados por Mormo, ressuscitamos 100 anos depois como um novo herói escolhido, com características físicas totalmente diferentes, podemos voltar como humanos de diferentes etnias ou como humanoides que podem ter aparência de animais, robôs e até mesmo extraterrestres, o interessante é que isso também vale para todos os NPCs do jogo, depois de 100 anos eles também parecem ressuscitar com novas aparências, porém com as mesmas funções da vida anterior, e isso é muito doido rs.

Depois de ressuscitar e retirar novamente a espada de seu pedestal continuamos a missão de derrotar mormo. Vamos ter que enfrentar mormo novamente de qualquer forma, porém se derrotarmos a bruxa, vamos encontrar uma ilha muito mais bonita, com clima agradável e construções caprichadas depois de 100 anos e se formos derrotados vamos encontrar longas temporadas de chuva, tempo escuro e construções feias e destruídas.

O objetivo principal do jogo é ficar forte para enfrentar a mormo e libertar o mundo do controle da bruxa e isso significa ter que explorar o mapa todo outra vez, porém todas as vezes que fazemos isso encontramos novas dungeons e novos cenários e áreas antes desconhecidas o que me faz considerar a gameplay bastante divertida e original nesse aspecto. Afinal existe coisa melhor do que explorar dungeons? E esse jogo tem muitas e com maravilhosos puzzles e quebra cabeças no melhor estilo dos Zeldas 2d. Algumas são cavernas, outras são templos antigos e as melhores são as de dungeons de brinquedo, pois no final temos que enfrentar um mini boss para abrirmos um baú de brinquedo, que é um equipamento que ajuda a nos fortalecer bastante, facilitando o progresso no jogo. É importante citar que as dungeons tem um sistema de teleporte para a entrada, outra mecânica comum nos games de Zelda 2d.

 

Jogabilidade:

 

Referências de Zelda como rolar, quebrar jarros, cortar grama, explodir paredes estão fortemente presentes na gameplay. A Jogabilidade é bastante completa com atalhos para equipar itens e equipamentos sem precisar acessar o menu, esse jogo da uma verdadeira aula em muitos jogos triple a nesse aspecto.

As mudanças de clima e o passar das horas é outro elemento que merece destaque. Lembra muito o que acontece no Zelda Breath of the Wild. Quem jogou esse Zelda sabe que quando a gente menos espera começa a chover, em Sword of Ditto não é muito diferente. Acontece que aqui o clima e a hora fazem toda a diferença na hora de montar o Build de equipamentos, já que alguns adesivos (que são os equipamentos que conferem buffs) dão habilidades e buffs adicionais a noite ou de dia e em alguns casos até restabelecem o HP em poças de água.

Como se não bastasse, o jogo também apresenta no menu uma área de atributos e resistências, onde podemos conferir o bônus nos atributos e as resistências elementais como fogo, veneno e  éter. Achei muito bem pensado incluírem sorte como atributo. Com sorte alta fica mais fácil encontrar adesivos raros, comidas e tábuas de escrituras.

Como se esse jogo já não apresentasse elementos de jogabilidades bons o suficiente, também é possível viver a experiência em modo multiplayer nativo, ou seja, basta seu amigo pegar um controle e apertar start que um novo personagem surge na tela. Ele escolhe um dos avatars que você salvou durante o jogo e assume suas habilidades para jogar com você, sem nenhuma restrição de jogabilidade, com todos os comandos e opções de customização e direito nas ações do jogo e isso é simplesmente fantástico.

 

Gráficos:

 

Umas as coisas que mais me agradou nesse game foram os caprichadíssimos gráficos. Como falei antes me senti num misto de Zelda com Hora de Aventura, onde cada parte mínima do  jogo mostra gráficos bem trabalhados e com ótimo acabamento. As cores são perfeitas e nos remetem a uma sensação gostosa reforçando que ao jogar estamos num momento de descontração e diversão, o que me fez ter a impressão de ser recompensado com um lazer parecido com o de assistir um desenho da Cartoon Network.

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Mecânica:

 

Existe uma grande variedade de raças de criaturas no jogo, inclusive robôs e androides. Também existem algumas Divindades e seus templos ficam espalhados pelo jogo representados por fontes. Nessas fontes é possível fazer um pedido para conseguir bençãos como uma vida adicional ou um dia a mais para se preparar para o duelo com Mormo o que é bastante útil, uma vez que temos apenas 4 dias (no tempo do  jogo) para enfrentá-la novamente.

Os NPCs são muito interessantes e quando digo interessante estou explorando o aspecto físico e seus maravilhosos diálogos. Perdi horas parando para ler com atenção as divertidas frases das conversas. Eles também são responsáveis por entregar algumas side quests, que são bem legais, inclusive só o fato desse game ter um sistema de side quest já é algo digno de admiração.

Existe uma espécie de museu na cidade onde podemos ler todas as partes da história do universo do game, e assim como os diálogos dos NPCs, as histórias contadas são bastante divertidas e toda vez que eu conseguia uma nova tábua ficava com vontade de fazer uma pausa para ler antes de voltar a jogar.

Nosso inventario é gigante e existe uma razão simples para termos vários slots para itens na bolsa: Existe uma infinidade de itens e são uns mais divertidos que os outros. Existem diversos tipos de bombas, armas, itens de cura, acessórios e por aí vai.

O sistema de level é bem aplicado e conforme vamos evoluindo novos slots para equipar adesivos são adicionados e dessa forma podemos deixar nosso herói ainda mais parrudo para derrotar Mormo mais facilmente. Assim como jogos Action RPGs modernos, no menu tem uma aba com as quests e side quests que deixa nossos objetivos mais claros. As missões principais sempre ficam sinalizadas no mapa, e por falar em mapa, o mapa desse jogo é uma das coisas que mais gosto. Ele é totalmente claro e simples todo desenhad,o além de exibir vários pontos de viagem rápida espalhadas por cada cantinho do jogo. A animação das viagens rápidas é outra coisa apaixonante: o serviço de transporte kazoo garante velocidade e diversão ao usar o teleporte. É uma pena que o único ponto realmente negativo que encontrei nesse jogo foi o tempo de carregamento. Quando passamos de um mapa a outro, ou quando entramos e saímos de algum lugar o loading chega a ser estressante. Isso me irritou em alguns momentos que estava super empolgado com o jogo, não sei se isso acontece em outras plataformas, mas no Nintendo Switch isso acontece tanto no modo dock quanto no modo portátil.

O bestiário do jogo é bem rico e variado, onde cada inimigo tem habilidades e formas de ataque únicas. Em muitos casos é preciso aprender um padrão para derrota-los mais facilmente. Os mapas estão cheios deles e todos tem uma barrinha de HP exposta e ao derrotá-los, além de em muitos casos poder dropar itens e dinheiro também podemos ver nossa barrinha de xp aumentar. Isso dá uma sensação que faz lembrar bastante os MMO RPGs e é sem dúvida outro ponto positivo do jogo. O dinheiro  que conseguimos ao derrotar monstros, quebrar jarros e cortar grama também tem utilidade, ele serve para gastar na cidade e nas lojas de NPCs que ficam espalhadas pelo mapa. Na cidade tem alguns comércios como um mercado para comprar itens de cura (fast foods de péssima qualidade como hambúrguer, milk shake, rosquinhas, cookies e sushi), tem uma loja de adesivos, uma loja de brinquedos, barraquinha de café, um carrinho de cachorro quente e alguns outros.

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Trilha sonora:

 

A trilha sonora é bastante satisfatória e empolgante, gosto das músicas da cidade, da trilha de abertura até mesmo das músicas sinistras e misteriosas das dungeons. Infelizmente como o jogo é muito cíclico em alguns momentos as músicas cansam um pouco, digo um pouco porque os ótimos efeitos das ações de combate compensam bastante e traz equilíbrio nesse quesito.

Conclusão:

 

É sem dúvida o indie perfeito para todos os fãs de Zelda 2D, ouso a dizer que entrega muitas coisas que Zelda ainda não entregou como uma boa jogabilidade multiplayer opcional durante a história principal do jogo. É uma ótima opção para quem quer jogar um game bom nesse estilo sem ter que pagar rios de dinheiro para se divertir.

 

Avaliação: 9

Significado das notas de 1 a 10

1 – Melhor vomitar do que jogar isso
3 – Vai fazer outra coisa.
5 – Só jogue se você for MUITO fã mesmo…
6 – Jogo legal pra se divertir e se distrair.
8 – jogo bom, vale bem seu tempo e dinheiro!
9 – Jogo excelente que vai deixar uma marca em você!
10 – Jogo obrigatório!