Review | World of Horror

Review | World of Horror

20/02/2020 0 Por Carlos

Desenvolvedora:  panstasz
Publicadora:  Ysbryd Games
Gênero: Terror,RPG
Data de lançamento: 20 de fevereiro, 2020
Preço: U$14,99 Preço(Steam BR):R$28,99
Formato: Digital

Inspirado em obras como Junji Ito, histórias de H.P Lovecraft, e exploração similar ao clássico Carmen Sandiego, World of Horror é um jogo de RPG com visuais 1 bit onde você assume o papel de uma mulher que passa a investigar uma cidade japonesa cheia de mistérios. Ele atualmente está em Early access na Steam, com lançamento nesta semana – tive a oportunidade de receber uma cópia do jogo para análise então aqui vou eu!

Historia

Algo estranho está acontecendo na cidade de Shoikawa no Japão dos anos 80. Pessoas com roupas estranhas se reunindo a noite na floresta, pessoas sumindo e criaturas horripilantes  aterrorizam as praias enquanto os deuses antigos que governavam a terra há muito tempo atrás começam a acordar enquanto a realidade desmorona.

Embora a base da história seja separada por campanhas, ela casos e mistérios diferentes. Quando inicia um jogo é possível escolher entre cinco mistérios que podem ser feitos em qualquer ordem. Alguns desses mistérios contem criaturas de historias de terror/lendas urbanas japonesas como Akagami Aogami “papel vermelho e papel azul” e Kuchisake Onna “mulher da boca cortada”.

Visuais e inspirações

 A escolha de visuais 1bit pode parecer feio a primeira vista e um formato um tanto quanto preguiçoso, mas quando ao prestar bem atenção da para ver o quanto ele se inspirou
em Junji Ito, um mangaka especializado em obras de terror. Como a maioria dos mangakás japoneses, suas obras são em preto e branco, o jogo consegue emular bem o estilo mas ainda fica longe de ser tão medonho e repugnante quando o da sua inspiração.

Como o estilo se baseia em jogos antigos ele aproveita para colocar varias palhetas de cores incluindo GCA que alguns devem conhecer pelas cores rosa choque, azul claro, branco, amarelo, vermelho e verde alem de possuir um simulador de monitores antigos.

Trilha sonora

A trilha sonora de Word of Horror tem sinergia com sua atmosfera trazendo a sensação de que estou jogando um jogo antigo de PC, embora não seja aquilo que me deixa entusiasmado para pausar o jogo e ouvir suas músicas de fundo. Mas se juntada com um ambiente de um quarto escuro onde só existe a luz do monitor fica algo bem climático e chega dar calafrios as vezes.

O jogo

World of Horror é focado em investigação mas com elementos de RPG. No entanto, estes elementos não se referem podem não parecer existir fora do combate se a opção de “matemática” estiver desligada. Está opção adiciona as contas para saber se o evento vai ter sucesso ou não e isso da uma certa sensação de RPG de mesa  se juntar com a narrativa que vem com qualquer ação realizada.

A maior parte do jogo tem como foco a narração e diálogos, então saber inglês é essencial para uma experiência completa. Os casos  possuem mais de um final e as escolhes feitas durante a campanha podem influenciar em como cada caso vai terminar mesmo que de forma indireta.

A parte da investigação é muito direta, o jogo sempre diz onde se deve ir de forma que se possa ignorar os textos e só seguir as informações das áreas marcadas. Algumas ações de investigação tem a taxa de sucesso baseada em algum status do personagem somado a número aleatório como um rolar de dados. Independente do resultado ser um sucesso, a ação pode encadear malefícios como as “maldiçoes”, em alguns casos o jogador só vai ter a perder e vai caber a ele decidir a escolha menos prejudicial .

Durante as investigações vão acontecer eventos aleatórios, eles não tem a ver com a historia mas dependendo do momento podem ser um bênção, mas terão seu custo como quase tudo dentro do jogo. Cada escolha vai ser um faca de dois gumes e nessas ocasiões o gerenciamento de recursos é importantíssimo para tentar manter um equilíbrio entre a “Vida”, ”razão” e “ruína” – essas três medições fazem com que de game over.

Ao contrario da maioria dos jogos, o HP (STA) chegar a 0 não é necessariamente a morte, é possível ficar com o HP abaixo de 0 mas é preciso deixar ele em algum numero positivo antes de iniciar outro caso. Caso seja impossível, isso resultara em Game Over. O mesmo acontece com a Razão (REA), só que aí a razão negativa faz com que o personagem cometa suicídi. E por final a Ruína (Doom), esse status é contabilizado por porcentagem mas ao contrário dos outros, quanto maior a quantidade pior é – assim como os outros seu crescimento ou diminuição vai depender dos acontecimentos dentro dos eventos, algumas vezes vai ser necessário fazer a ruína aumentar para poder curar um pouco de STA e REA, ou até mesmo para usar alguma magia (que também podem custar a REA ao ser usada e recuperar ao ser descartada).

É necessário um bom gerenciamento de pontos, sempre será preciso sacrificar algo, até mesmo quando se trata de curar feridas. Existem itens que curando ainda vão deixar cicatrizes que diminuíram o carisma (CHR) do personagem ou algum outro malefício. Todos os status e o dinheiro são com números pequenos, normalmente tendo somente um digito, então sempre acabam parecendo baixos e escassos principalmente no caso do dinheiro. Nunca é possível comprar tudo que seria necessário para se sentir confortável com um estoque.

Existe a possibilidade de andar em grupo, mas ao contrario dos outros RPGs os integrantes não vão batalhar, eles servem para aumentar os status e serem jogados como distração em combates. Alguns possuem mais relevância e podem liberar opções exclusivas nas investigações, então sempre é bom ter alguns aliados para garantir mais pontos nos status independe de quais status eles aumenterem. Equipamentos são um pouco incomum de serem deixados por inimigos ou serem achados, além de ter pouco espaço para eles.

Assim como o jogo Risk of Rain, conforme vai progredindo no e concluindo as campanhas vão se abrindo opções para novas personalizações. Ao iniciar uma campanha pode-se escolher um Deus antigo que terá uma regra naquela campanha assim como escolher “expansões” como por exemplo inserir itens liberados por meio das conquistas, bem como existe a possibilidade de escolher um plano de fundo (Background) para a campanha que iria deixar ela mais complexa.

Conclusão

World of Horror é um jogo bem diferente e possuiu um combinação de coisas que funcionam bem. Mas acho que é um tipo de jogo que vai agradar uma público de nicho. Ele é muito focado em textos e mesmo que se possa concluir sem ler muito ele acaba ficando raso e o pouco suporte a línguas que só incluem inglês e japonês vai acabar afastando muita gente.

Para aqueles que gostam de fazer conquistas e finais alternativos, World of Horror talvez possa te agradar, embora seja necessário fazer algumas investigações diversas vezes até conseguir fazer todos os finais. Além disso, as conquistas vão liberando coisas para personalizar o jogo, ainda existe um vasto bestiário e lista eventos para serem completas.

Pelo estilo do jogo ele funciona melhor no PC usando teclado e mouse mas a proposta de jogatinas rápidas é perfeita para portáteis como o Switch. As campanhas são curtas e ótimas para passar o tempo.

(Analise feita com base na versão de acesso antecipado)

Avaliação: 7

* Cópia para análise disponibilizada gentilmente pela Ysbryd Games *

Significado das notas de 1 a 10

1 – Melhor vomitar do que jogar isso
3 – Vai fazer outra coisa.
5 – Só jogue se você for MUITO fã mesmo…
6 – Jogo legal pra se divertir e se distrair.
8 – jogo bom, vale bem seu tempo e dinheiro!
9 – Jogo excelente que vai deixar uma marca em você!
10 – Jogo obrigatório!