[Review] Super Mario 3D All-Stars

[Review] Super Mario 3D All-Stars

25/09/2020 0 Por CellyDiva

Desenvolvedora: Nintendo
Publicadora: Nintendo
Gênero: Ação, Plataforma
Data de lançamento: 18 de Setembro, 2020
Preço: R$ 299,00 (Loja Nintendo Brasil)
Formato: Digital (Físico em importação)

Super Mario 3D All-Stars é um dos títulos de comemoração dos 35 anos de Super Mario, e, assim como Super Mario All-Stars, o original, de Super Nintendo, trouxe diversos jogos marcantes do encanador para a época, 3D All-Stars trás agora três títulos 3D do bigodudo que marcaram gerações!

Super Mario 64

A coletânea Super Mario 3D All-Stars trouxe consigo Super Mario 64, o primeiro título 3D do Mario que não só foi a porta de entrada para uma nova ramificação da série explorando ambientes tridimensionais em um jogo de plataformas, como também moldou padrões para futuros jogos do gênero. No entanto, rejogar Super Mario 64 nos dias de hoje fazendo aquela gambiarra para instalar um console retrô em uma TV moderna pode não ser a melhor alternativa para tentar reviver os tempos de jogatinas nos anos 90. Ainda, se você quer apresentar um dos jogos mais influentes de sua época à alguém mais novo, tentando simular a experiência original, será necessário investir em equipamentos que se adeque à tecnologia da daquele tempo, como por exemplo ter uma TV de tubo CRT.

Dito isso, Super Mario 64 do pacote de Super Mario 3D All-Stars é uma ótima pedida. O jogo é o mesmo que tivemos contato no passado e você estará jogando da forma mais oficial e legal possível. Porém nesta versão temos algumas mexidas aqui e ali para que o jogo fique visualmente agradável aos dias de hoje.

Embora ele seja o que menos teve melhorias em termos técnicos e visuais em relação ao Super Mario Sunshine e Super Mario Galaxy, as texturas suavizadas, a HUD refeita, seu aumento de resolução para 720p, e o jogo ainda estar na proporção de 4:3 fizeram toda a diferença em minha experiência. Claro, o jogo também envelheceu muito bem, pegar os Joy-Cons e fazer os saltos, a corrida, nadar e pular, foi algo ainda melhor do que pegar em um controle do Nintendo 64 hoje em dia – lembro que no Nintendo 64 girar o Bowser usando a alavanca do controle era de perder a paciência e ter palma da mão dolorida.

No início, pelo fato de Super Mario 64 não ter sido totalmente refinado, igual vimos em The Legend of Zelda: Ocarina of Time 3D onde a Nintendo refez os modelos dos rostos dos personagens por exemplo, me fez olhar torto para o jogo e duvidar se a coletânea realmente valia a pena. No entanto ao jogá-lo, vi que manter a essência do jogo original com apenas leves melhorias foi a decisão correta a ser feita.

Super Mario Sunshine

O segundo título da coletânea também foi o próximo jogo 3D do Mario, este chegando ao Game Cube — este também foi o título menos jogado em sua plataforma original, ficando com vendas inferiores aos outros dois títulos, algo que vai fazer com que a experiência em 3D All-Stars seja a primeira vez para muitas pessoas com Sunshine.

Assim que abrimos o game, já podemos ver diversas melhorias em relação ao título original: agora, Super Mario Sunshine está em widescreen (aspecto 16:9), algo que não vimos acontecer com Super Mario 64, o jogo está apresentado em 1080p e o estilo artístico do game envelheceu tão bem que se a Nintendo quisesse, poderia ter lançado o título como um jogo separado em cartucho que conseguiria se passar por um remaster de Nintendo Switch.

Em Super Mario Sunshine temos diversas diferenças em relação ao Super Mario 64: com uma ambientação diferente, se passando numa ilha paradisíaca, agora temos o F.L.U.D.D., uma espécie de arma de água que Mario carrega nas costas com o objetivo de limpar toda a sujeira, gosma e pichação espalhada pela ilha — algo que é feito pelo antagonista para por a culpa em Mario — e as principais mecânicas do game irão girar em torno do F.L.U.D.D. Em adição aos tradicionais movimentos de Mario aprendidos em Super Mario 64, agora podemos atirar jatos de água para limpar a sujeira e derrotar os inimigos, utilizar o jato de água para planar, saltar e mais.

Diferente de Super Mario 64, aqui coletaremos os Shines, que são sóis disponíveis no final de cada missão. Quanto aos controles do game, no princípio achei um tanto confuso, principalmente para controlar a mira do F.L.U.D.D. (enquanto na maioria dos jogos os controles são inversos, aqui, apontar para cima realmente fará com que Mario mire para cima, enquanto apontar para baixo irá fazer com que mire para baixo, e assim por diante). Também houve diversos novos movimentos de Mario que só fui aprender muitas horas depois de começar a jogar, o que teria me facilitado bastante se já soubesse desde o início, mas passando pela fase de aprendizado, você irá se sair bem e tirar o game de letra.

Quanto aos aspectos técnicos, não há o que acrescentar: o game possui visuais lindíssimos, o bump de resolução para 1080p e o HUD refeito para o formato HD fazem com que o jogo se passe por um remaster feito para o próprio Nintendo Switch. Quanto a taxa de frames por segundo, apesar de este rodar em 30fps, não me senti prejudicado, e tudo ocorreu de forma bastante satisfatória.

Super Mario Galaxy

E para fechar esta avaliação, vamos falar sobre Super Mario Galaxy, que para muitos é a estrela da coletânea. Original de Nintendo Wii, ainda naquela época o jogo já esbanjava gráficos lindíssimos e parecia quase um milagre o Wii rodar o game daquela forma. Para esta versão de Nintendo Switch, o jogo recebeu um aumento de resolução para 1080p, e desta vez roda em 60fps. Eu diria que o título mais parece um game de Nintendo Switch do que de Wii, mais até do que Super Mario Sunshine! Graficamente o jogo envelheceu MUITO bem, e todos os efeitos especiais e de iluminação que possui fazem com que ele se passe facilmente por um jogo nativo de Nintendo Switch.

Quanto aos controles do jogo, este foi o mais natural para mim: todos os comandos do Mario que nós conhecemos dos jogos que vieram depois já estava lá, e jogar Super Mario Galaxy pela primeira vez agora no Nintendo Switch me pareceu que eu já conhecia o game há anos, pois eu literalmente abri o game e comecei a jogar sem precisar passar por nenhuma curva de aprendizagem, diferente de Sunshine — e sim, eu não tive contato com os dois games em suas gerações originais, portanto foi uma surpresa pra mim que em meu primeiro contato com Galaxy eu já parecia conhecer intimamente o game.

Em Super Mario Galaxy, como o nome sugere, as fases se passam em diferentes galáxias, e como já era de se imaginar, a gravidade possui um papel crucial no jogo. Aqui, iremos explorar diversos pequenos planetas e percorrer diversas galáxias com a finalidade de recuperar as estrelas que irão fazer com que possamos prosseguir com a história do game.

Uma das coisas que achei bastante curiosa foi a adaptação dos controles do game para o Nintendo Switch. Enquanto no original de Wii Mario era controlado com os Wii Mote apontando para a televisão, aqui, nós temos diversas opções de controles. Os JoyCon simulam perfeitamente os Wii Mote e podemos jogar apontando os controles para a tela. Caso jogue com o Pro Controller, você poderá utilizar o giroscópio para controlar a mira na tela, e há ainda a possibilidade de jogar no modo portátil utilizando a tela de toque para controlar o ponteiro, e sim, tudo parece muito natural.

Uma das coisas que me chamou a atenção e eu achei bastante curioso foi que mantiveram o design dos menus do Wii, e achei muito interessante, pois este pequeno detalhe, eu senti que remete à sensação de estar jogando num Nintendo Wii.

Ainda sobre Galaxy, uma das coisas que me deixou completamente arrepiado foi escutar o tema “Koopa Road”, vinda lá de Super Mario 64 enquanto percorria a fase para enfrentar Bowser!

Conclusão:

Enquanto jogava os títulos Super Mario Sunshine e Super Mario Galaxy, não pude deixar de notar diversas características de futuros jogos que viriam a ser lançados, como alguns desafios de Super Mario 3D Land e Super Mario 3D World, principalmente nos segmentos de Super Mario Sunshine onde devemos passar por plataformas rotatórias sem o uso do F.L.U.D.D para nos acompanhar, ou a parte em Super Mario Galaxy onde Bowser cospe fogo destruindo o cenário, algo visto posteriormente em Super Mario 3D Land.

E como não podia passar em branco, Super Mario 3D All-Stars passou por uma pequena polêmica dias antes de seu lançamento, quando dataminers descobriram que os games se tratam de uma emulação, e não ports dos jogos para o console híbrido da Nintendo, mas em minha concepção, isto não é nem um pouco ruim, muito pelo contrário: enquanto senti que os jogos rodam de forma absolutamente satisfatória, na minha opinião isto é algo que abre portas para possíveis jogos dos três consoles aqui representados: o Nintendo 64, Game Cube e Nintendo Wii, e eu mal posso esperar para saber o que a Nintendo irá fazer em breve com estes emuladores, pois tenho certeza que eles não foram desenvolvidos para apenas um título de cada. Por fim, o fato de se tratar de uma emulação definitivamente não tira o brilho da coletânea. Ainda, apesar de serem jogos emulados, eles ganharam a implementação do Rumble HD, o que fornece um charme ainda mais especial aos títulos!

Quanto aos games disponíveis na coletânea, se você nunca jogou nenhum dos títulos, esta com certeza é a sua chance de conhecer estes jogos maravilhosos.

Se você jogou durante a época original dos games e gostaria de apresenta-los para uma geração mais jovem, esta é a sua oportunidade. E se você, assim como eu, não teve contato com a pérola que é Super Mario Sunshine, eu diria que só por este título já vale a coleção, já que se você for jogar o título de forma oficial em seus consoles de origem, irá gastar muito, mas muito mais que os R$ 299,00 reais pedidos na Loja Nintendo Brasil (sim, o console Game Cube é um tanto raro e caro, e Super Mario Sunshine é tão caro quanto. O mesmo vale para Super Mario Galaxy e Super Mario 64).

Agora, se você foi pego pela nostalgia e quer rejogar estes clássicos em um console moderno, esta é a sua oportunidade.

Jogo avaliado com a cópia cedida gentilmente pela Nintendo America Latina.

Avaliação: 9,5 / 10

1 – Melhor vomitar do que jogar isso.
2 – Só se você quiser muito mesmo testar o jogo.
3 – Vai fazer outra coisa.
4 – Dá pra jogar no banheiro ou esperando o dentista.
5 – Só jogue se você for MUITO fã mesmo…
6 – Jogo legal pra se divertir e se distrair.
7 – Jogo divertido, mas não é nenhuma obra de arte.
8 – Jogo bom, vale bem seu tempo e dinheiro!
9 – Jogo excelente que vai deixar uma marca em você!
10 – Jogo obrigatório!