RetroBoy | Mario Tennis: Power Tour

RetroBoy | Mario Tennis: Power Tour

28/02/2021 0 Por Guilherme Morando

A série Mario Tennis talvez seja a mais antiga franquia de esportes do Mario que até hoje tem como obrigatoriedade estar presente nos consoles de mesa e portáteis da Nintendo. Pulando alguns títulos, chegamos em 2005 no GBA quando a Nintendo em parceria com a Camelot trouxe o Mario Tennis: Power Tour, o segundo título dedicado aos portáteis com diversos aprimoramentos e novidadas na franquia tendo como destaque elementos de RPG com batalhas épicas de tênis. Nesta edição do RetroBoy, eu irei dissertar um pouco sobre este título maravilhoso, que serviu como inspiração para renovar a série Mario Tennis muitos anos depois com Mario Tennis Aces no Nintendo Switch. Pegue a sua raquete, vista-se com roupas leves e vamos nessa!

Capa do jogo

Uma aventura com companhia… ou sem?

Acordar na pele de um jogador de tênis que recentemente se mudou para uma nova academia pode não ser uma coisa muito desejada. Mas aposto que, com alguma companhia tudo fica melhor. Em Mario Tennis: Power Tour, você pode escolher uma menina ou um menino para a sua aventura desportiva. Isso claro, se for de sua vontade jogar o modo de duplas, no qual as partidas ficam sempre mais intuitivas e divertidas.

Mario Tennis: Power Tour (GBA) pouco inovou, mas deixou sua marca -  Nintendo Blast

Mas agora, se você quiser algo com mais ação e desafios para superar, que tal experimentar uma aventura solo? A tensão de uma bola quicar na quadra, e ir voando para o lado oposto é bem maior do que sempre poder contar que seu companheiro de time que estará ali para defender sua equipe e impedir de fornecer gratuitamente um ponto para a equipe inimiga. No entanto, dentro da academia você pode encontrar alguns professores que lhe lecionar, sejam teóricas ou práticas. E te garanto que, caso vá jogar sozinho, é sempre bom dar uma passadinha por lá e treinar um pouco. Novas técnicas, métodos diferentes de rebater as bolas adversárias, e diversos outros fatores compõem a estratégia que forma “Power Tour“.

E já que citamos estratégia… que tal falarmos dela?

Um ponto muito forte deste jogo é a estratégia. Isso porque literalmente tudo no jogo depende de você saber muito bem a hora certa e o momento certo de usar certas habilidades. Dentre elas, temos o “Power Shoot“: quando seu personagem começar a exalar partículas de poder, basta pressionar o botão de ombro que ele efetuará um golpe poderosíssimo! E a variedade de Power Shoots existentes é surpreendente. Estes tipos de disparo de bola compõe a estratégia do jogo pois são divididos em duas categorias: ataque e defesa.

A categoria de ataque serve para disparar bolas em alta velocidade, ou alguns que até mesmo enfraquecerão seu inimigo, sendo reduzindo sua velocidade ou a potência de seus disparos – sim, a potência que a raquete rebate a bola pode ser controlada. Já a categoria de defesa é composta de habilidades que são tão rápidas quanto a velocidade da luz. Isto é: saltitar de um lado para o outro da quadra, ou até mesmo parar o tempo a fim de alcançar a bola de tênis a tempo. Este tipo de habilidade, eu diria, que é o mais essencial, uma vez que serve para rebater os hiper disparos de seus inimigos, que geralmente podem ter “Power Shoots” muito mais poderosos que os seus.

E falando neles, para obte-los basta treinar na academia principal, onde irá encontrar máquinas de destreza, velocidade e ataque. Estas máquinas, após completar um nível completo de cada, poderá adquirir um novo “Power Shoot“.

Porém, nem tudo são flores

Infelizmente, tiveram algumas coisas que não me agradaram no Mario Tennis: Power Tour. O jogo em sí não te mostra como se usam os Power Shoots, nem como obte-los, não de forma direta. E a escolha de fazer um jogo deste em pixel… acho não muito propícia, isso porque afetou também a velocidade da bola, e fez-a parecer muito veloz, enquanto seu personagem é muito lento.

O jogo nem ao menos te mostra um mapa para saber a utilidade de certos lugares, o que te deixa muito confuso sobre onde ir – mesmo que existam partes do jogo que pedem ao jogador com que explore o mapa e encontre uma área desejada pelos NPCs. E ainda, não se explica diretamente como funcionam as partidas de Tênis, e literalmente você precisa jogar para entender. E outra coisa que é pouco explicada é a existência de níveis e atributos. Afinal, qual é a finalidade deles?

Hey, cadê o Mario !?

Essa foi a primeira pergunta que me fiz ao entrar no jogo. Afinal, qual o sentido de se chamar “Mario Tennis” se não se joga com o Mario? Eu recomendo que, depois de zerar, entre novamente no jogo e encontre uma viagem um tanto inusitada para um reino já conhecido. Você já sabe de onde estamos falando né?

Frase de maior referência do Super Mario, “It ‘s a me! Mario!”

Sim, enfrentar os personagens do Reino do Cogumelo só existe no pós-game, que inclusive, é um ponto forte deste jogo. E vencendo-os, são desbloqueados para serem usados em partidas casuais (fora do modo história). Basta vencer o campeonato proposto pela princesa Peach, lutando contra alguns personagens clássicos da série de jogos do nosso encanador favorito.

Afinal, sobre o que se trata o enredo do modo história?

Um nobre jogador de Tênis acorda em seu primeiro dia para algo que vivenciaria pela primeira vez em sua vida: viver e treinar em uma academia profissional de Tênis. Lá, ele acaba por enfrentar três níveis diferentes de jogadores: Junior, Senior e Varsity, para enfim, após derrota-los, adentrar os campos do campeonato na Island Open, onde enfrentamos outros times de quatro escolas de Tênis diferentes.

Mario Tennis: Power Tour possui um enredo simples, mas envolvente e criativo. Os personagens que você vai conhecer nesta aventura tem um carisma e uma personalidade própria que cativa, que causam um sentimento muito bom. Típico de um bom JRPG.

Uma cena onde um personagem “perde a cabeça”

Uma reviravolta final

Bom, pra já irmos finalizando, gostaria de falar que Mario Tennis: Power Tour é um ótimo jogo da série, e que existe um pouco de preconceito entre os fãs da série sobre ele, já que é por muitos considerado “bobinho”, mas garanto que, se jogar, irá se apaixonar. E sim, ele tem suas falhas, mas os acertos são capazes de supera-las e fazer com que seja um ótimo e divertido jogo.

E para cumprir o script, não se esqueça de vencer o campeonato de Tênis da princesa Peach, hein?! Até a próxima!

Guilherme Morando
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