Review | Espgaluda II

Review | Espgaluda II

17/09/2021 0 Por andregbj

Desenvolvedora: CAVE
Publicadora: Live Wire
Data de lançamento: 9 de setembro2021
Preço: R$ 101,95
Formato: Digital

Análise feita no Nintendo Switch com chave fornecida gentilmente pela Live Wire.

A Live Wire traz mais um clássico dos shoot ‘em up do subgênero bullet-hell, dessa vez com Espgaluda II. A despeito do que foi feito em outros jogos resgatados da CAVE, houve o cuidado em disponibilizar todas as versões em que o título poderia ser encontrado até então, fazendo desta a versão definitiva de Espgaluda II, mesmo que isso não seja mencionado no título.

De qualquer forma, será que a transposição dos arcades e de outros consoles de mesa para o híbrido da Nintendo ficou satisfatória? Vem conferir comigo agora a análise de Espgaluda II!

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A história tá lá, mas também não está

O resgate de shmups clássicos que está sendo feito com o catálogo da CAVE por parte da Live Wire, está sendo incrível. Jogos de uma gigante deste gênero poderiam ficar restritos às suas plataformas originais ou a relançamentos que nunca saíssem do Japão e essa iniciativa por si só já é louvável. Mas o pleno sucesso dessa empreitada esbarra em questões de localização.

Durante o gameplay de Espgaluda II pouco se faz menção do que está ocorrendo, você apenas progride nas fases, derrota um mid-boss e tem um trecho de diálogo com o chefe de fase e tudo bem. Existem jogos em que a narrativa é deixada de lado pois o time de desenvolvimento estava focado mais na jogabilidade, mas a falta de uma contextualização aqui gera um ruído grande.

Os diálogos citados no parágrafo acima não possuem sequer uma legenda, fazendo com que apenas aqueles que possuem conhecimento da língua japonesa possam entender algo. Some-se a isso ao fato do primeiro game não estar disponível na plataforma e você ganha o passe livre para ignorar qualquer história.

Eu já vi você em algum lugar

Por se tratar de um título da mesma desenvolvedora, as semelhanças com Mushihimesama são bem evidentes. Os personagens jogáveis são Ageha, Asagi e Tateha, existem diferenças entre eles, um consegue aplicar mais dano aos inimigos, outra é mais ágil e por vai, só que são diferenças muito sutis, fazendo com que o critério de escolha seja o personagem que você considere mais bacana.

Os comandos possíveis são os já conhecidos tiro regular e o tiro concentrado, que aumenta consideravelmente seu poder de fogo em detrimento da sua velocidade e a mecânica inédita Ascension e Awakening Death World. Ao ativar o botão ZR uma barreira protetora irá recobrir seu personagem, o protegendo dos projéteis inimigos, os quais estarão em velocidade reduzida. Nesse modo a aparência do seu personagem também será alterada, visto que o acesso a esses poderes só é possível devido a sua conexão com os espíritos sagrados.

Saudades do que a gente não viveu

Milhares de jogos são lançados todos os anos e infelizmente muitos destes ficam restritos a mercados específicos, como é o caso de muitas obras do entretenimento eletrônico interativo conhecido como videogame. Seja por diferenças culturais que inviabilizam o entendimento da obra, seja por alguma decisão orçamentária, muitos jogos orientais ficavam restritos ao Japão, sem ao menos se tornarem conhecidos fora do seu nicho.

O trabalho de resgate da Live Wire tem sido exemplar, levando há mais pessoas jogos incríveis, como os shoot ‘em up da desenvolvedora CAVE. Nessa versão do Nintendo Switch é possível revisitar todas as versões que o jogo já possui, tanto as disponíveis nos Arcades quanto a em consoles de mesa como, pasmem, o Xbox 360. Se isso já não fosse incrível, um novo modo intitulado Black Label foi disponibilizado, onde é possível jogar com uma nova personagem com encerramento único!

Essa sensação de que mais pérolas escondidas podem ressurgir no dias atuais proporciona um sentimento que há muito tempo não sentia de completo desconhecimento de um game, fazendo com que a minha primeira experiência com ele seja quando realmente for jogá-lo, sem ter visto inúmeros trailers, lives demonstrando todo o gameplay e todos as formas de propaganda atuais.

Hardcore ou Casual, tem para todo mundo!

Todas as versões disponíveis nesta coletânea de Espgaluda II possuem modos para jogadores novatos, fazendo com que possíveis novos fãs possam aproveitar o jogo sem arrancar os cabelos ou para aquela jogatina mais casual de quem tem a vida muito corrida e sem tempo para muitas horas de jogatina.

Ao contrário do que muitos pensam, disponibilizar o seu jogo em modos mais facilitados não inviabiliza a obra a visão criativa, pois a versão recomendada como “padrão” ainda estará lá para quem quiser experienciar a obra em toda sua plenitude. O único ponto negativo aqui fica para o modo tutorial. Como grande parte dos textos e diálogos in-game não foram localizados nem ao menos para o inglês, fica um pouco sem nexo disponibilizar um vídeo ensinando a jogar o game sem ao menos você entender que comando está sendo acionado, por isso sugiro que mesmo os mais inexperientes o gênero se aventurem “na raça” ao invés de perder tempo aqui.

Pretende se aventurar no mundo de Espgaluda II? Conta aqui para gente o que vocês está achando do game até agora e se você pretende adquirir o título. Até a próxima!

Prós:

  • Versões Variadas
  • Modos de Jogo Acessíveis
  • Design de Personagens
  • Jogabilidade
  • Desempenho

Contras

  • Falta de localização dos diálogos
  • Tutorial mal acabado

Nota Final:

8

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