Review | Golf Club Wasteland

Review | Golf Club Wasteland

20/09/2021 0 Por Paulo Cézar

Desenvolvedora: Demagog Studio
Publicadora: Untold Tales
Data de lançamento: 02 de Setembro, 2021
Preço: US $ 9,99
Formato: Digital

Análise feita no Nintendo Switch com chave fornecida gentilmente pela Coconut Island Games.

Contextualizando

Apesar de ser tão interessante quanto qualquer outro esporte é inegável que o golfe é um evento esportivo consideravelmente inacessível, em especial no Brasil. Com isso, creio eu que seria um desperdício de minhas palavras fazer uma contextualização profunda acerca do esporte e sua importância cultural e derivados.

Então ao invés de usar o próprio esporte como referência ao contexto, prefiro me ater a uma leve licença poética, e, com isso fazer uma espécie de homenagem póstuma a um recém falecido, que apesar de às vezes ser menosprezado, fez parte da infância de boa parte, dos hoje adultos e adolescentes, que nasceram entre o final da década de 90 e meados dos anos 2000. Sem qualquer margem para dúvidas, os jogos baseados em Flash marcaram toda uma geração. Seja pela sua diversidade, acessibilidade, ou sua simplicidade é interessante entender como eles eram, para muitos, uma porta de entrada para o mundo dos jogos em geral.

Digitar um link e abrir um jogo, sem a necessidade de qualquer download é um dos pontos principais que proporcionaram a rápida expansão dos jogos em Flash. Porém, essa simplicidade não se resumia apenas ao acesso ao jogo, isso porque na gigantesca maioria das vezes os jogos em Flash eram baseados em mecânicas razoavelmente simples, como é o caso de DD Tank, que compartilha algumas semelhanças com Golf Club Wasteland, que a essa altura, você já sabe que é jogo desta review.

Jogabilidade

Apesar de não ser extremamente necessária, também não diria que a introdução sobre jogos de Flash seja extremamente desnecessária, já que com isso algumas características ficam subentendidas sobre Golf Club Wasteland, e, a que provavelmente deve ter se sobressaindo é sua simplicidade.

Golf Club Wasteland é um jogo internamente visto por um plano bidimensional, onde o jogador assume o papel de Charlie, que está no planeta Terra, ou pelo menos no que sobrou dele, já que após desastres ecológicos todo o restante da população da terra se mudou para Marte. Com Isso, as mecânicas ficam consideravelmente óbvias, em cada uma das 35 fases, o jogador deve acertar um buraco para na próxima fase, fases estas que vão tendo sua complexidade aumentada de forma gradual, porém mantendo as mesmas mecânicas introduzidas nas primeiras.

Assim como em DD Tank (e não é que a introdução se provou útil?) o jogador tem o controle de uma espécie de mira que o permite a movimentar em qualquer direção que respeite o limite de 180 graus do chão, porém em Golf Club você não tenta explodir outros jogadores que tem skins no mínimo invejáveis, aqui você apenas tenta acertar o buraco no fim da fase, através de ricochetes e alguns atalhos que o jogo te proporciona, que são especialmente úteis em fases mais avançadas.

Estética

O maior ponto de destaque de Golf Club Wasteland sem sombra de dúvidas é sua estética, que apesar de ser extremamente agradável em sua parte visual, não se resume apenas a mesma. O jogo conta com essa atmosfera fria e serena, que é contrastada pelo rosa neon dos letreiros do que um dia foram construções e estabelecimentos comercias, o que no fim do dia gera uma estranha ideia de conforto, apesar do mundo estar completamente abandonado.

A parte mais única do jogo provavelmente é a Radio Nostalgia, que simula, excepcionalmente devo acrescentar, o que seria uma rádio marciana focada no sentimento nostálgico que os mais novos moradores do gigante vermelho possuem da Terra. Desde músicas sobre o tópico, até personagens contando histórias de seu passado terráqueo, é honestamente uma simulação muito interessante do que um futuro distópico marciano pode vir a ser.

Conclusão

A combinação entre golfe e um futuro distópico contado na forma de uma programação de rádio é honestamente uma combinação especialmente única, que funciona especialmente bem, quase como uma espécie de lo-fi jogável. A única decepção que tive é quão curto o jogo é, com apenas 35 fases não é nada improvável que você termine o jogo em algumas poucas horas, que apesar de serem poucas, definitivamente serão memoráveis.

Prós:

  • Jogabilidade fluída e simples
  • Estética e atmosfera únicas.

Contras:

  • Consideravelmente curto, e sem muito fator replay.

Nota:

8

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