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Review | Iris.Fall

Thomas Mertens 07/01/2021

Desenvolvedora: NExT Studios
Publicadora: PM Studios
Data de lançamento: 07 de Janeiro, 2021
Preço: USD$19.99 digital, USD$39.99 físico
Formato: Digital e físico

Desenvolvido pela chinesa NExT Studios e lançado originalmente em 2018 na Steam, Iris.Fall enfim teve sua edição para consoles lançada, incluindo uma versão para o Nintendo Switch!

Brincando num ambiente meio cinematográfico e monocromático, Iris.Fall é um jogo de aventura e quebra-cabeças que traz varias referências, e muitos quebra-cabeças divertidos e desafiadores. No jogo acompanhamos Iris com o poder de entrar nas sombras projetadas nas paredes, vamos atrás de um gato preto que se mostra bastante… Peculiar.

Brincando com Sombras

Em Iris.Fall, toda a gimmick do jogo é baseada na sombra que os objetos formam na parede. Lembra quando você fazia um cachorro ou um pombo voando na luz da lanterna juntando os polegares? Então, esse é o espírito. Um lápis na distância certa da fonte de luz, apoiado numa quina faz a sombra de uma ponte perfeita.

Já os cenários do jogo é um pouco mustirado, então difícil ser específico, mas a ambeintação lembra muito com os bastidores de um estúdio de cinema abandonado, ou talvez até um teatro ou circo. Iris.Fall é quase em preto e branco (salvo por pequenos tons de cor sobre o P&B), o que contribui muito com a temática e dá identidade própria.

Pra que a pressa?

Iris.Fall não foi feito pra jogar correrndo. Acho eu que nem para maratonar. Como é todo o jogo é caminhar, interagir com cenários e obejtos e resolver puzzles, você precisa ter paciência, mas ela vale a pena se você, como eu, gosta do tema.

Os puzzles são simples para você conseguir resolver, mas desafiadores o bastante pra queimar uns neurônios no processo. Como não há tempo, não tem pressão, e é bem legal ir progredindo descobrindo a solução a cada vez. Os testes vão desde resolver cubo mágico, decorar sequências, simples observação, tentariva e erro, e até construir figuras usando objetos aleatórios.

Bonito de se ver – parte técnica

Em relação a parte técnica de Iris.Fall como um todo, gráficos, todo o desenho, e as cenas de transição são realmente bem bonitas e caprichadas. Os contornos fortes, profundidade bem construída, as cores suaves o bastante para não atrapalharem o tema, mas notáveis o suficiente pra acrescentar. Por outro lado, a parte sonora deixam muito a desejar. Os efeitos são genéricos, e a música pouco significativa (quando há). Ruim? Não. Apenas podia ser melhor, mas não perde pontos neste caso, ainda mais por ser um título de baixa escala.

Em relação a como controlamos o jogo, os controles são simples e fáceis de pegar o jeito, na verdade até incluíram redundância que no Nintendo Switch foi excelente. Os direicionais (isso, os dois) podem mover, o que vem a calhar algumas vezes. De resto, só selecionar e aceitar. Nada de pulo, cambalhota e nem nada desnecessário. Conciso e funcional, mas um botão para correr seria uma maravilha, no entanto)

Avaliação

Iris.Fall vale a pena ser jogado sim. É um jogo interessante, desafiador e divertido, bom para aqueles dias de chuva que você assistiria Sherlock Holmes, por exemplo. Embora seja um jogo mais lento de fato.

No entanto um ponto negativo que atrapalhou um pouco é de fato a lentidão, mas no sentido técnico e não de progressão. Você anda devagar, as animações são muito longas (você precisa esperar acabar antes de dar o próximo comando), e temos um pouco de física aqui onde andar encostando na parede tem um arrasto que te desacelera ai damais. Mas, no fim, dá para sobreviver.

Comparando com Projection: Fist Light, uma análise feita por mim meses atrás cujo possui algumas similaridades, Iris.Fall ganha de lavada em todos os quesitos, trabalhando muito melhor a mesma ideia base de usar sombras como sólidos.

Prós

  • Bonito de se ver
  • Desafiador sem te chamar de burro

Contras

  • Muito lento
  • Não dá para pular (sim, isso aceleraria muito as coisas)

7

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Thomas Mertens
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Nerd de carteirinha desde que me entendo por gente. Reviewer de jogos, especialmente indie.
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