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Review | Bonito Days

Descubra o litoral rico e belo de Bonito Days ao voar por suas charmosas paisagens.
Lucas Barreto 19/11/2021

Desenvolvedora: Studio Somewhere
Publicadora: Studio Somewhere
Data de lançamento: 14 de outubro, 2021
Preço: US 9,99
Formato: Digital

Análise feita no Nintendo Switch com chave fornecida gentilmente pelo Studio Somewhere.

Quando me encontro a sós com meus pensamentos, vejo minha mente correndo para lugares distantes em minha memória. Recrio, em minha frente, uma paisagem em aquarela de férias passadas em Angra dos Reis, quando a ingenuidade infantil se encontrava com o deslumbramento das pequenas coisas, desde a sorveteria de paredes desbocadas até a infinitude das águas do oceano. Essa nostalgia, por assim dizer, mesmo feliz é carregada por um sentimento lúgubre, melancólico, em uma composição criada a partir de uma ideia de saudade. Por alguma razão, desde que joguei Bonito Days pela primeira vez, a mesma imagem surge diante de mim, com o mesmo sentimento fúnebre, apesar de ele ser algo completamente distante de tudo o cenário desenhado em minha mente.

O Mar

Voltemos alguns passos, antes de minha interferência sentimental, em um plano mais pragmático. Bonito Days é, essencialmente, um jogo focado na competição local entre jogadores, baseando-se em estranhas criaturas capazes de planar pelo ar, coletando pequenas frutas para aumentarem seu tempo de voo e tendo como fim alcançar diferentes alvos espalhados em pistas diversas. Sua estética é um ponto alto, valendo-se de tons pastéis e gráficos reminiscentes dos melhores momentos de “Short Hike”, acompanhados de uma trilha única, misturando a melodia “lo-fi” com acompanhamentos de voz agradáveis e condizentes com os cenários.

Bonito Days é exatamente como seu título o descreve. Ainda assim, ao jogar sozinho não creio ter alcançado a proposta de seus desenvolvedores. Os visuais já haviam me conquistado, porém todo o peso de minhas experiências pessoais se fez sentir presente, por alguma razão, conforme passava por suas diferentes seleções de pistas, quase de forma mecânica. Sem companhia dentro e fora do jogo, já que nele não são encontrados CPUs, passei a apenas planar pelos vislumbrantes cenários, sem me preocupar com pontuações, já que não existia um estímulo real a esse elemento, contemplando o mar e o cenário que me lembraram tanto de momentos de minha infância. Aqui, é evocado a todo instante este sentimento puro da ingenuidade, de se alçar aos céus sem as angústias e preocupações, fazendo toda a experiência ao redor da obra ser completamente inesquecível.

Serenidade

Mesmo com o elemento da competitividade, o jogo pode ser facilmente classificado na famosa categoria “wholesome”, que eu gosto de traduzir como “quentinho no coração”. Afinal, nem todos os jogos precisam da tensão ou de extrema dificuldade para funcionarem, servindo a uma parcela muito expressiva do público de jogos preocupada em relaxar. No entanto, é em meio ao transe estético causado por tal design que é possível causar tanta reflexão, mesmo sem uma narrativa, um tema maior ou um direcionamento mais explícito a determinados questionamentos. É o mesmo relaxar de desligar a mente que é capaz de nos fazer mergulhar em nós mesmos, em uma serenidade pálida e etérea.

Contudo, para ser sincero, desde o princípio pensei que minha perspectiva estava no lugar errado. É perigoso referir-se tanto ao intimismo da obra ao se moldar um julgamento, e soube então que, solitário, nunca seria capaz de inteiramente estudar a obra. Foi quando, por fim, joguei ao lado de outra pessoa, em um modo livre, onde é possível selecionar qualquer tela, independente da organização em circuitos. Após algumas partidas, percebi que o sentimento permanecia, sendo agora apenas compartilhado por um outro, em uma composição caleidoscópica de sentimentos.

O pouso

Até aqui, falei muito de minhas impressões, mas preciso me debruçar verdadeiramente sobre as mecânicas do jogo. Enquanto jogo de competição, multiplayer local, devo dizer que no geral ele funciona muito bem, sendo divertido e desafiador, no entanto apresenta limitações em seu aspecto geral. Os frutos, que compõem o sistema de pontos, servem como um pequeno acelerador, simulando uma corrente de ar, entretanto tal sentimento é frustrado pela pouca aceleração ganha, desestimulando a exploração do cenário antes do pouso, em um alvo com variados bônus de pontos. Além disso, as mesmas frutas não se destacam tanto no cenário, prejudicando na navegação dos jogadores.

No mais, existem mecânicas ocultas no jogo que podem ser exploradas, provocando momentos de muito humor, como a interrupção de movimento do outro jogador no momento de se alçar ao ar. Há, também, itens que auxiliam o jogador no pouso, mas que poderiam ser utilizados para frustrar, de alguma forma, os esforços de seus oponentes. Essas limitações deixam um gosto amargo na boca, já que falta muito pouco para se ter uma grandiosa obra em mãos.

Poderia listar mais alguns elementos que podem vir a desagradar. A falta de um circuito de treino e a exclusividade dos controles em eixo invertido são causas de desânimo, e um sistema de pontos incorporado a alguma loja de customização poderia vir a ser muito bem-vindo, estimulando o jogador a passar mais tempo nos belos cenários, desde praias coloridas até cidades em festa, passando por montanhas nevadas e cachoeiras contemplativas.

Além disso, mesmo entendendo limitações técnicas que impossibilitam a inclusão de um modo online, gostaria de ver ao menos competidores artificiais, ou até outros estímulos dentro de fases para cumprir diferentes desafios, desde colecionáveis até frutos mais valiosos, incrementando a relação de custo-benefício em partidas competitivas. Ainda assim, a mecânica de voo é tão satisfatória que mesmo sem tais elementos a experiência nos suga, especialmente em fases com áreas livres, com aros que aceleram a velocidade do jogador e sem se preocupar com alvos, apenas focando na obtenção do máximo de frutos possível.

Conclusão

No geral, Bonito Days funciona enquanto experiência midiática, mas apresenta falhas ao ser analisado em uma lente mais tradicional de análise de tais obras. Ainda assim, seu visual e sua trilha são de uma beleza tão única que tais limitações são facilmente ignoradas, trazendo à tona algo muito íntimo em nosso cerne. De qualquer forma, é essencial jogá-lo ao lado de alguém, pela própria forma como ele é construído. Seja pelo melancólico e triste sentimento de saudade de algo distante, ou pela satisfação de alçar voos por litorais estonteantes, Bonito Days causa uma impressão difícil de ser esquecida.

Prós

  • Visuais lindos e marcantes;
  • Mecânicas firmes e satisfatórias.

Contras

  • Pouco incentivo de se voltar ao jogo;
  • Pouca variedade de modos.

Nota Final:

8

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Lucas Barreto
Lucas Barreto
Nintendista e escritor nas horas vagas. Estudante de Letras e fã de visual novel e jogos calminhos.
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