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Review | The Wild at Heart

As melhores jornadas são as que te levam a lugares que você pensava que não precisaria estar. Ajude Wake a impedir que o "O Nunca" corrompa o mundo humano em The Wild at Heart, uma belo trabalho da moonlight kids que não quer ser apenas um clone de Pikmin.
André Barrozo 28/11/2021

Desenvolvedora: Moonlight Kids
Publicadora: Humble Games
Data de lançamento: 16 Novembro 2021
Preço: R$ 103,90
Formato: Físico / Digital 

Análise feita no Nintendo Switch com chave fornecida gentilmente pela Humble Games.


Wake não se sentia mais em casa onde estava. Para ele, a pessoa com quem dividia o espaço não se importava muito com sua presença, por isso decidiu sair de casa e encontrar sua amiga Kirby na floresta.

Ao adentrar na mata, Wake logo se vê perdido e sem nenhum meio de orientação ou comunicação que o pudesse tirar daquela situação. Quando o cansaço já havia tomado conta do que antes era pura empolgação um pequeno ser amarelo aparece, o que despertou e muito a atenção do garoto.

Já que estava perdido de qualquer forma, o menino decidiu ir atrás da pequena criatura que sem Wake notar guiou-o ao encontro de uma figura muito pitoresca chamada Casaco Cinzento. O distinto senhor de óculos arredondados disse que não era muito comum receberem visitas e que a chegada do menino àquele local representava muito mais do que ele poderia imaginar.

A floresta na qual conversavam não era um lugar qualquer. Ela funciona como uma linha de defesa entre o mundo humano e um grande mal chamado “O Nunca”. Uma vez que Wake foi capaz de atravessar as dimensões, Casaco Cinzento não conseguia pensar em nada além de que o menino fosse um novo “verdefensor”, um grupo destinado a proteger nossa dimensão desse grande mal, mantendo-o confinado onde está. Mas estaria nosso jovem herói disposto suportar um fardo tal pesado?

Não se pode salvar o mundo sozinho

Wake tem a sua disposição sua mochila aspiradora chamada Aspirotron, que ele mesmo produziu. Com ela é possível recolher itens pelo cenário que estão a uma certa distância e resgatar Pequeninos perdidos do grupo. Ai você me pergunta que raios são Pequeninos? Eles são criaturas que auxiliam em atividades que Wake não pode ser de grande utilidade. A primeira espécie destes pequenos seres que você encontra são os Raminhos. Carregar objetos, lutar contra ameaças e destruir barreiras que não dependam de dano elemental é com eles mesmo. 

 Durante a aventura você encontrará outros Pequeninos, como os Brasinhos que irão lhe auxiliar a prosseguir nas áreas envoltas por fogo, mas isso ocorre de forma bem gradual, fazendo com que o jogador entenda a função de cada um e saiba gerenciar. Para gerar os pequenos ajudantes você irá necessitar do núcleo correspondente a sua espécie e de uma espécie de essencial vital que recolhe ao destruir certos bulbos pelo cenário. O jogo recompensa os jogadores mais curiosos, então explore cada cantinho da tela.

A noite é escura e cheia de terrores

Existem inimigos durante a aventura, besouros, vespas, gosmas e por aí vai, porém o grande adversário são as sombras. Durante o dia a vida de Wake é relativamente fácil, porém com o passar do dia e com a chegada da noite as coisas ficam muito, mas muito desesperadoras.

O primeiro personagem a lhe contar sobre O Nunca é o Sucateiro. Ele diz que quando o fim do dia se aproxima é necessário se abrigar dentro da luz, pois ela é a única coisa que impede O Nunca de persegui-lo. Além do escurecer de todo o cenário, a trilha sonora muda completamente, conferindo um tom de urgência até que o jogador consiga se abrigar. Esse inimigo é implacável, além de retirar boa parte do seu HP em cada golpe, ele devora os Pequeninos que estão com você, tome muito cuidado.

Para você ter um referencial do passar do tempo, existe um ícone no canto inferior direito da tela que mostra essa informação. As áreas de abrigo funcionam como bases. Além de proteção, você pode salvar o jogo na fogueira, gerar mais Pequeninos e se teletransportar para outras bases. Consulte o mapa sempre que precisar para verificar qual a mais próxima.

Algo que vai além da homenagem

Se você chegou até aqui, talvez vocês estejam pensando que The Wild At Heart é apenas um clone de Pikmin, porém não é esse o caso. É inegável a inspiração da desenvolvedora Moonlight Kids na famosa série de jogos da Nintendo estrelada por Olimar e companhia, o fato de você ser um humanoide que controla um exército de pequenas criaturas fofas deixa bem claro isso. Mas ao jogar a aventura de Wake é notório como a fórmula é expandida, através de um roteiro mais denso e com camadas, do compendium in game onde você pode encontrar mais informações sobre aquele mundo e na perspectiva da jogabilidade que facilita e muito as coisas.

Da mesma forma que é errado falar que um jogo de plataforma com um personagem que pula plataformas é apenas um clone de Super Mario, é errado falar que The Wild at Heart é apenas um clone digamos que bem feito da franquia da Nintendo. Aproveite a aventura sem ficar comparando ambas a todo momento. É tudo tão bem feito que gostaria muito de ver a Big N confiando as mãos da Moonlight Kids um novo jogo da série Pikmin.

Pontos positivos:

  • Design de Personagem
  • Trilha sonora de fundo
  • Jogabilidade
  • Enredo

Pontos Negativos:

  • Tempos de loading
  • Quedas de FPS
  • Slowdows

Nota Final:

8

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André Barrozo
André Barrozo
Formado em Comunicação Visual pela Escola de Belas Artes da UFRJ. Pitaqueiro de games sempre que pode.
André Barrozo
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