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Review | Voice of Cards: The Forsaken Maiden

Saque a próxima carta que determina o destino de 5 jovens amáveis. Voice Of Cards: The Forsaken Maiden faz jus a sua proposta dinâmica e ao mesmo tempo consegue conquistas o coração de seus jogadores graças a sua direção de arte e carisma.
Gabriel Marçal 27/02/2022

Desenvolvedora: Alim
Publicadora: Square Enix
Data de lançamento: 17 de fevereiro, 2022
Preço: R$ 159,90
Formato: Digital

Análise feita no Nintendo Switch com chave fornecida gentilmente pela Square Enix.

Desde o primeiro momento em que me deparei com Voice of Cards: The Isle Dragon Roars, em seu anuncio durante a Nintendo Direct de setembro do ano passado houve por minha parte um grande interesse devido à sua abordagem única. Por motivos logísticos, infelizmente não fui capaz de performar uma analise dele, então foi uma grata surpresa quando Voice of Cards: The Forsaken Maiden foi prontamente revelado poucos meses depois.

The Forsaken Maiden, como vou chamar a partir de agora, parece ter mais tato que seu antecessor em alguns pontos enquanto ainda carrega alguns estigmas do seu irmão mais velho. Ainda assim com uma direção de arte sensível e competente, a obra de Yoko Taro se prova uma experiência interessante e muito única no mercado.

Por fim, vamos ao que torna Voice of Cards: The Forsaken Maiden tão especial, Porém antes, convido os leitores do NintendoBoy a dar uma olhada neste incrível texto de Voice of Cards: The Isle Dragon Roars feito pelo Vítor M. Costa, conhecido também como Vivi do MetaQuestCast; Confira a seguir:

As cartas estão na mesa! Sem mais delongas a mais nova experiência provida por Yoko Taro já está disponível. Voice Of Cards: The Isle Dragon Roars é uma aconchegante e clássica aventura de RPG trazida ao público por um meio totalmente inovador, as cartas.

É Card Game ou RPG?

Um dos fatores que torna essa obra tão especial é sua estética inusitada. Toda a história, o combate, o mundo aberto, os personagens, itens e habilidades, e absolutamente qualquer outra coisa que você possa imaginar vem através de cartas nesse jogo. Por isso, não foi estranho então a confusão de primeiro momento de alguns jogadores nas redes sociais de ficar em dúvida se o Voice of Cards era um card game ou não. E bem, eu diria que não, Voice of Cards é um JRPG convencional, como uma estética inusitada apenas, eu poderia dizer que as cartas afetam apenas no sentido visual, mas eu também acredito que existe uma filosofia inteligente adotada nesse formato.

A grande sacada é que através de um narrador que interage com o jogador durante toda a viagem, uma pilha de cartas de encontros e eventos aleatórios, e uma história vista a uma certa distância, o que Voice of Cards tenta ser é uma simplificação de um RPG japonês clássico. O fato do jogo e mapa do mesmo serem em cartas compactua para um distanciamento do jogador das coisas mundanas que ocorrem no jogo, como por exemplo; em uma certa parte da aventura o narrador traz ao jogador a informação de que “Os integrantes da Party se tornaram bons amigos durante a viagem”. Alguns diálogos de exemplos são mostrados mas você não acompanha passo-a-passo da construção dessa amizade. Por isso eu entendo quem considerou esses personagens rasos ou mal construídos, mas tenho uma percepção diferente Tudo isso se deve a tentativa de simular um Board Game, na verdade.

Um Boardgame virtual

Caso você já tenha jogado algum boardgame no estilo de Zombiecide vai entender com maior facilidade o que eu absorvi desse jogo. Imagine que você comprou um jogo de tabuleiro. Ele vem com um set de cartas de cenário, um outro set de designs de personagem, um set skills, um set de equipamentos e por fim um livro de história. Nesse livro estaria descrito a campanha do jogo, como em um RPG de mesa, esse hipotético jogo precisaria de duas pessoas para ser jogado, um narrador e um jogador que tomará escolhas.

Graças a essas escolhas, encontros adicionais e eventos aleatórios, mesmo que você jogue essa campanha diversas vezes poderá obter resultados diferentes. Com a história sendo narrada por um jogador, você não teria que interagir com NPCs através de diálogos, mas o narrador te informaria sobre como a relação entre os integrantes se dá, bem como exemplificaria.

Entende aonde eu quero chegar? Voice of Cards é exatamente esse boardgame, mas ele foi feito de maneira virtual, e já vem com narrador incluso. E encarando dessa maneira, The Forsaken Maiden ficou muito mais interessante sob minha perspectiva.

A execução

Embora a idéia seja genial, a execução no entanto não é perfeita. Veja bem, ao abstrair os elementos mais “recheio” de um RPG, você recebe algumas vantagens de ritmo e pontos fortes, como por exemplo um aumento considerável do dinamismo.

Você não precisa andar manualmente, logo a jogabilidade fica mais precisa, você conhece as bordas do tabuleiro, e por isso consegue se situar melhor ao procurar seus destinos, você pode performar pequenos fast travels a todo momento entre outras questões. Isso é super interessante, com um combate intenso e divertido de RPG clássico com uma pequena inspiração de card games, uma trilha sonora extremamente louvável e uma estética muito agradável essa poderia ter sido a experiência do “RPG in a nutshell” perfeita. Mas o próprio jogo se sabota nesse aspecto.

Trazendo uma TONELADA de encontros aleatórios, tendo uma variedade não tão alta de eventos randômicos (que muitas vezes se solucionam através de RNG, o que não beneficia em nada) e tendo um pacing mais lento do que poderia. The Forsaken Maiden parece não se decidir tão bem, se quer ser dinâmico e distante ou apenas uma nova forma de jogar um RPG clássico além da “pixel art”. Mas embora isso tire uns pontinhos do jogo ele ainda é uma experiência mais direto ao ponto que a média, ainda tem um combate divertido, uma narrativa que se sustenta e uma direção de arte impecável com veremos abaixo.

Combate of Cards

O combate de Voice of Cards de certa forma tem muito a sensação dos combates em turno dos RPGs mais clássicos. Isso dito, ele tem uma densidade interessante no sistema de “mana” que dá uma densidade a mais para ele. Os personagens possuem uma ordem de ação e na “vez” de cada um, ele recebe um cristal. Os cristais são gastos para performar habilidades, quanto mais poderosa a habilidade é, mais cristais serão gastos. Logo você deve ser inteligente na economia dele, para poder performar as melhores habilidades possíveis.

As habilidades como em um RPG tradicional estão associadas a um personagem específico, por isso se deve tomar um cuidado especial na administração de recursos. Por exemplo, minha personagem que possui skill de cura era a primeira do combate, o que era um problema, pois caso algum personagem morresse no turno do inimigo, ela seria a primeira a atacar e teria que escolher entre curar os aliados vivos perdendo eficiência ou reviver o morto, perdendo a chance de curar os aliados. Isso somado a ter que economizar os cristais para conjurar a cura leva a necessidade de um bom planejamento para as batalhas mais complexas.

Ainda assim dada a simplicidade do combate, algumas vezes me vi refém do RNG, o que nunca é um bom indicador para a qualidade do combate de um jogo, a menos que como recurso de aposta, o que também acontece, mas quando não era o objetivo é que era o problema. Torcer para o Boss usar um padrão de ataque “burro”, pois só assim seria capaz de avançar não é uma sensação boa e acontece as vezes durante essa aventura.

No mais o combate de Voice of Cards ainda é divertido e traz uma mecânica igualmente divertida aonde as “Maidens” – que são basicamente sacerdotisas no contexto por isso irei me referir a elas assim -, e seus companheiros efetuam poderosos e belos golpes em dupla.

A história das sacerdotisas

Com uma estrutura de jornada, The Forsaken Maiden acompanha nossos protagonistas, a Maiden Laty e seu assistente (jogador) indo atrás das relíquias das outras sacerdotisas para que Laty possa realizar o ritual e salvar a ilha. A cruzada então se foca em conhecer a história das quatro sacerdotisas e seus ajudantes antes de se voltar para seu objetivo primário. Para começo de conversa esse é o tipo de estrutura que me ganha logo de primeira, conhecer lugares e pessoas novas, acompanhar suas histórias e ajudar a todos enquanto também é ajudado, uma estrutura realmente apaixonante. Isso no geral é bem executado, ainda assim encontra algumas pedras no meio do caminho.

Cada história é muito diferente da outra em clima, a primeira é uma história mais romântica e apaixonada com tendência a tragédia enquanto a segunda nos dá o melhor do Shounen em uma arco de torneio por exemplo. Todas as histórias são críveis e tem em comum que em geral, esse não é um mundo fácil de se viver. Ainda assim, o que me incomodou um pouco foi que o ápice da história para mim chegou um pouco cedo.

O arco de torneio se destacou muito para mim, ele tem o dinamismo que o jogo pede, batalhas com mais peso que a maior parte da trama e personagens carismáticos e cheios de estilo. Sair disso para a soturna ilha da “Sacerdotisa de Onyx” foi, de certa forma, uma quebra de ritmo. Acredito que isso se deva ao fato de existirem dois caminhos nesse ponto do jogo e eu ter escolhido o mais destoante. Ainda assim existindo essa possibilidade preferia que essa escolha simplesmente não existisse.

De qualquer forma, as histórias são todas simples, mas mantém uma consistência de qualidade. Algumas reviravoltas ficaram pouco explicadas na minha opinião além de muito convenientes, mas ainda assim o jogo como um todo foi agradável em sua narrativa que soube mostrar a melancolia daquele mundo sem ser tedioso.

Um bom jogo da Square, de fato

Quando falamos da gigante japonesa no ramo de JRPGs, que produz Final Fantasy e Dragon Quest talvez os dois dos maiores deste gênero do Japão atrás de Pokémon (é claro), existe um padrão de qualidade que esperamos, e aqui ele é atingido.

The Forsaken Maiden conta com uma direção de arte impecável, designs de personagens muito acima da média, a trilha sonora já entrou na lista das minhas favoritas e estética de cartas agrega bastante tudo é muito elegante e estiloso. Todo o cuidado na confecção de cada carta é notável e embora eles usam o mesmo design para alguns NPCs, eles ainda possuem uma história própria que pode ser desbloqueada e dá a eles o status de únicos. Os designs dos inimigos, a narração do narrador, tudo está no ponto e oferece uma experiência agradável do começo ao fim.

 Navegue pelas 4 ilhas  

Desde o primeiro momento a pegada marítima que beira a estética “pirata” me chamou bastante atenção. A melancolia da trama, o combate fácil de engajar, o ímpeto de contar várias histórias diferentes de forma dinâmica, e a trilha sonora digna de prêmios tornam The Forsaken Maiden uma experiência única e apaixonante. Embora o senso de dinamismo proposto se confunda no caminho, a ponto do jogo ser repetitivo nos eventos e encontros aleatórios, o jogo somente oferecer esse dinamismo em algum nível já torna ele um destaque.

Por fim eu recomendo Voice of Cards: The Forsaken Maiden para aqueles que gostam dos RPGs mais clássicos e querem experimentar uma alternativa de evolução que mantém mais a essência desses jogos, e também para aqueles dispostos a absorver uma aventura de JRPG de maneira diferente da habitual.

Prós

  • Excelente direção de arte, especialmente a trilha sonora;
  • Uma boa variedade de histórias;
  • Combate simples e divertido;

Contras

  • Encontros em excesso;
  • Poderia ter mais eventos aleatórios diferentes;
  • O ritmo da narrativa é prejudicado em algumas situações.

Nota final

8,5

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Gabriel Marçal
Gabriel Marçal
Outrora um herói curioso e gentil, Gabriel vivia no seu própria ritmo pelas suas própria batidas, sempre com um sorriso no rosto e muito amor pelas coisas que jogava e escrevia. Contava suas histórias e opiniões aos 4 ventos em forma de maravilhosas reviews, porém hoje, é um andarilho perdido e obstinado que vaga pelas nada amistosas terras da vida adulta, tentando se encontrar e encontrar seu lugar no mundo, Gabriel só tem uma missão, ser o gatekeeper que trará a vocês o conhecimento de quais jogos merecem ser jogados.
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