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Review | TASOMACHI: Behind the Twilight

Gabriel Marçal 29/04/2022

Desenvolvedora: Orbital Express 
Publicadora: PLAYISM
Data de lançamento: 28 de abril 2022
Preço: R$ 37,99
Formato: Digital/Físico

Análise feita no Nintendo Switch com chave fornecida gentilmente pela PLAYISM

TASOMACHI: Behind the Twilight é um jogo independente de exploração e plataforma. Embora com uma premissa bastante simples, explorar as cidades do jogo me levaram a um questionamento bastante pessoal sobre o uso crescente e abundantes de características da cultura, e obras japonesas e asiáticas por vezes, como um todo. 

Veja bem, esse jogo possuí uma direção de arte interessante a qual é bastante simples identificar o público alvo, amantes da cultura popular asiática, os “otakus” mais especificamente. Mas ainda assim a obra carrega dentro de si elementos destoantes o suficiente para revelar quão diverso e grande o espectro desses elementos realmente é.

Por exemplo, o jogo possui uma estática que remete diretamente a construções antigas e clássicas japonesas. Grandes casas clássicas dignas de senhores feudais de filmes sobre samurais, templos cheios de charme e mistério, ruinas de pedra com um design quase delicado por assim dizer. É claro, embora parte desses designs e de como são apresentados sejam já resultado mais do fenômeno cultural das obras japonesas que da própria cultura e história do país, ainda existe uma influência direta para o referencial. 

Por outro lado o jogo parece pouco coeso no sentido de que, embora nossa protagonista se locomova por um balão que parece ter sido tirado de uma história “Steampunk”, as casas parecem amplamente equipadas com ar condicionado, e as ruas com Vending Machines, além do povo que reside no local e constitui de uma raça de gatinhos, que embora posswm derivar de certa forma de folclore, claramente tem referências muito mais populares.

O ponto é que quando me deparo com um jogo com visuais simples e mecânicas bem menos polidas do que deveriam e ainda assim temos como nossa protagonista uma bela jovem com um visual bem pensado e detalhado e inspirações, tudo isso somado ao sucateamento e amontoado de referências, isso provoca uma sensação de esvaziamento de propósito e sentido em mim. E TASOMACHI: Behind the Twilight é até certo ponto, sobre isso, uma obra que falha em dar propósito ao jogo, e sentido para a experiência do jogador, sobrando na melhor das hipóteses, entretenimento vazio e mais uma referência para a extensa coleção do público alvo. 

Bem-vindo ao Reino dos Gatos

A história de TASOMACHI: Behind the Twilight, e isso considera uma história como eventos que acontecem em ordem já que o jogo oferece bem pouco conteúdo nesse sentido, a nave da protagonista quebra e ela acaba em um reino enevoado povoado por um povo inspirado por gatos. Para sair desse lugar, a personagem precisa coletar uma série de itens para concertar a nave. 

No entanto ela se encontra com uma representante dos gatos que pede ajuda para acessar um templo, resolver seus desafios e descontagiar a árvore. Ai realizar essa tarefa o jogador se livra da névoa do local, além de conseguir alguns dos coletáveis que precisa tanto para seguir em frente para as próximas cidades, quanto para ir para casa a mais longo prazo. Essa é a história padrão e é basicamente tudo que você terá dela. Fora isso raramente você encontrará informações muito sucintas através de pergaminhos ou personagens. 

Veja bem, eu sei que platformers 3D não costumam ter seu forte na história, mas eu sinto que nesse caso, é algo que faz falta. Você basicamente não sabe nada sobre a protagonista, sobre o porquê esses problemas existem, nem mesmo para onde ir fica claro na maior parte do tempo.

E pelo formato do jogo que é basicamente uma grande área aberta isso tudo se tudo gera uma grande sensação de despropósito. O jogo que se propõe a ter uma estrutura tão aberta quanto possível nem mesmo se propõe a ter um bom mapa, já que o mapa dessa aventura é confuso e só é desbloqueado após a primeira exploração da área. Novamente toda essa empreitada parece sem propósito e sem carisma desde o primeiro momento. Como uma amalgama de elementos gostáveis e fáceis de associar pelo público alvo, mas sem realmente a fundação que faz esse tipo de projeto funcionar.

No controle de Yukumo

Bem acho que podemos facilmente concordar que, o aspecto mais importante de um platformer 3D é sua gameplay. E aqui começa a ficar um pouco mais complicado falar sobre o jogo. Ele possuí uma boa progressão e até mesmo uma boa filosofia de Level Design apesar de tudo, mas a falta de polimento fica bem amostra aqui. 

Não é nada incomum a possibilidade do jogador conseguir subir em lugares que não deveria, os movimentos iniciais e desbloqueáveis são bem pouco natural mas ao menos se comportam com consistência. Ainda assim, as melhorias no moveset são bem simples e seria melhor que já existissem desde o começo e fossem melhoradas com o passar do jogo. 

TASOMACHI: Behind the Twilight também te impossibilita de explorar algumas áreas de maneira covarde, já que as gimmicks do mapa que te possibilitarão chegar em alguns locais só ficam disponíveis depois que o lugar for purificado, te forçando a explorar lugares mais de uma vez de uma maneira bem pouco natural. 

Por fim, a interação das habilidades com os desafios poderia ser mais direta para oferecer mais valor ao adquiri-las, ao mesmo tempo que a liberdade de usá-las compensa um pouco a sensação de despropósitos em concedê-las ao jogador. 

O sustento de Tasomachi

Esse obra possuí uma direção de arte competente a ponto de tornar uma jogatina morna e sem graça em algo realmente jogável e até divertido em alguns momentos. Os visuais se atem a essa estética que vai agradar os jogadores do nicho que mesmo sem polimento ostenta boas ideias. E o ponto mais alto de longe da trama é a trilha sonora produzida pelo artista Snail House a qual sou fã de longa data. Ele foi o motivo de eu ter feito questão de jogar essa obra, e de longe fez a melhor parte dela.

Ainda assim, o jogo chega a parecer uma desculpa, para ouvir suas melhorias cativantes enquanto faz alguma coisa, e essa é definitivamente a melhor forma de joga-lo. O jogo tanto sabe que a maior qualidade a oferecer ao jogador é sua direção de arte, que quando um jogador concluí uma área e a livra da névoa, ele ganha tanto um tema sonoro mais alegre, quanto os visuais da cidade ficam muito mais agradáveis e convidativos através da nova iluminação. De modo que se o jogo se sustenta nessa imensidão de referências que reproduz ele ao menos sabe o valor delas para o jogador. 

De forma que até a música seja feita pelo Snail House, um músico que faz músicas que referenciam os vídeo games retrô, fazendo músicas para um vídeo game, e de certa forma esvaziando o sentido das suas músicas de jogos que não existem e que ao mesmo tempo poderiam portar a sensação por si só de fazer parte de um. 

Existe um nicho

TASOMACHI: Behind the Twilight não é exatamente ruim, mas é uma bagunça. As boas seções de platforming são exemplos fortes de como o jogo tem bastante potencial, bem como sua excelente visão em direção artística. Ainda assim, ele falha na execução e parece ter tido problemas na organização e execução de suas ideias.

Isso dito, ele realmente funciona bem caso você queira jogar ele com “o cérebro desligado” e apenas aproveitar as boas músicas de Snail House. E consumir mídia com o cérebro desligado é ironicamente outra características da cultura Otaku. Então caso você não se importe com uma mensagem, e não se importe com densidade e nem com polimento e apenas queira absorver uma quantidade enorme de referências confortáveis e relaxar durante sua aventura, esse jogo é para você.

Ainda assim, não acho uma experiência interessante ou recompensadora o suficiente para valer suas horas no momento atual da indústria de jogos que te proporciona um infinidade de experiências excepcionais em todos os formatos. 

 

Prós:

  • Boa direção artística;
  • Excelente trilha sonora;
  • Sabe apelar para seu nicho.

Contras:

  • Extremamente mal polido em quase todos os aspectos;
  • Confuso em mal decidido em qual experiência quer ser e que impressão quer causar;
  • Pouco ambicioso, não se aprofunda em nada que apresenta. 

Nota:

6

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Gabriel Marçal
Gabriel Marçal
Outrora um herói curioso e gentil, Gabriel vivia no seu própria ritmo pelas suas própria batidas, sempre com um sorriso no rosto e muito amor pelas coisas que jogava e escrevia. Contava suas histórias e opiniões aos 4 ventos em forma de maravilhosas reviews, porém hoje, é um andarilho perdido e obstinado que vaga pelas nada amistosas terras da vida adulta, tentando se encontrar e encontrar seu lugar no mundo, Gabriel só tem uma missão, ser o gatekeeper que trará a vocês o conhecimento de quais jogos merecem ser jogados.
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