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Uma pequena reflexão aos esnobados, e porquê jogos merecem uma segunda chance

Lucas Barreto 09/09/2022
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Lucas Barreto
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Nintendista e escritor nas horas vagas. Mestrando em Letras e fã de visual novel e jogos calminhos.
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Acho que todos temos alguma obra – seja livro, filme ou jogo – que amamos mais que tudo, apesar de serem completamente subestimados pela opinião geral. Eu mesmo já cansei de provar por A mais B em inúmeras rodas de conversa o que é tão inquietante e magnífico em Alice de Jan Švankmajer, e sempre que tenho oportunidade trago à tona a incrível autora argentina Selva Amada, ao mesmo tempo em que defendo com unhas e dentes atrocidades como o famigerado Comando para Matar, filme amado por suas falhas. E claro, jogos não seriam exceções nesse caso.

De Tokyo Mirage Sessions #FE, crossover da série Shin Megami Tensei com Fire Emblem mal falado pela internet afora, até Lila’s Sky Ark, apenas um dos vários charmosos e interessantíssimos jogos lançados por estúdios pequenos que infelizmente custam a ter o mínimo de reconhecimento dentre diversos outros lançamentos de peso, são muitos os que poderiam se identificar na categoria arbitrária de “esnobados”. Mas, afinal, deveríamos considerar um jogo como sendo esnobado por baixo reconhecimento ou pelas negativas criticas a ele conferidas? Em um texto desse tipo, deveria exaltar os pequenos ou defender as notórias falhas? A fim de reduzir um pouco o escopo da conversa, por agora vou buscar selecionar alguns títulos que podem ser enquadrados, de um jeito ou de outro, como “esnobado”, mas aproveitando para falar sobre a epítome de todo o conceito: o Wii U.

Tenho gosto toda vez que falo do console. O filho negligenciado da história da Nintendo, o ponto fora da curva que todos fazem questão de esquecer, mas que vez ou outra arrebata a discussão com suas inovações sendo redescobertas. Outro dia mesmo a internet foi pega de surpresa com comentários a respeito do Steam Deck, com sua funcionalidade capaz de rodar jogos de duas telas, fazendo várias pessoas descobrirem que sim, jogos de DS foram engenhosamente portados ao Wii U, em sua época, e o mesmo pode ser repetido agora. São tão poucos os que efetivamente conheceram o console que qualquer conhecimento compartilhado por seus diminutos donos pode ser visto como descoberta a vários. E hoje, pelo Switch e novos consoles, podemos dar uma segunda chance aos esnobados, encontrando um valor perdido na época. Portanto, iniciemos a discussão de fato.

Antes dos grandes nomes…

Gostaria de reservar um espaço especial a pequenos jogos, que hoje podem ser acessíveis de diferentes formas, e não deveriam se ver presos ao console. Já imaginaram se Shovel Knight ou Axion Verge estivessem esquecidos por lá, pegando poeira? Sempre que olho para trás me vejo descobrindo e redescobrindo criações injustamente esquecidas, e sou incapaz de não sentir um incômodo com o esquecimento. Pela lógica de mercado, o que vale é apenas o novo, o mais brilhante e marketeável, fazendo todo o resto ser obsoleto dias depois do lançamento. The Fall, em minha percepção, é um jogo que facilmente se enquadra nessa posição.

Desenvolvido e lançado pela Over the Moon em 2014, o jogo nos apresenta um elegante dilema: após um acidente aéreo, um tripulante de uma navegação espacial surge em uma fábrica abandonada de um planeta desconhecido, completamente sem consciência. Incapaz de agir, a inteligência artificial de seu traje assume o controle, e busca uma forma de levar o tripulante à uma área segura. Limitada por uma série de diretrizes, contudo, passamos a nos libertar das amarras impostas por séries de pensamentos críticos e racionais, brincando com a ideia de livre arbítrio e predestinação. Tanto este quanto sua sequência foram posteriormente portadas ao Switch, e acredito que ainda possam encantar um novo público que ainda não o descobriu.

Lembro-me bem da época quando, por conta da baixa frequência de conteúdos fortes diretos da Nintendo, buscamos refúgio em vários jogos lançados na época que posteriormente se consolidaram. Lembro-me de ter conhecido Shantae pelo destaque à franquia na eShop, e achei muito merecido o port de The Binding of Isaac como um dos primeiros títulos lançados ao Switch, colocando-o em um patamar de respeito. Mesmo falando de estúdios maiores, vimos títulos muito curiosos da Ubisoft na época, desde Rayman Legends ao lindíssimo Child of Light, trazendo um suspiro de novidade ao baixo fluxo de conteúdos do console.

Em uma época em que remasters são vendidos a mais de 300 reais, e ports de Zelda’s a preço cheio são alvos constantes de apelos de fãs, encontro um conforto especial nos ports dos pequenos. Todos os jogos merecem ter uma segunda chance, especialmente aqueles que passaram batido em um período de baixa visibilidade. De acordo, compreendemos que a Nintendo não possui a melhor prática de precificação do mercado, mas valorizo bastante dois ports específicos no Switch que deram uma segunda chance a jogos incríveis, apesar de esnobados.

A começar com um dos jogos mais mal interpretados da história da empresa, venho apresentar alguns argumentos do porquê Tokyo Mirage Sessions #FE merece mais atenção. Em uma Tokyo tomada por um elenco de personagens imerso na cultura popular, vemos manifestações etéreas de um evento que transpõe dimensões para alcançar o real. Protagonizada por Itsuki, a obra tem como início uma apresentação no estilo Pop Idol, um reality de competições entre talentos artísticos, quando uma dessas manifestações leva o protagonista junto com Tsubasa, uma artista que começa a se destacar por sua voz, a uma dimensão distorcida e tomada por monstros. Com o decorrer da narrativa, descobrimos que tais ações ocorrem devido ao acumulo de Performa, a manifestação criada por talentos artísticos e pela apreciação dos mesmos, e tais entidades intencionam roubar o poder para si mesmos. Contudo, com a quantidade certa de Performa, certos artistas são capazes de convocar personificações de heróis, estes tirados do universo dos jogos de Fire Emblem.

Em uma descrição mais sintética, poderíamos dizer que o jogo se trata de uma mistura de Persona com aparições de personagens de Fire Emblem. Sim, apesar de inicialmente anunciado como um crossover com a série principal, Shin Megami Tensei, a verdade é que toda a obra desperta muito mais a sensação de Persona, com dungeons criadas a partir do julgamento de personagens individuais e com o combate mais dinâmico e voltado aos personagens. Aqui, por exemplo, não recrutamos demônios para se unirem às nossas tropas, mas melhoramos nossas afinidades entre personagens e literais personas espelhadas em Fire Emblem.

A grande força do título é, sem dúvidas, o combate constituído em turnos, mas que pode ganhar muita profundidade com a realização de side quests, utilizando o elenco por inteiro em sequências encadeadas por certa ordem de ataques. Com os atributos certos, é possível, com um turno mesmo, utilizar de forma astuta toda a party, inclusive os que se encontram em “backsitting“, em cadeias de combate complexas e satisfatórias. A história, por outro lado, pode ser fonte de críticas, mas quando bem apreciada pode se tornar excelente fonte de diversão. De fato, o universo de ídolos artísticos rende alguns momentos de vergonha alheia, mas também rende composições musicais, acompanhadas de animações fantásticas, que realmente se fixam na cabeça. Mesmo não sendo o melhor jogo já existente, é realmente bom saber que o ambicioso crossover entre duas franquias tão fortes não foi completamente abandonado na geração passada.

Saindo da atmosfera dos pouco compreendidos, adentremos agora ao jogo que, em minha percepção, não apenas pertence à categoria dos melhores da Big N como também se destaca entre as melhores produções de todas. Pikmin 3 é um jogo que pode passar despercebido, apenas como uma composição adorável e diminuta, mas carrega em si uma grande carga de level design perfeccionista, com personagens magníficos e com um pacote que, uma vez completo, revela-se como inesgotável.

A franquia Pikmin é melhor reconhecida por seus mascotes, os próprios Pikmins. Criaturas de biologia mista entre planta e inseto bípede, acompanham, nos primeiros títulos, Olimar, capitão náufrago em um planeta estranho capaz de sobreviver ao comandar seus companheiros da melhor forma nas explorações. Sendo ao mesmo tempo um jogo de estratégia em tempo real, com alta ênfase em gerenciamento de recursos (no caso os próprios Pikmins, que multiplicam-se ao consumir materiais e os próprios inimigos na base, além dos colecionáveis que compõem o objetivo central de cada título), e um jogo de exploração, constrói inúmeras áreas concisas, mas repletas de detalhes que podem passar despercebidos, com inúmeras rotas a serem seguidas e diferentes estratégias possíveis para cada jogador.

Neste terceiro título, acompanhamos três novos tripulantes em busca de alimentos para seu planeta natural, fazendo-nos procurar ao redor do mapa diversos frutos e fazendo-nos desbloquear novas espécies de Pikmins, com habilidades distintas, para explorar mais à fundo cada área. Com uma estrutura um pouco mais linear, vemos uma maestria completa na confecção dos cenários, contemplando tanto novatos quanto recrutas, e valorizando ao extremo a rejogabilidade. Afinal de contas, a curta duração do jogo incentiva que joguemos diversas vezes o mesmo, otimizando cada vez mais o tempo disposto e fazendo-nos explorar novas frutas e novas formas de chegar ao término do jogo.

Sem dúvidas, há uma grande valorização aos apreciadores de “speed runs“, mas não pense que é apenas por isso que o jogo se destaca! Em sua DLC, diversas missões paralelas nos fazem suar para melhor entendermos nossos recursos e quais as melhores formas de utilizar nossos Pikmins. E quando, em 2020, tivemos o anúncio de Pikmin 3 Deluxe no Nintendo Switch, não consigo descrever a alegria de ver a DLC inclusa, além de um fenomenal modo split screen em uma batalha insana entre dois jogadores e de mais missões que melhor ligam os jogos anteriores a este, além de anunciar uma ponte à uma sequência que, eventualmente, terá de existir.

Uma segunda chance mais que merecida

No fim, um pouco menos aflito com o destino de obras que tão calorosamente guardo junto ao peito, apenas espero ter sido capaz de compartilhar meu zelo pelos esnobados, aos nossos maravilhosos leitores e leitoras. Precisamos, sem dúvida, aprender a valorizar mais o que reside no passado, não deixando o tempo apagar grandes criações. E, além disso, é importante sermos capazes de jogar sem preconceito, livres de críticas e abertos à coisas boas e, eventualmente, ruins. Afinal, para encontrarmos algo maravilhoso, precisamos nos expor ao mundo.

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