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Review | Paradigm Paradox

Paradigm Paradox traz uma infinidade de conceitos do imaginário coletivo otaku. Ao mesmo tempo que peca em seu desenvolvimento, apostando no carisma de seu elenco e tropos, a aventura consegue um lugar peculiar em relação aos outros Otome Games.
Ivanir Ignacchitti 17/10/2022

Desenvolvedora: Otomate
Publicadora: Aksys Games
Data de lançamento: 27 de Outubro, 2022
Preço: R$ 254,95
Formato: Digital/Físico

Análise feita no Nintendo Switch com chave fornecida gentilmente pela Aksys Games.

Revisão: Davi Dumont

Paradigm Paradox é um otome game com uma premissa bastante atípica. Em um mundo futurístico no qual os humanos vivem em colônias, o jogador tem a oportunidade de se juntar a uma equipe de garotas mágicas para combater misteriosas criaturas chamadas Vectors.

Me tornei uma garota mágica sem querer

No ano 25XX, a humanidade já não consegue viver na superfície da Terra de forma natural, tendo de viver em colônias cobertas por domos. Dentro da grande colônia Theta, a protagonista (por padrão, Yuuki Takanashi) era apenas uma adolescente comum cujo dia-a-dia era mundano e que estava um pouco sem direção para sua vida.

Um dia, após um passeio com sua melhor amiga, Lize, Yuuki acaba perdendo o amuleto que herdou de seus pais. Ao procurá-lo, ela acaba passando da hora do toque de recolher e encontrando criaturas estranhas. Para proteger a garota dessa situação complicada, surgem garotas mágicas e ela começa a descobrir um outro lado de onde vive.

De repente, ela se torna uma dessas defensoras de Theta e a sua vida antes bucólica se torna muito mais movimentada. Porém, o que são e de onde vieram os monstros conhecidos como Vectors? Conforme Yuuki vai se tornando uma parte fundamental do grupo, ela irá descobrir algumas verdades inconvenientes tanto sobre a realidade em que se insere quanto sobre os personagens principais com que se relaciona.

Por exemplo, um detalhe curioso é descobrir as identidades das parceiras de Yuuki, aprendendo rapidamente que o jogo tem um aspecto de genderbender (personagens que mudam de gênero magicamente). As garotas são na verdade rapazes e a protagonista demora a perceber isso, até porque a aparência delas é bem diferente e elas agem completamente diferente de sua forma normal.

Infelizmente, a ambientação em si acaba sendo um ponto fraco do jogo. Paradigm Paradox não consegue sustentar de forma satisfatória as suas ideias, já iniciando a sua história com uma introdução muito corrida e artificial. Isso acaba reforçando o tom de que a narrativa é genérica e mal pensada com reviravoltas focadas mais em evocar determinadas sensações do que em uma visão de mundo lógica e coerente.

Romance de faz de conta

Os problemas, porém, não se restringem ao início e à visão de mundo mal desenvolvida. Uma vez terminada a introdução, o jogador tem algumas escolhas para fazer. Após uma certa reviravolta, Yuuki pode escolher entre continuar com suas parceiras ou abandonar suas ordens em prol de um objetivo urgente. A primeira opção leva às rotas dos heróis, enquanto a segunda é a entrada para as rotas dos vilões.

São ao todo oito rotas mais um final verdadeiro, sendo algumas delas bloqueadas a princípio. Dentro dessa compartimentalização, cada rapaz que serve como um potencial interesse romântico possui uma personalidade bastante diferente, sendo bem provável que o jogador encontre algum que lhe agrade mais.

Por exemplo, Yukinami é louquinho, impulsivo e um pouco infantil, enquanto Hyuga é sério e centrado mas tenta agir de forma fria. Ibuki é misterioso de uma forma que faz com que ele pareça ter uma sabedoria profunda e ama muito os Vectors, Tokio é um cientista que acaba tendo dificuldade de entender seus sentimentos por conta de sua tendência lógica, Kamui finge ser um bobão que flerta muito. Mihaya é majoritariamente quieto mas não tem papas na língua e Ayumu é um representante estudantil perfeccionista. Por fim, Ryo age de forma misteriosa e falar muito sobre ele implicaria em alguns spoilers.

Infelizmente, a escolha de ter muitas opções vem em detrimento do desenvolvimento desses personagens. Boa parte das rotas são mais curtas do que deveriam e acabam não tendo o tempo necessário para fazer com que haja uma sensação nítida de progresso. Isso é especialmente sentido nas rotas dos vilões Hyuga e Yukinami que tentam vender uma imagem de vilão com motivação, mas acaba não discutindo o contexto mais a fundo, apenas apresentando os eventos como realidades tristes.

Para piorar a situação, apesar de se tratar de um otome, o jogo tenta ser mais sutil em relação aos relacionamentos em algumas rotas. Como resultado, há uma forte sensação de que o romance foi deixado de lado em prol de um esqueleto de relação que merecia mais desenvolvimento. Isso acaba sendo fortalecido pelo mau uso das ilustrações, que, além de ser poucas, parecem ter sido feitas para preencher o jogo.

Muitas vezes elas não representam um momento particularmente importante da história, são abstratas e deslocadas e até mesmo os posicionamentos dos corpos dos personagens são estranhos em seu direcionamento de rostos. Como as ilustrações já são básicas e pouco chamativas, tendo muito menos detalhe do que o usual do gênero, o resultado final acaba reforçando a sensação de que o jogo é genérico demais.

Vale destacar, porém, que o fluxograma do jogo é bem completo, sendo fácil explorar todas as possibilidades da narrativa e ver os seus desdobramentos. Ao escolher um momento dentro de qualquer rota, é possível também ajustar os valores de afeição e uso de habilidades (quando alto, não é possível ter o final feliz), facilitando o desbloqueio de finais alternativos.

Em termos da qualidade do texto em inglês, vale destacar que ela é majoritariamente boa, com um uso de termos e expressões coerentes com o contexto. Porém, há alguns pequenos errinhos, que incluem: linhas cortadas que extrapolam para a próxima caixa de texto, alguns momentos em que artigos e outras partículas foram omitidos erroneamente no texto e algumas raras escolhas de escrita que acabam soando estranhas.

Um mahou shoujo sci-fi superficial

Apesar da combinação exótica ser um elemento que chama atenção, infelizmente Paradigm Paradox é um otome game muito superficial. Com rotas muito curtas e uma história que parece ter sido feita às pressas, ele não consegue desenvolver os relacionamentos entre os personagens de forma satisfatória e a própria ambientação acaba soando como uma desculpa mal projetada. Apesar de ter alguns momentos interessantes graças às nuances dos rapazes, é difícil justificar a aquisição do título quando todos os outros otome games lançados pela Aksys até agora são mais envolventes.

Prós:

  • Conceito inusitado de mahou shoujo em um mundo futurista;
  • Os rapazes que a protagonista pode conhecer são carismáticos e possuem personalidades bastante diferentes entre si;
  • Fluxograma detalhado que facilita o processo de explorar todas as possibilidades da narrativa.

Contras:

  • Conceito de mundo pouco desenvolvido, com um início de jogo artificial e acelerado;
  • Rotas curtas que não desenvolvem adequadamente a relação dos personagens, deixando o romance apenas em detalhes sutis de algumas rotas;
  • CGs genéricas e pouco significativas;
  • Alguns pequenos errinhos textuais.

Nota Final:

6,5

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