Skip to content
  • Twitter
  • Facebook
  • Instagram
  • Youtube
  • Spotify
NintendoBoy

NintendoBoy

Niche Games on Nintendo Consoles

  • Notícias
    • Indústria
      • Nintendo Switch
    • Entretenimento
    • Nintendo 3DS
    • Wii U
    • Mobile
  • Artigos
    • Entrevistas
  • Review
    • Preview
  • Guias
  • Listas
  • RetroBoy
    • ArchiveBoy
  • TCG
  • Entretenimento
    • Filmes
    • Anime
  • Redação
    • FALE CONOSCO
    • Portfólio
  • Otome
  • Review

Review | Jack Jeanne

Ivanir Ignacchitti 01/06/2023

Desenvolvedora: BROCCOLI
Publicadora: Aksys Games
Data de lançamento: 15 de junho, 2023
Preço: R$ 251,78
Formato: Físico/Digital

Análise feita no Nintendo Switch com cópia fornecida gentilmente pela Aksys Games.

Revisão: Davi Sousa

Desde 2012, a Aksys Games tem investido no mercado de Otome Games de console, sendo a primeira publicadora ocidental a fazer esse esforço. Embora ela já tivesse trabalhado em vários jogos do gênero no PS Vita, foi agora no Nintendo Switch que a empresa abriu a porteira, fazendo com que esses lançamentos se tornassem a maior parte da sua produção.

Apesar disso, vale destacar que a desenvolvedora só tinha uma única parceira para otoges: a Otomate, que é uma filial muito prolífica da Idea Factory. Nesse sentido, Jack Jeanne é um marco para a Aksys como a primeira obra de uma nova parceria com outra desenvolvedora japonesa, a BROCCOLI.

BROCCOLI e Jack Jeanne

Para quem não conhece, a BROCCOLI é a publicadora e detentora dos direitos da franquia Uta no☆Prince-sama♪ (também conhecida como UtaPri), uma série multimídia bem popular sobre uma garota que sonha em ser compositora e rapazes que se esforçam para se tornar idols. Estudando na mesma escola, eles precisam se esforçar para fazer com que os seus sonhos se tornem realidade. Outros títulos relevantes deles incluem Kamigami to Asobi e Koroshiya to Strawberry, que também receberam ports recentes para o Switch no Japão.

Jack Jeanne segue um contexto similar a UtaPri, mas no âmbito de uma escola de teatro. A história começa quando Kisa Tachibana está prestes a desistir de seu sonho de ser uma atriz para poder trabalhar e sustentar seu pai após o desaparecimento de seu irmão mais velho, Tsuki. Porém, em uma série de eventos fortuitos, ela acaba encontrando o diretor do renomado colégio de artes cênicas Univeil, que convida a moça a estudar lá.

O problema é que a Univeil é um colégio apenas para rapazes, o que faz com que a personagem tenha que esconder sua identidade. Além disso, o diretor dá a Kisa um ultimato: ela precisará ter um papel central na peça de fim de ano da escola ou terá que ir embora. Cabe então ao jogador tentar polir as habilidades da personagem o máximo possível para que ela demonstre todo o seu potencial em ação.

Francamente falando, o início da campanha é muito rápido e forçado. As cenas que levam à entrada de Kisa na Univeil são uma forma bem artificial de apresentar a premissa e é difícil considerar algumas atitudes críveis. Outro detalhe importante é que a introdução deixa algumas pontas soltas que nunca são totalmente resolvidas na obra, independentemente da rota selecionada.

Os tijolos dos relacionamentos

Apesar dos pontos que eu comentei, é importante destacar que Jack Jeanne fica muito interessante após Kisa ser matriculada na Univeil. Após um exame de entrada, a protagonista é enviada à sala Quartz, que reúne os estudantes cujo potencial muito bruto ainda precisa ser lapidado. Enquanto se acostuma com a nova rotina de estudos, Kisa também conhece os seus colegas de classe e alguns rapazes das outras turmas que podem ser considerados rivais.

Em vez de ser estritamente uma visual novel, como é o caso da maior parte dos otome games disponíveis no Ocidente, o que temos aqui é um simulador de rotina. Cabe ao jogador escolher como Kisa irá passar os seus dias, treinando em seis frentes de estudo: Espírito, Percepção, Voz, Agilidade, Charme e Drama. Cada um desses parâmetros está associado a um personagem específico que pode se tornar o parceiro mais íntimo de Kisa, e é fácil de notar a relação com base nos padrões de cores utilizados.

Também é necessário ter cuidado com a energia da personagem. Kisa pode ter no máximo 100 pontos e gasta 10 deles a cada vez que decide treinar. Caso fique sem energia, ela ainda pode tentar, mas poderá falhar em seus estudos. O jogador também pode fazer a escolha de repetir a mesma ação durante toda a semana para agilizar um pouco o processo, embora ele ainda seja interrompido pelos frequentes, mas curtos diálogos.

Durante a semana, Kisa é uma aluna esforçada que precisa se dedicar aos estudos. Em alguns dias, é possível ver cenas de história que avançam a atual situação da trama. Desde o início, temos um calendário bem focado nas apresentações, fazendo com que o jogador aprenda sobre as peças pouco a pouco e veja os personagens se dando seu melhor para entender como interpretar seus papéis na peça.

Nos fins de semana, é possível encontrar os personagens nas várias áreas da escola e dos arredores, aumentando a afinidade com eles, algo que também acontece ao realizar escolhas específicas de fala durante a narrativa principal. Com um foco claro em um indivíduo desejado, é fácil se aproximar dele e focar no atributo relacionado para poder desbloquear suas cenas especiais ao longo da campanha.

Para quem já é fã do gênero e gosta muito de tê-lo em destaque, é importante tentar ter esse foco desde o início porque Jack Jeanne funciona como uma grande “rota comum”. Fora dos eventos de fim de semana, a história principal só muda no último capítulo, e apenas em breves falas, para dar mais ênfase ao rapaz que estiver mais próximo de Kisa.

Pessoalmente, eu gostei bastante do formato, pois a obra conseguiu trabalhar bem o desenvolvimento de todos os personagens e fazer uma estrutura orgânica para as mudanças da narrativa. Além disso, mesmo que boa parte das conversas seja bem curta, os personagens possuem conflitos interessantes e que causam fácil empatia, e é fácil notar a evolução dos relacionamentos nesses pequenos eventos.

Retratando a alma dos personagens

Um aspecto também importante de Jack Jeanne é que se trata de uma obra produzida por Sui Ishida, conhecido mangaká responsável pela série Tokyo Ghoul. Além de fazer o planejamento da história, ele se envolveu nas ilustrações e na composição das letras das músicas do jogo para refletir mais a fundo a sua visão dos personagens. O resultado são músicas que exploram de forma intimista detalhes sobre esses indivíduos dentro do contexto das peças de teatro. Tendo acompanhado o desenvolvimento e esforço dos personagens na história, posso dizer que esses trechos são verdadeiramente comoventes e bem pensados.

Ao longo do jogo, temos que participar de cinco performances teatrais. Além de assistir aos personagens interpretando os papeis em formato visual novel, temos que realizar sequências rítmicas para os trechos de canto e dança da peça. Os momentos de canto envolvem mover o cursor para os lados acompanhando uma linha na tela, enquanto os de dança exigem que o jogador aperte os botões destacados no momento em que chegam ao canto inferior da tela.

Em ambos os casos, os botões utilizados são customizáveis, e há a opção usar a tela de toque para a movimentação. Todas as músicas podem ser jogadas nas dificuldades Normal, Difícil ou Expert, além do nível mais alto, o “Jack Jeanne”, que pode ser experimentado posteriormente. Escolher entre elas não afeta o desenrolar da história, fazendo com o que o jogo possa ser aproveitado por pessoas com diferentes níveis de habilidade. Também é possível ajustar o timing e a velocidade das notas.

Esses trechos são avaliados em notas que vão de C a SS e o conjunto da peça é avaliado posteriormente com a premiação. Existem tanto prêmios para a classe quanto para a protagonista (que avaliam também o bom uso do sistema de simulação), sendo necessário receber essas premiações para obter os melhores finais da campanha. De forma geral, é bem fácil conseguir as melhores resoluções, sendo apenas uma questão de foco.

O jogo também conta com um sistema interno de conquistas que ajudam a guiar o jogador sobre o que é possível fazer e são bem explicativos. Por fim, gostaria de destacar que, de forma geral, Jack Jeanne tem uma tradução competente, mas ainda há uma boa dose de errinhos de escrita e alguns diálogos que ficaram pela metade, entre outros problemas que mereciam um pente fino na parte de QA da localização.

Perseguindo um sonho

Jack Jeanne é um otome game que oferece uma experiência marcante e inesquecível. Com uma estrutura de simulador, trechos rítmicos e uma história majoritariamente linear, o jogo consegue desenvolver bem os personagens e suas relações em cenas curtas de interação.

Prós

  • Personagens carismáticos e bem escritos, cujo desenvolvimento é bastante envolvente mesmo em curtas cenas de interação;
  • Apresentações teatrais marcantes que refletem uma visão intimista dos personagens;
  • Mecânicas de ritmo com boas opções de dificuldade para jogadores de níveis diferentes de habilidade;
  • Sistema de simulador que permite ao jogador organizar a sua rotina para se alinhar a um determinado personagem ou tentar conhecer melhor os secundários;
  • O sistema interno de conquistas ajuda a guiar o jogador quanto ao que ainda pode ser feito no jogo.

Contras:

  • Introdução artificial e muito corrida;
  • Pontas soltas muito relevantes continuam sem resolução;
  • Fãs de otome games podem se incomodar com a estrutura linear da história, que funciona como uma grande rota comum antes do capítulo final;
  • Alguns pequenos erros de escrita em inglês.

Nota Final:

9

  • Sobre
  • Últimos Posts
Ivanir Ignacchitti
Ivanir Ignacchitti
Fã de jogos japoneses, é difícil encontrá-lo em algum lugar sem um portátil na mão.
Ivanir Ignacchitti
Últimos posts por Ivanir Ignacchitti (exibir todos)
  • Review | Groove Coaster Future Performers - 22/11/2025
  • Review | QQQbeats!!! - 01/11/2025
  • Review | Class of Heroes 3 Remaster - 14/10/2025

Post navigation

Previous ‘Escarlate & Violeta — Obsidiana em Chamas’ é anunciado como nova coleção para Pokémon TCG
Next Game Trials: NBA 2K23 estará de graça por tempo limitado para membros do Nintendo Switch Online

Relacionado

Review | INAZUMA ELEVEN: Victory Road
  • Review

Review | INAZUMA ELEVEN: Victory Road

31/12/2025
Review | The Rogue Prince of Persia
  • Review

Review | The Rogue Prince of Persia

25/12/2025
Review | POPUCOM
  • Review

Review | POPUCOM

24/12/2025
  • Twitter
  • Facebook
  • Instagram
  • Youtube
  • Spotify
Copyright © All rights reserved. | DarkNews by AF themes.