Após literalmente dois amigos meus incentivarem, cá estou eu inventando moda e iniciando a saga de análises do anime de Atelier Ryza: Ever Darkness & the Secret Hideout — que muito provavelmente (não, certamente) vai flopar em visualizações; mas Vamo Que Vamo, né.
“Mas Marcos, o NintendoBoy virou site de anime pra weeb fedido agora?” Amigo, a ideia do NintendoBoy gira em torno de cobrir não apenas jogos da Nintendo, mas jogos de nicho japonês e indies que chegam às plataformas da Big N. Graças a este foco, eu conheci franquias que jamais pensei que colocaria minhas mãos algum dia, isso inclui a série Atelier, da Koei Tecmo.
Neste contexto, a ideia de um tempo pra cá é expandir o conteúdo que já cubro normalmente a outras mídias que casam com videogames — como adaptações para filmes e animes, por exemplo —, claro, desde que seja condizente com minha visão para com o NintendoBoy.
Dito isso, sim, eu irei aproveitar da minha paixão por Atelier e cobrir (ou tentar) o anime de Atelier Ryza e também o que for relacionado desde que faça sentido para mim — afinal, seus jogos estão saindo para o Nintendo Switch, né?
Obs: Lamento, mas este texto não passou pela revisão.
Nunca subestime um jovem entediado
Já vou adiantando, foram 50 minutos de duração, equivalente a dois episódios; foi o suficiente para cobrir o prólogo do jogo, o que para mim foi uma surpresa agradável, mas vamos à história né, afinal, é uma análise.
O anime começa nos apresentando quem realmente importa: Reisalin “Ryza” Stout. Nossa protagonista é filha de fazendeiros, sobretudo uma jovem travessa que sempre que pode escapa da árdua vida no campo para encontrar um real sentido em sua vida entediante. Também somos apresentados a Tao e Lent — os amigos de Ryza —, estes que embora eu não irei me focar tanto por agora, quero que saibam que são de suma importância para a história.

Dito isso, aprendemos que Ryza anseia por uma mudança repentina na sua vida ordinária. Ela quer se livrar da monotonia a todo custo; ela quer se aventurar; ela quer se descobrir. Por isso, a garota tem a brilhante ideia de pegar um barco e atravessar um lago em busca do desconhecido junto de seus companheiros apenas pela pura sede por aventura.

Nesta expedição rumo ao improvável, o trio se depara com Klaudia, filha de um comerciante que recém chegou à Kurken Island para negócios. A jovem se perdeu na floresta e acabou sendo perseguida pelos Punis. É aqui que então Ryza, Lent e Tao entram em “ação” — sim, entre aspas mesmo, pois eles são bem fraquinhos e passam vergonha; mesmo Lent que parecia o mais bem preparado da party passou um baita vexame.

Após fugir dos Punis e esbarrar em algumas Pixies hostis, as crianças são salvas por Empel e Lila (irei falar mais deles no próximo tópico, ok?), e no fim do dia Ryza leva uma boa bronca dos adultos e tudo acaba bem.
O primeiro passo é o que importa
Uma coisa interessante na série Atelier é que em casos normais a heroína do jogo não começa de fato como uma alquimista (eu sei que há exceções, não precisa encher meu saco). Dito isso, o primeiro contato de Ryza com alquimia é como um evento típico porém importante nos jogos que é como se fosse um primeiro passo para algo muito maior na vida do personagem: Ryza ao ser salva por Empel e Lila na floresta se encanta com os utensílios usados pelo até então alquimista.

Ryza fica embasbacada com tudo aquilo, e claro que ela vai pedir para que o alquimista o ensine. Embora relutante, Empel coloca Ryza em teste de aptidão, e para ser curto, o resultado o surpreendeu. Em paralelo, aprendemos que Empel e Lila estão em Kurken Island para desvendar os mistérios de uma civilização antiga. Para conveniência deles, Tao guarda livros que contam sobre esse povo. Então eles decidem atender os pedidos de Ryza, Tao e Lent uma vez que podem ser úteis para os seus propósitos.
Resumindo: Ryza vai aprender alquimia, Tao terá ajuda de Empel para decifrar os livros antigos que possui, enquanto Lent irá treinar com Lila para poder ficar mais forte pra mostrar seu valor ao seu pai e os residentes da Kurken Island. Bacana, não?

Coxas, coxas e mais coxas
Foi boa estreia. A animação estava consistente quase o tempo inteiro e captou muito bem os aspectos do jogo, trazendo uma sensação nostálgica. Tudo é muito familiar e bem incorporado, desde os locais até os personagens secundários — A ROMY ESTÁ AQUI COM VOZ, PERSONALIDADE E PRESENÇA DE TELA, aprende Gust!
Ah, algo a se notar é a constante e desnecessária necessidade de mostrar muito a Ryza. Digo, muitas aproximações nas pernas da menina, até no busto. Eu entendo que a garota é, em certos casos, popularmente vista pelas coxas grossas. Estou ciente que ela é chamativa para um certo nicho, e de fato é chamativo. Mas entanda: Atelier NÃO é sobre isso! Existe mais em Ryza do que ser um mero material para fanservice. Por favor, atente-se em seu desenvolvimento como personagem, na sua personalidade, garanto que é mais interessante que um par de coxas.
Sério, o que eu quero nesta adaptação não é takes no corpo da Ryza, mas sim os elementos que tornaram a série Atelier no que é: a alquimia; o ato de coletar materiais para o Synthesis; o próprio Synthesis em ação; o Slice of Life. Ademais, não fique secando as coxas da Ryza, ou os peitos, ou sei lá que você achar nela — o fato é, em Ever Darkness & the Secret Hideout ela é menor de idade! Não seja impuro, okay? (Eu não vou implicar tanto se adaptarem os jogos dela adulta).
No mais, eu tenho ciência de que a adaptação vai ser rushada, sei que muita provavelmente vão cortar conteúdo que eu sentirei falta, e devem inclusive alterar a ordem de eventos ou até como eles ocorrem (como foi que aconteceu na floresta (até onde sei as Pixies não atacaram os jovens, mas sim um trio de bestiais). De todo modo, eu vou continuar acompanhando e espero que não decaia ao longo dos episódios.

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