Skip to content
  • Twitter
  • Facebook
  • Instagram
  • Youtube
  • Spotify
NintendoBoy

NintendoBoy

Niche Games on Nintendo Consoles

  • Notícias
    • Indústria
      • Nintendo Switch
    • Entretenimento
    • Nintendo 3DS
    • Wii U
    • Mobile
  • Artigos
    • Entrevistas
  • Review
    • Preview
  • Guias
  • Listas
  • RetroBoy
    • ArchiveBoy
  • TCG
  • Entretenimento
    • Filmes
    • Anime
  • Redação
    • FALE CONOSCO
    • Portfólio
  • Review

Review | Atelier Marie Remake ~The Alchemist of Salburg~

A volta as origens e uma ode aos pilares de uma das séries de JRPG mais carismáticas e cativantes já feitas! Atelier Marie Remake ~The Alchemist of Salburg~ acerta no essencial oferecendo uma experiência acessível, agraciando também os fãs veteranos.
Marcos Vinícius 12/07/2023

Desenvolvedora: Gust
Publicadora: Koei Tecmo
Data de lançamento: 13 de Julho, 2023
Preço: R$ 289,00
Formato: Digital

Análise feita no Nintendo Switch com cópia fornecida gentilmente pela Koei Tecmo

Revisão: Davi Sousa


Olá, eu sou o Marcos e é com imenso prazer que venho anunciar que finalmente obtive meu grau de bacharelado em Atelier — isto após já ter minha licenciatura na área depois de concluir os cursos das sagas Dusk, Mysterious e Secret. Eu estou genuinamente feliz pela minha conquista e vocês deveriam ao menos fingir que se importam com isso.

Foi uma longa jornada, um caminho árduo e penoso, mas no fim foi gratificante. É claro que o diploma de bacharel não será o suficiente para um entusiasta como eu, por isso pretendo fazer pós-graduação, mas essa conversa fica para um outro dia, okay? A questão é: vim contar a vocês como, através de Atelier Marie Remake, eu obtive sucesso na minha carreira profissional e finalmente posso me autoproclamar “fã de Atelier desde suas raízes.”

Tá bom, chega de brincadeira. Neste texto irei abordar minha experiência com Atelier Marie Remake ~The Alchemist of Salburg~, que, como o próprio nome diz, é uma reimaginação do Atelier Marie original, de 1997, lançado para PlayStation 1, sendo o jogo que deu o pontapé nesta série de “cozy RPG” bastante carismática e singular.

Rejeite a modernidade, abrace a tradição

Entre remakes robustos que visam entregar uma experiência AAA e os mais conservadores, que prezam em manter suas raízes, Atelier Marie Remake se comporta um pouco como a segunda alternativa — Eu digo “um pouco” pois, apesar da conversão para o 3D, tudo ainda é muito familiar, trazendo aquela energia da versão de PS1; caso você não entenda minha linha de raciocínio, basta olhar para o remake de The Legend of Zelda: Link’s Awakening.

Uma vez que sua proposta é ser o mais próximo possível do título de 1997, a escolha de design torna-se plausível. Alguns podem até argumentar que, para alcançar um público mais amplo — principalmente àqueles que vieram de Atelier Ryza —, aumentar o escopo para se parecer mais com os jogos modernos seria o caminho ideal. Admito que uma reimaginação em larga escala de fato seria bem-vinda, mas o trabalho aqui no entanto está muito bem-feito, sério!

Cenário de exploração limitado com câmera travada e transição entre áreas.

Quero dizer, Atelier Marie Remake ainda herda todas as limitações do original sem expandi-lo o suficiente, deixando-o muito simplista e ao mesmo tempo restritivo se comparado às últimas entradas da série. É quase (ênfase no “quase”) um remake 1:1, com melhorias de qualidade de vida (quality of life); em contrapartida, ele é o mais convidativo de todos devido à sua simplicidade e fácil entendimento de suas mecânicas, sendo bem mais descomplicado num geral. Isso faz dele um genuíno RPG relaxante e descompromissado, além de visualmente agradável.

Se ainda assim você ficou com dúvidas quanto à escolha da direção aqui, então só lamento. Eu normalmente tenho uma visão otimista para os jogos que escrevo análises, e com Atelier não é exceção. Eu acredito que é importante que a visão do desenvolvedor seja levada em consideração enquanto elaboramos uma crítica, na qual avaliamos o quão bem aquilo foi aplicado. Claro, existem outros fatores, mas você entendeu, larga de chatice.

Portanto, só tenho a rasgar elogios nesse quesito. O estilo chibi em um design de mundo mais contido, porém modernizado e atraente, trouxe um ar refrescante e individualista que destoa completamente dos jogos modernos. Além disso, o design de personagens elaborado por Benitama é muito bem detalhado e com traços precisos — Marlone, Mu e Schea ficaram LINDAS! —, com algumas ressalvas, no entanto, já que eu senti que alguns dos desenhos pareciam sem alma.

A alquimista de Salburg

A história segue Marlone — ou Marie —, uma jovem que vai estudar alquimia na renomada Royal Academy of Magic em Salburg. No entanto, ela está passando por dificuldades e, em um ultimato, sua professora Ingrid lhe concede um ateliê, no qual, dentro de 5 anos, a estudante deverá usá-lo para aperfeiçoar suas habilidades e entregar algo digno de reconhecimento.

Apesar da história estar centrada no objetivo majoritário de Marie em reforçar suas habilidades como alquimista em um determinado prazo, eu escolhi não dar profundidade para além da apresentação, pois sinto que, neste caso, a introdução já é o suficiente para situar o jogador. O motivo? Atelier Marie é bem honesto em nos dizer o quão sucinta é sua narrativa, comportando-se como uma espécie de apoio para os elementos que no futuro seriam os pilares da franquia Atelier: o slice of life e a mecânica de craft, o Synthesis.

Quero deixar claro: não é que a história aqui seja descartável ou ruim. Não é disso que estou falando. Deixar o aspecto narrativo em segundo plano é uma simples escolha de design, comum em JRPGs, inclusive — a exemplo de Shin Megami Tensei, que possui foco em sua lore e gameplay punitiva; e Rune Factory, onde o enredo ganha contorno à medida que nos relacionamos com os personagens.

Neste sentido, Atelier Marie tem seu cerne na simulação e no slice of life, também focado no role-playing, enquanto a narrativa é mais como algo objetivo, desenvolvendo-se de forma gradual. Portanto, não é algo que se deixa avulso; afinal, o tempo limite não está lá à toa: você não passará seus dias apenas em um loop vicioso de gameplay, já que é preciso ficar atento ao gerenciar suas atividades, uma vez que quase tudo o que você fizer vai consumir dias — e chegou a hora de falar mais sobre isso no tópico a seguir!

5 anos passam voando

Embora não seja a regra, a mecânica de Tempo Limite é algo já enraizado nos jogos de da série Atelier. Dito isso, Atelier Marie Remake faz uso dela de forma intrínseca ao dar uma camada de gerenciamento que age em substância com os demais sistemas do jogo, no qual o jogador vê os dias passando à medida que cria os itens no Synthesis ou sai de Salburg.

Para se ter noção, quando Marie está sintetizando algo no caldeirão, dependendo do que for, vários dias irão se passar (se fizer itens em massa, então…). Além disso, quanto mais distante Salburg é da área à qual você pretende ir, mais dias levará para chegar lá, e para voltar também. Portanto, tome cuidado e não negligencie seu tempo.

Ademais, existe também as sidequests, que são pedidos dos habitantes de Salburg para os quais você deve ter em mãos o que eles precisam em um determinado prazo; se excedê-lo, no pior dos casos o esforço terá sido em vão e você perderá reputação. O Tempo Limite implica com todos os fatores que citei, porém também existem eventos que são acionados em dias específicos, além das estações do ano que, dependendo de qual estiver acontecendo, haverá novos pontos de coleta e eventos.

Em suma, o Tempo Limite talvez seja o maior desafio em Atelier Marie Remake. Perder tempo significa atrasar a vida de Marlone, o que pode levá-la ao bad ending. Se isso te preocupa, a Gust fez o favor de colocar um Unlimited Mode no remake, permitindo jogá-lo sem a mecânica temporal, ideal para novatos e os “enrolões” (como eu), além de ser conveniente para que possamos acionar todos os eventos que normalmente não daria pra fazer em uma run cronometrada.

É mais simulação do que RPG

Apesar de ser essencialmente um RPG, Atelier Marie não se comporta como tal. É claro, ele é evidentemente um RPG, não tenta esconder e nem negar isso. O problema é a falta de profundidade em elementos que compõem o gênero.

Por exemplo: somos apresentados a um sistema de batalha em turnos, com uma interface até bem intuitiva, mas com as janelas de comandos básicos como ataque, defesa, acesso aos itens de consumo e o ataque especial. O que mais se destaca, no entanto, é a forma como posicionamos nossos personagens em campo, fazendo-os ganhar bônus de stats dependendo de como estão alocados — o básico do básico de um sistema de posicionamento que já vimos em outros títulos de Atelier.

Com a falta de dinamismo no combate, além de sua facilidade de varrer os monstros em campo (sério, o jogo é incrivelmente fácil a menos que você jogue no Hard), a atividade fica monótona e entediante muito rápido. Contudo, para nossa alegria existe um conveniente auto-battle que elimina esta etapa. Todavia, é importante ter em mente que, para aqueles que buscam por uma experiência de JRPG autêntica, Atelier Marie Remake irá decepcioná-lo por sua enorme simplicidade.

No entanto, se você já tem ciência da natureza da série Atelier e, assim como eu, transcende o gênero de RPG japonês, este jogo definitivamente vai te entregar o que realmente importa.

Synthesis, Slice of Life e… cute anime girls!

Os pilares que sustentam a filosofia de game design da franquia, a Santa Trindade! Sem isso, Atelier não é o que é. Pode soar cômico e exagerado, mas é bem isso mesmo. É o que cativa os fãs, que diferencia a série de outros JRPGs, que separa os homens dos meninos.

O que eu vou dizer pode parecer redundante, mas Atelier Marie Remake exerce um ótimo trabalho em apresentar tais conceitos. Você pode até sentir falta de alguma profundidade por ser um remake quase fiel ao original, mas olha, não é que seja tão ruim assim. O forte dele, que é o Synthesis, o aspecto slice of life e toda sua caracterização “moezenta”, está aqui cumprindo bem seu papel, mesmo que não seja de forma tão robusta (eu realmente preciso frisar isso).

O jogador acompanhará Marlone exercendo seu serviço como alquimista, passando a maior parte do tempo na frente do caldeirão. Ou seja, sintetizar é o principal foco aqui! Indo desde receitas básicas até as mais exigentes, você se encontrará em um loop vicioso enquanto expande seu conhecimento comprando livros de referências na lojinha da Academia ou visitando a biblioteca. Diferentemente dos títulos modernos, a interface de Atelier Marie é bastante amigável e você sequer terá dificuldades de trabalhar com o Synthesis nele.

Claro, sair fazendo as coisas desenfreadamente irá puni-lo devido à questão do Tempo Limite que eu já havia dito antes. Além disso, é preciso observar as barras de MP Cost e FTG (Fadiga) que decrescem e aumentam, respectivamente, à medida que você vai sintetizando. Inclusive, a alquimista em ascensão ainda contará com ajuda das fadinhas freelance que saem para coletar itens ou sintetizam em massa pra você. O valor para contratá-las equivale ao seu nível de eficiência.

Para além do Synthesis, você poderá interagir com os habitantes de Salburg e aprender mais sobre o que acontece nos arredores com rumores que os NPCs contam. A interação social dá o ar da graça por meio do fator slice of life, colocando uma camada extra de gameplay onde você desenvolve sua relação com um modesta lista de personagens carismáticos enquanto aciona eventos específicos que o levarão a finais alternativos, com um total de sete para explorar.

Apesar dos elementos de RPG pífios, os supracitados pilares da franquia Atelier ainda sustentam e muito a experiência no geral. Ciente de suas limitações e entendendo a proposta deste remake, acredito que tais pilares sejam o chamariz para quem quer adentrar a franquia e conhecer seus princípios básicos. Por isso, se você pretende desembolsar uma grana para este ser o seu primeiro Atelier, é bom se desapegar dos sistemas que funcionam mais como complemento do que qualquer outra coisa.

Um agradável e honesto cozy RPG

Apesar de eu já estar simpatizado com a franquia Atelier, esta foi a minha primeira vez com Atelier Marie. Jogá-lo foi importante para que eu pudesse melhor conhecer as raízes da série e como seus sistemas primários evoluíram ao longo dos anos. Embora curto, durando pouco mais de 10 horas de campanha, foi uma experiência gratificante.

Contudo, Atelier Marie Remake não é modernizado o suficiente ao ponto de ser abrangente, o que pode afastar um certo perfil de fã de JRPG. Ele é incrivelmente fácil em praticamente todos os meios, o que pode ser divisivo a depender do tipo de experiência que você procura: se quer um RPG convencional com o mínimo de desafio e complexidade ou apenas quer relaxar em um adorável cozy game. Para fãs de longa data, é um título obrigatório e acredito que ele irá satisfazê-lo!

Volto a dizer: entendendo suas limitações e o caminho que este remake quis seguir, Atelier Marie é uma recomendação fácil ao público das antigas, sendo uma reparação histórica em que os jogadores deste lado do globo finalmente colocarão as mãos nele após 25 anos preso no Japão. Para os iniciantes, começar com ele pode ser uma boa pedida, mas com ressalvas. Agora, para aqueles que só jogaram a saga Secret, é um pouco difícil de recomendá-lo, pois sua simplicidade e o fato de ele ser mais simulação do que RPG é contrastante com os jogos da Ryza por si só, o que pode causar estranheza.

Prós:

  • Um RPG relaxante e sincero sobre o quão descomplicado é;
  • Visualmente agradável, desde os personagens chibi a seu design de mundo;
  • Resgate histórico do primeiro jogo da franquia restrito ao Japão por mais de 25 anos;
  • Adições relevantes, como o Unlimited Mode, o sistema Auto-Battle e o Photo Mode (sim, isso é relevante).

Contras:

  • Embora bem-feitos, alguns designs de personagens parecem sem alma;
  • Falta camadas de profundidade em vários sistemas básicos, o que pode ser um impeditivo para alguns jogadores;
  • O jogo é relativamente fácil, mesmo para os padrões da franquia.

Nota Final

8

  • Sobre
  • Últimos Posts
Marcos Vinícius
Marcos Vinícius
Fã de JRPG e weeb nas horas vagas.
Marcos Vinícius
Últimos posts por Marcos Vinícius (exibir todos)
  • FANTASY LIFE i: The Girl Who Steals Time supera 1.5 milhão de cópias vendidas - 29/12/2025
  • Precisamos mesmo? Um port ou atualização de Pikmin 3 Deluxe para Switch 2 parece estar acontecendo - 28/12/2025
  • NBoy Awards 2025: Vote nos indicados ao melhor jogo do ano - 27/12/2025

Post navigation

Previous ‘The Makind of Karateka’ é anunciado para Nintendo Switch — Um documentário interativo para o “inovador e influente” jogo de karatê de 1984
Next Cult Classic RPG do GBA, ‘Riviera: The Promised Land’ ganhará remasterização em alta definição

Relacionado

Review | INAZUMA ELEVEN: Victory Road
  • Review

Review | INAZUMA ELEVEN: Victory Road

31/12/2025
Review | The Rogue Prince of Persia
  • Review

Review | The Rogue Prince of Persia

25/12/2025
Review | POPUCOM
  • Review

Review | POPUCOM

24/12/2025
  • Twitter
  • Facebook
  • Instagram
  • Youtube
  • Spotify
Copyright © All rights reserved. | DarkNews by AF themes.