Desenvolvedora: Doinksoft
Publicadora: Devolver Digital
Data de lançamento: 13 de setembro, 2023
Preço: R$46,99
Formato: Digital
Análise feita no Nintendo Switch com cópia fornecida gentilmente pela Devolver Digital.
Revisão: Davi Sousa
Gunbrella é um jogo que é completamente a cara da Devolver Digital! Não teve um segundo dele que eu me peguei pensando algo diferente disso, e, como sempre, me diverti bastante. Para falar a verdade, eu gosto muito dos títulos que a Devolver publica, e não digo isso por eles nos mandarem a cópia para análise — muito pelo contrário: eu que PEDI para fazer esse texto!
De toda forma, vamos aos fatos: Gunbrella é um amálgama de Gun + Umbrella (arma + guarda chuva), e é literalmente isso que temos aqui: uma arma parecida com uma escopeta, que se abre como um guarda-chuva, agindo como escudo (impenetrável) e servindo como pára-quedas, ao estilo Princesa Peach.
A jogabilidade, no entanto, é bem difícil, com pegada de metroidvania; pouco backtracking, muito mais Castlevania mesmo, mas ainda tem um pouco. Contudo, não diria que ele é um roguelike, é só difícil mesmo, como eram os jogos de SNES, em que morrer algumas vezes fazia parte da experiência.

What a day, huh?
Gunbrella conta a história de um homem à procura de vingança. Sem muitas informações sobre o que diabos está acontecendo ou sobre a arma que carrega, ele viaja buscando respostas. No caminho, depara-se com algumas cidades interessantes, mas o mundo é cruel em toda parte.
Parte da narrativa aqui envolve o desenvolvimento da tal arma e uma seita maligna e meio doida, mas que de fato consegue realizar uns rituais de necromancia e umas magias bizarras; opressão policial; cidades à beira da ruína; acampamentos de resistência; e até um pescador.
Contudo, não passamos muito tempo em cada fase; afinal, Gunbrella não é tão longo assim, mas o período em cada estágio é suficiente para aprender e se envolver com eles e com alguns personagens. Existem algumas frentes narrativas, fora as sidequests que te entregam mais do mundo, além de recompensas valiosas.

Violência é sempre a resposta
Logo de cara, notamos como Gunbrella é “violento”, no sentido de gore mesmo: matar um inimigo geralmente resulta em sua explosão completa, desmembrando e lançando vísceras por tudo que é lugar, fora as enormes manchas de sangue.
Na verdade, parece que quase tudo aqui quer te matar, e a maioria consegue mesmo, com direito a sapos gigantes e até moscas agressivas. É preciso estar esperto e atento, já pronto para agir, mas sem desespero, pois atirar sem foco não te dá um resultado positivo, muito pelo contrário.
Mas como funciona? Falando do Nintendo Switch, o controle direito será responsável por atirar, pular e usar o escudo. Bloquear e atirar não podem ser feitos ao mesmo tempo: ou um, ou outro. A mira fica no analógico direito, e, embora o esquerdo também sirva para ajudar nisso — facilitando algumas coisas —, ele também interfere na sua movimentação, fazendo seu cérebro entrar em parafuso.
Sabe aquela brincadeira de girar uma mão de um jeito enquanto a outra faz o contrário? Pois é, esse tipo de nó na cabeça é o que acontece: você está controlando dois eixos ao mesmo tempo, e às vezes fica esquisito, especialmente porque o controle do Switch é vertical, e o ângulo dos dedos fica esquisito para isso. Claramente fica melhor em outros controles, mas eu não tenho nenhum, então foi isso aí.
Sobre o escudo, use-o bem… Sério, se aproveite dele, pois além de impenetrável, ele é um elemento físico no jogo; ou seja, se um bicho vier voando por cima, ele vai te acertar e até te encurralar. Cuidado com o ângulo e com a distância que seu inimigo está quando ativar o escudo.

No fim das contas, existem algumas frentes de inimigos diferentes, mas que são maneiros, cada um com seu estilo de combate, e seu jeito específico de reagir. A gameplay se torna divertida e interessante.
Ah sim, temos upgrades para a arma, e lojas de itens, então é bom estar com a mochila cheia, pois provavelmente você vai gastar uns itens por aí. Vender materiais também é possível, e eles valem uma boa grana.
Os chefões são bem difíceis. Achei o primeiro o mais trabalhoso, pois foi o que precisei de mais tentativas para derrotar, mas parte disso era por estar me acostumando aos controles. Não que ele teria sido fácil mesmo se eu fosse expert.
Gráficos e música
Quanto ao departamento audiovisual, minha opinião é simplesmente: bom. Nada excepcional ou inovador, mas trabalho bem-feito. Nada fica na frente de nada, o som não é invasivo ou desagradável, combinando com os cenários e a narrativa, mas também não é aquela maestria toda de imersão, o que nem é a proposta, então, sem críticas. Faz o que tem que fazer e está ótimo.
Não sou o maior fã de arte pixelada, mas essa é divertida pela parte do gore. Os pequenos elementos que caem, um osso, um olho, e as manchas de sangue acabam ganhando um “charme” por serem desenhadas dessa forma.

Mas e aí, que tal?
Galera, Gunbrella vale a pena sim. É um ótimo jogo, desafiador no ponto certo e estimulante a tentar de novo quando perder. Talvez você queira colocar no modo fácil; eu fui no normal, e já tive alguma dificuldade, com algumas mortes frustrantes por nenhum motivo. No fácil, seria uma experiência um pouco mais tranquila. O Hard eu nem tentei, pois conheço meus limites, mas se é do seu estilo ter uma morte horrível, vale a tentativa.
Prós:
- Difícil, mas não impossível;
- Diálogos cativantes;
- História simples, mas funcional.
Contras:
- Algumas mortes são bem frustrantes;
- Os save points/checkpoints poderiam ser melhor colocados, para evitar rever as cutscenes.
Nota final:
8,5
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