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Review | DESOLATIUM

Guilherme Varoto 04/12/2023

Desenvolvedora: SUPERLUMEN
Publicadora: SOEDESCO
Data de lançamento: 27 de Outubro, 2023
Preço: R$ 109,00
Formato: Digital/Físico

Análise feita no Nintendo Switch com cópia fornecida gentilmente pela SOEDESCO

Revisão: Marcos Vinícius

Terror lovecraftiano invadiu a cultura pop cada vez mais, não que seja algo dos tempos modernos, o clássico RPG de mesa de Call of Cthulhu já está em sua sétima edição e existe desde o começo dos anos 80. Nos videogames não é diferente, e podemos retornar até 1994 com o primeiro Alone in the Dark, que tinha influência direta dos Mythos dessa figura polêmica do início do século XX.

Terror lovecraftiano é a exploração do medo do desconhecido, da exploração da psique humana e da sanidade, usando de figuras alienígenas para explorar a fraqueza do ser humano em sua psique. DESOLATIUM não é apenas inspirado nessas histórias, ele ativamente utiliza dos mesmos personagens que o autor original, que já estão em domínio público, mas cai na armadilha que muitas dessas histórias criadas em cima dos, como são chamados, Cthulhu Mythos caem, que é não entender como criar um terror com essas histórias, não sendo culpa integra da história apresentada, mas da fonte de inspiração original. Vamos falar sobre terror, Lovecraft e Adventures games.

“Em sua casa em R’lyeh, Cthulhu, morto, aguarda sonhando”

Um dos trechos mais icônicos da literatura de terror do século XX saiu de um pequeno conto publicado em uma revista. Call of Cthulhu, de 1928, definiu o que seria terror cósmico por anos a vir, com a presença da criatura mais icônica do escritor, o titular Cthulhu. Uma leitura que para alguns pode ser rápida e inesquecível, talvez apavorante, mas independente dos sentimentos que desperte no leitor, ela é problemática.

Imagine-se no século XX, a primeira Guerra Mundial acabou há pouco tempo, a grande queda da bolsa de valores de 29 ainda não aconteceu, a globalização ainda é um sonho e contato com outras culturas não é tão comum, dependendo de onde você vive. Howard Phillips Lovecraft nasceu em Rhode Island e passou quase sua vida inteira na costa leste dos Estados Unidos da América, e de muitas qualidades desse autor, muitas são negativas; H.P. Lovecraft não era uma boa pessoa, e suas raivas e medos, do mundo e das pessoas era representado constantemente em seus livros.

É impossível criar uma história usando os Cthulhu Mythos sem ser igual ao Lovecraft? Não, mas malabarismo é necessário, pois muitos de seus elementos presentes na história dessas figuras é descendente da injúria de seu autor de origem. DESOLATIUM quer evitar esses elementos negativos de sua história, mas ao mesmo tempo trás de volta esses elementos problemáticos das histórias de Lovecraft. Problemas de coerência que tornam essa história de terror cósmico pouco assustadora.

Um pouco mais pra esquerda…

Jogos de aventura de point-and-click são um nicho desde que existem em primeiro lugar. A ideia de pouca interação com o jogo em si, para muitos, remove completamente o propósito da mídia, mas assim como interagir com uma boa história como leitor, ser um jogador e fazer toda a exploração de detetive por conta própria pode trazer uma forma diferente de prazer de uma jogatina tradicional de videogame. infelizmente, DESOLATIUM falha nesse aspecto também.

Pode acabar se ignorando esse tipo de elemento quando tudo está fluindo bem, mas é possível, sim, um jogo de apontar e clicar em objetos ser insatisfatório de jogar. O cursor é lerdo e duro, e ele precisa apontar nos objetos de maneira bem precisa, objetos que se mesclam no cenário de fotos pré-renderizadas. Menus não podem ser controlados usando os botões direcionais, portanto, ir de item a item requer o movimento lerdo do cursor e interação com botões que possuem um pequeno delay.

Elementos como esse misturados com cenários que não parecem se conectar de forma natural e uma sensação de tédio e até vertigem acaba se formando em alguns capítulos. Não é de todo mal o tempo todo, há momentos em que é possível entrar na história como um investigador encarando todos esses maus alienígenas como uma pessoa normal, mas quando é necessário andar em círculos por várias salas, que precisam carregar entre cada uma delas, para encontrar um pequeno elemento de interação e ativar a próxima pista, você volta ao estado de tédio.

O sensorial deste terror

Em muitas de sua parte promocional DESOLATIUM vende as suas artes de personagens representados como figuras entre as cores do vermelho ao amarelo, alguns representados como laranja, outros como amarelos, mas sempre rodeados de um fundo vermelho forte, simbolizando as fortes emoções geradas por esses mythos, mas os personagens em si são pouco expressivos, poucos tem suas histórias de fundo apresentadas ou até motivos para estarem investigando todos esses elementos negativos que dariam muito mais peso a presença dessas cores. O pacote ainda não se ajuda com uma dublagem péssima e com pouca emoção e os cenário do jogo não fazerem jus ao uso dessas cores quentes.

Quando se explora os cenários do jogo é muito comum imaginar que é apenas uma foto, pouco editada para dar o elemento do sobrenatural e do estranho nesses ambientes. Com o uso de um pouco mais de criatividade e imagem mais perturbadora seria possível usar a parte visual para incomodar o enunciatário em um terror que depende completamente da imaginação de quem recebe essas descrições. Finalmente não posso deixar de falar que os personagens tem poucas imagens oficiais, e algumas são recicladas com edições muito mínimas.

Conclusão

DESOLATIUM não é um pacote muito competente. Mesmo com a ambição de quatro protagonistas, todos eles não possuem carisma, e mal consigo dizer que uma personalidade, com um pacote geral não muito bonito, mixagem de som péssima e todo o desconforto em sua gameplay, mesmo com pequenos momentos que a história parece que está indo à algum lugar, a recompensa não é grande o suficiente para lidar com a frustração de realmente jogar o jogo.

Que os deuses antigos me perdoem e não me transforme em peixe, mas esse aqui é mais uma pra lista de jogos bem fracos que eu analisei aqui no NintendoBoy. Em seu pequeno apartamento, na cidade isolada do estado de São Paulo, Gevete, sonolento, aguarda não muito impressionado.

Prós:

  • A fantasia de um detetive sobrenatural aparece de tempos em tempos;
  • Apesar de mal utilizado, tem uma ilustração chamativa.

Contras:

  • Personagens sem graça;
  • Gameplay desconfortável;
  • Péssimo som e dublagem;
  • Visualmente feio.

Nota Final

3

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