Desenvolvedora: Caracal Games
Publicadora: Dear Villagers
Gênero: Aventura de ação
Data de lançamento: 10 de abril de 2025
Preço: R$ 57,59
Formato: Digital
Análise feita no Nintendo Switch com cópia fornecida gentilmente pela Dear Villagers.
Revisão: Davi Sousa
Da experiente desenvolvedora indie Caracal Games, Star Overdrive aposta em misturar ideias interessantes de jogos queridos pela comunidade, e assim nasceu esta aventura intergaláctica que agora chega ao Nintendo Switch – apesar dos holofotes estarem virados ao hype em torno do Nintendo Switch 2, sucessor do enorme sucesso que o primeiro foi.
Além de homenagear vários clássicos, Star Overdrive não perde sua identidade no processo, carregando consigo muito poucos problemas (pelo menos em minha concepção), que, apesar de o fazerem um bom jogo, não o tornam também uma obra memorável dos videogames ao ser finalizada.
Se eu fosse dar uma prévia do que vou falar na review, eu diria que Star Overdrive é um jogo consideravelmente consistente no que se propõe a fazer, apesar de não ser aquele jogo que você irá jogar e naturalmente dizer que é o melhor jogo que você já jogou em sua vida, mas… isso sou eu falando né? Tenho um certo gosto duvidoso pra jogos em alguns momentos, por isso, por óbvio, já digo que isto é um viés pessoal; afinal, não existe review neutra não?
Dentre os altos e baixos do games, vamos agora entender o que é Star Overdrive, o que ele se propõe a fazer, como ele executa sua proposta, o que ele acerta, o que ele erra, etc…
Em busca de alguém importante para você
A história de Star Overdrive nos introduz ao nosso protagonista, o qual, ao estar curtindo um bom momento em sua nave, recebe um pedido de socorro de sua amada em outro planeta, a qual foi enviada a trabalho por uma corporação, o que nos leva a tal planeta e também a iniciar nossa aventura.
Não vou entrar muito em detalhes da história, pois não gosto de spoilers em minhas reviews; porém, com essa premissa, toda a nossa jornada gira em torno de executar todas as tarefas no contido mundo aberto deste planeta e assim libertar nossa namorada, além de entender melhor o mistério por trás do que acontece. O resto, descubra por si mesmo, pois o que quero abordar nesta review são as minhas opiniões sobre as mecânicas do jogo, que acho que é o aspecto que faria alguém se interessar ou não por ele.

O jogo vai te introduzindo aos mistérios pouco a pouco por meio de fitas que se vai desbloqueando ao longo dos objetivos principais, as quais vão mostrando tudo o que é necessário para o entendimento do jogador.
Honestamente, eu não me importei muito com a história pelo simples fato de que a mesma foi ofuscada pelos aspectos mecânicos, pelo menos pra mim, o que não quer dizer que o mesmo acontecerá com qualquer outra pessoa que jogar. Não nego que, de certa forma, é áspero dizer isso de um jogo que criou uma narrativa para mover a trama, mas, como eu disse, há aspectos que me prenderam mais.
Muitas referências dentro de seu Nintendo Switch
É estranho dizer isso, mas Star Overdrive consegue existir como a mistura de várias coisas diferentes, diversos jogos e até mesmo estéticas de outras mídias.
Falando do quesito videogames (que é o mais relevante para nós), é uma sensação estranhamente gostosa que o game consegue criar dois loops de gameplay completamente diferentes em seu tempo no jogo e em um período curto entre um e outro. Ambos coexistem surpreendentemente muito bem, principalmente na identidade deste mundo aberto, que não é muito grande meramente por uma questão de escopo do game; afinal, não dá para esperar um mundo aberto do tamanho do que as grandes publishers criam.
Apesar disso, o mapa genuinamente me agrada devido a uma opinião pessoal que tenho sobre jogos de mundo aberto: menos é mais, e nem sempre um tamanho absurdo simplesmente se traduz em qualidade, não necessariamente sendo uma verdade absoluta.
Apenas ressalto que boa parte da magnitude de muitos jogos do gênero acaba não sendo preenchida com conteúdo interessante com apenas situações meio genéricas, apesar de haver jogos que conseguem acertar e criar substância com isso, como The Witcher 3.

Na exploração, possuímos uma mecânica que lembra muito Tony Hawk’s Pro Skater, série que tem retornado aos holofotes com seus remasters, porém consideravelmente diferente. As áreas deste planeta são desertas e o level design é cheio de pequenas rampas com marcações de cor para que o jogador entenda que são para pular e fazer manobras.
Sim, pular, manobrar no ar e conseguir turbo é uma tarefa bem divertida, uma maneira de quebrar a monotonia e que realmente me agradou, consistentemente. As manobras na exploração são feitas apenas para ganhar turbo ao atingir o chão, o que é o incentivo mecânico à exploração, funcionando muito bem de fato.
Sendo honesto, não tenho nada a reclamar do controle da prancha flutuante ou deste quesito. Talvez a única questão é que achei muito mais difícil prestar atenção na animação das manobras para não tombar no chão, já que em Tony Hawk costuma ser mais fácil; porém, não acho que isso estrague toda esta questão.
Porém, não é só de referência a andar de skate que esse jogo vive: há também muita inspiração em questões mecânicas dos dois Zeldas de mundo aberto lançados para Nintendo Switch, Breath of the Wild e Tears of the Kingdom. Consigo afirmar isso com maior certeza do que Tony Hawk devido a ser propositalmente bem mais óbvio do que uma mera referência a jogos de skate, que pode simplesmente ser uma referência a Tony Hawk, mas pode também ser à série Skate ou alguma outra menor, apenas nos restando a questão da probabilidade de maneira meramente ilustrativa, talvez.

Sim, a exploração ao ir de um local para outro se dá por uma frenesi de surf desértico, mas o que fazemos nos pontos dos locais são o puro suco da série de Link e Zelda, sem tirar nem pôr, talvez menos dificultoso pelos puzzles, eu acho…
Honestamente, nossa prancha possui mecanismos muito iguais aos da Sheikah Slate e o novo braço de Link: pegar objetos no ar com uma mecânica com ícone de Imã e outras que vão sendo desbloqueadas e, claro, utilizadas para resolver puzzles.
Não nego que há pessoas que possam lançar um mau-olhar sobre isto por ser uma mecânica muito emprestada e no mínimo parecida até demais; porém, com o tanto de indies que apenas pegam fórmulas estabelecidas por games renomados e buscam melhorar, não acho que seja justo criticar Star Overdrive por isso, levando em conta que o game possui uma essência e uma alma, não se reduzindo simplesmente a tal, apenas fazendo uma homenagem singela a um jogo tão querido por fãs do mundo inteiro.
Há uma lista de coisas pegadas emprestadas, como o fato de ter que fazer upgrade em sua prancha para poder surfar em certos materiais como água e metal e dungeons menores ao longo do caminho. Até mesmo a entrada das dungeons possui uma animação similar a Link colocando a Sheikah Slate na plataforma para abrir o Shrine.
Honestamente, eu não acho que o game acaba referenciando demais a série Zelda, mas todos esses aspectos acabam lembrando de uma maneira muito óbvia para quem jogou ou no mínimo conhece algo sobre a renomada franquia da Nintendo.
O game possui identidade própria sim; porém, tenha em mente que estas são claras, feitas para ser uma homenagem que o jogador perceba. mesmo propositalmente, como disse anteriormente. Star Overdrive é original e muito mais do que sua referência e não, ele não tenta e nem quer chegar à complexidade de puzzles de Breath of The Wild, é apenas uma reciclagem de diversas ideias, e Zelda é uma delas.
O único ponto fraco do jogo não era difícil de ser corrigido
Star Overdrrive não possuiu nada que me incomodou demais; porém, há uma única e simples questão que pode ser chata em sua gameplay, que infelizmente é o combate, que só acabou assim por não pegar de Zelda algo que a série da Nintendo sempre fez muito bem: o simples ato de travar a mira em um inimigo.
Não É aquele super problema de fato, mas, mesmo após vários testes, eu não conseguia travar a mira ou mudar entre monstros como estou acostumado, e isso foi o que tornou o combate bem frustrante. Se havia alguma forma de fazer, o game não me deu o tutorial em nenhum momento, infelizmente.

Compreendo que os devs pensaram em uma maneira para que a mira fosse automatizada a ponto de mirar com o golpe e poder mudar, já que havia uma marcação em azul; porém, na prática, tudo o que acontecia era minha movimentação perder o hit contra os monstros com frequência, o que fez eu fugir dos combates só para evitar tamanha dor de cabeça.
Se eu fosse dizer que há Lock-On mais fáceis, talvez seja contra bosses, pois são apenas um inimigo ali talvez justamente pelo fato de não haver três ou mais monstros disputando sua atenção. Isso que falei aqui não anula os acertos do jogo, mas torna algo que poderia ser legal em um ponto fraco pela ausência de algo simples que vários jogos renomados e menores fazem certo. Particularmente, eu aumentaria consideravelmente minha nota desta review apenas pela adição de algo simples, mas tão necessário, honestamente.
Um bom desempenho no Nintendo Switch
Eu compreendo caso alguém olhe este tópico e diga que elogiar algo que é obrigação não deveria ter muita validade, mas pelo tanto de jogos indies e AAA que já joguei em nossa amada plataforma, tanto para review como pessoalmente, que não entregam este mínimo aspecto, acredito que pelo menos a minoria que o faz deva ser elogiada, pelo menos neste contexto, com tantos devs que nem isso conseguem no híbrido da Nintendo (Que isso mude com o Switch 2, por favor!).

Star Overdrive roda muito bem no console. Pelo menos eu não tive nenhum problema de performance e framerate, o que foi estranho, levando em conta o histórico que falei; porém, não sei se isso pode acontecer com outra pessoa, levando em conta como rodou no meu Switch V1. Como eu disse, é o mínimo e eu concordo, mas, se boa parte dos devs erram a mão com nesse quesito, então o contexto muda (eu acho…).
Uma aventura consistente
Honestamente, Star Overdrive não é aquele jogo indie ou AAA incrível que você vai terminar arrepiado e ficar pensando por horas que foi a melhor experiência com videogames que você já teve, mas ele é muito consistente no que faz, e isso é ótimo. Sua boa mistura de inspirações consegue ser muito boa, apesar de que sei que os momentos à lá Breath of The Wild não irão atingir as expectativas talvez muito exigentes de fãs deste renomado jogo.
A experiência de exploração consegue ser bem divertida, não tenho muito o que reclamar. O combate não é exatamente malfeito, pois não há bugs ou algo do tipo nele. O que o torna a pior parte do jogo é a simples falta do ato de poder travar a mira. Honestamente, Star Overdrive é um bom jogo; caso você se interesse, poderá se divertir muito, pelo menos para mim.
Pros:
- Exploração com surf divertida;
- Referências A bons jogos, sem perder a identidade;
- Consistente em sua fórmula.
Contras:
- Ausência de travar a mira no combate.
Nota
8
–
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