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Review | OFF

Kat Oliveira 15/08/2025

Desenvolvedores:
Publicadora:
lançamento:
Preço:
Formato:

Gênero:
Plataformas:

Fangamer, Mortis Ghost, Alias Conrad Coldwood
Fangamer
15 de agosto, 2025
R$ 32,99
Digital
RPG
Nintendo Switch, PC

Desenvolvedores: Mortis Ghost, Alias Conrad Coldwood, Fangamer
Publicadora: Fangamer
Gênero: RPG
Data de lançamento: 15 de agosto, 2025
Preço: R$ 32,99
Formato: Digital
Plataformas: Nintendo Switch, PC

Análise feita no Nintendo Switch com cópia fornecida gentilmente pela Fangamer.

Revisão: Manuela Feitosa

OFF é um dos RPGs mais influente dos últimos anos, tendo sido lançado originalmente de forma completamente gratuita em francês em 2008, e posteriormente em inglês em 2011. O jogo ganhou um certo apelo cult, tornando-se extremamente relevante na bolha dos jogos feitos em RPG Maker e impulsionando uma legião de criadores de jogos do gênero. De certa forma, pode-se dizer que OFF é o jogo favorito do seu game designer favorito.

Chegando em 2025, 17 anos após o seu lançamento original. O jogo criado por Mortis Ghost e Alias Conrad Coldwood recebe um relançamento remasterizado, com melhorias de qualidade de vida, uma nova trilha sonora, artes novas e mudanças significativas na interface. É a primeira vez em que o jogo recebe um lançamento comercial, distribuido pela Fangamer, com direito a uma edição física e versões para consoles como o Nintendo Switch.

Zona 0. Fumaça, metal, plástico, carne e açúcar

OFF possui uma premissa bem simples. O jogo segue Batter, uma pessoa que usa um uniforme de baseball, e carrega um taco como arma, no que parece uma missão quase que religiosa, a purificação do mundo, que consiste basicamente no extermínio de diversos espectros espalhados por quatro zonas diferentes.

O jogo literalmente começa pedindo um input do jogador, uma caixa de texto em que o mesmo deve inserir o seu nome. Isto é, o nome do próprio jogador, não o nome do personagem que controla, já que este é chamado apenas de Batter, ou Batedor em português, fazendo referência a posição do batedor em jogos de baseball.

OFF está constantemente lembrando o jogador que o mesmo está sob o controle de Batter e não assumindo seu papel, desta forma, agindo como uma espécie de entidade misteriosa que controla o personagem como um mestre de marionetes. Em certos momentos, Batter chega até mesmo a se comunicar diretamente com o jogador, chamando-o pelo nome, como se fosse um personagem dentro da própria narrativa do jogo.

Um aspecto de OFF que pode parecer batido dado a conjuntura atual do que é e o que já fora feito anteriormente é a forma com que o jogo quebra a quarta parede diversas vezes. Em um mundo de Doki Doki Literature Club, Undertale, OneShot, Pony Island e Stanley Parable, utilizar a linguagem única da mídia videogame como metanarrativa para transmitir uma mensagem pode não parecer grande coisa, ainda mais considerando que o jogo não é nem um pouco sutil nessa abordagem, mas isso ainda assim é de suma importância para a mensagem que o jogo quer passar e o que ele é como um todo.

No geral, Batter não possui muita personalidade, seus comentários sobre tudo que acontece ao seu redor são extremamente vagos e as vezes quase monossilábicos — é perceptível pela sua atitude como um todo que o mesmo não parece se importar com a quantidade de violência que ocorre ao seu redor e isso vai ser de suma importância para o momento catártico nos trechos finais do jogo.

Conforme a narrativa vai progredindo, OFF vai se mostrando um jogo um tanto quanto obtuso, é difícil entender o porquê dos eventos estarem acontecendo e qual é de fato a função de Batter naquele mundo. Enquanto exploramos as zonas, algumas notas e informações a respeito daqueles lugares, sua criação e funcionamento vão ficando mais claros, mas considerando o fato de que muitas dessas informações são dadas de forma bem espaçada, é sempre bom manter um caderninho ou um bloco de notas próximo para ficar mais fácil de acompanhar todo o lore.

OFF também oferece a sua dose de crítica social em torno de cada zona em que Batter vai passando. O jogo aborda temas como impactos da industrialização na sociedade, consumismo, alienação trabalhista e etc. Além disso, OFF também possui muitas alegorias religiosas, que somadas a sua narrativa aberta para diversas interpretações, tem se provado um prato cheio que alimentou teorias e mais teorias de fãs durante a última década.

É difícil falar sobre o tema principal de OFF sem entregar a reviravolta final da história, mas ainda é possível dizer que o jogo busca questionar a moral por trás das ações do jogador enquanto pincela a respeito desses outros temas com uma camada de sobriedade pesada e até mesmo um tanto quanto pessimista, as vezes suavizada por um humor ácido que é relativamente comum em jogos do tipo.

Zona 1. Violência

O jogo possui dois “sabores” diferentes de jogabilidade. No caso seriam a exploração, onde o jogador anda de uma área a outra resolvendo puzzles e conversando com NPCs e o combate por si só. A grande maioria dos puzzles do jogo gira em torno de números espalhados pelo mapa que seguem uma lógica própria e deve ser relacionado a ordem em que o jogador deve pressionar uma série de botões em forma de cubos no mapa.

O jogo também tem a sua dose de dungeons clássicas de RPG e labirintos, onde Batter precisa encontrar uma alavanca que vai liberar o caminho para a próxima área e por assim em diante. Durante a exploração, o jogador pode encontrar os Add-Ons, que nada mais são do que círculos gigantes flutuantes que atuam como personagens jogáveis durante o combate que auxiliam Batter na purificação dos espectros.

O combate funciona da seguinte maneira: ao esbarrar com um inimigo no mapa, o jogo iniciará a batalha automaticamente, posicionando a party no lado direito da tela e os inimigos ao lado esquerdo. OFF adota um sistema de batalha por turnos, utilizando de um sistema que se assemelha muito ao ATB da série Final Fantasy, buscando estimular uma certa urgência em cada ação.

Cada personagem e inimigo possui uma barra que vai sendo preenchida, e o tempo de preenchimento dessa barra ditará quando a próxima ação daquele personagem poderá ser realizada. Uma nova adição desta remasterização é que agora a barra de ATB dos inimigos são visíveis. Isso adiciona uma camada a mais ao combate, considerando que agora temos uma ideia de qual será o próximo inimigo a atacar.

Devido ao fato de OFF ser uma experiência curta para um RPG, podendo ser finalizado em cerca de 5 horas, acaba não sobrando muito espaço para o combate brilhar e acaba parecendo demasiadamente raso. A progressão se limita a adição de novos Add-Ons e aumento de atributos e novas habilidades para Batter e a equipe, e os itens se resumem a equipamentos novos melhores que os anteriores, sem nenhuma especificidade por si só, além de um aumento de atributos como ataque e defesa com utilitários que fazem exatamente o que algumas das habilidades de Batter e dos Add-Ons já fazem por si só.

Admito não ser uma pessoa que conhece o lançamento original tão a fundo, mas no que diz respeito a dificuldade, o jogo original sempre foi considerado fácil demais, podendo ser completado praticamente utilizando o combate automático (disponível somente na versão original), ou praticamente spammando o botão de ataque sem parar. Não foi essa a experiência que tive com o combate da versão remasterizada, como mencionado anteriormente, pois o combate não é de forma alguma profundo, mas agora parece que houve um rebalanceamento do combate. As primeiras zonas ainda assim são bem fáceis, mas quando o jogo vai chegando próximo do final, torna-se visível que um pouco mais de estratégia é preciso para evitar um total party kill. Não que o jogo precise ser difícil, mas uma pitada a mais de dificuldade é muito bem-vinda para que o jogo não fique tão entediante.

OFF de 2025 também conta com uma interface completamente refeita que além de ser esteticamente agradável e condizente com todo a ambientação do jogo em si, também é muito mais prática e legível do que a original. Na nova versão, ficou muito mais fácil ver quais itens são melhores do que o que o jogador está utilizando, por exemplo. Além disso, o jogo também oferece novas artes de moldura colecionáveis para preencher o espaço em branco da tela, considerando que o jogo é apresentado em um aspecto de 4:3 que não é totalmente preenchido por telas widescreen como a do Nintendo Switch.

Zona 2. A arte da loucura

OFF tende a misturar um habitual estilo gráfico de RPG Maker extremamente minimalista. Os personagens são todos retratados utilizando somente preto e branco, enquanto os cenários são marcados por um forte contorno preto e coloridos com cores monocromáticas; cada zona do jogo será marcada por uma cor única, que se repetirá pela grande maioria dos cenários que as compõem.

Apesar da simplicidade, o que chama atenção no título é a mescla que existe entre o simples, colorido e aparentemente inofensivo com as ilustrações brutais, rasuradas, macabras e até mesmo tragicômicas de Mortis Ghost que juntamente com a trilha sonora composta por Alias Conrad Coldwood são o que ditam o clima do jogo e o que o fazem ser tão cheio de personalidade, sendo o que o jogo tem de melhor a oferecer.

Esse tipo de contraste não é nada de novo no gênero. Mesmo na época, já tínhamos visto uma abordagem estética na série Mother/Earthbound e também em outros jogos de RPG Maker anteriores a OFF, principalmente no cenário de jogos de terror feitos nessa engine, como o próprio Yume Nikki, que também chega a ser referenciado em determinadas instâncias do jogo. No entanto, nada disso tira o mérito de OFF em sua abordagem estética, não é muito difícil olhar para jogos mais modernos como Undertale, Deltarune, OneShot e Omori sem identificar um pouco da marca que OFF deixou nos criadores que foram inspirados pelo jogo na época.

OFF foi produzido em RPG Maker 2003, apesar de ter sido lançado em 2008. Talvez o fato de o jogo ter sido feito em uma engine datada até mesmo para a época tenha ajudado o jogo a manter não só a simplicidade, mas também a carinha de início dos anos 2000. Essa crueza em que tudo é apresentado faz com que o jogo emane aquela aura de “feito à mão” com pouco recurso mas uma identidade visual sólida — muito mais do que somente uma estética, mas também uma mensagem forte, como uma música punk.

Isso faz com que pelo menos em um nível pessoal, os personagens, inimigos e assets desenhados a lápis deem aquela coceirinha de desenhar alguma coisa, nem que seja um rabisco bobo — o quão cru OFF parece é o que dá aquela vontade de criar algo, de botar pra fora os monstros interiores. Certamente jogadores e artistas que tem um certo fascínio por aquilo que é esquisito, distorcido e causa um certo estranhamento vão aproveitar bastante a experiência com o jogo.

Zona 3. O bife apimentado na sala

OFF em toda a sua estética pode ser caracterizado como uma grande colagem, uma concha de retalhos de diversas estéticas diferentes que formam a amalgama bizarra que é o jogo, podendo ser traçado um paralelo com o movimento Pop Art. Isso também se reflete em sua trilha sonora, marcada por uma forte pegada de música industrial misturada com música ambiente e até mesmo uma pincelada de Jazz e Hip-Hop aqui e ali que transformam melodias bizarras em músicas mais groovy.

Ouvir a trilha sonora de OFF é como ouvir uma música gótica tocada por instrumentos completamente diferentes e alternativos arranjados de uma maneira para que fiquem mais dançantes. O maior exemplo disso é o tema de batalha Pepper Steak, é até difícil apontar qualquer outro jogo que tenha feito algo semelhante e atingido o mesmo nível de qualidade.

Essa mistureba maluca de sons etéreos e distorcidos pede por um bom par de fones de ouvido para ser experienciado em sua completude, principalmente considerando a qualidade da produção musical do remaster, contando com nomes como Toby Fox, Nightmargin, Morusque, James Roach, Maros, Exaha e Banshee Beat que trabalharam muito bem em cima do já excelente trabalho do compositor original, Alias Conrad Coldwood, que optou por não fazer parte do remaster.

Em resposta a um usuário do Reddit, o compositor deixa claro que preferiu não ceder os direitos da trilha sonora para o remaster por ter um certo pé atrás com o funcionamento da distribuição de jogos por parte de publishers. OFF foi originalmente pensado como um jogo completamente gratuito sem qualquer fim lucrativo, então consequentemente Coldwood viu-se na liberdade de utilizar samples de faixas pré-existentes na composição da trilha sonora original do jogo. Além disso, o compositor sempre foi muito aberto a deixar com que outros utilizassem a trilha sonora do jogo livremente em projetos pessoais.

Considerando os planos da Fangamer de relançar a trilha sonora de maneira paga, o compositor temeu a possibilidade do conteúdo que sempre foi livre para outros utilizarem do dia para noite passar a ser barrado por direitos autorais. Temendo as nuances de um contrato de relançamento, Coldwood preferiu não ceder a trilha sonora original.

Isso cria uma situação um tanto quanto complicada para o relançamento, visto que a trilha musical de OFF é talvez a parte mais aclamada do jogo. Essa mudança pode acabar decepcionando alguns fãs, mas além disso também se mostra um grande desafio para a nova equipe de composição, que viu-se em uma encruzilhada para tentar replicar a vibe que faz do jogo original tão especial.

Ouvindo as duas trilhas sonoras lado a lado, fica nítido a mistura de abordagens. Em algumas faixas nota-se que houve uma tentativa de praticamente replicar a trilha sonora original o mais fielmente possível; em outras, nota-se que algumas liberdades a mais foram tomadas. Considerando que é impossível fazer com que uma trilha sonora soe exatamente igual a outra, é notável que o retrabalho em cima das músicas desta nova versão se manteve bem fiel ao original, mas que as vezes falha em criar o mesmo clima que os samples utilizados por Coldwood. Ainda assim, acredito que a maioria nem sequer vai notar uma grande diferença entre a original e a que foi refeita.

O quarto

Uma das coisas mais interessantes a respeito deste relançamento de OFF é que de forma alguma essa nova versão chegou para apagar a anterior. Segundo o próprio Mortis Ghost, a versão original ainda estará amplamente disponível e acessível gratuitamente, como sempre esteve. Este relançamento é mais uma forma nova de viver uma experiência com o jogo, seja nos consoles ou em plataformas como a Steam. Como um todo, a versão 2025 funciona muito mais como uma grande celebração da obra do que um apagamento histórico, como é comum vermos na indústria de jogos.

OFF foi um jogo feito sem pretensão alguma, como o próprio Mortis Ghost diz. Em uma indústria repleta por lançamentos vazios feitos unicamente pra preencher tabela e obras de arte arruinadas pela ganância coorporativa, parar por algumas poucas horas e experienciar um título como OFF é quase como um soco na cara, um questionamento da moralidade em forma de metacomentário sobre o consumo da mídia videogame, mas ao mesmo tempo, um lembrete de que o mundo é muito maior, e que arte de verdade ainda vale a pena.

Prós:

  • Melhorias no combate em relação ao original;
  • Esteticamente único e impressionante;
  • Toda arte inédita e interface refeitas são excelentes;
  • Trilha sonora nova muito bem feita;
  • Não busca substituir o original.

Contras:

  • Pode não parecer tão impressionante considerando jogos que vieram depois dele;
  • Trilha sonora nova não é tão impactante quanto a original.

Nota

9,5

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Fã de consoles portáteis, livros e fones de ouvidos. Dentre os seus principais interesses estão artes em geral, jogos japoneses e todo tipo de RPG. Seu coração mora em Faerûn e Ivalice.
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