Desenvolvedora:
Publicadora:
Lançamento:
Preço:
Formato:
Gênero:
Plataformas:
TAITO
TAITO
31 de julho, 2025
R$ 299,99
Digital
Ritmo
Nintendo Switch
Desenvolvedora: TAITO
Publicadora: TAITO
Gênero: Ritmo
Data de lançamento: 31 de julho, 2025
Preço: R$ 299,99
Formato: Digital
Plataformas: Nintendo Switch
Análise feita no Nintendo Switch com cópia fornecida gentilmente pela TAITO
Revisão: Davi Sousa
Groove Coaster Future Performers é o mais novo título da franquia de ritmo da Taito que teve múltiplos lançamentos para mobile e arcade desde 2011. Enquanto a maior parte das obras da série foram pensadas para uma perspectiva vertical, Future Performers é o primeiro a mudar a lógica para o formato “paisagem” e busca renovar a franquia, tendo o Switch como sua plataforma base.
Uma montanha russa de ritmos

Groove Coaster é uma série de ritmo que brinca com a apresentação do timing transformando as fases em uma espécie de “montanha russa”. A ideia é que temos um ícone que nos representa enquanto se movimenta por uma linha que faz variadas curvas até o fim de uma música específica. Conforme a música toca, aparecem notas e o jogador deve apertar o botão no timing adequado para ganhar pontos e fazer um combo de acertos.
No caso específico de Groove Coaster Future Performers, temos dois esquemas de controle: o Básico e o Avançado. A diferença principal entre eles é que o segundo adiciona o uso de dois botões ao mesmo tempo para algumas notas. Isso torna o processo um pouco mais difícil, já que normalmente só seria usado um botão por vez.

De forma geral, as notas mais comuns são círculos sem nenhum tipo de marcação, o que permite que o jogador aperte qualquer direcional ou um dos botões X, Y, A, B para acertar. Caso a nota seja um losango com uma seta de direção, é necessário apertar o botão correspondente; por exemplo, uma seta para cima indica que tanto o direcional para cima quanto o X são válidos. Há ainda um quadrado verde que exige que o jogador aperte os gatilhos e as linhas, que são as notas comuns alongadas.
Cada fase também conta com quatro níveis de dificuldade (Easy, Normal, Hard e Master), aumentando a quantidade de notas e a presença de esquemas mais complexos. O jogo indica um valor de complexidade para cada música, que varia mesmo dentro da mesma dificuldade de acordo com fatores como a velocidade da música, já que ritmos mais ágeis costumam ser mais difíceis.

A lista de músicas inclui alguns temas de anime, como Bow and Arrow (Medalist) e Idol (Oshi no Ko), arranjos de Touhou Project, músicas de Vocaloid e Vtubers, entre outras que não se encaixam nessas categorias, mas também são adjacentes à cultura pop otaku. Cada música conta com animações de fundo, como trechos de clipes ou imagens dos personagens, e vários malabarismos visuais que se alinham com o ritmo para criar verdadeiros espetáculos sensoriais.
Se por um lado os estágios são verdadeiramente empolgantes, por outro, é importante ter em mente que as mudanças de perspectiva podem ser uma dificuldade adicional, alterando a noção visual de distância e o direcionamento das notas. A confusão é intencional e o jogo até brinca, por exemplo, com notas que aparecem enquanto estamos nos aproximando, mas pode incomodar jogadores novatos ou acostumados a outros sistemas sem tantas “firulas”.
O Modo História

Uma das principais novidades de Future Performers em relação aos outros jogos da franquia é a inclusão de um modo história. Assim, além das performances livres, o jogador pode aproveitar essa apresentação do Groove Coaster como se fosse um esporte futurista de performances em hologramas em um mundo que mistura fantasia e tecnologia com uma boa dose de “trabalho duro” e “poder da amizade”.
A história de Groove Coaster Future Performers acompanha a perspectiva de dois alunos do primeiro ano do Ensino Médio: Kakeru Sendou e Aria Himekawa. Os dois estão em lados opostos da experiência no esporte, com Kakeru sendo um total iniciante com muito potencial e Aria uma veterana que já conquistou torneios no Ensino Fundamental e possui muitos fãs. O contato dos dois provoca uma fagulha em ambos, motivando-os a se tornar atletas ainda mais habilidosos e lidar com várias questões do seu psicológico.

De forma geral, a trama é simples e não foge das expectativas, apresentando clichês de esporte que são bem conhecidos. Porém, é um “feijão com arroz” bem-feito e bastante divertido, que não precisava ser mais mirabolante de nenhuma forma. As motivações dos personagens para se interessar no Groove Coaster, seus dilemas pessoais e crises de insegurança e ansiedade, é tudo bastante palpável e envolvente o suficiente para dar vontade de ver os próximos capítulos da história.
Infelizmente, a história no momento está incompleta, tendo apenas um prólogo, 13 capítulos do “Arco do Kakeru” e, no momento da escrita desta review, quatro capítulos para o “Arco da Aria”. Ambas as perspectivas são paralelas, mostrando os desafios dos personagens e seus aliados de equipe, e a história da Aria está sendo atualizada através de updates gratuitos que remetem ao modelo que jogos mobile cuidam de suas histórias. Mesmo levando em conta que essas adições são gratuitas, fica um gosto amargo na boca de falta de conclusão, ainda mais levando em conta que o arco do Kakeru termina em um cliffhanger e dá pistas de eventos posteriores envolvendo a disputa nacional e um velho amigo de Kakeru.

Ao mesmo tempo, o modo História é desnecessariamente enrolado para fazer o jogo render, contando com uma grande quantidade de eventos obrigatórios de desafios musicais em todos os capítulos. As fases muitas vezes nem se encaixam com o que está acontecendo na trama, sendo outro elemento que dá a sensação de uma estrutura de jogo de celular gacha, em que todo avanço narrativo mínimo é uma “recompensa” milimetricamente medida para depender do esforço do jogador.
Não havia necessidade de ser um processo tão enfadonho, e essa “delonga” só escancara o quanto o jogo repete os mesmos tipos de desafios com pequenos modificadores. Até mesmo o número de músicas disponíveis acaba parecendo pouco para esse modo, forçando o jogador a concluir várias vezes as mesmas músicas, mesmo sendo possível escolher entre listas de três opções em alguns casos. Outro defeito é a presença de alguns erros de digitação e gramática no texto em inglês, havendo até uma ocasião em que um nome aparece em japonês no jogo traduzido, mas eles são bem incomuns, de modo geral, para a quantidade de diálogos.
Apesar de tudo que comentei, o modo História também conta com alguns elementos atrativos, como o fato de ser inteiramente dublado em japonês. Os personagens são bastante expressivos graças a isso, e os designs, charmosos, contando com variações visuais e algumas ilustrações especiais para suas performances. O jogo também traz músicas originais criadas para reforçar a personalidade de cada um e elas são, no geral, bem interessantes. Dentre elas, destaco as trilhas Wire&Ring (tema conjunto dos dois protagonistas e abertura) e WV! WV! WV! (tema do tigre surfista Taiga Harubaru), que grudaram na minha cabeça.
Além dos modos de jogo

No menu inicial, temos também uma galeria chamada Collection, com ilustrações dos personagens que podem ser usados como navegadores, algumas cenas e concept arts dos personagens, assim como vídeos relacionados ao jogo. Infelizmente, nem os navegadores, nem os vídeos têm legendas em inglês, deixando apenas as falas em japonês para quem conseguir entender. Para desbloquear esses itens, é necessário jogar o modo História, e há vários deles como recompensas das fases opcionais. Vale destacar que os designers de personagens, compositores das músicas e artistas que fazem as performances recebem os créditos adequados nos menus do jogo.
Também é possível rever o tutorial, conferir detalhes como pontuações obtidas no Records e ajustar vários elementos da gameplay no Options. O jogo permite alterar o esquema de cores e o tamanho das notas, o timing em que a precisão das notas é julgada (para lidar com input lag), o quão brilhante o fundo é, entre outros elementos.
Há ainda outros menus dentro dos modos para customizar a aparência do avatar do jogador e dos efeitos sonoros. No modo História em particular, também temos um sistema de Stickers que permitem obter vantagens variadas, como “alterar 5 notas erradas para Good” e ganho de pontuação ou de percentual de “Clear”, ambos valores que podem ser requisitos para avançar. Vale destacar que esse sistema não é válido para o modo Performance, que permite jogar qualquer música já desbloqueada.
Um ritmo empolgante

Groove Coaster Future Performers é um bom jogo rítmico que apresenta um espetáculo sensorial imperdível com suas músicas, mesmo que não seja para todo tipo de jogador. O seu modo História é verdadeiramente empolgante, mas conta com várias frustrações devido à sua incompletude e tentativa de esticar o valor do jogo desnecessariamente. A soma de suas partes vale muito a pena, embora ele pudesse receber uma avaliação Perfect com um pouco mais de cuidado.
Prós:
- Boa variedade de opções com os dois esquemas de controle e as quatro dificuldades;
- As fases são verdadeiros espetáculos sensoriais;
- História dublada em japonês que faz um trabalho bem divertido de apresentar Groove Coaster como um esporte futurista;
- Além da seleção de músicas licenciadas, as que foram criadas para o jogo são fantásticas para representar seus personagens e algumas grudam igual chiclete;
- Galeria com vários itens colecionáveis como recompensa de completar as missões do modo História.
Contras:
- Em algumas fases mais mirabolantes, a mudança de perspectiva pode dificultar a mensuração do timing;
- O modo História é, ao mesmo tempo, incompleto e desnecessariamente esticado para render;
- Alguns poucos erros de escrita no inglês.
Nota
8,5
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