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Review | Romancing SaGa –Minstrel Song– Remastered International

João Pedro Vale 05/12/2025

Desenvolvedora:
Publicadora:
Lançamento:
Preço:
Formato:

Gênero:
Plataformas:

Square Enix
Red Art Games
09 de dezembro, 2025
R$ 112,45
Físico/Digital
RPG
Nintendo Switch, PlayStation 5, PlayStation 4

Desenvolvedora: Square Enix
Publicadora: Red Art Games
Gênero: RPG
Data de lançamento: 09 de dezembro, 2025
Preço: R$ 112,45
Formato: Físico/Digital
Plataformas: Nintendo Switch, PlayStation 5, PlayStation 4

Análise feita no Nintendo Switch com cópia fornecida gentilmente pela Red Art Games.

Revisão: Davi Dumont Farace

A série SaGa, criada por Akitoshi Kawazu, sempre foi conhecida por trilhar caminhos pouco convencionais dentro do RPG japonês. Desde os primeiros jogos no Game Boy, passando pela trilogia Romancing SaGa e chegando aos experimentos estranhos e fascinantes de SaGa Frontier, a franquia nunca teve medo de desafiar expectativas.

Sistemas crípticos, liberdade extrema e narrativas fragmentadas são quase marcas registradas e Romancing SaGa –Minstrel Song International– (o remake do primeiro Romancing SaGa) é talvez a expressão mais pura dessa filosofia. É um jogo que não pega na sua mão, não te diz para onde ir, e exige do jogador uma postura ativa e curiosa.

Vale lembrar que já fizemos review da versão Minstrel Song Remastered original, e a “International” é essencialmente a mesma: ela adiciona suporte aos idiomas francês, alemão, italiano e espanhol, além de 4 novos personagens recrutáveis, mini mapa e um New Game+.

Um mundo sem trilha guiada

A proposta central de Minstrel Song é, no mínimo, intrigante: você escolhe um dentre oito protagonistas, cada um começando em uma região diferente de Mardias, com uma pequena sequência inicial que estabelece quem ele é. Depois disso? Você é solto no mundo. Sem setinhas, sem lista de missões, sem um “vá para o castelo”. O jogo simplesmente abre as portas e diz: “Boa sorte”.

É nessa estrutura que o jogo revela seu charme: ele é guiado por quests, mas não da forma tradicional. Não existe um menu com objetivos, marcadores no mapa ou NPCs repetindo “por favor, herói, ajude minha vila!”. Em vez disso, você encontra missões conversando com pessoas, ouvindo rumores, prestando atenção em detalhes, visitando os lugares que alguém mencionou de passagem. Cada descoberta parece genuinamente sua, como se o mundo estivesse vivo e você simplesmente tropeçasse em histórias que estavam acontecendo com ou sem sua presença.

O mais curioso é que não existe propriamente “missão principal”. O jogo inteiro é composto por fragmentos de histórias espalhadas pelo mapa, e tudo é, tecnicamente, opcional. Você pode explorar cavernas perigosíssimas logo no começo, ignorar grandes tramas regionais, focar em recrutar personagens, ou simplesmente viajar sem rumo. Eventualmente, seu caminho levará ao confronto contra um deus maligno, mas como você chega lá é quase totalmente imprevisível.

Escolha seu próprio caminho

A sensação de montar a própria jornada é reforçada pelo sistema de recrutamento. Mardias está cheia de aventureiros de todos os tipos: alguns são protagonistas alternativos que você pode adicionar ao grupo, outros são personagens com suas próprias histórias, e muitos são unidades genéricas, como “warrior” ou “ranger”. Você forma sua equipe como quiser, trocando membros em tavernas e adaptando sua estratégia conforme novos rostos surgem no caminho.

A progressão dos personagens também segue uma lógica única: não existem níveis. Em vez disso, cada atributo aumenta individualmente conforme você os utiliza. Quer deixar um personagem mais forte fisicamente? Use ataques físicos. Quer evoluir magia? Lance mais feitiços. Isso cria um senso orgânico de crescimento, embora possa deixar novos jogadores sem saber exatamente como otimizar sua equipe um reflexo do design propositalmente opaco do jogo.

O combate, por sua vez, mistura simplicidade inicial com uma profundidade surpreendente. No começo, você vence batalhas com ataques básicos ou habilidades baratas, mas conforme os inimigos ficam mais fortes, administrar seus battle points (BP) se torna essencial para liberar habilidades poderosas ou sincronizá-las com seus aliados para desencadear combos. Muitas vitórias dependem de bom gerenciamento e, sendo honesto, às vezes de pura sorte.

Imperfeições que acompanham a liberdade

Mas, com toda essa liberdade, vem também o maior problema de Minstrel Song: o jogo explica muito pouco. Os sistemas são esparsamente mencionados, a narrativa é mínima e muitas mecânicas importantes nunca são devidamente apresentadas ao jogador. É provavelmente um dos JRPGs menos explicativos já feitos, e isso pode transformar a experiência em algo confuso ou até frustrante, especialmente para quem espera estrutura e clareza.

Além disso, alguns aspectos técnicos deixam a desejar. Os gráficos 3D têm aparência muito pouco polida, com cenários simples e personagens nada expressivos. A câmera guiada muitas vezes posiciona-se mal. A trilha sonora, embora boa em composições individuais, carece de fluidez nas transições e pode soar desconexa em alguns momentos.

No fim das contas, Romancing SaGa -Minstrel Song- Remastered International é um jogo que exige entrega. Ele recompensa jogadores curiosos, pacientes e dispostos a se perder em um mundo que não faz concessões. Seus sistemas podem parecer obtusos, sua narrativa é fragmentada e seus visuais não impressionam, mas sua liberdade inigualável e seu espírito aventureiro genuíno o tornam uma experiência singular. Não é um RPG para todos, mas para quem embarca na jornada com a mente aberta, poucas aventuras oferecem a mesma sensação de descoberta.

Prós:

  • Liberdade total de exploração;
  • Sistema de Missões orgânico;
  • Variedade de personagens recrutáveis.

Contras:

  • Explicações escassas;
  • Sistema complexo e mal introduzido;
  • Gráficos pouco polidos para uma remasterização;
  • Níveis de dificuldade muito imprevisíveis.

Nota

7

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João Pedro Vale
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Quando não estou jogando J-RPG, estou mestrando RPG de mesa, falando de k-pop no twitter ou logando filme de terror gore no letterboxd
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