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Review | Temirana: The Lucky Princess and the Tragic Knights

Kat Oliveira 06/01/2026

Desenvolvedora: Ichi Column, Otomate
Publicadora: Idea Factory International
Gênero: Otome Game
Data de lançamento: 13 de janeiro, 2026
Preço: R$ 215,99
Formato: Físico/Digital
Plataformas: Nintendo Switch

Desenvolvedora:
Publicadora:
Lançamento:
Preço:
Formato:

Gênero:
Plataformas:

Ichi Column, Otomate
Idea Factory International
13 de janeiro, 2026
R$ 215,99
Físico/Digital
Otome Game
Nintendo Switch

Análise feita no Nintendo Switch com cópia fornecida gentilmente pela Idea Factory International.

Revisão: Davi Sousa

Existem várias coisas positivas que podem ser ditas sobre Temirana como um lugar para se viver. Por um lado, é um reino pacifico onde a sorte prevalece, mas, ainda assim, é repleto de desigualdades e preconceitos, até mesmo dentro da própria realeza. É nesse cenário que a princesa Cecilia decide criar a sua ordem de cavaleiros das mais diversas origens.

O caminho dos cavaleiros

Temirana: The Lucky Princess and the Tragic Knights se passa em um mundo chamado Etrudia. Esse mundo é composto por seis reinos, incluindo Temirana, que leva o sobrenome da protagonista, que pertence à família real. No mundo de Etrudia, tanto a sua carreira quanto status social são determinados a partir do seu mês de nascimento, e a única forma de mudar isso é a partir de orações para os deuses desta terra.

Dentre todas as seis nações de Etrudia, Temirana é a menor, mas também é um reino relativamente pacifico, que não via guerras e conflitos armados há muito tempo. O reino é governado com uma clara divisão social entre realeza, nobreza, plebeus e a classe baixa. A divisão social é um tema muito recorrente em Temirana, visto que os interesses amorosos da princesa vêm de origens completamente distintas entre si.

Essa divisão social não é um construto social que também se manifesta fisicamente nos habitantes de Etrudia. No mundo do jogo, existe um conceito chamado Celestial Will Month, que refere-se basicamente ao seu mês de nascimento, que determina o seu destino — uma espécie de astrologia com esteroides. Cada pessoa nasce com uma marca no corpo, que representa seu mês de nascimento, o que faz com que seja praticamente impossível esconder esse fato da sociedade.

Em Temirana, acompanhamos a princesa Cecilia Farias Temirana (apenas seu primeiro nome é customizável), a terceira filha do rei. Não só por ser a terceira filha, a garota é excluída do restante da família real e constantemente destratada por suas irmãs por ter nascido com uma maldição marcada em sua testa, cujo significado, a princípio, não fica claro. Devido a essa maldição, a garota também é forçada a viver em um ambiente separado do restante de sua família, mas ainda mantendo alguns luxos da realeza, como professores, guarda-costas e empregadas.

Cecilia também possui uma habilidade especial: em determinados momentos, objetos ou pessoas irão brilhar em sua visão como uma forma de aviso, e é exatamente o que acontece com os cinco interesses amorosos disponíveis no jogo, em um campeonato chamado Helis Duelm.

Confiando em sua intuição, Cecilia vai atrás de cada um deles, decidida a recrutá-los para a sua nova ordem de cavaleiros mesmo considerando que eles possuem pouca experiência, interesse, saúde ou status social para se tornar cavaleiros reais. No entanto, a princesa segue motivada em sua missão de tornar esses rapazes dignos do título.

A tragédia de Temirana

Temirana é um jogo que se apoia muito em história fictícia e construção de mundo, o que já é algo que me deixa com um certo pé atrás em relação a esse tipo de história. Foram raros os otomes que realmente conseguiram fazer com que eu me importasse verdadeiramente com as intrigas políticas e as histórias passadas que ajudaram a moldar o mundo como ele é no presente, e Temirana realmente não é um desses casos.

Mesmo gostando muito dos personagens, a impressão que tive jogando o título é que o mesmo parece apresentar seus conceitos muito a esmo, fazendo com que a temática medieval seja muito mais uma estética do que algo que colabora com o que o jogo de fato se propõe a contar. Na maior parte do tempo, Temirana apresenta um mundo medieval fofinho, uma terra pacífica onde conflitos são raros — o que, por si só, já faz com que eu me importe menos com a ideia de criar uma ordem de cavaleiros que, querendo ou não, ainda é parte de uma força militar.

Mas o maior problema em relação a esse aspecto é como o jogo sofre com uma mudança de tom muito abrupta. Na maior parte do tempo, Temirana não vai ser muito mais do que um slice of life de Cecilia recrutando e ajudando os meninos na sua formação de cavaleiro, o que, pra mim, acabou sendo a parte mais divertida da campanha. No entanto, o jogo parece dar uma guinada para o lado mais sério e pesado quando vai se aproximando do final, mas nenhum desses acontecimentos catárticos parece ser lá muito bem desenvolvido, o que faz com que os finais pareçam um pouco corridos.

Vale ressaltar que Temirana é um jogo bem comprido. Demorei quase 20 horas para terminar somente a primeira rota que escolhi juntamente à rota comum. Então, no fim das contas, temos uma rota comum que opera com riscos muito baixos e rotas de personagens que vão elevar esses riscos de maneira muito abruptas e pouco naturais.

Isso, por si só, não seria um problema realmente grande se o jogo soubesse dosar um pouco mais o seu ritmo — que é possivelmente uma das piores características de Temirana. O jogo é dividido em uma estrutura de capítulos mas falha em manter o jogador interessado em seguir para o próximo ou pelo menos fazer uma microdosagem de foreshadowing para o que pode desencadear no final, mantendo o jogador investido na progressão narrativa.

Ainda assim, pode-se dizer que Temirana tem um elenco de personagens interessante, diverso e carismático, mas, sinceramente, por mais que eu tenha gostado um pouco de todos, eu duvido que teria conseguido chegar ao final se não estivesse comprometido a fazer essa review, visto que bons personagens não são o suficiente para sustentar uma história inteira que se propõe a ser mais do que isso.

Vamos então aos personagens, que, bem, são o ponto alto do jogo apesar, de não fugirem muito dos arquétipos comuns que já vimos várias e várias vezes nesse tipo de jogo.

Josephy Cornelhild Zondarig, VA: Makoto Furukawa

Em primeiro lugar, temos Josephy, um príncipe de um reino falido chamado Zondarig. Suas origens reais ainda falam alto e, apesar de se encontrar em situação de barril viajando com um circo, Josephy ainda é cheio de um orgulho e ego que somente um riquinho da realeza poderia ter. Seu sonho é restaurar o seu reino à sua antiga glória.

Josephy normalmente não é o meu tipo nesse tipo de jogo, mas acho que o que fizeram com ele realmente funciona com a ambientação de Temirana e aonde a sua história leva a narrativa como um todo.

Adel Nares, VA: Sho Karino

Adel é o filho mais velho de uma família com tantos filhos que é até difícil lembrar quantos. De todos do elenco, ele é o mais pobre, vivendo em um distrito de classe baixa e sem acesso algum a educação. No entanto, o garoto ainda consegue se provar bastante capaz e inteligente, apesar das dificuldades sociais.

De todos os personagens, Adel é o único que eu tenho um problema com o design. Talvez seja parte do conceito original, mas de todos, ele é o mais feio, no sentido de ser um tanto quanto mal-desenhado se visto de determinados ângulos. As proporções do seu rosto parecem meio tortas e até mesmo após o glow-up dos personagens ele continua meio qualquer coisa, o que é uma pena porque, fora os retratos, ele ainda é muito bonito. Eu realmente não sei o que aconteceu aqui.

Tobias Harbeck Frey, VA: Yusuke Kobayashi

Após a morte de seus pais, Tobias se tornou o herdeiro da nobre família Harbeck. Apesar da grande responsabilidade, o rapaz tem uma saúde bem frágil, o que faz com que ele desmaie ou passe muito mal com qualquer atividade física (que nem eu), o levando a adotar um estilo de vida mais sedentário e isolado. Apesar da fragilidade de seu corpo, Tobias ainda nutre uma forte admiração por cavaleiros e, de todos do elenco, é um dos que menos hesita ao ser chamado por Cecilia.

Eu gosto muito do Tobias, talvez o meu personagem favorito do jogo inteiro. Amo como ele é sempre o mais divertido dentre o elenco e ainda com uma aparência angelical com seus cabelos compridos entrançados e um elegante estilo de espadas duplas.

Milan Herring, VA: Shuhei Sakaguchi

Tendo dedicado a vida inteira ao seu treinamento como ferreiro, Milan é o dono de uma loja chamada Herring, no distrito da plebe. O rapaz possui um temperamento e uma personalidade perfeccionista e é bastante dedicado a sua profissão.

Visualmente falando, Milan é claramente inspirado no Guts de Berserk, o que é uma comparação que eu não esperava fazer tão cedo em qualquer jogo otome, mas aqui estamos. Não só a aparência, mas também seu jeitinho sério e reservado lembram esse estilo de personagem durão por fora, mas secretamente um querido que ama coisas açucaradas.

Kiya Nelty, VA: Kazutomi Yamamoto

Kiya é um garoto órfão que possui uma espécie de amnésia mágica que faz com que ele esqueça absolutamente tudo no dia seguinte, o que torna o seu treinamento especialmente difícil. Para contornar essa questão, Kiya anda com uma placa onde anota tudo que é importante para recordar-se de seus objetivos e um diário para coisas mais simples, como suas comidas favoritas.

Realmente fizeram um bom trabalho em fazer ele parecer um NPC qualquer, mas, de todos, foi o que mais se beneficiou de um glow-up, especialmente um corte de cabelo.

O destino real de Temirana

Apesar de ter mais defeitos que qualidades, não consigo negar que os personagens de Temirana ainda conseguiram me conquistar de uma forma ou de outra, não somente individualmente, mas também suas dinâmicas como um grupo foram o que me mantiveram nesse jogo por sua longa duração. No entanto, quando ele muda para uma abordagem mais focada em personagens individuais, acaba se perdendo um pouco e ficando bem menos divertido de acompanhar.

No geral, eu diria que Temirana: The Lucky Princess and the Tragic Knights é um jogo que eu não recomendaria para a maioria do público, a menos que você goste muito dessa temática medieval em otomes; nesse caso, acho que vale a pena dar uma olhada.

Prós:

  • Personagens carismáticos carregam a história;
  • Boa dinâmica de grupo entre a princesa e os interesses amorosos.

Contras:

  • Desnecessariamente longo;
  • Ritmo ruim que torna a narrativa entediante.

Nota

7

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Kat Oliveira
Fã de consoles portáteis, livros e fones de ouvidos. Dentre os seus principais interesses estão artes em geral, jogos japoneses e todo tipo de RPG. Seu coração mora em Faerûn e Ivalice.
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