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Entrevista: Country Manager de Pokémon GO fala da parceira com a Prefeitura do Rio de Janeiro, as Megaevoluções de Legends: Z-A no jogo e o paradeiro do Mega Mewtwo

André Barrozo 02/02/2026

Revisão: Lucas Barreto

Nossa cobertura do anúncio da parceria entre Pokémon GO e a Prefeitura do Rio de Janeiro não poderia ficar completa sem uma entrevista com o grande Eric Araki, o Country Manager de Pokémon GO. As perguntas abordaram temas desde novas funcionalidade do jogo, a origem da parceria com a Cidade Maravilhosa e até mesmo as novidades reservadas para os Pokémaníacos. Espero que gostem!

Sumário

Eric Araki

Country Manager de Pokémon GO no Brasil. Possui mais de 26 anos trabalhando com games. É um dos principais nomes quando o assunto é Pokémon no Brasil, tendo sido o ex-editor-chefe da revista Pokémon Club. Também foi um dos redatores da finada Nintendo World.


André Barrozo Jr

Redator veterano no NintendoBoy. Formado em Comunicação Visual pela Escola de Belas Artes da UFRJ. Pitaqueiro de games sempre que pode.


Atrações envolvendo a franquia, de modo geral, acontecem bastante em São Paulo, certo? Aqui no RJ, como foi essa questão da ideia? Quem procurou? Foi a Prefeitura do Rio que procurou? Você pode nos dizer como aconteceu isso?

Eric: Essa é uma pergunta muito legal, porque Pokémon Go é um jogo que estimula você a ir até lugares, conhecer novos lugares, explorar e… e viajar pelo mundo para conhecer novos lugares, né? Então para gente é muito importante não ficar focado em apenas uma cidade, apenas em São Paulo, apenas nas grandes capitais. Um dos nossos objetivos é levar essa experiência para outras regiões, outras capitais, outras grandes cidades, e no geral a gente usa como base a quantidade, o tamanho das comunidades que a gente tem lá, né? 

A gente já levou o Go Tour para Fortaleza no ano passado, e a gente também realizou uma celebração de carnaval também em Fortaleza. A gente realizou um carnaval no Rio de Janeiro em 2024 e acabou de realizar o Área Selvagem em Santo André, então tem muito dessas coisas que a gente vai levando pra outras cidades, outras capitais no país, pra que as pessoas tenham um pouquinho desse gostinho de eventos internacionais também na região delas. Especificamente pro Rio de Janeiro, essa é uma conversa já antiga, como o Xande mesmo diz. A gente desde 2023 vem conversando sobre isso.

Eu lembro do exato momento em que eu tinha acabado de entrar na Niantic na época pra cuidar de Pokémon GO e a gente teve aquela primeira conversa. Ele foi uma das primeiras pessoas com quem eu conversei sobre oportunidades, desafios então é muito legal ver toda essa oportunidade se desenrolar nem tudo isso que a gente tá preparando pro Rio de Janeiro agora em 2026 e tem muita coisa muito legal. Eu realmente não posso dar muitos spoilers, mas estamos muito felizes com o que está por vir.

Mas sabe o que é legal? Volta lá na época da Pokémon GO da Pokémon Club. A gente via esses eventos lá fora: no Japão, nos Estados Unidos e a gente ficava ruim das unhas e chupando o dedo achando: “pô, isso nunca vai vir pro Brasil”. É muito legal que a gente está trazendo esse tipo de experiência internacional pra cá.

Na época que lançou Pokémon X e Y, eu ainda estava na faculdade e eu tinha um grande amigo que a gente jogava muito. Então eu engarrei muito no jogo. Só que as mecânicas foram mudando [conforme o tempo]. Especialmente com o lançamento recente do Legends: Z-A, que trouxe novamente a Megaevolução, vocês pensam em trazer o Mewtwo pro Pokémon GO?

Eric: Este ano a gente tem planos muito legais pra mega evoluções inclusive. Muitas delas vão ser anunciadas em breve, e são coisas muito legais que estão por vir. A gente tem muitas surpresas vindo pros próximos eventos, inclusive com Mega Evoluções. Então um exemplo disso é o GO Tour que vai acontecer agora no finalzinho de fevereiro, em que a gente atrás o Mega Victreebel e o Mega Malamar, que são dois Pokémon que chegaram [no Pokémon Legends Z-A]. As pessoas não esperavam que eles chegassem tão cedo, mas é um exemplo de como isso está por vir, como o evento agora de Kalos do GO Tour, ele é bastante focado nas mega evoluções, mas não acaba por aí, tem mais coisa vindo por aí.

Essa funcionalidade de fazer as missões semanais em grupo, isso foi uma demanda das comunidades pro desenvolvimento ou foi de vocês pra gente? 

Eric: Uma das coisas mais legais de Pokémon GO é esse super poder de levar as pessoas até os lugares e juntar as pessoas como você viu na nossa apresentação. Um dos nossos pilares como empresa é fazer com que as pessoas explorem o mundo juntas, explorar juntas, fazer amigos, juntar comunidades, então essa funcionalidade combina 100% com tudo isso. Explorar lugares cumprir missões, jogando juntos é muito da nossa missão do que a gente deseja para o jogo.

André: Eu te perguntei especialmente sobre isso porque eu jogo com a minha esposa, só que a gente trabalhava muito próximo, então a gente vinha jogando por aqui mesmo onde eu trabalhava. Então era muito legal porque eu jogava junto com ela, indo pro trabalho na saída era bem divertido, era uma profissão que engajava a gente, só que agora a gente trabalha em lugares totalmente diferentes e com essa funcionalidade a gente pode cumprir o mesmo objetivo totalmente longe.

Eu tenho uns amigos porque eu taquei o meu código de amigo no Twitter (é X agora né, gente), então eu tenho amigos que assim, eu nunca vi na minha vida, só que eu convido para as atividades semanais e eu fico: “que bom que vocês estão fazendo comigo”. Porque não são muito difíceis a gente não tem muito tempo, aí eu fico beleza, agora é muito legal, e parece que é um grande multiplayer, só que não necessariamente eu estou preso em uma plataforma específica eu pego o celular, qualquer celular que eu tiver eu uso, eu acho muito incrível, é muito legal porque é bem diferente mesmo.

Uma coisa que eu vou te perguntar agora, é sobre essa questão dos 30 anos de Pokémon da franquia em geral e dos 10 anos do Pokémon GO: vocês pretendem fazer eventos em conjunto, como é que vai ser isso? 

Eric: A gente trabalha muito junto da nossa parceira da Pokémon Company, sempre trazendo experiências que vão além porque o fã de Pokémon não é apenas fã de Pokémon GO, não é fã de Pokémon Scarlet/ Violet, não é fã de Pokémon [Estampas Ilustradas], ele é só o fã… de Pokémon. Ele é o fã que ama a franquia. Então a gente sempre trabalha muito com a nossa parceira da Pokémon Company para trazer experiências muito legais para os jogadores. 2026, como você disse, é um ano muito importante tanto para a franquia, quanto para a gente e temos muita coisa vindo muito legal por esse ano.

André: É interessante ver essa questão dessa década do jogo porque assim, eu quando comecei a jogar nem tinha um celular que rodava o próprio jogo. Então eu tive toda essa luta de correr atrás e eu sempre vi o Pokémon que eu jogava no Game Boy e Game Boy Advance como os que sempre jogava em casa ou em um ambiente muito fechado. Com o Pokémon GO, beleza, é o Pokémon que eu vou jogar na rua, no caminho do trabalho e tudo mais. Eu sempre vi ele como uma extensão do jogo principal só que ao longo dessa década, o jogo cresceu tanto tem torneios, tem eventos dedicados exclusivamente a ele a gente pensa: ele é parte do ecossistema, ele não é só mais um derivado que daqui a pouco tchau e benção, todo mundo fica feliz.

Ele faz parte da história, é um título muito fora da curva assim porque tem outros jogos de Pokémon, só que é como se a experiência deles fosse mais efêmera, talvez justamente por causa dessa questão de envolver a comunidade. Até porque é praticamente impossível você jogar Pokémon GO sozinho, não tem como eu ser um desconhecido é muito incrível ver que é uma experiência muito longa, assim, que provavelmente eu espero, quando eu tiver filhos eles também vão jogar junto comigo, com a minha esposa e vai ser uma coisa assim, bem de tipo uma franquia.

Eric: Você tocou num ponto muito importante. Apesar de ele parecer muito simples ele é bastante profundo sim. O Pokémon GO tem uma barreira de entrada muito baixo, então você vê muitos que pra muitos jogadores, especialmente jogadores mais novos ou mais velhos que não tem essa conexão com a tecnologia. A gente tem muitos casos de sexagenários jogando Pokémon GO, e por quê? Porque eles saíram com os netos, os netos chamavam ele: “Ah vem, eu quero jogar Pokémon GO”, “ah vem jogar comigo, vamos andando” e fazendo isso e de repente essas pessoas começaram a ver em Pokémon GO uma forma de socializar, de sair de casa falar com pessoas, de enfim, não ficar enfurnado em casa e conseguir realizar essas coisas enquanto se divertia pegando Pokémon.

Então é um exemplo de como o jogo quebra a barreira de gerações também, era muito difícil antes você ver alguém na época mesmo dos jogos pra Game Boy ver pessoas que falavam: “eu jogo com a minha mãe”, “eu jogo com o meu pai”. Com o Pokémon GO, você vê isso direto, então esse é um grande, é uma das grandes diferenças de Pokémon GO: o fato que o jogo junta essas gerações.

André: E interessante porque também, por exemplo, o seu pai e o meu pai provavelmente eram pessoas que não jogavam tanto quanto nós jogamos, só que a partir de agora, parece que é uma coisa normal, tipo ir ao cinema, assistir a uma peça de teatro… é algo que faz parte tão do nosso cotidiano. Parece que a gente vive numa realidade que a gente nunca esperou que fosse chegar há umas décadas.

E agora falando mais também do Pokémon GO especificamente, essa questão do end of service, como que vocês se preocupam com isso, como é que é o planejamento pra tentar criar sempre experiências novas pra tentar manter os jogadores e atrair novos também?

Eric: Pokémon GO é um jogo que a gente costuma querer que seja um forever game: ou seja, é um jogo que vai continuar pra sempre porque as pessoas jogam sempre. Muito disso é por adaptar para o jogo a jogabilidade de Pokémon GO as gimmicks, as coisas diferentes as grandes sacadas das outras dos outros pilares da franquia, como, por exemplo, a gente teve as várias maneiras de evoluir. Um exemplo disso é o Arma Rouge, onde no Pokémon Scarlet/Violet, você precisava de um item específico. Lá, você conseguia esse item derrotando alguns tipos de Pokémon.

No Pokémon Go você não precisa do item, mas você precisa derrotar tendo o Charcadet como seu parceiro, então é uma forma similar como dos outros pilares de adaptar isso pra dentro do jogo. As pessoas que olham, falam: “Nossa, que legal, me lembra como é feito dentro do Scarlet e Violet”! Enquanto as pessoas que nunca jogaram, elas vão falar “que legal, é uma forma diferente de você evoluir esse Pokémon, eu preciso cumprir essa missão pra fazer isso então”. Tem uma série dessas coisas que a gente que a própria franquia traz e que a gente adapta, consegue adaptar pra fazer com que a jogabilidade seja sempre nova, sempre fresh e que acaba tornando essa experiência mais legal.

Como é o trabalho para tornar o jogo acessível para um público amplo?

Eric: A gente sempre trabalha muito com os nossos parceiros da Pokémon Company, e apesar de parecer que a gente consegue trazer novas coisas rapidamente, isso demanda um planejamento muito grande de muitos meses né? É uma roda muito grande pra gerar a gente costuma dizer que pra ter alguma coisa pro carnaval do ano que vem, por exemplo, a gente já teria de estar trazendo algo agora. Então é realmente um período muito longo pra que tudo isso funcione, mas é muito legal que o planejamento funciona de um jeito bem ajeitadinho, pois fica parecendo que tudo isso vem muito rápido parece que assim, é um macarrão instantâneo. É uma coisa tipo e a forma natural com que é introduzido, eu acho que não cria uma rejeição na comunidade que só joga Pokémon GO, porque não parece que foi retirado, parece uma ideia original do próprio Pokémon GO, é realmente muito divertido.

André: Eric, essa foi a última pergunta, muito obrigado pelo seu tempo, é um prazer inenarrável, eu acho que eu só vou ter noção do que eu tava te entrevistando você quando eu chegar em casa e olhar o vídeo de novo e falar: caramba, gente, você tava ali, então muito obrigado gente. Galera do Nintendo Boy, espero que vocês tenham gostado, minha educação é péssima, mas espero que o entretenimento tenha compensado, tá bom?

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