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Review | LOST EPIC

André Barrozo 20/04/2023

Desenvolvedora: Team EARTH WARS
Publicadora: OneOrEight
Data de lançamento: 19 de Abril, 2023
Preço: R$ 96,63
Formato: Digital

Análise feita no Nintendo Switch com chave fornecida gentilmente pela OneOrEight.

Revisão: Davi Sousa

LOST EPIC é um RPG de ação 2D de progressão lateral, desenvolvido pelo Team EARTH WARS e publicado pela OneOrEight. Nele, o jogador é convocado pela bruxa de Nabel, Cecília, a se tornar um cavaleiro. Diferentemente do imaginário popular, esses guerreiros não servem a nenhum rei. Aqui, o seu papel será viajar até o santuário de cada um dos deuses que governam de forma tirana o mundo, para que, uma vez que você os derrote, a humanidade possa novamente ter a esperança de dias melhores.

Com a talentosíssima Namie nas ilustrações, o belo mundo do jogo esconde perigos que serão mortais para os menos preparados e um desafio recompensador para aqueles que se debruçarem sobre seus mistérios. Será que um game baseado essencialmente em desafio e recompensa consegue sustentar o interesse do jogador?

Parte da vitória é aprender

Após uma breve introdução mostrando a motivação da sua peregrinação no papel de cavaleiro, Lost Epic já coloca o jogador na ação, o que pode soar como um forma de desleixo com a narrativa, mas é algo bem corriqueiro àqueles já acostumados às obras no estilo soulslike, fonte da qual o jogo bebe muito. Os momentos de pausa na jogatina para grandes explanações são bem raros, fazendo com que seja necessário “buscar” a história, seja nos diálogos com chefes e NPCs encontrados ao longo do caminho ou em descrições contextuais ao se entrar em uma nova área.

O foco na gameplay é tanto que os desenvolvedores mascaram tutoriais contextuais, fazendo parecer um evento natural na narrativa e não um momento parado no tempo. Situações são criadas no começo do game para ensinar ao jogador as mecânicas básicas, sem parecer muito enfadonho ou travar a progressão em uma dezena de tutorias dos quais ele não vai se recordar.

Para o bem ou para o mal, uma jogatina prazerosa vai depender da vontade de você se dispor a aprender o jogo. Sua beleza e os movimentos dos personagens que parecem tirados de um livro de fábulas dão uma impressão totalmente oposta do esperado, e falo por experiência própria. Entrei em Lost Epic sem saber muito o que encontrar, cenário que eu considero ideal, para que a minha experiência ali fosse a mais “limpa” possível de expectativas.

Minha primeira impressão foi a de que se tratava de um jogo de plataforma 2D com elementos de RPG, semelhante a títulos como CADASH do Mega Drive (inclusive seria uma bela adição ao Nintendo Switch Online + Pacote de Expansão). Seria necessário certa dose de grinding e backtracking em certas situações, mas nada muito diferente disso. A minha inocência pensando dessa forma durou até encontrar o primeiro inimigo mais complicado, chamado “Açougueiro”.

Notei claramente um padrão de movimento a ser seguido para evitar ataques e o timing certo de encaixar os golpes, e percebi que eu estava jogando um soulslike 2D tão hardcore quanto Blasphemous. Dominar as mecânicas de parry e rolamento (esquiva) são tão importantes quanto conseguir um bom equipamento ou cozinhar as refeições corretas, e usar a arma correta é tão importante quanto recuar e me preparar melhor caso eu ainda esteja fraco para aquela região. Quando você entender isso, Lost Epic realmente começa (a brilhar).

Equipar-se bem é uma dor de cabeça a menos

Não ir de peito aberto bancando o herói pode ser a melhor estratégia quando o que te espera na próxima área são criaturas bizarras que conseguem esquivar dos seus ataques melhor do que a Anitta rebola. Para não morrer miseravelmente, é importante você se preparar, escolhendo os melhores equipamentos dos quais você dispuser no momento.

Todas as armas oferecem ao jogador um ataque rápido e um mais lento, porém mais poderoso. Nenhuma novidade aqui: você deve intercalar os dois tipos de ataque para conseguir combos poderosos e derrotar os inimigos mais facilmente. Cada tipo de ataque apresenta uma sequência de três movimentos, que variam caso o jogador esteja em terra firme ou no ar; ao nadar, os movimentos funcionam como se o personagem estivesse no ar.

Armas secundárias também podem ser equipadas e têm por objetivo auxiliar ou expandir o uso da arma principal. No meu caso, optei por uma que prende os inimigos mais fracos, o que me auxilia tanto a evitar certos ataques quanto para derrota-los sem muitos sustos por conta da paralisia momentânea. Outra mecânica que auxilia no ataque são as habilidades divinas.

Elas nada mais são que movimentos especiais adquiridos conforme o jogador cria proficiência nas armas e também através das bênçãos. Podem ser equipadas ainda quatro habilidades divinas provenientes da arma principal e uma da arma secundária. Com o tempo, será necessário escolher uma ou outra para ser equipada, pois seus número irá ultrapassar o numero de slots disponíveis.

Repararam na imagem que existem dois sets de arma principal, secundária e habilidades divinas? Após derrotar o primeiro deus, você pode se achar poderoso o suficiente para ignorar o que aprendeu e fazer as coisas meio que de qualquer jeito, porém o jogo trata de te colocar no devido lugar já a partir do santuário seguinte, onde é exigido do jogador mudar constantemente de arma. Vai chegar ao ponto de que você vai achar esses dois sets pouco.

Os itens de armadura são responsáveis pelos atributos de defesa. Assim como as armas, ter uma boa quantidade delas fará com que o leque de possibilidades aumente, usando a que for mais efetiva para os tipos de inimigos que você vai encontrar naquele santuário em específico. Os acessórios podem ter uma influencia variada, aumentando a stamina (vigor), o ataque ou algum atributo mágico. Discernimento é recomendado ao escolher esses itens.

Brincando de escoteiro

“Caraca André, quanta coisa, deu até preguiça de jogar” Calma, que eu nem falei dos itens consumíveis ainda. Se você estava achando que recolhia eles ao derrotar os inimigos simplesmente, sinto dizer que achou errado. Eles existem basicamente em três categorias: multiplayer, teletransporte e status. O primeiro é usado para “summonar” aquele seu amigo que manja mais que tu para te ajudar a desempacar no jogo. Infelizmente, não consegui invocar ninguém, por motivos de poucas pessoas jogando. Espero ainda poder testar essa função e atualizar a review no futuro.

O item de teleporte te leva de volta às estátuas de uma antiga deusa, já tem que ter alguém que preste nesse jogo, né? Elas funcionam mais ou menos como as bonfires de Dark Souls, só que aqui com mais funções. Nelas, será possível subir de nível, distribuir pontos de habilidade no livro de Bênçãos e se teletransportar entre as várias estátuas de um santuário.

Os itens consumíveis que envolvem recuperação de pontos de vida e aumentos temporários de status vão exigir tanto crafting quanto cozinhar. Carnes, folhagem, asas de monstro (isso mesmo) pertencem aos itens passíveis de ser cozidos. Apesar de serem ótimos itens, o fato de precisarem que ser ingeridos pelo personagem fazem o seu uso ser indicado em momentos antes ou pós-batalhas, raramente durante, devido ao tempo que seu personagem fica vulnerável ao ingerir o item.

Os itens de crafting majoritariamente são poções e seu uso é instantâneo, por serem oriundos de magia. Também existe a possibilidade de craftar armas, acessórios e armaduras, porém será necessário obter itens com uma taxa de drop um pouco menor. Diferentemente dos comestíveis, estes aqui são ideais para prolongar a batalha contra inimigos mais fortes e adiar a sua morte.

Sofrer é bom

O André de alguns meses atrás iria rir na sua cara caso a menção das palavras soulslike e satisfatório fossem utilizadas na mesma frase. Porém, a minha experiência com Lost Epic me fez passar a olhar os jogos desse gênero com mais carinho. Toda a questão do desafio e recompensa é incrivelmente viciante, fazendo com que eu me aventurasse mesmo sem saber muito bem se daria conta de passar de certos desafios.

Poder experimentar coisas fora do habitual e vir aqui dividir essa experiência com vocês é o que torna escrever sobre jogos algo meio mágico, como uma mensagem na garrafa que pode ou não ser lida por vocês na hora correta. Os acostumados às alegrias e tristezas desse gênero de jogos podem encontrar em LOST EPIC mais uma obra para se viciar, agora podendo fazer uso da portabilidade do Nintendo Switch para jogar (sofrer) onde quiser.

Para os iniciantes em soulslike, o game pode ser uma porta de entrada muito bem-vinda e recompensadora, caso um pouco de dedicação seja aplicada a suas jogatinas. Sem sombra de dúvidas, mais uma adição importante ao já tão extenso e variado catálogo de ótimos jogos do console híbrido da Big N.

Prós:

  • Excelente design de personagem;
  • Mecânicas de fácil aprendizagem;
  • Combate desafiador.

Contras:

  • Não ser possível invocar ghosts de outros jogadores.

Nota Final

9


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André Barrozo
Formado em Comunicação Visual pela Escola de Belas Artes da UFRJ. Pitaqueiro de games sempre que pode.
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