Desenvolvedora: WayForward
Publicadora: WayForward
Data de lançamento: 15 de Agosto, 2023
Preço: R$ 46,99
Formato: Digital
Análise feita no Nintendo Switch com cópia fornecida gentilmente pela WayForward.
Revisão: Lucas Barreto
Desde pequeno sempre gostei de várias coisas que pareciam antagônicas em relação umas às outras, em comparação com meus amigos e conhecidos. Coisas de nerd como videogame e quadrinhos me atraiam na mesma forma que a ideia de praticar esportes (isso não quer dizer que eu era ou sou bom em nenhum dos dois). Vôlei, bicicleta e skate, logo quando via videogames com essa temática já me chamava atenção, juntando duas das coisas que eu mais gostava.
Anunciado em 2020, a WayForward por fim relança Xtreme Sports: um antigo jogo dos próprios desenvolvedores lançado anteriormente em 2000 para o Game Boy Color com a direção de Matt Bozon, o co-criador da franquia Shantae.
Um casal em busca de aventuras radicais
Vamos endereçar o elefante branco: “do que se trata Xtreme Sport?” Na divulgação, só é apresentado como um RPG de ação de esporte radical, e de inicio imaginei que seria semelhante aos RPG de esporte do Mario dos consoles portáteis por exemplo, mas eu descreveria de forma diferente.
Xtreme Sports é, na minha opinião, uma aventura de esporte radical, já que eu não notei nenhuma progressão de crescimento da minha personagem, mas isso não foi tomado como um demérito, e sim como uma caraterística, apenas algo para se apontar.
Em Xtreme Sport, nós seguimos a jornada do Fin ou da Guppi, em que nos tornaremos os campeões dos Xtreme Sport em um torneio na Xtreme island, uma ilha tropical dedicada aos esportes radicais, tudo patrocinado pelo refrigerante Xtreme Cola, valendo uma grande quantia de dinheiro.
Ao começar a jogar temos que escolher entre os dois namorados para competir nas modalidades esportivas. Tirando esse início, eu basicamente esqueci que existia uma história porque o jogo funciona desafiando a todos para ganhar medalhas e liberar novas áreas da ilha. No entanto, apenas uma quantidade de tempo considerável de jogo descobri que ao conversar com um NPC temos acesso a cartas do namorado/a onde podemos nos informar sobre uma história que está acontecendo no backstage do evento.

Na ilha competimos em 5 esportes sendo eles: skate, patinação, skydive, surf e street luge (uma espécie de carrinho de rolimã).
No caso do Luge, para começar a praticar tive que passar por talvez uns dos piores tutoriais que já joguei: apenas uma parede de texto para se ler em uma placa do lado do seu treinador. Para esportes mais simples, como o surf, é basicamente apertar no D-pad, cima ou baixo para esquivar e esquerda e direita para ganhar velocidade. Já em esportes como skate, que tem comando para manobras, a história é mais complicada, e caso você seja como eu que assim que termina de ler já esquece quase tudo, talvez seja necessário refazer o tutorial algumas vezes para entender de vez como jogar.
Os desafios funcionam de forma muito simples. Encontramos um NPC e vamos falar com ele, então somos desafiados bem ao estilo Pokémon onde as pessoas só estão lá para uma batalha/desafio, e temos que bater o record da pessoa que variam de completar o desafio em um tempo x, com mais pontos e/ou pegando bandeiras.

Existem na ilha várias divisões de área em que cada setor tem um esporte principal, sendo mais de 20 áreas para explorar, algo muito legal mas é feito de uma forma estranha, isso porque para acessar cada área é necessário uma quantidade de medalhas, e ao conseguir as medalhas é exibido uma mensagem que se conseguiu X quantidade de medalhas, ganhando acesso a uma nova área. O problema, no entanto, é que ao olhar para o mapa não a localização é dúbia, e fiquei uma boa parte do tempo andando sem rumo.
5 em 1
Como estou falando de um jogo de múltiplos esportes, sinto-me no dever de explicar como cada um deles funciona. Para começar, falarei do que foi o mais complicado de aprender e espero conseguir explicar melhor que o próprio jogo.
As competições de skate são feitas em uma pista de obstáculos em vista 2D side-scrolling semelhante a qualquer jogo de plataforma. Para se mover o jogador precisa apertar repentinamente para direita ou esquerda e B para pular, desviar de obstáculos e pular em corrimãos para ganhar pontos — vou ser honesto e confessar que não consegui descobrir como fazer manobras a não ser apertando duas vezes o direcional para baixo.

As competições de patinação funcionam de forma bastante semelhante ao skate. Em um pista side-scrolling também temos corrimãos e obstáculos, mas com uma interação diferente. Para se mover é igual qualquer jogo de plataforma andando enquanto aperta para os lados e apertando B para pular, só que agora temos umas latinhas de refrigerante na fase para dar um power-up e derrubar obstáculos apertando A, ganhando assim mais pontos.
Skydive já começa a se diferenciar na gameplay pois, ao invés de andar da esquerda para direita, pulamos de um avião e temos que desviar de obstáculos (como por exemplo pássaros) e pegar uns quadrados com direcionais, refrigerantes e bandeiras. Ao pegar os direcionais podemos apertar o B e segurar na direção para performar combos semelhante a jogos de ritmo para fazer manobras. No entanto, se bater em algum obstáculo o combo é cancelado, perdendo os quadrados de direcionais.
No street luge, assim como todos os outros modos, temos que desviar de obstáculos descendo uma rua podendo ganhar pontos pulando de rampas e usando um “turbo” ao usar os refrigerantes disponíveis no caminho. E por último, o surf, que considero um dos mais simples de jogar. Só precisamos pegar umas estrelas que vão aparecendo para ganhar ponto enquanto apontamos para cima e para baixo enquanto seguimos uma onda até o final.

Conclusão
Xtreme Sport foi uma experiência muito legal de se ter como gameplay, que talvez sendo de um jogo de GBA e não Game Boy Color pudesse ser melhor. Em contra partida, é incrível o trabalho de animação das pixel-art que o jogo tem. São muitas animações de movimento, de tombo, de correr e pular: algo incrível de se pensar em um jogo de Game Boy Color.
Como um extra para não ser apenas o jogo de de 2000 sendo lançado em 2023, temos acesso a alguns goodies como ilustração, concept art e um modelo muito legal do cartucho de Game Boy, além de também algumas funções como save state e bordas temáticas.
Prós:
- Belíssimas animações;
- Variedade de gameplay;
- Extras como ilustração e concept art para os aficionados nas obras da WayForward.
Contras:
- Tutorial muito ruim;
- Facilidade de se perder.
Nota Final:
7,5
- Review | POPUCOM - 24/12/2025
- Review | MARVEL Cosmic Invasion - 10/12/2025
- Review | Skate Story - 08/12/2025
