Desenvolvedora: ATLUS
Publicadora: ATLUS
Gênero: RPG de ação
Data de lançamento: 19 de junho, 2025
Preço: R$ 279,90
Formato: Físico/Digital
Plataformas: Nintendo Switch, Nintendo Switch 2, PlayStation 5, PlayStation 4, Xbox Series X|S, PC
Desenvolvedora:
Publicadora:
Lançamento:
Preço:
Formato:
Gênero:
Plataformas:
ATLUS
ATLUS
19 de junho, 2025
R$ 279,90
Físico/Digital
RPG de ação
Nintendo Switch, Nintendo Switch 2, PlayStation 5, PlayStation 4, Xbox Series X|S, PC
Análise feita no Nintendo Switch com cópia fornecida gentilmente pela ATLUS
Revisão: Manuela Feitosa
RAIDOU Remastered: The Mystery of the Soulless Army é uma edição remasterizada de um clássico da franquia Shin Megami Tensei originalmente desenvolvido para PlayStation 2, inicialmente chamado de Shin Megami Tensei: Devil Summoner – Raidou Kuzunoha vs. The Soulless Army. Retrabalhado para uma nova geração com várias melhorias, o título traz uma ambientação e estilo de gameplay peculiar que se mantém uma interpretação fresca dos valores da série.
Em uma outra era

Originalmente desenvolvido como parte da linha Devil Summoner, que também inclui Soul Hackers, Raidou se passa na era Taisho. Com o Japão mais envolvido na política e economia internacional, a população se viu diante de uma era de uma era moderna de grandes mudanças sociais e tecnológicas.
Nesse contexto, assumimos o papel de Raidou Kuzunoha XIV, um jovem representante do clã Kuzunoha que precisa se mudar para a capital para protegê-la de ameaças. Para poder fazer isso, o rapaz terá que se tornar um aprendiz de detetive e simultaneamente atuar como um invocador de demônios a mando da organização Yatagarasu, eliminando os seres sobrenaturais que possam causar males para a população.

Um dia, Raidou recebe uma proposta inesperada: uma jovem garota quer que o rapaz a assassine antes que algo aconteça. Logo depois, o rapaz acaba presenciando a garota sendo levada por um grupo misterioso. A busca por ela revelará vários detalhes inquietantes e uma grande e perigosa conspiração.
Quando se fala de Raidou, esse clima soturno de mistério e essa ambientação de um drama de época são pontos centrais da experiência. Isso se reflete nas escolhas arquitetônicas dos cenários, vestimentas do período e efeitos visuais de transições como as “telas de chamada” dos capítulos. Mesmo a trilha sonora tem um toque de jazz e alguns toques, como Theme e Go, Raidou! parecem o tipo de música que se espera de um programa de TV de um detetive desse período.
A dança das espadas

Ao contrário do que normalmente se espera da série Shin Megami Tensei, Raidou é um RPG de ação. Durante nossas investigações, viajamos entre o mundo dos humanos e a versão das trevas, que é como um espelho do mundo real, mas com vários demônios à solta.
Podemos atacá-los com um golpe preemptivo de um aliado já invocado ou encostar nele de outra forma para começar o combate em uma arena separada. Nessa área, vários inimigos aparecem e é necessário enfrentá-los com Raidou e até dois demônios aliados à disposição. Porém, caso o demônio do jogador seja muito mais forte do que os inimigos, é possível evitar totalmente o combate recebendo uma recompensa correspondente pela luta.

Como é de praxe em MegaTen, fraquezas elementais são importantes de se ter em mente, deixando os inimigos paralizados se forem atingidas, e o jogador pode rapidamente encontrá-las com o botão “menos” do Switch. Raidou tem à sua disposição uma espada, uma arma de fogo e magias elementais que podem ser usadas para explorar essas fraquezas, mas que não podem ser abusadas graças a um sistema de cooldown.
Os demônios aliados já não contam com essa limitação, mas seus golpes custam MAG, que é uma energia compartilhada por toda a equipe. Sem MAG, esses aliados se tornam inúteis, então o jogador precisa manter o fluxo de dreno de energia com seus golpes físicos mais fracos com a espada. A ideia básica aqui é que, além de escolher bem seus aliados, o jogador deve constantemente pensar de forma tática se é melhor causar menos dano e recuperar energia ou bater mais forte sem o mesmo efeito secundário.

A arma de fogo é um golpe útil para paralisar alguns inimigos mais ágeis que escapam rapidamente após serem atacados com a espada. Porém, sendo bem honesto, ele raramente pareceu tão útil, pois as arenas de combate são pequenas o suficiente para que Raidou rapidamente alcance um demônio fujão antes de quebrar o combo, enquanto ligar o visor da arma por si só já é um processo mais demorado.
Já para as habilidades ativas de Raidou, temos três vagas, que podem ser preenchidas por golpes elementais ou outros obtidos com a evolução das armas do protagonista. No meio da batalha, é possível mudar os poderes equipados, mas isso significará ter que recarregar o cooldown daquele golpe desde o início.

Outro fator importante para ter em mente é a esquiva, já que escapar dos ataques inimigos com timing preciso é uma das formas de ativar um golpe adicional chamado Devil’s Bane. Jogar bem irá também aumentar a barra de espírito do Raidou, permitindo que o jogador use um ataque elemental devastador chamado Spirit Slash que automaticamente está associado à fraqueza dos inimigos.
Vale destacar que alguns demônios contam com barreiras que fazem com que eles não sejam paralisados por terem as suas fraquezas atingidas, exigindo que o jogador tenha isso em mente para se defender. Isso também vale para os chefões, que possuem padrões bem variados e são o ponto alto da experiência de combate, podendo ser desafiadores mesmo em um nível mediano de dificuldade.
Demônios como aliados

Durante o combate, podemos confinar demônios em tubos para poder tê-los como aliados. O processo é um dos mais simplificados da franquia MegaTen, sendo comum que o jogador não precise fazer nada e tendo negociações que são muitas vezes uma questão apenas de ganhar algum bônus pela resposta correta.
Uma vez com aquela criatura na sua equipe, você pode usá-la como parceira ou realizar uma fusão para obter outros aliados. Um elemento específico do jogo que vale a pena ter em mente é o sistema de lealdade que faz com que seja vantajoso usar um aliado em combate por um tempo até que essa barra fique completa. Uma vez que um demônio tenha a sua lealdade no valor máximo, ele irá obter uma nova habilidade passiva e, assim como seus golpes ativos, é possível passar esse poder através da fusão.

Infelizmente, na hora de selecionar as passivas que um demônio usará, o jogador não consegue olhar as técnicas ativas. Isso pode atrapalhar um pouco a seleção de habilidades como Boosts quando o jogador, por exemplo, não teve um controle bem rigoroso de afinidades elementais, tendo que se lembrar do que escolheu.
Um detalhe interessante é que os parceiros demoníacos não servem apenas para o combate, mas também para interagir com o mundo. Por exemplo, todas as criaturas da ordem Pagan podem ler mentes, fazendo com que o jogador descubra informações adicionais graças a eles. Outros podem voar, empurrar coisas com sua força, investigar o ambiente em busca de itens, etc. Assim, avançar em alguns momentos pode depender do uso desses poderes e eles ajudam também a dar um tom extra de vida de detetive à experiência, mesmo quando envolvem apenas descobrir detalhes sobre a ambientação e a vida dos indivíduos da capital sem avançar a trama.
O diabo nos detalhes

Antes de terminar a análise, gostaria de destacar alguns detalhes relativamente pequenos que também afetam a experiência. Um deles é o fato de que os demônios podem continuar usando seus golpes durante um pequeno período de tempo entre a morte do último inimigo e o fim do combate. Como o MAG é uma energia que pode ser restaurada com o ataque, isso acaba não sendo um problema grave, mas é um tanto inconveniente ter um gasto inútil ativado após o fim do combate.
Outro ponto é que o jogo usa uma câmera fixa com vários pontos de transição nos mapas. Em alguns momentos, isso pode ser inconveniente, especialmente no começo do jogo, mas é algo fácil de se acostumar. Felizmente, não tenho nada a reclamar da performance do jogo no Switch, que se mostra bem competente em todos os níveis e não deixa a desejar.
Por fim, o remaster adiciona marcadores de objetivo bem específicos para ajudar o jogador a progredir. Se, por um lado, essa opção realmente é útil para agilizar a experiência e impedir que a pessoa fique perdida, por outro, também deixa alguns momentos de avanço profundamente triviais. É uma pena que não seja possível desativar essa opção no menu para poder evitar essa sensação de que o progresso é banal.
Um RPG de ação recompensador

RAIDOU Remastered: The Mystery of the Soulless Army é uma excelente atualização do jogo original, fazendo com que a obra verdadeiramente tenha um ar moderno. Com um estilo que continua único dentro da franquia, vale a pena investigar a obra pessoalmente para conhecer os seus encantos.
Pros:
- Ambientação única em um Japão moderno da era Taisho;
- Combate de ação cheio de opções para se ter em mente na composição de equipes e na movimentação de Raidou;
- Chefões com padrões variados que valorizam o entendimento do combate;
- Os poderes de investigação ligados aos demônios são uma forma interessante de representar uma experiência de detetive.
Contras:
- A arma de fogo é raramente relevante em combate e quebra o seu fluxo mais ágil;
- Impossibilidade de desligar os marcadores de objetivos trivializa o processo de avançar em alguns momentos;
- Demônios continuam usando habilidades mesmo após a batalha acabar, consumindo MAG;
- Durante o ajuste de passivas dos demônios, não é possível ver as habilidades ativas deles para ajudar na escolha;
- A câmera fixa pode ser um pouco inconveniente em alguns pontos da exploração.
Nota
8,5
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