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Review | Illusion of Itehari

Kat Oliveira 17/09/2025

Desenvolvedora:
Publicadora:
Lançamento:
Preço:
Formato:

Gênero:
Plataformas:

LicoBiTs
Aksys Games
18 de setembro, 2025
R$ 278,23
Físico/Digital
Otome Game | Visual Novel
Nintendo Switch

Desenvolvedora: LicoBiTs
Publicadora: Aksys Games
Gênero: Otome Game | Visual Novel
Data de lançamento: 18 de setembro, 2025
Preço: R$ 278,23
Formato: Físico/Digital
Plataformas: Nintendo Switch

Análise feita no Nintendo Switch com cópia fornecida gentilmente pela Aksys Games.

Revisão: Manuela Feitosa

A história de Illusion of Itehari se passa na cidade voadora que dá nome ao jogo. Itehari é apresentada como uma cidade perfeita que sob o governo de uma divindade chamada Taiju, atingiu um status social praticamente utópico, sem crimes, tecnologicamente avançada e longe dos problemas do resto do mundo.

O jogo acompanha Hinagiku, que recém completado os seus 18 anos de idade acaba sendo vítima de uma tentativa de assassinato, mas tem sua vida salva por Yashiro, um rapaz com amnésia que não lembra de absolutamente nada sobre si mesmo. Esse encontro entre Yashiro e Hinagiku se torna o catalizador para o desenvolvimento de tramas que irão consequentemente desvendar as ilusões da cidade de Itehari.

O desconforto de sair da bolha

Na primeira vez passando pela rota comum, o jogador talvez se sinta um tanto quanto sobrecarregado considerando o grande quantidade de diálogos expositivos e lore dump que Ilusion of Itehari faz na tentativa de situar o jogador naquele mundo. Talvez o jogo não faça isso da melhor forma possível, usando do clichê do personagem que perdeu a memória (Yashiro) para explicar o funcionamento de quase tudo pelos olhos dele. É de suma importância que as dinâmicas sociais e o funcionamento do mundo sejam entendidos para que o jogo consiga trabalhar de maneira eficiente em cima disso, e no geral, o que vem depois desses momentos iniciais de exposição é muito bem feito.

A partir das escolhas feitas nos dois primeiros capítulos que formam a rota inicial, o jogo vai direcionar o jogador às rotas de cada personagens de acordo com as escolhas realizadas na duração da rota comum. Apesar de manter-se majoritariamente sempre a mesma, novas cenas vão sendo adicionadas conforme novas rotas vão sendo desbloqueadas ao longo da jornada.

Um dos trunfos de Ilusion of Itehari é como o jogo consegue encaixar nas rotas de cada um dos interesses românticos pistas aqui e ali das histórias que serão expandidas nas próximas rotas e que realmente dão vontade de jogá-las. O que é algo que nem todo otome faz bem, costumeiramente utilizando a rota comum como uma vitrine para o jogador escolher qual dos personagens é o seu favorito e assim escolher a rota dele.

Cada rota de Illusion of Itehari é bem grande. Não espere terminar cada uma delas com menos de 10 horas de leitura, somando um total aproximado de 60 horas para finalizar o jogo inteiro. Talvez o que defina Illusion of Itehari seja a sua grandiosidade, tanto na sua ambição em criar um mundo vasto, com complicações políticas e dinâmica entre classes muito bem estabelecidas, quanto também na sua grande quantidade de texto, ilustrações, personagens e a qualidade com que tudo isso é apresentado.

Uma das coisas mais fascinantes sobre Itehari é como o jogo vai abordar diferentes aspectos daquela sociedade nas mais diferentes rotas. A rota de Tobari vai se aprofundar mais nos temas de desigualdade social que permeiam a cidade, Tsuyukusa na dinâmica social entre os nobres e a figura divina do Taiju, e por aí vai. Também é seguro afirmar que nem todas as rotas vão preencher as pontas soltas deixadas pela rota comum, portanto uma passada por cada uma delas acaba sendo crucial para o entendimento total da história.

Narrativamente falando, Illusion of Itehari por muitas vezes costuma enfatizar muito mais o aspecto fantástico e a construção de mundo em relação ao romance, propriamente dito. No geral, esse foi um dos fatores que mais me incomodou no Battlefield Waltz por exemplo, que segue uma abordagem semelhante, e por mais que tenha personagens interessantes, falha em entregar um mundo tão bem construído quanto a cidade utópica de Itehari.

Esse tipo de abordagem foi algo que me preocupou logo de início, não só jogos do gênero mas também todo tipo de mídia como livros, filmes e séries costumam usar a ambientação fantasiosa muito mais como uma estética do que um cenário que abre brecha para a discussão de temas ou abordar a relação entre os personagens de uma maneira única. No caso de Itehari, tudo que é apresentado tem um motivo de fato e o jogo chega a mergulhar surpreendentemente fundo em praticamente tudo.

Existe amor em Itehari

Falando assim faz parecer que Itehari é um jogo super “cabeçudo” e tematicamente pesado, mas não é necessariamente esse o caso. O jogo intercala bem momentos mais slice of life e o romance com a trama que avança a narrativa e envolve a conjuntura atual de seu mundo — o que é o ideal para balancear o tom do jogo.

O romance ao todo é bem feito e satisfatório, não é difícil entender como cada um dos interesses amorosos se apaixona por Hinagiku considerando as suas ações e vice e versa. Até mesmo as uniões mais improváveis como entre a nobre Hinagiku e o líder do distrito de entretenimento Tobari passam por um desenvolvimento digno de nota.

Apesar da história abordar bem os temas que são a principio mais pesados, a história cai muito fácil em clichês e suas resoluções são as vezes insatisfatórias. Alguns desfechos parecem “bons demais para serem verdade”, apenas às custas de entregar unicamente porque precisa entregar um final feliz.

Alguns dos personagens caem nos clichês do gênero, nesse aspecto eles decidiram jogar mais seguro, não tem nada em Itehari que fuja muito do padrão. Nós temos o amigo de infância, o badboy recluso, o garoto doce e gentil, o que sofre de amnésia e até o redflag ambulante.

Ilusion of Itehari possui 6 interesses amorosos, sendo o sexto e último desbloqueado um personagem que faz parte da rota secreta. Sua identidade é um baita de um spoiler, então vou evitar falar sobre ele. Dentre esses personagens temos então:

Yashiro é um rapaz educado e sempre disposto a ajudar, mas é ao mesmo tempo um dos personagens mais misteriosos do jogo. Não que ele faça questão de esconder algo sobre si, o problema é que ele simplesmente não lembra. Tudo que resolve-se ao redor de Yashiro é um mistério, o porquê de Hinagiku ter sido atacada naquele instante, o porquê dele ter estado lá para salvá-la, além de onde ele vêm e qual o seu propósito são as perguntas que vão guiar a rota dele para uma das reviravoltas mais interessantes do jogo.

Dentre os interesses amorosos, Tobari é o segundo mais novo (depois de Tsuyukusa) mas é um dos que tem um dos maiores pesos nas costas, afinal o mesmo é o líder do distrito de entretenimento de Itehari. Tobari é rígido e pouco amigável a primeira instância, mas não demora muito para entendermos que tudo que ele faz é pelo bem de seu povo. Apesar de não ser meu personagem favorito, a sua rota é provavelmente a que eu mais gosto no que diz respeito a narrativa — a rota se resolve basicamente em volta de Hinagiku como uma nobre, aprendendo sobre a realidade dos menos favorecidos de Itehari ao lado de Tobari.

Awayuki é o cuidador de Hinagiku, como se fosse um mordomo. Talvez devido a natureza do seu trabalho Awayuki tem uma tendência a ser muito protetivo, ele é do tipo que é obcecado pela protagonista mas ela não faz ideia. No geral, não existe nada em Awayuki que me chame muita atenção, exceto pela brecha para desenvolver uma espécie de “romance proibido” entre uma nobre e o seu serviçal.

Yori faz parte da Kurozuru, uma espécie de polícia de alto escalão de Itehari. Ele é o tipo de personagem que eu normalmente mandaria quem o tem como favorito buscar ajuda psicológica, sua personalidade egocêntrica, debochada e outros redflags, somado ao seu cargo de poder deixam ele meio impossível de se gostar, mas bem… há quem goste do tipo.

Tsuyukusa é dono de um empreendimento chamado Hangetsudo, que envolve o fornecimento de serviços diferenciados. Sendo o amigo de infância de Hinagiku, também é o que chega mais perto da idade da protagonista, com seus 18 anos. Tsuyukusa tem uma personalidade desleixada e é um tanto quanto recluso, apesar de evitar sair de casa ou fazer qualquer coisa que fuja muito do seu habitual, ele é capaz de fazer qualquer coisa pela protagonista, e também é o meu interesse amoroso favorito.

Uma grandiosidade quase utópica

O departamento artístico de Itehari é tão grandioso quanto a escrita em si. O jogo possui uma quantidade enorme de CGs, somando a uma variedade impressionante de cenários e ilustrações de personagens com várias poses e animações diferentes. Cada retrato é levemente animado usando Live2D e se movem de maneira semelhante à Vtubers, podendo notar-se uma leve movimentação em seus cabelos e roupas. Por conta disso, as transições entre as expressões faciais também são bem suaves, sendo isso um ponto altíssimo do jogo.

O design de personagens é feito por RiRi, também conhecida pelo seu trabalho em Piofiore: Fated Memories. Não demora muito para perceber que ela trabalhou bastante em Illusion of Itehari, basta dar uma olhada na página de personagens no site da Aksys para ter uma noção da quantidade de personagens principais e secundários que receberam retratos desenhados — parte deles nem chegam a aparecer em todas as rotas.

Mas o que mais impressiona em Illusion of Itehari de fato, é o esforço que foi dedicado a fazer com que o mundo seja extremamente vivo, não só do ponto de vista narrativo, como visual também. Esforços não foram poupados na tentativa de retratar os mais diversos cantos de Itehari, do mais pobre até o mais rico. Comumente vemos ruas largas, interiores de casas simples, mansões, restaurantes, becos escuros, etc. Quase todo canto que visitamos ao longo das rotas é representado visualmente de alguma forma.

No entanto, nem tudo são flores. Illusion of Itehari tem uma interface estranhamente simples e sem graça, especialmente nas caixas de texto. O que por si só não seria um problema, mas o contraste entre uma caixa de texto extremamente minimalista, simples e até mesmo um pouco brega cria um contraste com o resto do jogo que fez eu me perguntar do porquê eles terem optado por essa abordagem. Mas fora isso, a interface gráfica como um todo cumpre bem o seu propósito e é até bem bonita em menus e afins, mas acho que algo mais chamativo e ornamentado seria o ideal para um título como Itehari.

Muito mais que ilusões

Illusion of Itehari certamente chama a atenção pelo seu alto valor de produção para o gênero, e mesmo sendo tecnicamente ambicioso, o jogo consegue provar que é mais do que apenas um título em que lhe foi jogado muito dinheiro no colo. Itehari oferece algo além de um romance em um cenário lúdico de fantasia e utiliza dos aspectos fantasiosos de seu mundo para criar histórias que por mais que não fujam muito do óbvio, são, ainda assim, bem escritas e dizem algo sobre o mundo real.

Prós:

  • Mundo bem construído;
  • Rotas bem desenvolvidas;
  • Alto valor de produção.

Contras:

  • Personagens não fogem muito do clichê;
  • O romance às vezes fica um pouco de lado;
  • Início expositivo e cansativo.

Nota

9,5

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Kat Oliveira
Kat Oliveira
Fã de consoles portáteis, livros e fones de ouvidos. Dentre os seus principais interesses estão artes em geral, jogos japoneses e todo tipo de RPG. Seu coração mora em Faerûn e Ivalice.
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