Desenvolvedora:
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Gênero:
Plataformas:
NOW PRODUCTION
Bandai Namco
26 de setembro, 2025
R$ 169,90
Físico/Digital
Plataforma 3D
Nintendo Switch 2, Nintendo Switch, PlayStation 5, PlayStation 4, Xbox Series X|S, Xbox One, PC
Desenvolvedora: NOW PRODUCTION
Publicadora: Bandai Namco
Gênero: Plataforma 3D
Data de lançamento: 26 de setembro, 2025
Preço: R$ 169,90
Formato: Físico/Digital
Plataformas: Nintendo Switch 2, Nintendo Switch, PlayStation 5, PlayStation 4, Xbox Series X|S, Xbox One, PC
Análise feita no Nintendo Switch 2 com cópia fornecida gentilmente pela Bandai Namco.
Revisão: Manuela Feitosa
Pac-Man é uma franquia bem interessante. Tendo suas origens nos arcades com o famoso jogo original de labirinto lançado em 1980, eu sempre tive a impressão de que a Bandai Namco esteve esse tempo todo tentando emplacar a série como “algo a mais” que apenas aquele já conhecido estilo do clássico, com níveis variados de sucesso. Mais recentemente tivemos a série Pac-Man e as Aventuras Fantasmagóricas, um reboot composto de dois platformers 3D e um desenho animado bem estranho, que não foram muito bem recebidos pelos fãs, para não dizer outra coisa mais pesada.

De longe, a franquia Pac-Man World foi a tentativa mais bem-sucedida da Namco de transformar Pac-Man numa série de plataforma, gerando três jogos que foram até que bem recebidos. Mas mesmo a bem-sucedida série World acabou num período turbulento sem grandes novidades após o lançamento do terceiro jogo, e é exatamente por isso que PAC-MAN WORLD 2 Re-PAC importa tanto!
Depois da boa recriação que o primeiro Pac-Man World recebeu, ver o segundo receber o mesmo tratamento é como um testamento de que a Namco tem interesse em trazer platformers 3D do seu principal mascote para a geração atual! Mas será mesmo que Re-PAC 2 consegue ser tão respeitoso e bom quanto o remake anterior?
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Pac-Land, mundo onde Pac-Man vive com sua família e amigos, guarda em seu centro um lugar chamado Pac-Vila. Lá ficam as Frutas Douradas, cinco frutas lendárias presas na Árvore do Espírito. Essas frutas selam um antigo mal que, há muito tempo, tentou dominar Pac-Land, mas foi derrotado pelos ancestrais de Pac-Man.

Certa noite, Blinky, Pinky, Inky e Clyde roubam as Frutas Douradas da árvore e liberam o maligno fantasma Nefausto, que quase de imediato os recruta para ajudá-lo em seu plano de vingança contra os Pacs. Pac-Man acorda e vê a Pac-Vila completamente em ruínas, e agora é a missão da nossa bolinha amarela derrotar os cinco fantasmas clássicos, recuperar as Frutas Douradas e impedir os planos de Nefausto. É uma história bem simples, como se espera de um jogo do Pac-Man, mas os fãs mais atenciosos da franquia devem ficar bem felizes com a repaginada no modo como ela é contada.

O que antes era narrado apenas com caixas de texto no jogo original agora é 100% dublado! E o melhor: Martin T. Sherman, dublador do Pac-Man em Pac-Man World 3, retorna ao seu papel após quase 20 anos de ausência! Uma surpresa agradável e um pedacinho de fan service ótimo para aqueles que cresceram com esses jogos.
Waka-Waka em 4K!
Certo, eu não preciso mentir para vocês: eu nunca joguei o Pac-Man World 2 original. É um jogo que eu sempre tive interesse em testar, mas que nunca tive uma motivação real para tal, então esta review não terá muitas comparações diretas com o que o game fazia no GameCube em 2002. No entanto, eu tenho que dizer que, simplesmente vendo as imagens, a diferença na fidelidade gráfica entre as duas versões é simplesmente BRUTAL.

Vinte e três anos de avanço em hardware certamente colaboraram para isso, mas o jogo inteiro tem cores bem mais vivas e agradáveis aos olhos. O jogo original tinha um aspecto meio “escuro”, que aqui não existe mais, se é que vocês me entendem. Pode ser uma mudança meio brusca demais para alguns fãs, mas eu particularmente achei um tanto mais agradável.

Minha jogatina foi feita no Nintendo Switch 2, e o jogo roda muito bem no console da Nintendo em seus dois modos: temos o Modo Performance, que faz o jogo rodar na resolução 1080p a 60 quadros por segundo, e também o Modo Qualidade, onde o jogo roda em 4K, mas com apenas 30 quadros por segundo. Sendo um jogo de plataforma que requer precisão (e pelo fato de eu não ter uma TV 4K), eu optei pelo Modo Performance e não tive quaisquer problemas ou quedas de frame notáveis: a experiência foi suave do começo ao fim, e isso também vale para o modo portátil.
Mecânicas à La Carte
Controlar Pac-Man é bem agradável! Com nossa bolota amarela você pode pular, dar um ataque básico e jogar Power Pellets contra inimigos, se jogar no chão como uma espécie de “Ground Pound”, flutuar no ar por alguns segundos para corrigir pulos errados e, por fim, carregar uma corrida onde Pac-Man sai rolando pela fase (tipo um Spin Dash do Sonic). Todo o arsenal de movimentos do Pac é utilizado durante o jogo inteiro, e algumas sessões de plataforma mais complicadas vão até pedir que você combine alguns deles, e eu gosto muito de como tudo que você faz tem um certo impacto, tanto visual quanto sonoro. O game feel é realmente muito bom!

O jogo é composto de seis mundos, cada um com três fases e um chefão no final. Pode até parecer pouco, mas é aí que entram os coletáveis e as missões! Novidade no remake: cada um dos níveis agora tem três missões para o jogador completar. Uma vai pedir para você coletar todas as frutas espalhadas pelos níveis, outra vai pedir que você faça alguma ação variada como, por exemplo, terminar a fase sem tomar dano ou quebrar todas as caixas, e a última normalmente costuma ser uma missão de Corrida Contra o Tempo, onde o jogador é desafiado a concluir o nível num tempo específico.
Os níveis em si costumam ser bem fáceis. A dificuldade escala bastante perto do fim, mas não é nada impossível, e a essa altura do campeonato você já deveria ter umas 50 ou 60 vidas acumuladas. O verdadeiro desafio do jogo está em completar algumas dessas missões. As missões de frutas podem ser cruéis: há dezenas delas escondidas por cada uma das fases, e perder UMA no meio do nível pode significar que você vai ter que refazê-lo todo de novo depois.

Não ajuda muito que essas frutas não são salvas; caso você colete alguma e saia da fase, ao entrar nela terá que coletar tudo de novo. Isso pode deixar as coisas um pouco frustrantes para os mais completicionistas, ainda mais porque você já vai ter que rejogar a fase ao menos uma vez para fazer o Desafio de Tempo, então o 100% pode acabar ficando bem repetitivo perto do final.
Concluir as três missões de uma fase vai te recompensar com uma skin para o Pac-Man, e concluir as três missões de um chefe te recompensará com um jogo antigo do personagem para você jogar no Arcade!
Os títulos disponíveis são Pac-Man (o original), Pac-Mania e Pac-Attack… uma line-up meio estranha, e a ausência de Pac-Man Arrangement, a melhor versão do clássico de arcade, me decepcionou um pouco. Mas acho que eles ainda têm que vender o Pac-Man Museum Plus, né? De qualquer forma, eu definitivamente não vou tratar uma feature bônus como essa como algo negativo; só de esses jogos estarem aqui como desbloqueáveis já é bem legal, e o jogo original de 1980 já deve me proporcionar umas boas horas de gameplay adicionais.

Um ponto de destaque são os chefes: o jogo original tinha um chefe bem único e o resto era só um repeteco sem fim do mesmo conceito, mas aqui as coisas mudaram! Cada um dos fantasmas agora usa uma máquina baseada em um animal diferente e cada luta é original e criativa. Não quero dar spoilers muito específicos por ser uma novidade bem grande se comparado ao que lançou em 2002, mas a luta contra o Blinky em particular é um baita de um espetáculo e virou logo de cara uma das minhas batalhas contra chefe favoritas de qualquer jogo de plataforma que eu já experienciei!

Algo inédito do remake é um modo cooperativo local pra dois jogadores! Não é grandes coisas, o segundo jogador controla o “Pac-Drone”, e tudo que ele faz é acompanhar Pac-Man e atirar em inimigos. Legal que dá pra usar o modo Mouse dos Joy-Cons como mira, e pode até ser divertido pra se jogar com seu irmãozinho menor ou algum outro membro da família que não manja muito de video-game, mas ter dois Pac-Mans explorando as fases juntos de forma independente um do outro seria bem mais maneiro, não acham? Por mais caótico que esse conceito pareça ser.

Há também versões novas mais difíceis das fases do game base que são desbloqueadas quando você derrota Nefausto, e elas oferecem um desafio e tanto! Algumas são quase um jogo “Kaizo” de dificuldade. Como eu disse, não posso falar muito sobre o jogo original por não tê-lo jogado, mas eu acredito que os fãs dele vão gostar muito do trabalho que foi feito no Re-PAC em todos os aspectos da jogabilidade, e esse é o maior elogio que eu poderia dar para um remake como esse.
High Score?
PAC-MAN WORLD 2 Re-PAC não é revolucionário nem nada do tipo, mas ele é exatamente o que precisava ser: um remake fiel e cheio de carinho com mudanças que melhoram a experiência, mantendo o charme e a simplicidade de um plataforma 3D dos anos 2000 com uma repaginada moderna no departamento visual.

O jogo pode ficar um pouco repetitivo caso você tente fazer o tão temido 100%, mas até eu consigo reconhecer que isso é um problema que apenas uma parcela bem pequena dos jogadores vai enfrentar, por ser conteúdo adicional. Eu ainda acho que seria legal se a Namco fizesse um Pac-Man World 4 ou até mesmo quem sabe um World 3 Re-PAC (esse precisa desesperadamente de uma nova chance, ein?), mas enquanto nada disso acontece, PAC-MAN WORLD 2 Re-PAC é um baita presentão pra qualquer fã da querida esfera amarela.
Agora, se me dão licença, eu ainda tenho algumas frutinhas pra coletar nas fases… waka-waka.
Prós:
- Roda bem no Nintendo Switch 2;
- Mecanicamente divertido;
- Ótimas fases;
- Os Chefes são criativos;
- Visualmente bonito;
- Disponível em PT-BR.
Contras:
- Multiplayer co-op mediano;
- Fazer 100% pode ser repetitivo.
Nota
8
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