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Review | Bye Sweet Carole

Kat Oliveira 17/10/2025

Desenvolvedora:
Publicadora:
Lançamento:
Preço:
Formato:

Gênero:
Plataformas:

Little Sewing Machine
Maximum Entertainment
09 de outubro, 2025
R$ 132,99
Digital
Horror Adventure
Nintendo Switch, PlayStation 5, PlayStation 4, Xbox Series X|S, Xbox One, PC

Desenvolvedora: Little Sewing Machine
Publicadora: Maximum Entertainment
Gênero: Horror Adventure
Data de lançamento: 09 de outubro, 2025
Preço: R$ 132,99
Formato: Digital
Plataformas: Nintendo Switch, PlayStation 5, PlayStation 4, Xbox Series X|S, Xbox One, PC

Análise feita no Nintendo Switch com cópia fornecida gentilmente pela Maximum Entertainment.

Revisão: Manuela Feitosa

Inspirados pelos clássicos da animação 2D ocidental, Bye Sweet Carole é um Horror Adventure desenvolvido pela Little Sewing Machine, estúdio italiano que consiste de talentos tanto do cinema quanto de videogames. Misturando elementos de jogos adventure e horror com uma estética baseada na Dinsey de outrora, Bye Sweet Carole é uma grande ode aos títulos que tanto o inspiraram.

A flor que desabrocha na adversidade é a mais rara e bela de todas

Bye Sweet Carole se passa na Inglaterra no início do século XX e acompanha Lana Benton em uma busca por sua amiga desaparecida Carole Simmons, a garota que dá nome ao jogo. Durante a procura pela sua amiga, Lana acaba parando em um reino mágico chamado Corolla, que é assombrado por uma figura sinistra, o misterioso Sr. Kyn, que insiste em perseguir Lana através desses dois mundos. É entre essas duas realidades em que Lana deve lutar pela sua vida ao mesmo que tempo em que descobre o paradeiro e o motivo do desaparecimento de Carole.

Bye Sweet Carole usa de sua premissa básica para preencher a narrativa com uma mensagem feminista muito forte. Ambas as garotas foram rigidamente criadas em um orfanato chamado Bunny Hall, e considerando a realidade e o tipo de pressão que era imposto em cima das mulheres na época não é difícil imaginar o que teria causado a fuga de Carole do orfanato.

Por diversos momentos acompanhamos Lana sendo excluída por suas colegas e reprimida pelas suas tutoras por ser diferente, por não agir igual as outras garotas e por ter traços rebeldes. É nesse contexto que o discurso do jogo vai ganhando força, como uma mensagem de resistência à opressão e estigmas impostos criados em cima de seus corpos e ideais moldados unicamente para servir ao marido.

Mesmo considerando o fato de que Bye Sweet Carole se empenha bastante para evocar a inocência mágica dos clássicos da Disney, o jogo ainda não se intimida pela sua estética ao abordar temas controversos (que não deveriam ser controversos) de uma forma bem escrachada. Aqui o subtexto se torna texto e a mensagem que o jogo quer passar é bem clara e as vezes até literalmente gritada em alto e bom tom.

Mais corajoso do que acredita, mais forte do que aparenta e mais esperto do que pensa

Apesar de emular em estilo artes de grandes mestres da animação como Glen Keane e Milt Kahl, costumeiramente associados aos filmes da Disney, especialmente nas animações 2D dos primórdios do estúdio até o final dos anos 2000, o jogo também busca evocar a atmosfera mágica de títulos mais antigos como Alice no País das Maravilhas, Aristogatas, A Espada era a Lei e Branca de Neve, utilizando a sua narração oblíqua, vozes ecoadas, trilha sonora que remete a música erudita e a ambientação típica de uma história que se passa em uma Inglaterra no inicio do século XX.

Pode-se dizer que o maior acerto do jogo é em como ele busca ser uma óbvia homenagem a essa era dos filmes de animação. Ao longo da jornada com Bye Sweet Carole, um título em específico que me veio à mente constantemente foi o Pinocchio da Disney. Não por suas batidas narrativas ou estilo de animações por si só, mas muito mais pelo fato de Carole flertar bastante com o macabro e o horror gráfico e psicológico do filme de 1940.

No que diz respeito a ambientação, Bye Sweet Carole explora tanto cenários urbanos quanto rurais, ruínas de estruturas abandonadas e bosques escuros. Logo no segmento inicial do jogo, a protagonista anda por um bosque escuro e bizarro, que talvez seja um dos segmentos mais impressionantes do jogo, muito pelo quanto o cenário é reativo aos movimentos de Lana. Por toda essa sessão vemos o cenário se mover com troncos distorcidos passando no plano à frente da câmera e olhos no fundo às espreitas observando a personagem, como se aguardassem o momento perfeito para atacá-la.

Como um todo, o jogo acaba passando uma ótima primeira impressão, mas que no geral não mantém o mesmo nível de esmero no seu decorrer. Não que a arte dos cenários chegue a ser limitada nem nada do tipo, mas o nível de vida que é observado no início do jogo nunca chega a ser reproduzido novamente.

Nunca devemos julgar as pessoas pela aparência, pois elas podem nos surpreender

Além da camada óbvia de inspiração a filmes de animação 2D, o jogo também é mecanicamente muito semelhantes a clássicos como Clock Tower e títulos mais modernos como Death Mark II. Muito por ser um adventure side-scroller com uma temática de horror onde o jogador deve examinar, coletar e combinar itens além de interagir com partes específicas do cenário para progredir na aventura — tudo isso enquanto é ocasionalmente perseguida por algum monstro.

Bye Sweet Carole é dividido em 10 capítulos, cada um como se fosse uma fase diferente, com seus próprios desafios e cenários e que não chegam a ser revisitados em nenhum momento conforme vai-se avançando no jogo. Alguns capítulos são mais focados em avançar a narrativa enquanto outros pesam mais pro lado do gameplay, com áreas maiores, mais puzzles e as vezes até mecânicas novas e exclusivas daquele capítulo em questão.

No que diz respeito a qualidade ou complexidade dos enigmas e desafios encontrados, Bye Sweet Carole não reinventa muito a roda do que já é comum nesse tipo de jogo e nem oferece um nível alto de desafio em momento algum, podendo ser concluído facilmente sem o auxílio de guias ou coisa do tipo. Em outras palavras, Bye Sweet Carole é um arroz com feijão básico, mas ainda assim faz isso bem e entrega uma experiência satisfatória com o jogo.

Durante diversas fases, Lana é perseguida por criaturas a mando de Sr. Kyn, mas o verdadeiro horror nesses momentos está no quão trava é a movimentação da protagonista. As vezes parece que os controles não são muito responsivos quando chegamos perto de algo interativo como uma escada ou uma porta, e são nesses momentos em que precisamos agir mais rápido que isso se mostra um problema de fato.

Se o jogo reduzisse ou removesse completamente o aspecto de perseguição, seria com certeza uma experiência muito mais satisfatória, considerando que o “medo” desses inimigos desaparece bem rápido quando estão cobertos de uma camada de frustração técnica. Tudo isso sem falar no “combate” improvisado que acontece em momentos específicos do jogo que não gosto nem de lembrar.

No entanto, o que mais chega a ser de fato um incômodo é a performance em determinados momentos do jogo. Logo nos primeiros capítulos, Lana ganha uma habilidade de se transformar em uma coelha que pode ser acionada ao apertar o botão A do controle e a transformação acontece de forma instantânea — ou pelo menos era para ser. No entanto, quando a mudança de forma ocorre, o jogo engasga por alguns instantes mas logo volta a responder normalmente, porém ainda assim não deixa de ser uma inconveniência, visto que caso o jogador queira se transformar e logo realizar alguma ação como pular, pode ser que o mesmo não responda corretamente.

Este é apenas um de vários momentos em que o jogo sofre com quedas de quadros. Em cenários mais povoados e em alguns momentos de perseguição o mesmo chega a se repetir, mas por sorte Bye Sweet Carole não é um jogo que costuma exigir muito um tempo de resposta muito preciso. Ao longo da experiência, o jogo também chegou a apresentar bugs visuais leves mas que não chegaram a atrapalhar muito e podem ser facilmente corrigidos com atualizações.

Para conseguir o que quer, você deve olhar além do que você vê

Se não fossem pelos óbvios problemas de performance que o jogo apresentou pontualmente durante a sua duração, Bye Sweet Carole talvez tivesse recebido uma nota mais alta, visto que é um jogo onde fui capaz de apreciar as suas vitórias mesmo passando por certos problemas que são um pouco difíceis de ignorar. Por baixo da massa de bugs visuais, controles truncados e performance um tanto questionável, existe ainda assim um jogo bom, mas que não conseguiu atingir 100% da ambição mesmo com seus visuais extremamente afiados, narrativa interessante e surpreendentemente atual.

Prós:

  • Esteticamente impecável;
  • Narrativa boa e atual;
  • Lógica de puzzles amigável e satisfatória.

Contras:

  • Muitos engasgos de performance no Nintendo Switch;
  • Bugs visuais;
  • Controles um pouco truncados.

Nota

8

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Kat Oliveira
Kat Oliveira
Fã de consoles portáteis, livros e fones de ouvidos. Dentre os seus principais interesses estão artes em geral, jogos japoneses e todo tipo de RPG. Seu coração mora em Faerûn e Ivalice.
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