Desenvolvedora:
Publicadora:
Lançamento:
Preço:
Formato:
Gênero:
Plataformas:
Kenny Sun
Devolver Digital
15 de outubro, 2025
R$ 46,99
Digital
Roguelite | Ação
Nintendo Switch 2, Nintendo Switch, PlayStation 5, Xbox Series X|S, PC
Desenvolvedor: Kenny Sun
Publicadora: Devolver Digital
Gênero: Roguelite | Ação
Data de lançamento: 15 de outubro, 2025
Preço: R$ 46,99
Formato: Digital
Plataformas: Nintendo Switch 2, Nintendo Switch, PlayStation 5, Xbox Series X|S, PC
Análise feita no Nintendo Switch com cópia fornecida gentilmente pela Devolver Digital.
Revisão: Lucas Barreto
Muitas vezes nos pegamos pensando de forma pessimista em como o mundo dos jogos está saturado de propostas similares, projetos muito pomposos mas sem alma e executivos que veem apenas a produção de jogos com uma vaca de onde podem ordenhar cada vez mais leite.
É nesses momentos que descobrimos jogos que nos fazem ter um pouco de esperança no que vem a seguir, aqueles que nos fazem voltar para casa correndo para poder aproveitar mais algum tempo jogando ou que nos fazem realizar grandes atos de coragem como levar o seu console preferido para jogar no trabalho antes das dores cabeças diárias da vida adulta.
Da mente bizarramente criativa de Kenny Sun surge BALL X PIT, um projeto que é uma amálgama tão bizarra de diversos gêneros de jogos que torna a sua classificação no mínimo desafiadora, o que no mundo tão separado em caixinhas dos dias atuais chega até ser um alívio. E não haveria ninguém melhor que a Devolver Digital embarcar nesse projeto muito louco. Preparados para mergulhar fundo nessa jornada?
O mundo (para variar) foi para o beleléu
O cenário de fundo do jogo é extremamente bizarro: o mundo como o conhecemos acabou. O que poderia significar uma vida solitária e isolada vai passar bem longe dos cenários pós apocalípticos comuns. BALL X PIT é um jogo onde o tema central é a reconstrução. O game mescla mecânicas de city builder, shooter vertical on rails e um sistema de progressão roguelite muito viciante.

As jogabilidades não funcionam sozinhas, mas sim conectadas em uma sinergia que torna o looping de gameplay extremamente viciante por conta do fator replay altíssimo. A cada nova descida no poço (bit), você irá progredir verticalmente na tela de forma automática como em um shooter on rails. Só que o twist é que todos os seus projéteis são “ricocheteáveis”.

E o que essa palavra que eu acabei de inventar quer dizer? Ela significa que todos projéteis lançados irão bater nas “paredes” do cenário e voltar na mesma direção, como em uma mesa de pinball. O cenário se divide em 3 partes, as duas primeiras com um subchefe que devem ser derrotadas até pode enfrentar o boss final.

As linhas inimigas devem ser religiosamente destruídas, caso contrário o jogador recebe uma quantidade enorme de dano, quase uma penalidade por não ter sido eficiente em dizimar as hordas inimigas. Nas suas primeiras runs a falha será sua maior amiga. O sistema de tentativa e erro será fundamental para sentir com qual personagem e itens o seu estilo combina mais.
A sua derrota não é de todo o mal, já que apesar de toda a sua progressão na fase e dos itens serem perdidos a cada derrota, a progressão dos atributos do seu personagem permanece. Mesmo que o processo de evolução seja moroso, logo após as primeiras tentativas já será possível sentir quando se usa um personagem recém desbloqueado e outro que já passou algumas horas jogando.

Caso consiga chegar ao chefe final um certo número de vezes, o jogador coleta engrenagens que possibilitam ir ainda mais fundo, desbloqueando novos desafios e a possibilidades de resgatar novos sobreviventes para sua empreitada de reconstrução da civilização, ou quase isso.

Além das engrenagens, ao longo do seu progresso o jogador acumula uma quantidade pequena de recursos. Eles serão necessários para iniciar a construção dos primeiros edifícios na superfície. A princípio eu confesso que ignorei por completo essa parte da mecânica, e claro que me ferrei lindamente por isso.
A parte da jogabilidade de gerenciamento confere aos personagens algumas vantagens permanentes, além do desbloqueio de personagens, unidades coletoras de recurso e mais um sem fim de melhorias que, se não priorizadas, podem tornar a sua jogatina mais difícil do que deveria.
Bolas, poderzinhos e o poder da combinação.
Existem dois sistemas de progressão no game: o do seu personagem e o dos projéteis (tiros, bolinhas ou como você preferir chamar aí na sua rua). Enquanto a progressão dos personagens é lenta e acumulativa, o progresso das armas dura somente o tempo em que está nas fases. E é aqui que entra o jogador que vai ter que contar mais com a sorte.

Ao subir de nível dentro da fase, o jogador poderá escolher itens que vão preencher duas fileiras de inventário. A primeira fileira são as bolas especiais, as que conferem dano elemental como fogo ou atribuem um status negativo aos inimigos, como envenenamento. Já a segunda fileira será preenchida com itens secundários que atribuem vantagens passivas, como aumentar a porcentagem de projéteis na tela, deixar você mais rápido, etc.

Ao cumprir certos requisitos, a fusão e a evolução dos projéteis ficarão disponíveis, aumentando o potencial de alguns projéteis, combinando os seus efeitos ou mesmo criando novas versões totalmente novas combinando o que de melhor cada um tinha. As combinações são as mais variadas e divertidas possíveis. E sim, você irá se divertir muito com elas.
É viciante reconstruir o mundo
BALL X PIT é daqueles jogos que a princípio são difíceis de entender. A combinação estranha de jogabilidades variadas parece meio impeditiva para iniciantes no começo, mas não fique muito impactado. Nenhum de nós está totalmente preparado para a bizarrice maravilhosa do jogo.

O que concordo em número, gênero e grau é que para desfrutar do título é necessário passar um tempo com ele, não pela sua dificuldade, mas para que seja completamente entendida a forma com que suas várias jogabilidades se comunicam e como é importante entender o básico de cada uma para se divertir.
Uma vez que isso seja aprendido, cada nova run vai abrir um mundo de possibilidades e poderes loucos que irão arrancar um sorriso de orelha a orelha quando bem sucedidos, além de aumentar a vontade de tentar cada vez mais caso nas primeiras vezes as coisas não funcionem tão bem assim. É um jogo que deve ser jogado aos poucos, da mesma forma como os bons livros, devendo ser apreciado gradualmente.
Prós:
- Possibilidades de combinações de armas;
- Variedade de personagens;
- Mecânicas variadas combinadas sem parecerem irrelevantes;
- Fator de rejogabilidade.
Contras:
- Curva de aprendizado simples, porém demorada.
Nota
10
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