Oi, pessoal! Mais um ano, mais uma Brasil Game Show, e novamente nós, da equipe NintendoBoy, tivemos a oportunidade de comparecer ao autointitulado “maior evento de games da América Latina”.
Seguindo o precedente deixado pela edição de 2025, este ano o evento novamente foi realizado no Distrito Anhembi, em vez do Expo Center Norte — um espaço menor, mas que, se bem organizado, pode ser bem utilizado.
Enfim, sem muita enrolação, como foi a edição de 2026?
Brasil Food Show?
Piadas à parte, uma das grandes críticas ao evento este ano foi a forma como o espaço do Distrito Anhembi acabou sendo utilizado: grande parte do evento foi dedicada às praças de alimentação, com menos estandes para jogos do que nos eventos anteriores e menor presença das grandes empresas. Infelizmente, o próprio mapa disponibilizado para o evento deixa isso bem claro e acaba sendo um elefante na sala bem difícil de se ignorar.

As imagens e piadas não são exagero: um terço do evento foi dedicado à cadeiras pro pessoal sentar e comer comida hiperfaturada, e outro terço foi dedicado à stands promocionais da própria BGS, como a Arena e o BGS Cosplay. Em questão de grandes empresas, poucas marcaram uma presença realmente relevante e infelizmente, mesmo assim a área indie segue sendo uma prioridade menor para os organizadores do evento.
Nintendo e SEGA: os (únicos) destaques do dia
Verdade seja dita: esse ano a presença das grandes empresas de games foi um pouco menor que o de costume. O PlayStation, por exemplo, marcou presença apenas com um pequeno estande para vender merchandising oficial (com algumas camisetas muito bonitas, aliás). Então a missão de trazer novidades acabou ficando para as 2 gigantes japonesas, que não decepcionaram.
A Nintendo trouxe alguns jogos já manjados para sua estande: Pokémon Pokopia, Donkey Kong Bananza, Star Fox e Super Mario Galaxy 1+2 estavam entre alguns dos jogos disponíveis para serem jogados. De novidades tinhamos Call of Duty: Modern Warfare 4, LEGO Batman: O Legado do Cavaleiro das Trevas, Just Dance: Decade of Hits e Nintendo Switch Sports Resort. Admito que o único que eu tinha algum interesse de jogar era este último, então fiz uma breve jogatina dele onde podia experimentar dois esportes de uma seleção de quatro.
Optei por testar Tiro com Arco e Flecha e Moto Aquática, e devo dizer que a experiência multiplayer com uma das funcionárias da Nintendo (que é muito gente boa, aliás) foi super divertida! O Nintendo Switch Sports Resort promete ser uma sequência bem digna ao maravilhoso jogo de Wii, e finalmente poder revisitar a Wuhu Island promete ser um imenso prazer.
Como recompensa por jogar, eu recebi uma viseira tematizada do jogo, e mais tarde consegui também uma sacochila por meio do registro via código QR do My Nintendo que a Big N faz todos os anos.

Minha única crítica à Nintendo no evento foi a falta de uma demo jogável do remake de Zelda: Ocarina of Time. Havia um grande mural com uma imagem do jogo, junto de outro que relembrava os 40 saudosos anos de The Legend of Zelda, mas faltando apenas um mês para o que é o maior lançamento da Nintendo no ano, acredito que não seja nenhuma loucura querer uma demo jogável, certo?
Já a SEGA mais uma vez foi o grande destaque, trazendo TODOS os seus futuros principais lançamentos com demos jogáveis para o evento num estande lindo: Stranger than Heaven, Sonic Pico Park, Crazy Taxi: World Tour, Total War: Warhammer 40,000, Alien Isolation 2 e Persona 4 Revival todos estavam disponíveis para serem jogados e eu tive a oportunidade de experimentar Sonic Pico Park, Stranger than Heaven e Persona 4 Revival.
Sonic Pico Park promete ser um jogo bem bobinho mas divertido do Sonic com foco em multiplayer. Tive a chance de jogar com quatro amigos meus e foi uma experiência bem diferente e engraçada, com alguns desafios de plataforma baseados em física e raciocínio lógico. Não é grandioso, e também não é o próximo Sonic “principal”, mas eu gosto de ver a SEGA experimentando ideias novas com o ouriço e lançando jogos menores vez ou outra.
Stranger than Heaven, a nova IP da RGG Studios, o estúdio por trás da série Yakuza/Like a Dragon, está fenomenal! A demo disponível para jogar era focada em combate, com 3 cenários com dificuldades diferentes. De começo achei os controles um pouco estranhos, com cada botão traseiro do controle sendo usado para bater com uma mão diferente (botão R para bater com a mão direita e botão L para a mão esquerda).
Isso pode parecer um pouco confuso de começo, mas uma vez que eu entendi como a mecânica funcionava as coisas começaram a fluir de forma muito satisfatória, com eu realmente me sentindo em total controle do protagonista Makoto Daito. Com o combate aprovado, resta agora saber se a história será tão boa quanto a mecânica central do game.
Já Persona 4 Revival tinha uma demo com dois cenários: o prólogo do game e a primeira dungeon. Optei por jogar a dungeon, tendo em vista que seria lá onde eu conseguiria notar as maiores melhorias e diferenças entre o jogo original e o remake, e devo dizer que a experiência foi agradável!
Entre os Persona principais, Persona 4 Golden é de longe o que eu menos gosto, então eu ter gostado tanto da experiência a ponto de cogitar comprar o game quando ele for lançado para o Switch 2 é bem significativo. A mecânica adicionada de parry durante a exploração da dungeon dá uma profundidade a mais na forma em como você chega nos inimigos antes das batalhas, e as animações e menus belíssimos dão uma sensação muito “limpa” para Persona 4, fazendo o jogo fluir que é uma beleza.
Num geral, a SEGA mandou bem. Trouxeram seus maiores lançamentos futuros e tiveram um estande bem organizadinho, com filas (na minha experiência) não tão longas e demos que me permitiram experimentar os jogos por um tempo considerável.
Square Enix e seu ritual de humilhação
Quanto a Square Enix, sua principal (e também única) atração era uma DEMO de Final Fantasy VII: Revelation. Um único jogo, mas acredito também que era o único que eles PRECISAVAM trazer. O grande problema é que a japonesa chegou para o evento completamente despreparada, com um estande minúsculo contendo apenas 5 cabines para experimentar a demo, onde você poderia jogar por apenas 5 minutos após esperar em uma fila de quase 3 horas.
Sinceramente, esperar 3 horas em uma fila para jogar 5 minutos de um jogo que lança em não tão pouco tempo assim era humilhação demais para mim, então eu optei por não experimentar Final Fantasy VII Revelation no evento. Uma pena, tendo em vista que após jogar o Remake no meu Switch 2, eu tenho bastante interesse no Rebirth e na última parte da trilogia de remakes.
A BGS 2026 foi uma decepção?
Bem, é um pouco difícil não sair da feira com a sensação de que as coisas estão piores que nos outros anos. O espaço utilizado é menor, poucas empresas participaram, a área indie continuou sendo renegada a um espaço minúsculo e isolado num canto escondido e a área de alimentação estava massiva.
A verdade é que a Brasil Games Show precisa se reinventar se quiser sobreviver. Perante à concorrentes como Gamescom, que teve ótimos eventos, é difícil olhar para a BGS e enxergar “a maior feira de games da América Latina” como o marketing do evento ama se auto proclamar. As empresas precisam voltar com estandes mais bem pensados para evitar casos como o da Square Enix, a organização precisa melhorar e muita coisa precisa mudar para voltarmos aos dias de glória, como foi em 2024.

Infelizmente a BGS da fase de ouro foi até a pré-pandemia.
Depois disso, só ladeira abaixo.
2024 não foi tão grandiosa como na década passada, especialmente entre 2013 e 2015, onde realmente era a cara da E3 e Gamescom alemã (não a Latam).
Pelo visto esta edição da BGS pareceu clima de velório.
A Praça de alimentação era bem grande, poucos estandes e ativações. O estande da Playstation tinha produtos para venda, mas não tinha jogos, controles, etc. Mas o atendimento foi muito bom, meninas solicitas, ajudaram muito, Marina e Samara que me ajudaram demais com cada item que eu quis ver. Como eu fui só pra ver PS E NITENDO, não gostei tanto.