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Review | Olympia Soirée

Olympia Soirée é uma experiência densa e robusta, com uma apresentação de mundo que habita uma linha tênue entre sensível e o potente, mas sem nunca deixar de lado suas mensagens e princípios.
Gabriel Marçal 09/09/2021

Desenvolvedora: Otomate
Publicadora: Aksys Games
Data de lançamento: 09 de setembro, 2021
Preço: R$ 254,95
Formato: Digital/Físico

Análise feita no Nintendo Switch com chave fornecida gentilmente pela Aksys Games.

Uma viagem a um passado fantástico! Olympia Soirée ira te entregar um mundo de aventura e sensações densas e muito bem trabalhadas. A Otome visual novel estará disponível no Nintendo Switch no dia 09 de setembro na América do Norte e Europa, e é uma indicação razoavelmente segura para os fãs do gênero.

Com grande foco na construção de mundo, Olympia Soirée consegue facilmente se destacar de um mercado tão cheio de conteúdo como o das visual novel. No entanto, nem sempre ser inovador significa ser bom e isso é justamente o que iremos abordar nesta análise.

Lore

Quando falamos de Olympia Soirée, “lore” é a palavra chave.

Nota: Para os pouco, ou nada, familiarizados com o termo, Lore é a expressão usada para apontar em geral toda a estrutura e informações que constroem e compõem uma história.

Criação de mundo, detalhes sobre a sociedade, background dos personagens, fauna, flora, detalhes da física ou longas explicações sobre magia, tudo isso pode ser considerado “lore”.

Estando explicado o conceito de lore, Olympia Soirée faz de melhor e ao mesmo tempo de pior, deixem-me explicar.

Enquanto entrar no mundo desse jogo é uma das experiências mais interessantes e de destaque que eu já tive em uma visual novel, a maneira que isso é feito é objetivamente a pior possível. Longos e entediantes diálogos expositivos, mesclado com flashbacks que fazem o jogador se sentir burro por ter que ouvir as mesmas informações diversas vezes são bastante frequente nessa experiência.

Além disso é bastante incomodo e conveniente a sensação de que a protagonista não sabe nada do mundo aonde vive, bem como a justificativa de ela ser reclusa. Veja bem, Olympia, nossa protagonista, é uma espécie de sacerdotisa que dança periodicamente para o sol e realiza oferendas das almas dos mortos para que a deusa do sol continue abençoando a ilha com o sol, literalmente. Sendo que caso esse ritual não seja performado corretamente, o sol irá de fato desaparecer. Esse ritual é um dos pilares dessa sociedade, ele é de extrema importância e Olympia é a única capaz de fazê-lo, sendo que todos de sua linhagem e terra natal foram extintos por uma catástrofe anos atrás.

Logo com uma posição política e social tão importante em uma sociedade tão bem organizada, é no mínimo estranho e pouco natural a quantidade pífia de informações que Olympia tem sobre o processo como um todo e o funcionamento do próprio mundo. Mas vamos prosseguir e falar sobre o funcionamento desse tal mundo.

A ilha Tenguu

Primeiramente, o nome da ilha é Tenguu, a deusa do sol é Amaterasu e por ai vai. Novamente mostrando a valorização e paixão do jogo por Lore, trazendo esses elementos folclóricos e espirituais asiáticos, de certa forma quase que como “easter eggs” para enriquecer a mitologia desse mundo tão bem trabalhado.

De qualquer forma a ilha Tenguu, possui uma organização bastante especifica baseada em castas sociais. As pessoas são basicamente dividas por cores. Essas cores são avaliadas baseadas em linhagens sanguíneas e características físicas. Por exemplo, um filho de duas pessoas do azul, provavelmente também será azul. Além de possuir traços azuis como cabelo e olhos, tal individuo ainda herdaria algumas habilidades carregadas por seus semelhantes. Os próprios azuis carregam a habilidade de materializar almas após a morte, sendo essas almas sacrificadas posteriormente no ritual para o sol.

Além dessas características herdadas, existem também uma bem clara hierarquia social baseada nas cores. Sendo assim, as cores primarias são as mais nobres, e as cores mais impuras, como preto e castanho as mais baixas. Essa divisão existe até mesmo nos distritos em que tais pessoas vivem, e ai chegamos em um dos pontos mais interessantes de Olympia Soirée.

Yomi

Yomi é um distrito especifico que representa as margens da sociedade. Apenas as almas das pessoas de Yomi são oferecidas como sacrifício para o sol, ironicamente, tendo em vista que as pessoas de tal lugar moram em um distrito subterrâneo sem nunca ter acesso ao sol.

Criminosos nesse mundo são enviados para viver em Yomi, o que é um conceito bastante interessante, sendo que além do preconceito que enfrentam, viver em tal lugar parece bastante confortável em comparação a uma prisão. Mas tal local não é povoado apenas por criminosos, mas também por aqueles de cores impuras. Tanto aqueles com múltiplas características de múltiplas cores, quanto aqueles com cores que são menosprezadas pelas sociedade são enviados para tal local ao nascer. E essa hierarquia retrógada e claustrofóbica apresentada na história pode ser tida como a forte temática dessa aventura.

Seja sobre discriminação, sobre liberdade romântica e sexual, classismo e racismo, o ponto é que Olympia Soirée, quer passar uma mensagem. Algo que eu pessoalmente profundamente admiro, já que é muito comum replicar de maneira bem escrita os estereótipos desse gênero de Visual Novel, já que é bastante consagrado e confortável, sem necessidade de se arriscar. Por isso mesmo que não seja apresentada da melhor forma, Olympia Soirée já ganha muitos pontos comigo só por ousar em tentar emplacar uma história tão potente.

Enfim, Olympia

Mas você leitor deve estar se perguntando: após tanto falar sobre a estrutura e detalhes da história, o que realmente é a história em si desse jogo?

Bem, para o jogo encarnamos a protagonista, que usa do pseudônimo Olympia em todas as jogatinas, mas que possui um nome real escondido a escolha do jogador. Como dito anteriormente, ela é uma espécie de sacerdotisa — isso se deve a cor de sua classe social, que seria o branco, que por sua vez é uma classe que representa apenas sacerdotisas mulheres que habitavam uma ilha menor nos arredores da ilha Tenguu —, elas eram necessárias para cultuar o sol, e logo possuíam o direito casar com qualquer homem de qualquer cor para continuar  a linhagem. Isso é uma liberdade absurda que beira um sonho para os habitantes desse mundo, que devem-se casar para perpetuar sua cor, e só podem se casar com pessoas de mesma cor.

E assim é como nossa protagonista que ao completar 18 anos recebe o prazo razoável de um ano para encontrar um marido. A justificativa dos Kotowari, órgão regulador fictício do sistema de castas, é que como ela é a ultima do branco, precisa prontamente perpetuar sua linhagem. Desolada porém determinada, Olympia tem inicio a sua nada ortodoxa jornada de encontrar um marido rapidamente.

Opções românticas e identidade visual

Para falar das opções românticas de Olympia, é primeiro necessário salientar o quão interessante é a identidade visual desse mundo.

Em um mundo fantástico e retro baseado no Japão e no folclore também nipônico, o jogo faz um excelente trabalho em ambientar o jogador. Nada é especificamente inovador, mas tudo está no lugar certo. Os belos e naturais cenários, a trilha sonora bastante simples mas também consideravelmente agradável. E claro, o que mais importa, os designs de personagem estão no ponto.

Todos eles são além de muito bonitos e cheios de detalhes em suas vestimentas e movimentações sutis como olhos e boca, são muito bem representados em suas personalidades pelos seus designs e vice-versa tornado ambas as características complementares. Sobre suas personalidades no entanto, por mais que sejam totalmente satisfatórias e possível se apegar a eles com o decorrer da história, não existe nada que se sobressaia muito a média por aqui. Ainda assim o jogo compensa muito bem amarrando com força a idéia temática da trama em cada um deles. Uma das opções é um guarda que acredita com força no sistema de castas, outro uma vitima de tal sistema que deu a volta por cima, ainda outro um membro dos Kotowari que regulam e fazem funcionar tal sistema.

E por ai vai, Olympia Soirée faz sempre questão de ter suas idéias claras e representadas em tais personagens, fazendo a escolha da protagonista ser muito mais consciente que algo simples como escolher o garoto mais bonito ou que a fez rir.

Próxima parada, Ilha Tenguu!

Olympia Soirée é uma experiência que tenta dar uma mordida maior do que consegue. Dói admitir isso de uma premissa tão legal, embora o jogo possua de fato muitas horas de gameplay, muitas se não a maioria das questões abordadas ainda é feita com superficialidade. Os personagens são bastante interessantes pela construção deles e do mundo, mas pecam em carisma nos diálogos. Além disso as vezes o ritmo da história cai muito, demorando bastante entre um acontecimento interessante e outro.

Isso dito, caso você nunca tenha jogado nada do gênero, funcionaria muito bem com você e é uma excelente opção de aventura. Caso você seja versada no gênero goste muito de construções de mundo bem feitas e universos cheios de detalhes essa obra também é perfeita para você!

PRÓS:

  • Direção de arte no ponto;
  • Universo interessante;
  • Fortes mensagens.

Contra:

  • Qualidade do ritmo oscila muito;
  • Diálogos expositivos fracos e excesso de flashbacks;
  • Personagens simples demais.

nota final:

7

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Gabriel Marçal
Gabriel Marçal
Outrora um herói curioso e gentil, Gabriel vivia no seu própria ritmo pelas suas própria batidas, sempre com um sorriso no rosto e muito amor pelas coisas que jogava e escrevia. Contava suas histórias e opiniões aos 4 ventos em forma de maravilhosas reviews, porém hoje, é um andarilho perdido e obstinado que vaga pelas nada amistosas terras da vida adulta, tentando se encontrar e encontrar seu lugar no mundo, Gabriel só tem uma missão, ser o gatekeeper que trará a vocês o conhecimento de quais jogos merecem ser jogados.
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Tags: Olympia Soirée

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