Desenvolvedora: Twin Hearts
Publicadora: PQube
Data de lançamento: 2 de setembro, 2021
Preço: R$ 101,95
Formato: Digital/Físico
Análise feita no Nintendo Switch com chave fornecida gentilmente pela PQube.
Um simples RPG de ação misturado com simulação de agricultura, além de fortemente inspirado nos jogos da série Rune Factory da Marvelous e Cat Quest da The Gentlebros. Com visuais bonitinhos e simpático que não foi feito para aproveitar com pressa, Kitaria Fables chega a ser encantador e charmoso pra quem tem tempo a investir nele. Abordaremos mais dele nesta análise!
O Bosque dos 100 Acres
Em Kitaria Fables, nossa história se inicia na Vila Patinhas, uma vila pacata, que todos são amigos, e precisamos fazer coisinhas aqui e ali para que tudo se mantenha em paz. No jogo, vamos ensinar crianças que legumes também são bons, vamos aprender a plantar, conjurar uns feitiços muito maneiros e conversar com animais falantes, iguais a nós mesmos.
Mas nem tudo está calmo no entanto, pois o trabalho de verdade do protagonista Nyan é ser um guarda real, designado para proteger a vila de uma estranha rebeldia dos monstros dos arredores. Parece que a calamidade está voltando, mas não fui eu quem disse isso, ok? Então parte da história também é entender o que está acontecendo. Mas o que faz de Nyan tão especial? Ele é um dos poucos que pode usar magia, visto como algo perigoso, e que era pra ser esquecido.

A vida não tão calma do campo
Bom, falando um pouco mais das mecânicas de jogo, conhecem Rune Factory? Bom, a ideia de Kitaria Fables é a mesma: Temos um RPG de ação com combate em tempo real enquanto mescla com simulador de fazenda — onde aramos o solo, plantamos algumas sementes que a simpática coelha vende, temos de regar todo dia, cuidar das pedras e troncos, vender nossos excedentes da colheita e claro, dormir para acordar cedo, pois faremos muito mais amanhã!
Como somos guerreiros, temos que caçar monstros, cumprir as missões e ir progredindo na história atrás de algumas relíquias mágicas espalhadas por aí. Mas isso é meio difícil, pois a dificuldade dos monstros cresce muito rápido, e sem aviso. Para combate temos nossas magias e equipamentos, podemos dar cambalhota e bater com a espada ou arco e flecha, e é preciso agilidade para desviar dos ataques. Cada inimigo tem seu ritmo de atacar, pode te dar status negativos bem complicados de lidar, ou até buffar aliados.

Coletando itens e materiais
Até aqui tudo bem, parece simples. Mas o detalhe é que os monstros são realmente muito fortes, então você é obrigado a melhorar seus equipamentos o quanto antes, cambalhota (que consome sua estamina que nem o Link [The Legend of Zelda: Breath of the Wild], e não da pra nada) não vai te salvar pra sempre, e os bichos recuperam mais vida do que você consegue tirar. Bom, mas e daí? Ok, vamos começar precisando de dinheiro. Muito dinheiro, tipo, muito dinheiro mesmo. Cada item é sempre um upgrade da sua versão mais fraca, precisamos levá-lo no ferreiro para melhorias junto com mais uma tonelada de itens e moedas.
Esses itens são dropados por monstros e são 30 argilas que o golem dropa pra fazer um item. O golem demora pra morrer, está sempre numa área com outros muitos monstros, e ter que voltar na área 30 vezes, fora o tempo de load sceen, recuperar vida e dormir… não é exatamente rápido ou agradável. Isso pra um dos materiais de um dos itens, imagina fazer isso a cada duas ou 3 missões… Que inclusive não pagam tão bem assim, e monstros não dropam dinheiro, que se torna um problema conforme avançamos na lista de equipamentos.
Tudo fica mais complicado pelos poucos pontos de teleporte, e por não podermos correr. A estamina definitivamente não precisava existir (pelo menos fora de combate), e poxa, quero pelo menos poder teleportar pra minha casa do que pra cidade vizinha né. Isso atrasa demais o jogo e traz um peso e investimento de tempo desagradáveis.
Quanto aos combates, eles acabam se resumindo a bater, rolar, usar magia, repetir. Não temos muitos combos, e costuma não ser viável usar a área ao nosso favor. Fora que quando muitos bichos te visam, precisamos fugir para outra área e voltar para tentar de novo, pois se torna impraticável.
Mas a qualidade técnica do jogo é algo digno. Não temos quedas de fps, a arte é bonita e simpática, o som mesmo que simples não é ruim, e temos até opções de customização bem interessantes. Algo maneiro também é que equipar um item como um chapéu ou armadura realmente aparece no seu sprite, dando esse ar de personalidade bem divertido.

Vamos com calma
Kitaria Fables é um jogo feito para ser apreciado com calma, talvez na frente da TV, ou ouvindo um podcast, ou músicas mesmo. Pois sua atenção é facilmente dividida, sendo muito mais mecânico na maior parte do tempo. E como a trilha sonora não é exatamente memorável, nem muito cativante, não faz falta também.
Mas se você o jogar assim, sabendo o que está acontecendo, o ritmo todo e sabendo que vai sim demorar, acho que você aproveita muito mais e até se torna uma experiência divertida, trazendo uma experiência mista de aventura e um tom levemente bucólico da vida de um trabalhador, que só quer ter dias agradáveis na sua vila, sem te prender a um ou outro o tempo todo, mas sendo ambos necessários.
Prós:
- O jogo pode segui o seu próprio ritmo
- Bonito e simpático, é confortável de jogar
- Animais falantes vestindo roupas
Contras:
- Necessidade de MUITO grind para coletar itens
- Estamina não precisaria existir
- Falta de funções que aceleram a mobilidade
Nota final:
6,8
- Pokémon Horizons: Rising Again — Episódio 122 | Pô, Friede, dava sim pra ter mandado um zap - 21/12/2025
- Pokémon Horizons: Rising Again — Episódio 119 | Skeledirge é ótimo, mas como o Kilowatrell vai carregá-lo nas costas agora? - 30/11/2025
- Pokémon Horizons: Rising Again — Episódio 116 | Nenhuma escola ensina de verdade nessa desgraça de anime? - 09/11/2025
