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Review | Yurukill: The Calumniation Games

Um desafio moral; Yurukill: The Calumniation Games é uma terra de desencantos macabros e resoluções difíceis, apresentada em uma competente narrativa mas com falhas ocasionais.
Lucas Barreto 01/07/2022

Desenvolvedora: IzanagiGames
Publicadora: Nis America
Data de lançamento: 05 de Julho, 2022
Preço: R$ 209,99
Formato: Digital

Análise feita no Nintendo Switch com chave fornecida gentilmente pela NIS America.

São várias as obras que retratam jogos mortais com o intuito de instigar elementos na psique de diferentes personagens. No Japão, o gênero se apresenta em diferentes formas, desde Alice In Borderland até a famosa série de jogos Danganronpa (inclusive, você pode ler nossa review de seus jogos aqui). Yurukill: The Calumniation Games representa mais uma obra nesse estilo; um adventure que provoca discussões morais em um cenário pitoresco. Contudo, é necessário descobrir se aqui há algo que o faz destacar de obras similares.

Uma mistura de gêneros

Uma das primeiras curiosidades que tive ao entrar em contato com o jogo era descobrir como ele iria se apresentar. Estruturalmente, ele é, de fato, uma visual novel/point-and-click clássica, com quebra-cabeças espalhados em um cenário que interagimos ao procurar elementos que se destacam e com um elenco de personagens distintos. Ainda assim, sabia que o jogo também apresentava elementos de Shoot ‘em up, com fases em que controlamos uma nave contra hordas de máquinas inimigas.

O tutorial no entanto, não cessou minhas dúvidas de imediato, mostrando-me os controles mas sem contextualizar o que aquilo representava dentro de uma história de mistério. Ainda por cima, quando começamos o jogo de fato, demoramos algum tempo para finalmente descobrirmos do que essa parte estrutural do jogo se trata, portanto reservarei um tempo para discutir essa questão apenas em uma etapa futura do texto.

Na verdade, Yurukill: The Calumniation Games começa com uma animação que mostra uma embarcação sinistra e lúgrebe se aproximando de uma ilha coberta pela estética de parques de diversão. Ouvimos uma música distorcida de alegrias juvenis, bem como atrações maiores do que o normal, já despertando certo incômodo por parte do jogador. Enfim, passamos a acomapanhar um dos passageiros da embarcação, Sengoku, que na verdade ali encontra-se preso, sem ter ciência de como verdadeiramente foi levado a tal lugar. A partir dos primeiros diálogos que tem com um outro prisioneiro mais distante de si, descobrimos que esse personagem foi preso injustamente por um crime que diz não ter cometido, e que acarretou na morte de vários.

Quando as perguntas somadas já nebulam o caminho, de súbito uma pitoresca personagem aparece, trajada com um traje típico de festivais japoneses. Binko, como se é apresentada, expressa ânimo e empenho em sua performance de anfitriã, acolhendo seus supostos convidados na ilha sinistra de Yurukill. Nesse primeiro momento, descobrimos que existem outros prisioneiros a bordo, com grande parte ainda apelando sua inocência em tribunais.

De acordo com Binko, as figuras escolhidas terão de passar por atrações no parque onde serão desafiados por jogos diversos, e que caso ganhassem a misteriosa instituição por trás de Yurukill providenciariam novas provas que anulariam as penas criadas em corte, tanto para criminosos de fato ou meras vítimas do acaso. Para isso, contudo, os personagens devem escrever testamentos, já que o risco de morte é real na ilha. Enquanto Sengoku pensa em seus dilemas, vemos deslizar para dentro de sua cela um bilhete enigmático, de uma pessoa que clamava estar por trás dos assassinatos que o colocaram por trás das grades.

A introdução do jogo é bem demorada e arrastada, mas nada incomum ao gênero. Na verdade, ele me lembrou logo de cara dos longos capítulos iniciais do romance Battle Royale, com uma introdução súbita em um ambiente estranho mas com diversas páginas para explicar de onde os personagens vieram e as regras do desafio que devem enfrentar. Binko então se retira, afirmando que cada prisioneiro logo seria designado a um par. Sengoku aguarda até se deparar com Rina, uma personagem soturna com os cabelos marcados por uma divisão entre o preto e o escuro, e os olhos marcados pelo fogo incandescente. Após devidas apresentações iniciais, somos levados até a primeira atração do parque, onde conhecemos os outros participantes. Assim, descobrimos que os grupos são formados por prisioneiros e seus carrascos, indivíduos detentores de um dispositivo capaz de dar cabo à vida do prisioneiro correspondente de imediato, mas que a vitória trará a realização de qualquer desejo.

Assim então começa a tenaz e macabra narrativa de Yurukill: The Calumniation Games, com grupos diversos distribídos em variadas atrações comandadas por carrascos e prisioneiros. Eventualmente descobrimos mais ligações entre os participantes, e como as atrações são construídas ao redor dos crimes atribuídos aos prisioneiros, mas todas essas questões acabam caindo no domínio do spoiler, e talvez sejam melhores deixadas de lado no presente texto.

O Componente Moral

Dentro das dinâmicas de gameplay, vemos um se destacar pela integração com a narrativa e a reflexão dos atos dos personagens: a hora do julgamento por parte dos carrascos. O jogo em seu desenrolar apresenta uma mecânica muito comum a visual novels do tipo, com a interação de objetos e a resolução de puzzles pelo contexto de informações fornecidas pelas atrações que passamos.

Os carrascos, contudo, apresentam uma ameaça a todo instante aos prisioneiros devido a sua sede se sangue, em um pensamento simplista de pena de morte. Abro um parênteses; não que os personagens sejam simplistas ou pouco desenvolvidos, refiro-me à pena em si de fato como sendo algo odioso e condenável. Nesse sentido, devemos, a partir dos prisioneiros, defender-nos de acordo com o julgamento subjetivo para provarmos que a condenação à morte não é justa, criando situações de estresse intrigantes e que dão complexidade às relações construídas.

Dentro desse contexto que o elemento shoot’em up aparece: ao término de cada capítulo vêmo-nos em uma simulação mental onde controlamos uma nave para combater os julgamentos pré-concebidos dos carrascos. De modo geral, é uma dinâmica distinta para provarmos que estamos à par da narrativa, com perguntas feitas a partir dos materiais encontrados ao longo das provas e que segue o espírito de objeções de Phoenix Wright: Ace Attorney ou Danganronpa mesmo.

Por fim, então, chegamos ao segundo gênero nessa curiosa mistura. As partes shoot’em up são simples, no geral: devemos responder a algumas perguntas sobre o mistério para decidirmos o total de vidas que teremos por tentativa. Em seguida, vemos a nave em cenários genéricos, com hordas simples que, uma vez derrotadas, fornecem melhorias à nave. Existe aqui um sistema de upgrade por pontos e tudo o mais mas nada muito extravagante, realmente residindo no campo do comum. Ao fim de cada etapa da “invasão mental”, encontramos um boss que representa a mente do executor, que uma vez derrotado nos permite instigar um argumento de defesa, fazendo o executor vacilar e ceder em sua sede por sangue.

Infelizmente não há muito mais a se dizer do modo. Apesar de divertido, essa inclusão se mostra um pouco forçada, sem um real propósito narrativo. As seções distoam muito do restante do estilo do título, e é perceptível como a inclusão foi apenas uma ferramenta para se encher o jogo para além da visual novel. É uma pena porque talvez isso poderia funcionar melhor dependendo dos cenários e do visual das hordas, mas em suma o modo não se mostra muito cativante.

Uma possível conclusão

Com todos os pontos levantados, acho difícil julgar a obra em sua totalidade e acabar não sendo injusto com ela. A parte narrativa de Yurukill: The Calumniation Games é realmente interessante, mesmo sendo pertencente a um gênero batido e difícil de se criar surpresas, sendo capaz de criar uma estrutura sólida e cativante.

Os puzzles são básicos porém bem feitos, relacionando o cenário com a psique dos personagens e envolvendo pistas com quebra-cabeças curiosos. O visual agrada bastante e a dublagem é bastante competente, apesar de desgastante nos momentos de explicação, quando os personagens não tomam fôlego para as sequências de “lore dump”. E por fim, mesmo com um shoot’em up deslocado, acredito que as seções podem agradar nos momentos de desgaste da leitura.

É uma visual novel/point-and-click interessante e curioso, sendo capaz de agradar um público grande. Ainda assim, recomendo fortemente que se jogue a Demo disponível na eshop antes, apenas para ser possível uma contextualização maior do que se é possível esperar da obra.

Prós

  • Estilo visual interessante;
  • Uma ótima construção de tensão;
  • Bons puzzles espalhados ao longo dos desafios.

Contras

  • Seções de shoot’em up praticamente descartáveis;
  • Excesso de explicações causa desgaste narrativo.

Nota:

8

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Lucas Barreto
Lucas Barreto
Nintendista e escritor nas horas vagas. Estudante de Letras e fã de visual novel e jogos calminhos.
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Tags: NIS America

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