Review | Psikyo Shooting Stars Alpha

Review | Psikyo Shooting Stars Alpha

21/01/2020 0 Por

Desenvolvedora: Psikyo
Publicadora: NIS America
Gênero: Shoot ‘em up, Arcade, Coletânea
Data de lançamento: 21 de Janeiro, 2020
Preço: R$39,99
Formato: Digital/Físico

Psikyo Shooting Stars Alpha é uma coletânea com seis clássicos shoot ‘em up de arcades feitos pela desenvolvedora japonesa Psikyo e publicado pela NIS America na América do Norte e Europa. O pacote oferece STRIKERS 1945, STRIKERS 1945 II, STRIKERS III, SOL DIVIDE, Dragon Blaze e ZERO GUNNER 2. No entanto, você pode comprá-los separadamente na eShop.

Bem, a análise que farei será um pouco diferente das anteriores. Como tive que jogar seis títulos, falar bastante deles em uma só review deixaria a leitura longa e tediosa. Por isso, irei resumir minha experiência com os jogos e falar brevemente de cada um, logo após avaliarei como um conjunto e não individualmente. Vamos começar!

Trilogia STRIKERS 1945


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Strikers 1945 é uma trilogia de shoot ‘em up vertical com seu primeiro jogo lançado em 1995 para os arcades, depois ganhando ports para consoles. O jogo se passa após a Segunda Guerra Mundial, onde uma misteriosa organização chamada CANY surgi com intenção de conquistar o mundo usando super-armas nunca antes vistas. Você controla um time de militares chamados Strikers, que foram escolhidos para eliminar o problema.

Escolha um de seis aviões disponíveis na tela de seleção, juntamente com o nível de dificuldade que vai de “macaco” ao very hard. Cada avião além de designs diferenciados possuem características próprias em sua jogabilidade. Um exemplo: cada avião pode usar até duas bombas, que praticamente limpam o campo mais rapidamente na após o usa, mas o P-38 faz um “do a barrel roll” e solta uma bomba limpando cerca de 80-90% do cenário. Já o P-51 chama três grandes aviões que passam pela tela soltando bombas. Há animações e efeitos diferentes para o resto dos aviões também, mas não irei me delongar nessa parte.

A gameplay é sem mistério algum, passe pela fase atirando, pegando power-ups e limpando o campo ao mesmo tempo que desviar de tiros do lado inimigo. No final, lute com um boss robô gigante ou uma super-aeronave e passe para a próxima fase. Como se trata de um jogo arcade, não espere uma pausa na seleção de fases, aqui é direto até zerar. No entanto, o jogo generosamente te oferece três vidas e dois continues após o Game Over para que possa se redimir.

Strikers 1945 II, lançado em 1997, segue o mesmo estilo do primeiro jogo. Escolha um dos seies aviões (desta vez com nomes mais legais) e atravesse o campo de guerra aéreo. Desta vez, após os Strikers derrotar as forças do CANY, uma facção chamada FGR agora possui a tecnologia CANY e planeja iniciar uma guerra global com uma enorme tecnologia mecha. Agora cabe aos Strikers cuidar disso.

Assim como no primeiro jogo, a jogabilidade vertical é a mesma e as mecânicas também permanecem. O diferencial é o plot do jogo e os cenários diferenciados. A seleção de dificuldade está intacta, permitindo até você que nunca encostou num jogo neste estilo aprender o básico na dificuldade “macaco”.

Agora vamos ao terceiro e último jogo da série de aviões de caça. Lançado em 1999, Strikers 1945 III tem seus eventos que ocorrem em 1954, anos após os acontecimentos dos dois primeiros jogos. Aqui temos algo mais puxado pro Sci-fi, onde um bando de extraterrestres de robôs microscópicos invadem a terra se infiltrando nas bases militares de todos os países. E mais uma vez, cabe aos Strikers resolverem tudo.

Desta vez, temos não só o número de nível de dificuldade reduzido – tirando a dificuldade “macaco” – como também agora só podemos escolher um de cinco caças ao em vez de seis como nos anteriores. A jogabilidade, bem como as mecânicas são as mesmas, apenas mudando os acontecimentos do jogo, cenários e os chefes.

SOL DIVIDE


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Lançado em 1996, Sol Divide é um shoot ‘em up de visão lateral que se passa em um mundo fantasioso e medieval. Na trama, o exército de Satanás invade o reino de Miltia a procura de tesouros chamados pedras Seirei. Vorg, um cavaleiro sagrado de Miltia, que estava retornando à trabalho, correu imediatamente para Miltia apenas para saber que seu reino já estava destruído.

Sete anos depois, uma sombra entrou no castelo de Silverna, aquela sombra era o Satanás. Vorg vai ao castelo de com seu Helos. Satanás possui a Sol Divide, que é o par de heilos e, a partir deste encontro começa o conto de magia, espada e vingança!

Bem, de longe foi o meu favorito. Uma mistura de dark fantasy com uma trama bem trabalhada para dar motivo de você prosseguir em vez de ficar só brincando na tela, apesar de se tratar de um jogo arcade. Este é ainda melhor que Strikers 1945 na minha opinião, pois este possui mecânicas interessantes onde alem de atirar, os power-ups aqui fornecem magias que dão efeitos diversos no campo de batalha. Há nove slots de magias que você vai coletando pela fase após destruir os inimigos. Use rajadas de fogo e trovão, pare o tempo, congele os inimigos e por ai vai – mais claro, você acaba consumindo mana para isso.

Os elementos de RPG presentes no jogo também é um ponto que me ganhou. Em Strikers 1945 eu não tinha acesso a uma barra de vidas, em Sol Divide há o tiro tradicional com elementos básicos de RPG que dão sentido ao jogo. Escolha três personagens entre um demônio, um cavaleiro sagrado e um mago, cada um com um estilo minimamente diferenciado de se jogar. A dificuldade é selecionável aqui e você pode começar no fácil sem se sentir incapaz de prosseguir. Os bosses são feras misticas para combinar bem com o estilo do jogo. Sinceramente adorei!

Dragon Blaze


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Dragon Blaze, jogo lançado em 2000 para os arcades, segue o estilo de visão tradicional de um shoot ‘em up ao contrário de Sol Divide que você joga na lateral. Este tem algumas semelhanças com Strikers 1945, obviamente do jeito de se jogar. Ele de todos trás um visual estilo anime, mas se passando em uma era medieval com dragões, cavaleiros e tudo mais. O jogo também possui uma narrativa mais intensa, mesmo sendo um jogo que você só está afim de fechar em uma horinha ou menos, mas este não tenho intenção de contar pois não sei como resumiria uma sinopse tão grande de um jeito que vocês entenderiam.

Engraçado como sinto que este parece ser feito na mesma base de Strikers 1945, há até o “macaco” no modo de seleção de dificuldades, bem como o leyout de comandos e interface para consultar a pontuação e número de vidas. No entando, ainda acho este mais interessante que Strikers 1945, posso dizer que não me dou bem com jogos de guerra e sci-fi, este estilo mais anime com personagens montados em dragões são bem mais convincentes.

No mais a gameplay não se diferencia tanto de Strikers 1945, aliás, é um clone do mesmo né. Mas aqui temos elementos e ambientação diferenciada. Não há muito o que falar, ele é basicamente um clone de Strikers 1945 na jogabilidade, mas com visuais e ambientação estilo anime.

ZERO GUNNER 2


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Zero Gunner 2 está incluído em um pacote que por motivos óbvios deveria está acompanhado de seu primeiro jogo, mais para deixar um acabamento melhor para uma coletânea.

Lançado em 2001 para os arcades e Dreamcast, este é um shooter 3D futurista que se passa em um conglomerado asiático conhecido como Igem, que desenvolve uma fonte de energia capaz de desenvolver uma série de máquinas inovadoras. Isso leva à produção de uma máquina chamada ONI, que foi criada inteiramente com o objetivo de dominar o mundo. Uma vez ativado o ONI, os países do mundo sofrem e a milícia secreta de Igem entra em ação para destruir qualquer oposição. É aqui que o esquadrão Zero Gunner é acionado para parar Igem e destruir a ONI.

Este apesar de ser um jogo que faz jus ao ano que lançou, com gráficos belíssimos mesmo se tratando de um jogo de 2001, este de todos foi o que menos gostei. Ele mantém sua natureza de shoot ‘em up onde aqui você escolhe entre helicópteros para começar sua aventura. Você se vê em um cenário 3D com várias aeronaves e embarcações vindo de todos os cantos da tela atirando em você. Por causa disso, a movimentação livre pela tela permite desviar das ameaças e contra-atacar com tiros e torpedos.

A questão aqui é que no jogo você controla também a direção da sua máquina onde ao mesmo tempo irá destinar os tiros. Em vez de usarem alguma técnica de controle de câmera, aqui você precisa apertar o botão A para girar sua máquina para o lugar onde quer atirar. O problema é a atenção extra na hora de prestar atenção na bagunça na tela e ao mesmo tempo gerenciar seu helicóptero. Totalmente quebrado, mas não impossível se estiver nas dificuldades mais baixas.

A coletânea como um todo

Psikyo Shooting Stars Alpha traz uma quantidade modesta de jogos de shoot ‘em up que oferecem experiências satisfatórias. Você não tem ports largados em um pacote me mídia física só para arrecadar grana com o volume. Há todo um cuidado na interface de usuário com uma apresentação bacana no menu de seleção de jogos e opções variadas que podem ser acessadas durante a jogabilidade para conveniência do jogador. Além disso, quero destacar que você pode aproveitar do formato da tela do Nintendo Switch para virá-la na vertical e ter uma experiência quase como se estivesse num arcade.

No entanto, acho que colocar a trilogia Strikers 1945 foi uma escolha infeliz se estivesse limitado a apenas seis títulos por pacote. O fato de Zero Gunner 1 também não estar na coletânea tirou parte da graça de se ter uma coletânea com uma trilogia completa mas um jogo solto sem sua sequencia ou antecessor. No mais, Psikyo Shooting Stars Alpha é uma coletânea digna do legado da Psikyo, embora o próximo pacote ainda saia no mês que vêm.

Avaliação: 7

Cópia para análise disponibilizada gentilmente pela NIS America