- Review | Yoshi and the Mysterious Book - 31/05/2026
- Review | Constance - 01/05/2026
- Review | PRAGMATA - 25/04/2026
Desenvolvedora: Good-Feel
Publicadora: Nintendo
Gênero: Plataforma 2D | Aventura
Data de lançamento: 21 de maio, 2026
Preço: R$ 329,90
Formato: Físico/Digital
Plataformas: Nintendo Switch 2
Análise feita no Nintendo Switch 2 com cópia fornecida gentilmente pela Nintendo.
Revisão: Manuela Feitosa
Toda vez que um jogo novo do fofíssimo dinossauro Yoshi é lançado, saltam à vista duas coisas: o visual lindíssimo e a dificuldade amistosa de seu gameplay.
Tudo isso torna os títulos do mascote do mundo de Super Mario uma excelente porta de entrada para os jogadores mais novinhos. Nesse sentido, posso dizer que Yoshi and the Mysterious Book não foge à regra, na medida que mantém a fofura de sempre. Porém, a mais nova aventura apresenta desafios – para aqueles que o procuram – e um pomposo e rico conteúdo.
A aventura começa

A história se inicia com Bowser Jr (vejam só) aprontando. O pequeno está à procura de informações de uma criatura mítica conhecida como Engimave. Para isso, rouba um livro numa biblioteca antiga que contém informações sobre ela. No caminho de volta ao castelo de Bowser, ao passar pela ilha dos Yoshis, algo acontece e ele é sugado para dentro do livro misterioso. Os Yoshis, é claro, acham o livro mágico, que se apresenta como o Professor Nabucodonosor Igma.
Sem ter muita noção de seu conteúdo, o professor N. Igma pede ajuda aos pequenos dinossauros para desvendar os enigmas, em forma de desafios diversos, que nos permitem catalogar as criaturas presentes em suas páginas. E aí é que a aventura começa! A princípio, temos que explorar seis mundos, cada qual apresenta um bioma ou habitat que contém criaturas das mais diversas. Cada fase desbravada representa a catalogação de uma criatura nova nas páginas do professor N. Igma.
Coletando informações das espécies

Toda a história se passa dentro das páginas do livro. A progressão é lateral, como nos clássicos jogos de plataforma 2D. Porém, as fases seguem uma estrutura não linear de exploração. Em suma, temos que passar por desafios (puzzles) diversos e coletar o máximo de informação possível sobre as espécies que estamos investigando. Cada desafio concluído nos valem estrelas que irão servir para desbloquear os outros mundos do jogo. No processo, a informação é transcrita na tela, como uma anotação de rodapé.
Só nesses mundos iniciais temos quase quarenta espécies para catalogar. Cada espécie representa uma fase a ser desbravada. E em todas elas esses desafios se renovam e, quase não se repetem. Entre os diversos objetivos, apenas um é fixo e se repete em cada fase: a busca pelas flores. A busca por elas, por sinal, só nos dá retorno ao final da história principal. Mesmo assim, os desafios que temos que enfrentar para encontrá-las se diferem em cada fase.
Essa capacidade de reinvenção, de trazer uma mecânica nova a todo instante, nos dá a impressão de jogar um título novo a cada fase. Num momento estamos explorando os céus nas costas de uma ave misteriosa; integrando um grande recital; pescando criaturas marítimas; surfando e fazendo manobras radicais; controlando um javali “britadeira”. Porém, no geral, o objetivo segue sendo o mesmo até o fim do jogo: catalogar uma criatura desconhecida. Nesse sentido, Yoshi and the Mysterious Book é um jogo para ser experienciado aos poucos, até para poder evitar a sensação de repetição mesmo com as fases sendo tão inventivas.
Visual incrível

O visual do jogo é incrível! Dentro das páginas do professor N. Igma, tudo flui maravilhosamente bem. Cada mundo apresenta biomas diferentes, com um visual colorido e maravilhosamente bem detalhado. Tudo nos leva a crer estarmos explorando, de fato, as páginas de um livro. Os personagens tem um visual estilizado que parece ficar entre o rascunho e a arte final. A movimentação tenta emular a sensação – se é que isso é possível – de estarmos dentro de um livro. As criaturas dropam, propositalmente, frame. E tudo funciona tão bem. É um dos títulos mais charmosos que já joguei.

Cada fase é única e não nos causa aquela chata sensação de repetição. Porém, jogando no modo portátil, há uma ligeira queda na definição, deixando o visual um pouco embaçado. Mas, nada que comprometa! Dessa parte técnica a única coisa que poderia ter sido melhor trabalhada são as composições. Não há nada muito marcante ou que nos faça associar a melodia tocada ao jogo em questão. Da mesma forma, alguns efeitos sonoros, como o gritinho que Yoshi fica soltando quando está dando o pulo estendido, é irritante.
Mecânicas simples

Quando a gente inicia o jogo, tem um leque enorme de “Yoshis” – das mais diferentes cores – para escolhermos e explorarmos as fases. No entanto, a variação é apenas visual e não interfere no gameplay. As mecânicas, na verdade, são, propositalmente, simples. O Yoshi pula, pode servir de montaria às criaturas e dá a sua manjada linguada, em que engole os inimigos e os converte em ovos que podem ser lançados. No entanto, em cada espécie, essas mesmas mecânicas podem apresentar um resultado diferente. Isso instiga no jogador a curiosidade, quase que inata, de experimentar os diferentes resultados assim que inicia uma nova fase.
A história principal termina de forma muito abrupta e só, de fato, se encerra no final do pós-jogo. Aqui fica o aviso: há uma infinidade de coisas para fazer. Assim, Yoshi and the Mysterious Book não é um jogo de progressão rápida. Se o seu foco for só fechar a campanha principal, separe de dez a quinze horas de jogo. Agora, se quiser fazer absolutamente tudo que o título propõe, se prepare para dedicar muito mais horas. Fazer 100% de todas as fases é algo extremamente desafiador, principalmente nos dois mundos finais.
Amigável, desafiador, lindo e divertido
Yoshi and the Mysterious Book é o primeiro jogo da franquia localizado para o nosso idioma, o que já é um atrativo à parte. O título não é extremamente pretensioso e acredito que nenhum dos jogos anteriores foram. Ele entrega exatamente o que propõe. É amigável, se é isso que você quer. Desafiador, se você espremer tudo que tem a oferecer. Longo, se quiser valer o seu dinheiro num hobby caro, como videogame. Porém, acima de tudo, é lindo, divertido, fofo e se reinventa a todo instante.
Prós:
- Visual lindíssimo;
- Quebra-cabeças simples e divertidos;
- Desafio para quem procura;
- Muito conteúdo.
Contras:
- História termina de forma abrupta;
- Melodias pouco marcantes;
- Sensação de repetição nos objetivos.
Nota
8,5
