30 anos de Fire Emblem: Acompanhe a trajetória da série

30 anos de Fire Emblem: Acompanhe a trajetória da série

20/04/2020 0 Por

Em 20 de abril de 1990 no Japão era lançado para o Family Computer Fire Emblem: Shadow Dragon & the Blade of Light, um RPG de estratégia desenvolvido pela Intelligent Systems que iniciou a trajetória de uma franquia que hoje possui uma fanbase sólida, apesar de ter passado por altos e baixos ao decorrer do caminho. Hoje, Fire Emblem é considerado um dos pilares da Nintendo colecionando grandes sucessos comerciais como Fire Emblem: Awakening, a dupla Fire Emblem Fates: Birthright e Conquest, o jogo de smartphones Fire Emblem Heroes, e o recente Fire Emblem: Three Houses.

Embora tenha conseguido entrar no mainstream, a Intelligent Systems teve que passar por uma grande pressão para conseguir estar à sua atual forma com sua querida IP. Para entender melhor sua trajetória, iremos citar todos os seus lançamentos nos últimos trinta anos, desde sua primeira década restrita ao Japão, a sua chegada ao ocidente, até os dias atuais com direto a spin-off feito em parceria com a Atlus.

Fire Emblem: Shadow Dragon & the Blade of Light (1990)

Primeiro jogo da série lançado somente no Japão para o Famicom e protagonizado por Marth, que segue sua jornada para reconquistar o trono que lhe foi tomado pelo perverso feiticeiro Gharnef e seu mestre Medeus. Este pode se dizer o pioneiro do gênero SRPG, onde você move unidades em um campo dividido em grades até chegar no inimigo para a batalha. O jogo combina elementos de estratégia de uma outra franquia da IS nascida também no Famicom, o Famicom Wars, e traz uma jogabilidade única onde se uma unidade sua é morta em batalha ela nunca mais volta, fazendo os jogadores pensar várias vezes antes de movimentar sua unidade para alguma ação.

Fire Emblem: Shadow Dragon & the Blade of Light não teve um grande sucesso comercialmente, mas juntou uma fanbase fiel para manter a franquia viva, talvez sua recepção morna tenha sido o motivo de Fire Emblem permanecer por uma década no oriente antes de chegar ao ocidente. Por sorte, o jogo ganhou um remake para o Nintendo DS em 2008 chamado Fire Emblem: Shadow Dragon.

Fire Emblem Gaiden (1992)

Fire Emblem Gaiden, lançado em 1992 também para o Famicom, se passa no mesmo mundo de Fire Emblem: Shadow Dragon & the Blade of Light onde os protagonistas da vez Alm e Celica juram trazer a paz nos dois reinos em guerra. Não houve mudanças bruscas na jogabilidade em relação ao seu antecessor, mas tivemos alguns elementos interessantes como um World Map navegável.

Lembrou dos nomes Alm e Celica? Este jogo é a versão original do remake lançado em 2017 para o Nintendo 3DS, Fire Emblem Echoes: Shadows of Valentia, mas vamos falar dele quando chegar sua vez.

Fire Emblem: Mystery of the Emblem (1994)

Este pode se dizer ser um remake do primeiro jogo de Famicom, Fire Emblem: Mystery of the Emblem traz novamente as aventuras de Marth no Super Famicom, mas algumas adições inéditas como uma continuação para a historia principal do jogo. Esta versão em específico ganhou um remake em 2010 para o Nintendo DS chamado Fire Emblem: New Mystery of the Emblem, que infelizmente assim como este ficou limitado somente ao Japão.

Fire Emblem: Genealogy of the Holy War (1996)

Este título inédito do Super Famicom trouxe recursos que por muito tempo esteve estabelecido na franquia principal até a chegada de Fire Emblem: Three Houses em 2019. O sistema de triângulo introduzido em Genealogy of the Holy War era um esquema de ‘pedra-papel-tesoura’ que dava vantagens e fraquezas entre as unidades: Espada ganha de Machado, que por sua vez ganha de lança, que por sua vez ganha de Espada. Além disso, o jogo também introduziu o famoso sistema de suporte, que foi sendo aprimorado com o passar do tempo.

Fire Emblem: Genealogy of the Holy War traz uma trama dividida em duas partes, sendo a primeira protagonizado pelo príncipe Sigurd e, mais tarde no timeskip, seu filho Siliph assumindo o papel de protagonista. O título é um dos favoritos dos fãs.

Fire Emblem: Thracia 776 (1999)

Spin-off de Fire Emblem: Genealogy of the Holy War, Thracia 776 foi o último jogo da série para o Super Famicom. O jogo traz uma trama em grande escopo contando a história de Lief e sua luta contra o império Grannvale. O jogo introduz o sistema de fadiga no qual as unidades perdem energia a cada ação realizada. O jogo também é conhecido pela sua alta dificuldade.

Fire Emblem: Thracia 776 foi um dos títulos mais aclamados pela crítica, embora as vendas não correspondesse a isso. O jogo foi lançado originalmente como parte do serviço de assinatura Nintendo Power, onde os jogadores ganhavam um cartucho e baixavam a ROM em varejistas selecionadas. Um ano depois, o jogo recebeu um lançamento tradicional.

Fire Emblem: The Binding Blade (2002)

Este deu início a série nos portáteis da Nintendo. Fire Emblem: The Binding Blade conta a história do jovem Roy, um nobre de uma pequena nação que lidera um exército crescente contra as forças do rei Zaphiel, que gradualmente esta tomando posse do continente fictício de Elibe. O jogo segue as mesmas mecânicas implementadas em títulos anteriores.

The Binding Blade possui algumas curiosidades envolvendo o personagem Roy e o jogo em si. Assim como todos que citei até agora, Fire Emblem: The Binding Blade está disponível somente no Japão, embora o personagem Roy tenha aparecido como personagem secreto em Super Smash Bros. Melee de GameCube. Inclusive, sua adição no jogo de luta/party da Nintendo fez aumentar a popularidade da franquia no Ocidente fazendo com que pela primeira vez um jogo de Fire Emblem fosse lançado fora do Japão em seu próximo título.

Além disso, Fire Emblem: The Binding Blade era para ser originalmente um jogo de Nintendo 64 (Fire Emblem: Maiden of Darkness), que por conta disso acabou sendo o único console de mesa da Nintendo sem um título de Fire Emblem para chamar de seu.

Fire Emblem (2003)

Este foi o primeiro título a chegar ao Ocidente após dez anos da franquia devido à boa recepção dos personagens Roy e Marth em Super Smash Bros. Melee. Por sua estreia fora do Japão, a Nintendo optou em não por um subtítulo no jogo, mas no Japão ele se chama Fire Emblem: Rekka no ken (Fire Emblem: The Blazing Blade).

O jogo segue a história dos lords Eliwood, Lyn e Hector, que se aventuram em busca do pai de Eliwood e, posteriormente, impedir uma conspiração que ameaça a estabilidade do continente de Elibe.

Fire Emblem: The Sacred Stones (2004)

Terceiro e último titulo para o GameBoy Advance, Fire Emblem: The Sacred Stones aposta em uma narrativa complexa envolvendo assuntos políticos. Você irá controlar os irmãos Eirika e Ephraim em volta de cinco nações, cada uma com uma pedra mágica usada para manter um demônio selado aprisionado. Os irmãos seguem a campanha lutando contra o império e desvendar o mistério das pedras mágicas. Este também seguiu seu lançamento ocidental após o primeiro título em 2003.

Fire Emblem: Path of Radiance (2005)

Aqui temos o retorno de Fire Emblem nos consoles de mesa da Nintendo. Ele usufrui do poder do GameCube e investe em gráficos tridimensionais. Fire Emblem: Path of Radiance não possui quaisquer relação com os títulos anteriores e, em quesito novidades, além de gráficos modernos para a época ele adiciona algumas novas classes como os Laguz, que podem se transformar em animais durante a batalha.

O jogo segue a historia de Ike, um mercenário que acaba envolvido em conflitos entre as nações Daein e Crimea. Ike, juntamente com a princesa de Crimea Elincia, viajam pelo continente para derrotar Daein e restaurar a realeza de Crimea.

Fire Emblem: Radiant Dawn (2007)

Sequência direta de Fire Emblem: Path of Radiance lançado exclusivamente para o Wii. Aqui temos o retorno de Ike, embora o protagonismo fique nas mãos de Micaiah, que ao lado de Nolan, Edward, Leonardo e Sothe, lutam para liberar o reino de Daein do comando abusivo de Begnion e levar o príncipe Pelleas à capital para se tornar rei. A campanha é divida em duas partes que mostram diferentes prospectivas da trama.

Fire Emblem: Shadow Dragon (2008)

Retornando aos portáteis, temos algum um remake direto do classico de Famicom Fire Emblem: Shadow Dragon & the Blade of Light. Esta é inclusive a primeira vez que os fãs ocidentais têm acesso a história do primeiro jogo e podem conhecer mais sobre o infame herói Marth. Apesar do upgrade gráfico respeitando as limitações do Nintendo DS e da adição das mecânicas após o lançamento original, no fim Shadow Dragon não caiu tanto assim na boca dos fãs ocidentais.

Fire Emblem: New Mystery of the Emblem (2010)

Este é outro remake, desta vez de Fire Emblem: Mystery of the Emblem do Super Famicom, que por sua vez já era um remake do jogo de Famicom com algumas adições na história. Após diversos lançamentos em sequência no Ocidente, New Mystery of the Emblem permaneceu somente no Japão. O jogo trouxe pela primeira vez um modo Casual que traria de volta as unidades mortes no fim da partida, um padrão que se estabeleceu nos jogos posteriores.

Fire Emblem: Awakening (2012)

Considerado o salvador da franquia, Fire Emblem: Awakening assumiu uma grande responsabilidade de tirar a franquia de um possível limbo após a franquia ter caído de popularidade e vendas. A Intelligent System abusou trazendo tudo que deu certo no passado, colocou alguns novos elementos, bem como deu uma repaginada no design de personagens deixando-os mais aos estilos de animes atuais com bastante carisma.

O resultado foi um jogo extremamente aclamado pela crítica, além de se tornar o título mais vendido da franquia com mais de 3 milhões de unidades no mundo inteiro. Fire Emblem: Awakening ainda assim não é o favorito de toda a fanbase, mas é inegável a importância do título para a franquia e para sua desenvolvedora.

Fire Emblem Fates: Birthright & Fire Emblem Fates: Conquest (2015)

A dupla Fire Emblem Fates: Birthright e Conquest mostra que a Intelligent Systems realmente fez o dever de casa nos entregando outro sucesso de critica e vendas. Aqui você vive na pele de Corrin, que pode ser tanto homem quanto mulher. Cada jogo se passa em um reino diferente no mesmo continente e que estão em conflitos.

Também temos a expansão Fire Emblem Fates: Revelations, que é uma terceira parte do jogo que só pode ser acessada terminando Birthright e Conquest. Revelations traz a experiência definitiva de Fire Emblem Fates revelando informações essenciais da narrativa geral dos três jogos.

Tokyo Mirage Sessions #FE (2015)

Apesar do Wii U não ter recebido um título tradicional de Fire Emblem, o mesmo foi agraciado com um spin-off da série envolvendo Shin Megami Tensei da Atlus. Tokyo Mirage Sessions #FE conta a historia de Itsuki e Tsubasa na indústria de entretenimento japonês, ao mesmo tempo que precisam enfrentar entidades malignas chamadas Mirages.

Você lutará ao lado de Migares aliados representados por personagens de Fire Emblem em um RPG colorido baseado em turnos cheio de estilo. Apesar de não ter atendido às expectativas dos fãs de Fire Emblem e Shin Megami Tensei, Tokyo Mirage Sessions #FE ainda consegue divertir e inovar.

Fire Emblem Heroes (2017)

2017 foi o ano de Fire Emblem. A Intelligent Systems apostou pela primeira vez em título mobile da sua já aclamada franquia e trouxe um jogo de estratégia com mecânicas básicas da série mesclando o popular sistema de gacha em um universo cheio de heróis de todos títulos.

Fire Emblem Heroes atualmente é o título mais rentável da Nintendo para dispositivos móveis, e segue fortemente levantando receita para a Nintendo ano após ano. Para quem quer se aventurar na franquia, este pode ser a porta de entrada.

Fire Emblem Echoes: Shadows of Valentia (2017)

Remake do até então esquecido Fire Emblem Gaiden do Famicom. Fire Emblem Echoes: Shadows of Valentia cortou algumas features já estabelecidas em jogos anteriores, mas trouxe algumas novidades como exploração de dungeons e o sistema de Rewind, onde você pode rebobinar algumas algumas jogadas tirando a necessidade de salvar e religar o jogo quando alguma jogada acabava dando errado.

Infelizmente Fire Emblem Echoes saiu num período onde o Nintendo 3DS começou a perder espaço para o Nintendo Switch, o que resultou em vendas abaixo comparado a seus dois últimos antecessores. Este também é o ultimo jogo mainline do portátil.

Fire Emblem Warriors (2017)

Em parceira com a Koei Tecmo, a Nintendo lançou ainda em 2017 o inusitado musou de Fire Emblem, com Fire Emblem Warriors para o Nintendo Switch e Nintendo 3DS.

O jogo foge da jogabilidade tradicional assim como Tokyo Mirage Sessions #FE, mas este com 100% do elenco de Fire Emblem em um jogo de ação similiares aos musous da Koei como Dysnasty Warriors e Warriors Orochi. Em Fire Emblem Warriors você encontrará personagens de Fire Emblem: Awakening, Fire Emblem Fates, FireEmblem: Shadow Dragon, Fire Emblem Echoes, entre outros.

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Fire Emblem: Three Houses (2019)

Atual título mainline e sem ligação qualquer com outros jogos da franquia, Fire Emblem: Three Houses agradou a crítica , a grande massa de fãs de longa data e os mais casuais, bem como pode assumir o posto de jogo mais vendido da franquia eventualmente.

No jogo você assumi o personagem Byleth, que também pode ser homem ou mulher. Byleth diferente dos protagonistas que você já viu anteriormente é um professor que deve ensinar um das três casas na Academia de Oficiais. Você ficará encarregado de preparar seus alunos para o campo de batalha, ao mesmo tempo que começa a descobrir mistérios sobre si próprio.

Fire Emblem: Three Houses manteve grande parte dos elementos implementados anteriormente, mas tirou o já padronizado esquema de triângulos para tornar o combate mais lógico e realista. Este também tem o melhor sistema de suporte de toda franquia.

Tokyo Mirage Sessions #FE Encore

Port do spin-off lançando originalmente para o Wii U em 2015, Tokyo Mirage Sessions #FE Encore é a experiência definitiva para quem não teve a oportunidade de joga-lo no Wii U, apesar de que suas adições não é um chamariz para quem já jogou no passado.

Embora tenha se envolvido em controvérsias envolvendo censura, isso numa plataforma onde a Nintendo esta menos rígida com relação a isso, o jogo ainda assim continua sendo um ótimo RPG com combate em turnos cheio de charme e carisma.