[Review] Knightin’+

[Review] Knightin’+

29/06/2020 0 Por Diiiih

Knightin’+
Desenvolvedora: Undefined
Publicadora: Ratalaika Games
Gênero: Ação, Aventura, Arcade, RPG
Data de lançamento: 21 de fevereiro, 2020
Preço: US $ 5.99
Formato: Digital

Confira a versão em vídeo


Knightin’+ é um jogo publicado pela Ratalaika Games. Seu estilo de gameplay segue o gênero RPG de Ação com toques de Rogue Like, e a primeira vista, o jogo parece ser só mais um dos tantos indies do gênero, mas, será que é isso mesmo? Vamos descobrir!

A História

Bom, a história, o jogo não tem bem uma história, você é apenas um cavalheiro vagando por dungeons resolvendo puzzles e vencendo desafios. Mas isso faz parte da história, já que no início do jogo, de uma forma muito bem humorada, é dito que: “Era uma vez, um cavalheiro que… Ah, você não quer saber disso, quer mais é jogar, então, vai pra dungeon”.

Sério, isso é hilário e eu já dei uma boa risada quando vi essa introdução do jogo. Isso nos faz ver que além do jogo em si ter seus méritos em questões de gameplay e tal, ele também foi escrito com um bom senso de humor, satirizando muitos e muitos jogos do gênero. A mim convenceu, e a piada foi boa!

E o jogo todo é assim, tipo o boss final é chamado de “um cavalheiro das trevas qualquer”. Tipo, o game está jogando na sua cara que não está nem aí para o roteiro e para os personagens, e isso tudo é muito divertido!

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O Mapa

E daí, logo após essa breve, “introdução”, entre aspas, você é apresentado a um charmoso mapa do mundo onde é mostrado as quatro áreas que você deverá explorar durante o jogo, porém, apesar de todos os locais estarem listados, você deverá seguir em ordem cronológica, terminando uma dungeon para que a próxima seja desbloqueada.

E essa parte em que você escolhe a missão, ainda mostra um breve sumário do que tem disponível na dungeon, tipo, quantos itens, quantos baús, e afins, e o quanto desses objetos você já conseguiu alcançar, e assim, você poderá se guiar e saber se já concluiu 100% a dungeon, ou se deverá retornar para explorar mais e conseguir tudo o que tem direito em cada missão.

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As Dungeons

Quando você adentra uma dungeon, você começará a sentir diversas semelhanças com outros jogos, que, apesar de eu não ter visto nada sobre oficialmente, pra mim fica bem claro que os desenvolvedores se influenciaram bastante em jogos como The Legend of Zelda e outros indies também, como The Binding of Isaac. Sim!

Dentro das dungeons, você verá que elas são compostas por diversos andares de 12 salas cada, com a visão em top down, lembrando bastante mesmo os jogos citados anteriormente. Mas diferente de The Binding of Isaac por exemplo, aqui as dungeons não são geradas de forma procedural, e o desenho e configuração das mesmas será sempre o mesmo.

Aqui, cada sala é representada por uma tela, e a dungeon vai correndo tela a tela. No geral, parece mais ou menos um labirinto, com diversos enigmas que deverão ser resolvidos numa sala para desbloquear o caminho em outra por exemplo.

Um tipo de enigma bastante recorrente durante o jogo é que você deverá prestar atenção em alguns símbolos desenhados no chão de diversas salas, percebendo que esses mostram um padrão. E aí, quando chegar na sala em questão com o puzzle, você deverá acender símbolos na mesma ordem e posição dos desenhos vistos no chão nas salas prévias.

Uma outra coisa a ser destacada é que as dungeons começam de certa forma mais simples de serem resolvidas, e vão gradualmente ficando maiores, com mais andares e com enigmas cada vez mais complicados.

E falando em complicação, as dungeons também vão se tornando labirintos cada vez mais complicados, ao ponto que na última das dungeons eu fiquei por um bom tempo vagando pelas salas, totalmente perdido e sem saber para onde ir em seguida, porque eu simplesmente não encontrava o caminho, que no final, estava bem na minha frente!

Ainda, a cada nova dungeon, a cada novo andar, novas armadilhas e novos inimigos vão sendo adicionados para atrapalhar cada vez mais, mas isso tudo não é apelativo e nem torna a gameplay um fardo. A dificuldade do jogo é bastante justa e você se sentirá recompensado ao conseguir avançar pelo jogo.

E falando nos inimigos, apesar de ser um jogo indie e relativamente pequeno, há uma boa variedade deles distribuídos por aí, cada um com um padrão de movimentação e ataque diferente, de modo que o jogo não parecerá repetitivo depois de um tempo, já que sempre tem uma novidade em tela.

Ainda, ao derrotar inimigos, e abrir alguns baús, você receberá dinheiro, e esse dinheiro poderá ser gasto numa lojinha que fica disponível pelo mapa, e há até mais de uma lojinha por dungeon, de modo que você não precisará percorrer todo um caminho até a loja anterior caso queira comprar alguma coisa.

E o que essa loja vende? Bom, as lojas vendem quatro tipos de itens diferentes: um recuperador de pontos vida, um recuperador de pontos magia, um novo ponto de vida ou magia e um item que adicionará ao protagonista uma nova habilidade ou poder. Ainda, será vendida uma chave que poderá ser usada para abrir uma porta dentro da dungeon.

E é isso. A cada dungeon há sempre um ponto recuperador de vida ou magia, um ponto extra de vida ou magia, uma chave ou um item. Os recuperadores poderão ser comprados infinitamente, enquanto os outros itens só poderão ser comprados apenas uma vez por dungeon. Vale destacar ainda que as chaves serão SEMPRE necessárias, e você dera obrigatoriamente compra-las. Mas você esbarrará com mais de uma porta trancada pela dungeon: as outras chaves você dera encontrar dentro de baús.

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O Gameplay

E como estou falando das dungeons, vou agora falar um pouco especificamente sobre a gameplay.

Como já dito previamente, Knightin’+ é um jogo de RPG de ação com pitadas de roguelike, e você deverá percorrer por aí superando diversos desafios e enigmas propostos pelo jogo. Para controlar o protagonista, você poderá andar para as quatro direções do D-Pad, mas também nas diagonais, pressionando dois botões do D-Pad ou o Analógico. Com o botão B você golpeia com sua espada, enquanto o botão A você usará para confirmar em diálogos e abrir baús.

Ainda, conforme for ganhando novas habilidades, novos botões serão utilizados. Por exemplo, com o botão Y você utilizará magia, quando esta for adquirida, com o botão L você usará o escudo, que em dado momento poderá também ser usado para refletir magias, além de apenas se defender. Já o botão R poderá ser utilizado para performar um dash, que em dado momento do jogo, deixará pro um breve momento um rastro de fogo, que causa danos aos inimigos que esbarram neste rastro.

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A trilha sonora

Enfim, quem já me acompanha há um tempo sabe que a trilha sonora pra mim representa pelo menos 50% de um jogo, enquanto os outros 50% ficam divididos entre gameplay, ocupando boa parte desses 50%, gráficos e desempenhos, esses dois últimos tendo menos peso no meu gosto pessoal.

E as músicas da trilha sonora de Knightin’+ são maravilhosas! Sim! Os desenvolvedores conseguiram compor músicas muito gostosas de se ouvir, e você não ficará nem por um minuto enjoado de ouvi-las! Muito pelo contrário, eu no caso, fiquei com vontade de ficar vagando por aí só para escutar as músicas, cada uma melhor que a outra!

E os desenvolvedores ganharam MUITOS pontos comigo nesse quesito!

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Os gráficos

Os gráficos do jogo são simples, porém charmosos. São os clássicos 8 bits, misturados com 16 bits, e vários efeitos especiais. Ao todo, os cenários das dungeons são muito bem detalhados e bem feitos, evitando áreas com uma única cor sólida: Para cada canto da tela que você olhar, verá algum detalhe artístico deixando o jogo mais bonito.

Já os inimigos são muito bem animados e cheios de frames cada um, fazendo com que seus movimentos e poses sejam muito bem fluidos. Ainda, cada um dos inimigos morre de uma forma diferente. Mas como assim? É que quando cada inimigo morre, eles deixam algum resto para trás, que fica no mapa, e só some após você sair da sala e retornar posteriormente. Este foi um belo detalhe que os desenvolvedores adicionaram ao jogo, dano um toque de capricho a mais!

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Conclusão

E aí, eu falei mais cedo que o jogo lembra bastante The Legend of Zelda, e também The Binding of Isaac, mas agora, eu tenho que citar um terceiro jogo, que eu particularmente senti muitas semelhanças em diversos frontes enquanto jogava: Kamiko!

Sim! E realmente de diversas formas! Kinightin’+ me lembrou bastante o jogo Kamiko em seu aspecto visual, e o gameplay de ambos os jogos também é bastante semelhante, apesar de Kamiko utilizar mapas sem quebras por tela. Ambos os jogos utilizam visuais que msituram 8 e 16 bits, são do estilo Action RPG com puzzles, e eu gostei particularmente da trilha sonora de ambos!

A diferença aqui é que Knightin’+ é um jogo maior do que Kamiko. Enquanto em Kamiko você vai levar mais ou menos uma hora e meia para terminar o jogo três vezes, cada vez com uma protagonista diferente, em Knightin’+ você vai levar cerca de três a quatro horas ou mais num primeiro gameplay, se não conseguir matar a charada dos puzzles logo de cara! E o fator grinding para coletar dinheiro também ajuda a prolongar a aventura.

Enquanto Kamiko eu termino o jogo e fico com a sensação de que quero mais, em Knightin’+ eu sinto que é a cota suficiente para me deixar entretido por um bom tempo, pra pegar e terminar o jogo numa tarde por exemplo, ou ir jogando aos poucos, em sessões que sejam suficientes para terminar uma dungeon por vez.

E para concluir, devo dizer que gostei muito de Kinghtin’+, e altamente recomendo o jogo, caso você goste do gênero action RPG e Rogue Like, ou principalmente se é fã de The Legend  of Zelda. Este jogo é um prato cheio. E o preço então, ajuda a fechar com chave de ouro a recomendação, já que assim como outros jogos da Ratalaika Games, Knightin’+ é bem baratinho, e custando apenas $5,99 e certamente vale a pena cada centavo gasto!

Avaliação: 9

Jogo avaliado com a cópia fornecida gentilmente pela Ratalaika Games

Significado das notas de 1 a 10

1 – Melhor vomitar do que jogar isso
3 – Vai fazer outra coisa.
5 – Só jogue se você for MUITO fã mesmo…
6 – Jogo legal pra se divertir e se distrair.
7 – Jogo divertido, mas não é nenhuma obra de arte.
8 – Jogo bom, vale bem seu tempo e dinheiro!
9 – Jogo excelente que vai deixar uma marca em você!
10 – Jogo obrigatório!