Review | Prinny 1•2: Exploded and Reloaded

Review | Prinny 1•2: Exploded and Reloaded

10/10/2020 0 Por Marcos

Desenvolvedora: Nippon Ichi Software
Publicadora: NIS America
Gênero: Plataforma, Ação, Coletânea
Data de lançamento: 13 de outubro, 2020
Preço: US $ 39,99 ou US $ 19,99 cada
Formato: Físico/Digital

Se você é um grande fã da série Disgaea muito provavelmente já deve ter tido contato ou ouvido falar de um spin-off da série estrelando os simpaticos Prinnies. Mas se você é recém chagado na franquia, saiba que em 2008 a NIS lançou para o PSP Prinny: Can I Really Be the Hero?, um jogo de plataforma 2D side-scrolling onde você se aventura pelo Netherworld na pele de um Prinny. O jogo ganhou também uma sequência em 2011 chamada Prinny 2: Dawn of Operation Panties, Dood! para o PSP e PS Vita, sendo este seguindo os mesmos moldes de seu antecessor, porém com alguns aprimoramento na jogabilidade. Mais de uma década depois, chegou a vez do Nintendo Switch de receber estes jogos através de uma coletânea chamada Prinny 1 & 2: Exploded and Reloaded.

Embora estes títulos fujam do gênero de RPG tático de Disgaea, ambos trazem com maestria a essência cômica da série mas em um ponto de vista diferente, do ponto de vista dos Prinnies. Além disso, se você espera um platformer convencional estilo jogos de Super Mario Bros. por serem mais fáceis, Prinny 1 & 2 está mais para jogos de Donkey Kong que são conhecidos por serem jogos de plataformas com dificuldade elevada. Na verdade, estes jogos são até punitivos demais, onde posso até brincar dizendo ser o “Dark Souls dos jogos de plataformas”.

Prinny: Can I Really Be the Hero?


Em Prinny: Can I Really Be the Hero? começamos com uma pequena introdução à história do jogo, que não é grande coisa e serve apenas para justificar de você estar controlando um Prinny aleatório pelo Netherworld. No jogo, Etna convoca seu exército de Prinnies exigindo que os tragam a melhor sobremesa do mundo em apenas 10 horas. Caso não se lembre, os Prinnies são a reencarnação de almas dos humanos onde precisam passar suas vidas trabalhando no Netherworld para pagar por seus pecados. Além disso, eles explodem quando são lançados e colidem em algo, mas isso o jogo faz questão de lhe informar no início. Sabendo disso, Etna escolhe um Prinny aleatório dando lhe a possibilidade de não explodir, se tornando assim o responsável por trazer a sobremesa e salvar os Prinnies da crueldade de Etna.


Um jogo que exige habilidade e muita paciência


Voltando ao que eu disse na introdução sobre a dificuldade do jogo, se você realmente quer prosseguir com ele mesmo sabendo que passará por muitas frustações, a minha dica é que ao iniciar seu primeiro save escolha a dificuldade ‘Standard’, mesmo que isso não facilite tanto as coisas, diferente da dificuldade “Hell’s Finest”, aqui você morre após ser acertado três vezes, enquanto na outra dificuldade você morre sendo acertado apenas uma vez. Não há diferença nos eventos da história do jogo em ambos os modos, então só arrisque no “Hell’s Finest” caso se sinta preparado ou seja um masoquista. Após passar por está etapa você avança por um tutorial para aprender as mecânicas básicas do Prinny que está controlando. Os controles do jogo são bem fáceis de se domindar: tirando o básico de andar, pular e atacar, você pode realizar uma pacada no chão usando o salto e direcional para baixo para atordoar os inimigos, você pode também saltar e apertar múltiplas vezes o botão de ataque para realizar um ataque especial, e por fim você segurar o botão “A” (caso esteja jogando no Switch) para o Prinny rodopiar e passar pelos inimigos sem levar dano. Aprendendo as mecânicas básicas então vamos para a jogabilidade!


Saber controlar o Prinny é o menor dos problemas quando você está em um estágio repleto de armadilhas de level design onde o fará morrer por várias vezes. Você escolhe um dos seis iniciais estágios para concluir. Passe pelo estágio selecionado até o final enquanto aumenta a pontuação pegando sobremesas pelo caminho, e o conclua após uma épica luta de Boss. Simples, não? Não!

O jogo não será amigável com você durante seu caminho pelo estágio, no mínimo ele lhe dará um Check Point após passar por desafios ridículos depois de 10 ou 20 mortes. No geral, o level design de cada estágio é injusto com você o tempo todo, tanto na hora de passar por um obstáculo quanto quando for derrotar algum demônio pelo caminho. Para entender melhor, esse jogo tem uma das piores hitbox que já vi, pois um único pixel em falso já é o suficiente para contar como dano no seu Prinny. Por conta disso, morrer algumas vezes será necessário para que você possa aprender alguns padrões pela fase, isso inclui quando esta enfrentando algum Boss.
Se por acaso você não teve quaisquer dificuldade em algum estágio em particular, pode ter certeza que isso será compensando com o Boss da forma mais negativa possível. Por padrão, cada Boss precisa ser acertado uma ou mais vezes antes de ser atordoado para que assim você possa tirar dano dele. Mas para isso, você morrerá algumas ou muitas vezes até aprender seus padros. Admito que é aqui onde o jogo mais brilha, pois não há satisfação maior do que derrotar um boss, voltar para a área do Castelo, e descascar por uma hora ou mais antes de prosseguir com o jogo. A dificuldade de cada boss estará mesmo na hora de encontrar seu padrão e acertá-lo na hora certa até chegar a hora de atordoá-lo. Alguns são até mais fáceis de identificar o padrão, mas isso não quer dizer que ele não lhe dará trabalho. Mais uma vez, o que acontece aqui tem a ver com problemas de hitbox, que é uma atenção extra para você ter.




Prinny 2: Dawn of Operation Panties, Dood!


Prinny 2: Dawn of Operation Panties, Dood!, aqui temos uma sequência que só aprimorou a forma de como você se sairá frustrado dele. Não houve mudanças grandes em questões visuais, mas tivemos adições interessantes que facilita de certa forma o jogador, embora isso não queira dizer nada em relação aos problemas que citei do primeiro jogo. Bem, desta vez Etna foi vítima de um grupo chamado Phantom Thief onde teve sua calcinha roubada. Mais uma vez, Etna convoca seus Prinnies para trazer sua roupa íntima de volta e seleciona um Prinny para que ele seja o responsável pela tarefa que, assim como no primeiro jogo, deve ser concluída em 10 horas. Assim, você parte em mais uma aventura pelo Netherworld em busca da calcinha de Etna passando por estágios insanos e derrotando Bosses ao final de cada estágio.

Mesma jogabilidade do primeiro jogo, porém com boas adições


Eu lhes polparei da parte da jogabilidade básica do Prinny que citei quando falei do primeiro jogo. Os comandos básicos são os mesmos, com exceção de algumas adições como o “Break”, onde agora quando sua barra de combo está no máximo você entre em estado de Break podendo causar mais dano nos inimigos, no entando você perde o Break toda vez que é acertado. Além disso, enquanto estiver no Break você também causará dando enquanto estiver girando. Aqui também temos um novo recurso chamado “Delivery Samurai”, onde ao falar com o Samurai ele lhe dará uma arma cujo a mesma ficará com você até passar do estágio. Se estiver tendo dificuldade mesmo no “Standard Mode”, é possível trocar para uma nova opção de dificuldade chamada “Baby Mode” durante o jogo. No “Baby Mode” você levará três golpes antes de morrer. Curioso que o “Standard Mode” de Prinny 2 você precisa levar dois golpes antes de morrer, enquanto no primeiro jogo você teria que levar três golpes em sua versão Standard. Ah, o modo “Hell’s Finest” ainda continua na sequência, para alegria dos masoquistas.


Em resumo, Prinny 2: Dawn of Operation Panties, Dood! se mantém fiel ao primeiro jogo em seu design e gameplay, porém com alguns facilitadores, que para mim não diminui nem um pouco a dificuldade. No entanto, eu consegui gostar mais do Prinny 2 do que o primeiro. Talvez pela história, e pela continuidade dos acontecimentos de Disgaea 1, que para mim foi um ótimo fanservice. Eu só não comento sobre isso pois estragaria a experiência de quem ainda não jogou o primeiro Disgaea. Além disso, recomendo jogar Prinny só após ter fechado o primeiro Disgaea.



Vale apena jogar Prinny: Can I Really Be the Hero? e Prinny 2: Dawn of Operation Panties, Dood! ?


Tanto Prinny: Can I Really Be the Hero? quanto Prinny 2: Dawn of Operation Panties, Dood! foram jogos lançados exclusivamente em portáteis, sendo o primeiro jogo disponível no PSP, um portátil cujo a resolução é 480 x 272 e o segundo, que saiu também para o PS Vita rodando numa resolução 960 x 544. Sabendo que se tratavam apenas de um port, minha preocupação não era como ficariam jogando em portátil no Nintendo Switch, mas sim quando tivesse rodando numa TV. Jogando em meu monitor de 720p era perceptível que a HUD do jogo estava em baixíssima qualidade, embora não possa dizer o mesmo dos efeitos. Além disso, a tela do jogo foi muito bem adaptada e não ficou uma sensação de esticado. Os jogos foram sim bem portados para o Nintendo Switch, mas seria ainda melhor se tivessem feito uma remasterização completa.

Conclusão



Prinny 1 & 2: Exploded and Reloaded é uma ótima pedida para fãs de Disgaea, mas também pode ser aproveitado por jogadores obcecados por desafios. Ainda acho que sua dificuldade tendo mais a ver pelo level design onde ele te pune de forma injusta é um problema, pois ele te obriga a estudar os padrões e encontrar soluções das formas mais ilógicas possíveis. Em contrapartida, o mesmo tem pontos altos como ter captado toda a comédia de Disgaea, trago referências, e dado aos coadjuvantes Prinnies uma chance de brilhar, fazendo dos títulos uma boa expansão pra lore da série, principalmente do primeiro jogo.

Mesmo que os jogos tenham uma dificuldade acentuada, ainda é possível encontrar a sensação de superação e satisfação, porém lembre-se que ele lhe exigirá muita paciência e habilidade. Se você é um fã de Disgaea, seja antigo ou novo na franquia, estes clássicos de portáteis são obrigatórios.


Avaliação: 7 / 10

Jogo avaliado com o código cedido gentilmente pela NIS America

1 – Melhor vomitar do que jogar isso.
2 – Só se você quiser muito mesmo testar o jogo.
3 – Vai fazer outra coisa.
4 – Dá pra jogar no banheiro ou esperando o dentista.
5 – Só jogue se você for MUITO fã mesmo…
6 – Jogo legal pra se divertir e se distrair.
7 – Jogo divertido, mas não é nenhuma obra de arte.
8 – Jogo bom, vale bem seu tempo e dinheiro!
9 – Jogo excelente que vai deixar uma marca em você!
10 – Jogo obrigatório!