RetroBoy | O legado do Nintendo 64

RetroBoy | O legado do Nintendo 64

19/12/2020 0 Por Guilherme Morando

Olá a todos! Estou aqui novamente para aquele dia da semana onde sentamos para relembrar da indústria dos videogames, claro, tudo relacionado à Nintendo.

No RetroBoy de hoje, iremos falar um pouco sobre o Nintendo 64, o querido console de 64 bits de quinta geração da Nintendo, que apesar de ter perdido sua batalha contra o PlayStation, foi mesmo assim um dos consoles mais importantes na época e que títulos aclamados e revolucionários que são lembrados até hoje.

O início de tudo


Em meados dos anos 90′, a indústria de videogames estava dando os primeiros passos para a transição do 2D para o 3D. O PlayStation, o mais novo console no mercado, já reproduzia graficos tridimensionais, embora a limitação do hardware deixava com um ar de experiência incompleta. Eis que em 1996 a Nintendo estaria finalmente lançando sua próxima geração de consoles após um grande fiasco que obteve com o Virtual Boy. Por meio da ‘nova geração’ de consoles da época, o Nintendo 64 vinha trazendo seu legado gigantesco.

Lista de jogos para Nintendo 64 – Wikipédia, a enciclopédia livre
*Imagem do console

Se compararmos com o que já tinham no mercado, o Nintendo 64 reproduzia com maestria seus gráficos tridimensionais com diversos jogos sandbox que colocavam qualquer outros jogos do gênero em plataformas concorrentes no chinelo. Muitas pessoas queriam testar aquilo, pois era algo muito diferente do que já tinham visto. Outro detalhe do Nintendo 64 era que comparado aos consoles de gerações passadas, até mesmo seus concorrentes diretos, ele havia introduzido o uso dos direcionais analógicos. Embora não seja de fato uma novidade no mercado mesmo para a época, o uso dele fazia sentido nos jogos que o N64 oferecia, pois se tratando de jogos totalmente em 3D, os  movimentos com trezentos e sessenta graus de rotatividade eram de suma importância para uma experiência definitiva.

Claro, o uso do direcional analógico fez com que as pessoas achassem aquilo muito estranho. Muitos testaram e não se adaptaram bem a o novo meio de se jogar. Era algo difícil para a época. No entanto mesmo com todas essas dificuldades, o console ainda conseguiu seu espaço no coração dos fãs. Mas isso não se deu apenas pelo console em si, mas sua biblioteca de jogos foram a chave para o sucesso.

Super Mario 64


Super Mario 64 | Nintendo 64 | Jogos | Nintendo

Aquele que definiu os padrões de jogos de plataforma 3D, o mundo tridimensional do Mario lançava em 1998 com o jogo Super Mario 64. O salto entre seu antecessor Super Mario World foi uma das maiores surpresas na época, onde você controlava Mario em um cenario aberto e explorava o castelo da Princesa Peach. E falando da Peach, o enredo é o mesmo de sempre, resgatar a princesa que havia sido sequestrada pelo Bowser. Só que em 3D.

Bowser por sua vez foi mais esperto neste novo jogo. Além de sequestrar a princesa, o vilão roubou todas as cento e vinte estrelas do poder que pertenciam as pinturas do castelo. Cabia o herói bigodudo então pular nestas pinturas e coletar todas as estrelas para que assim pudesse desbloquear caminhos no castelo até chegar o momento de tirar a princesa das mãos do maligno rei Koopa.

Embora seus visuais não tenham envelhecido muito bem , é um jogo que todos deveriam experimentar.

O controle do Nintendo 64


Amazon.com: Nintendo 64 Controller - Original Grey: Unknown: Video Games

Este é um dos controles com design mais estranhos que a Nintendo já criou. No entanto, ele mantém o que já deu certo em seus antecessores e inclui certas adições que em conjuntam fazem funciar todo o esquema de movimentação do seu personagem num mundo tridimensional. Aqui temos a adição do botão “Z”, onde sua função na verdade depende de cada jogo; acima dos botões de comando temos os botões “C”, estes que serviam para o ajuste da câmera, mas que também serviria como um segundo D-pad em certos jogos; a ultima adição temos famoso direcional analógico, que fica localizado no meio do controle.

Embora tivesse uma boa ergonomia, o posicionamento do analógico era algo que deixava todos confusos. Qual era a maneira certa de segurá-lo, afinal?

A Terra de Hyrule em toda a sua glória em The Legend of Zelda: Ocarina of Time


The Legend of Zelda: Ocarina of Time completa 15 anos, veja a história do  jogo | Notícias | TechTudo

Não foi apenas o encanador que teve seus jogos convertidos para o console de sessenta e quatro bits. ‘The Legend of Zelda’ também chegaria no Nintendo 64 em 1999, chamado ‘The Legend of Zelda: Ocarina of Time’. Considerados um dos jogos mais influentes da história, ‘Ocarina of Time’ inovava em todos os sentidos, tanto para a série quanto para a indústria dos videogames em geral. Enquanto nos jogos anteriores estávamos acostumados com o estilo de jogo com a visão de cima para baixo, em Ocarina of Time você poderia galopar pelos gloriosos campos de Hyrule, explorar o profundo Rio dos Zoras, adentrar a caverna dos Gorons e até mesmo se infiltrar no grupo de bandidos conhecido como Gerudo, tudo isso em cenários totalmente abertos para a exploração.

Como muitos já devem estar cansados de lembrar, o jogo acompanha o nosso herói Link, que havia sido enviado ainda criança para a floresta kokiri em busca de ser criado pela grande árvore Deku. Ao seu despertar como herói e descobrir seu encargo para a humanidade, ele faz uma visita para à princesa Zelda, que pede com que ele visite os três templos para coletar as pedras espirituais. Tendo feito isso, ele vê o maligno vilão Ganondorf partindo a cavalo enquanto a princesa Zelda fugia do vilão, acompanhada de sua fiel escudeira Impa.


Zelda então lança a Ocarina do Tempo no meio das águas que cercavam a cidade de Hyrule. Link pega o objeto ancestral e tem uma visão que ordenava com que visitasse o Templo do Tempo, onde chegando lá ele toca a sagrada música do tempo que libera a entrada para o pedestal da espada sagrada. Ao retirar a Master Sword de seu pedestal, ele envelhece sete anos. Agora adulto, Link recebe uma missão de um dos sete sábios, Rauru : visitar os sete templos para então poder acabar com a ameaça de Ganondorf.

No meio de tudo isso o herói ainda conhece um personagem misterioso chamado Sheik, más que tal contarmos essa história em um outro RetroBoy?

O que o Nintendo 64 nos deixou?

Este é um dos consoles mais memoráveis de muitos fãs nintendistas, onde recebeu diversos jogos que não há como lembrar do Nintendo 64 sem citá-los, como os que já falamos ‘Super Mario 64’ e ‘The Legend of Zelda: Ocarina of Time’, ‘Mario Kart 64’, a trilogia ‘Mario Party’,’ Yoshi’s Story’, ‘Paper Mario’, ‘Donkey Kong 64’, ‘Star Fox 64′,’ Pokémon Stadium 1 & 2′ e’ Pokémon Snap’,’Super Smash Bros.’, os jogos da Rare como’ Goldeneye 007′, ‘Banjo & Kazooie’ e sua sequência, ‘Jet Force Gemini’, ‘Perfect Dark’, e muitos outros títulos de qualidade.

Porém, infelizmente, o Nintendo 64 não alcançou as expectativas que a empresa queria, vendendo cerca de 33 milhões de unidades, o que era pouco menos de 1/3 das vendas do fenômeno PS1 da Sony. Mesmo, no caso do Nintendo 64, as baixas vendas não o impediram de se tornar um console querido e nem tira seus méritos para a indústria. Se tem a chance de experimentar os jogos disponíveis para ele, experimente, pois não se arrependerá.

E é com isso que nós vamos chegando ao fim de nosso RetroBoy, onde falamos de forma breve daquela geração que mais marcou a história. Até semana que vem!

Guilherme Morando
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