Especial | The Legend of Zelda: Dos primórdios à era atual da franquia

Especial | The Legend of Zelda: Dos primórdios à era atual da franquia

21/02/2021 0 Por Guilherme Morando

Dia 21 de fevereiro, é uma data que não apresenta muitos fatos históricos para toda a humanidade. Por mais que numa rápida pesquisa você encontre algumas informações interessantes sobre ela, ela simboliza algo muito mais grandioso pro mundo dos videogames. Sim, nós, aqui do NintendoBoy, para continuar a comemoração de uma das maiores sagas do mundo dos games, resolvemos fazer o especial de trinta e cinco anos para “The Legend of Zelda”! Meu nome é Guilherme Morando, e com a ajuda do Luiz lá do Canal Estrella, ficaremos feliz em apresentar este espetáculo em forma de artigo.

O início de um conto lendário

Em 1985, uma época de muito sucesso da Big N, o título “Super Mario Bros.” acabara de ser lançado. Neste tempo, a empresa jogava nas mãos de Shigeru Miyamoto e Takashi Tezuka a responsabilidade de criar um título para o dispositivo que poderia ser acoplado ao Famicom: o Famicom Disc System. Mas o que ninguém esperava era que uma inovação grandiosa para a indústria dos videogames nasceria daí.

Eu nem preciso dizer que foi aqui que surgiu o primeiro jogo da franquia, “The Legend of Zelda“. Era um jogo com propósitos bem simples, mas que conseguia apresentar uma dificuldade tremenda, o que fez com que nem todos fossem capazes de conclui-lo. O jogo conseguia colocar o jogador em meio a um mar de possibilidades, mas sua real missão não era exatamente explicada.

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Isso porque, até existia uma fala que explicava um pouco sobre o que deveria ser feito, contudo, não acabou por ser o suficiente. A imensidão da terra de Hyrule neste jogo era sem precedentes, e as informações que se obtinham sobre aquele mundo eram poucas. Mas mesmo assim o jogo não deixou de se consagrar, tendo inovado completamente o ramo dos RPGs da época. Isso porque, dentre os títulos existentes, a maioria, na verdade, eram pequenos RPGs de turno, e outros ainda estavam nos primórdios dos computadores.

Mas é claro que, para montar uma obra de arte como este jogo, seria necessário inspirações de um bom designer. E Miyamoto soube muito bem de onde retirar suas ideias.

“Os filmes de Indiana Jones faziam sucesso naquele tempo”, disse. “Eu queria trazer esse senso de aventura para um videogame. E as pessoas que jogavam RPG nos computadores se gabavam do quão fortes seus espadachins ficavam e elas conversavam à noite para trocar informações. Quando percebi isso, pensei que seria um caminho interessante”

Shigeru Miyamoto
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Shigeru Miyamoto – o importante designer de games que citamos acima, acompanhado de seus “filhos” Mario e Luigi.

Obviamente que, além de ter retirado parte de suas ideias dos filmes de “Indiana Jones“, Miyamoto conta que o quesito exploração deste jogo vem na verdade de uma época de sua vida onde aos arredores de sua cidade, se recorda de se embrenhar na floresta, atravessar riachos e até mesmo explorar cavernas.

No entanto, algumas influências de mitologia permanecem no título e saga até hoje. Como o curioso fato da escolha de um herói para salvar a princesa de um rei demônio. Um tanto clichê esta história, não?

Os avanços na tecnologia já começaram a surgir

Os anos passaram, e a tecnologia também foi evoluindo. Em 1990, quando o SNES chegava ao mercado, podemos dizer que a Nintendo passou pela maior época de sucesso. Isso porque foi aqui que a empresa se popularizou ainda mais, e um efeito bola de neve nas vendas acabou por surgir. Dentre os sucessos, o famigerado “Zelda 3” – assim apelidado por muitos, visto que foi lançado após “Adventure of Link” – chegou ao mercado apenas um ano após o lançamento do console (isto é, 1991)

Eu particularmente considero aqui como o verdadeiro primórdio da série da Lenda de Zelda, já que a maioria dos ícones da franquia foi surgir apenas neste jogo. A terra de Hyrule acabou por ser melhor estabelecida, e também, o sistema de mapa foi aprimorado – nos jogos anteriores, esses elementos ainda eram consideravelmente primitivos.

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Cuccos, Kakariko, Hyrule Castle e Dark World são alguns dos ícones e monumentos que surgiram aqui neste jogo. O rei demônio Ganon, também ganhou uma característica mais bem definida e, além disso, finalmente se pôde estabelecer certos padrões, como o próprio triângulo equilateral da Triforce.

No primeiro jogo era apenas um triângulo, e no segundo dois, para o Zelda 3 acabaram por acrescentar o terceiro (e último) triângulo sagrado da Triforce. Aqui também estabelece-se um padrão um tanto curioso: os subtítulos nos títulos dos jogos. Os jogos anteriores não eram nomeados conforme atualmente, isto é “The Legend Of Zelda: (insira aqui título totalmente improvável)“. O primeiro jogo se chamava “The Legend of Zelda“, o segundo “Zelda II: Adventure of Link“, e o terceiro padronizou o que se mantém até hoje, “The Legend of Zelda: A link To The Past

Outro ícone fantástico que aqui foi estabelecido (mas que só viria a ser explicado mais tarde) foi a “Master Sword” – a espada capaz de vencer o mal e selar a escuridão.

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Nobre herói Link acompanhado da espada capaz de selar a escuridão.

Ainda nessa década, o gaming transcendeu mais uma barreira, que era a que prendia-o á somente a jogatina na televisão, atrelada a consoles de mesa. Aqui, com o lançamento do Nintendo Gameboy e GameBoy Color, tivemos títulos que merecem seus méritos, como “Link’s Awakening“, “Oracle Of Seasons” e “Oracle of Ages“. Mas não iremos entrar em muitos detalhes para não prolongar muito este artigo.

Uma nova dimensão

Com o lançamento do Nintendo 64 em 1996, a Nintendo começou a promover o pulo para o 3D com a maioria das suas franquias. Quem estreou a ideia foi Mario, com o impressionante Super Mario 64, lançado junto ao console, criando uma série de parâmetros para os jogos de plataforma que vieram depois.

Obviamente, The Legend of Zelda também recebeu esse tratamento. Atualmente, o “hype” é uma constante na comunidade gamer, cada anúncio, cada jogo novo, é motivo de empolgação na comunidade. Mas a verdade, é que essa onda de expectativa já existe há muito tempo e poucos jogos eram tão aguardados como “Ocarina of Time” foi até o seu lançamento em 1998. Depois de sucessivos adiamentos, o jogo foi lançado com aprovação universal de público e crítico, impactando a indústria e criando um modelo seguido até hoje para jogos de ação e aventura.

A grande verdade é que Ocarina of Time tem muito em comum na sua estrutura com A Link to the Past, mas o jogo consegue adaptar perfeitamente os elementos em 2D para 3D. Criando um combate mais complexo (com a presença do milagroso “Z-targetting“) com dungeons mais criativas e uma história impressionante. A lenda de Zelda ganhou mais cores, novas caras e mais vidas em cenas que até hoje são marcantes para muita gente, sendo um prato cheio para os que queriam ver a mitologia da franquia ganhar ainda mais caracterização.

O impacto de Ocarina of Time na indústria foi grande e duradouro, de forma que até hoje muitos fãs ainda consideram este o melhor jogo da franquia. Mas algumas pessoas podem preferir algo mais… melancólico? 2 anos depois do lançamento de Ocarina, recebemos Majora’s Mask.

Utilizando a mesma engine gráfica, o jogo altera toda a estrutura original e leva Link a uma das aventuras mais exóticas da franquia. Não há Zelda, não há Hyrule e tudo parece estar invertido na cidade de “Termina“, os personagens e as histórias tem um tom triste, que criam uma atmosfera única para a franquia.

Esse é o primeiro jogo em que Shigeru Myiamoto se afasta do papel de diretor, entregando o cargo para Eiji Aonuma, que é responsável pela série até os dias de hoje. A verdade é que Majora’s foi um desafio, Aonuma tinha que produzir um game da série em um ano e o resultado final, talvez seja um reflexo de como estava a cabeça do diretor durante a produção do game. Acho que, meio que todo mundo que já jogou “Majora ‘s Mask” fica um pouco apavorado com o visual horripilante do astro que ameaça a terra de Termina, a Lua.

Mais interessante ainda, podemos perceber que Majora’s Mask segue um padrão muito interessante que se alastra por vários jogos da franquia: a mitologia. Claramente podemos perceber alguns traços da própria mitologia ocidental, no fato de como á uma exaltação da Raposa, porque, no ocidente, acreditam que as raposas sejam seres de extremo intelecto, e com poderes sobrenaturais. E dentro de Majora’s Mask, podemos ver este ser sendo exaltado com máscaras e estátuas. Isto mostra que a série de Legend of Zelda vai muito além de um simples clichê de videogame, e tem inspirações muito mais profundas do que o imaginamos.

Novo estilo, nova história, novos personagens!

Ok, um grande passo na indústria dos videogames e com os RPGs da época havia sido dado. Mas a era do Nintendo GameCube não poderia passar em branco também, né? Com visuais pouco mais cartoonescos, e dando sempre ênfase ao humor, “The Legend of Zelda : Wind Waker” é um dos títulos mais bem aclamados… ou mal recepcionado? Bom, sinceramente este jogo é bem “ferro e fogo”, eu diria. Isso porque na época dividiu grande parte da comunidade e fãs de Legend of Zelda, mas, mesmo assim, como todos os outros jogos, não deixou de se consagrar.

Eu, pessoalmente acho que Wind Waker dá um grau de liberdade surpreendente. Viajar entre as ilhas, para alguns se tornou uma atividade extremamente chata e demorada pois no caminho havia poucas outras missões para se cumprir. Raças novas (como os Rito) foram introduzidas aqui, e várias outras histórias como a própria causa dos Gerudo vivirem no deserto, acabam por serem explicadas, expandindo a lore do jogo.

Ainda nesta era, com a recente continuação dos portáteis, o sistema GameBoy Advance foi o lar de outro título da série – e um dos melhores: Minish Cap. Eu acho muito fantástico como, mesmo sendo uma aventura “infantilizada”, ele tem inspirações nórdicas que claramente podem ser observadas, contudo ainda segue padrões bem clássicos da mitologia japonesa.

Na era do GameCube, os fãs pediram por um jogo da série que trouxesse elementos mais “Dark” para a franquia. Mas aí vem a questão: já não tínhamos Majora’s Mask? Bom, acredito que não. Majora’s Mask, na verdade, não causa o sentimento de escuridão, de trevas que os fãs buscavam. Más sim, uma melancolia , um medo e até estranheza, que não cumpria bem com esse quesito que os fãs queriam.

Por isso surgiu Twilight Princess, que cumpria esse papel, além de apresentar um mapa gigante, gráficos belíssimos, e uma história de arrepiar. Este sim é um jogo sombrio, que mostra todo o potencial de trevas e escuridão que existia dentro da série de The Legend of Zelda – e dentro do GameCube.

Uma era “bem movimentada” e cheia de inovações

Bom, a última geração de videogames da Nintendo não havia seguido o padrão de vendas de seus antecessores. O GameCube, por mais que seja mais potente que os seus rivais, ainda causava um sentimento não muito confortável às pessoas. Isso ocasionou com que muitos deixassem de jogar títulos consagradíssimos e muito interessantes – com exceção de Triforce Heroes é claro, esse pode ficar esquecido no passado.

Dois anos depois do lançamento do GameBoy Advance e do GameCube, nós tivemos uma das muitas ondas de inovações que viriam a surgir no mundo da Big N. O sistema de duas telas – o Nintendo DS – chegava ao mercado em 2004, e foi o lar de grandes títulos, incluindo as continuações de Wind Waker: “Phantom Hourglass” e “Spirit Tracks“.

Mais do que isso, o que os fãs pouco esperavam era que, na verdade, a maior inovação ainda estava por surgir: o Revoluiton, que posteriormente foi conhecido como Nintendo Wii.

Os controles de movimento foram um avanço muito grande, e a série de The Legend of Zelda não ficaria de fora desta inovação. Quando a Nintendo resolveu começar a traçar uma cronologia na história da franquia, foi necessário o lançamento de um jogo que “desse origem” á muitos lugares e fatores.

E a melhor forma foi , lançando “Skyward Sword“! Basicamente esse jogo tem o maior enredo de todos, e teremos a honra de contar uma pequena partezinha de sua história. Muito, muito tempo atrás quando a deusa Hylia travou uma feroz batalha contra o demônio Demise, esgotada em suas forças a divindade julgou necessário elevar os meros habitantes da pequena terra de Hylia para os céus num pedaço conhecido como Skyloft. Más o que ela não esperava era que ali estaria nascendo uma batalha entre passado, presente e futuro. Uma batalha entre a linha tênue do bem e do mal, e até mesmo seria necessário se atravessar a corda bamba entre o amor a amizade.

É um enredo muito bom visualizando os anteriores, e diria que até é um dos maiores de toda a franquia! Mas as inovações não ficaram apenas no enredo. A incrível habilidade de se controlar a espada com os controles de movimento era fantástica. O que peca neste jogo é o limitado level design: isso porque você não passa por cenários novos nem diferenciados, e sim visita e revisita os mesmos, só que em diferentes linhas do tempo.

Com o lançamento do Nintendo 3DS tivemos ainda outro jogo para dar continuidade a história, mas desta vez ele contava uma história lá do SNES , mais especificamente em “A Link to The Past“. Em 2013 tivemos “A Link Between Worlds” que é outro dos títulos mais bem aclamados da franquia.

Um sopro de novidade

Desde o Skyward Sword, a Nintendo buscava renovar e mexer com a fórmula clássica da franquia, o mesmo aconteceu em A Link Between Worlds, porém, isso vinha acontecendo em passos muito tímidos. No caso do Skyward, com uma estrutura que mistura o linear com elementos de metroidvania, sempre voltando para certas áreas, o que não foi tão bem recebido e no A Link Between Worlds, com a liberdade para fazer dungeons na ordem que preferir.

Em Breath of The Wild, o time de desenvolvimento finalmente desconstruiu toda fórmula da franquia, para projetar algo diferente. O jogo, lançado em 2017, tem uma proposta de mundo aberto que fornece uma liberdade raríssima no mundo dos games. Ao fim do tutorial, o jogador tem liberdade para seguir o caminho que preferir, sem barreiras artificiais, sem limitações narrativas. O jogo é um marco em excelência de level design e teve uma recepção extremamente positiva, inclusive, trazendo fãs novos para a franquia.

Além da estrutura completamente diferente, o jogo ainda enlouqueceu os fãs bagunçando ainda mais as teorias sobre linha do tempo, já que ele reúne referências e easter eggs de praticamente todos os jogos da franquia. A história do jogo em si é relativamente simples, mas a lore por trás ganhou ainda mais força, principalmente com a narrativa indireta que cenários, artefatos, itens e NPC’s acabam contando.

Mas mesmo assim, esse jogo ainda conseguiu marcar de outras diversas formas. O que eu diria como maior qualidade dele é, na verdade, o tom de vida que ele dá, e que a terra de Hyrule estava precisando. Isso porque nos outros jogos você pode notar que se percebe uma vida feliz e bucólica nas regiões, mas existem certos fatores que merecem uma explicação melhorada. Em Breath of the Wild, ainda podemos perceber que por mais pequeno que seja o detalhe, há sempre uma história maior por trás. Isso porque os itens em geral todos tem um conto, ou se interligam diretamente com a história principal. E falando da história, que tal falarmos um pouquinho dela?

10.000 anos atrás, todos os outros jogos se tornaram lendas, e a Terra de Hyrule prosperou. Porém uma ameaça conhecida como a terceira forma da entidade Ganon (Calamity Ganon) despertou no centro de Hyrule. O povo conhecido como Sheikah, em conjunto com o rei da terra mágica, acabaram por construir máquinas gigantescas conhecidas como Divine Beasts, guardiões projetados para ajudar o herói e a princesa predestinados a enfrentar tamanho perigo. Após a ameaça ser derrotada, todas as máquinas são enterradas no sub-solo de Hyrule, e, 9.900 anos depois a calamidade volta a emergir.

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Contudo, a jovem princesa Zelda não havia conseguido herdar de sua mãe os conhecimentos para despertar o poder necessário para selar a calamidade, uma vez que a mesma havia morrido alguns anos atrás. Jovem e inocente sem saber como controlar sua natureza divina, a princesa Zelda reúne as raças principais da sagrada terra, e elege um campeão dentre cada um deles. Isso porque, encaminhado por um médium, o rei da terra sagrada havia começado escavações para encontrar armas sagradas.

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O que ela não esperava era que ao auge do seu aniversário de 17 anos a calamidade despertaria, e todos os campeões acabariam por falecer. Link, no campo de batalha também quase é morto pelos guardiões – que haviam sido tomados pela força maligna de Ganon – mas por um brilho de esperança os sagrados poderes da princesa Zelda despertam. Encaminhado para a caverna da ressureição, 100 anos mais tarde acorda o herói sem se lembrar nem mesmo onde estava. Estaria Link pronto para enfrentar uma aventura cego pelas suas próprias memórias?

O futuro é logo alí

Paramos em 2017 e ai vem a dúvida, o que vai vir daqui pra frente? Bom, a Nintendo já deixou seus planos claros, a continuação de Breath of the Wild já está em desenvolvimento e é esperada com muita expectativa. Por enquanto, tudo que temos é um trailer e a promessa de mais informações ainda esse ano. Só isso? Bom, os fãs já produziram uma série de conteúdo na internet com milhares de teorias sobre o jogo, se você gosta de uma especulação, vale a pena dar uma olhada.

Poucas franquias tem o poder e o respeito de The Legend of Zelda e isso não só entre nintendistas, em geral, toda comunidade gamer reconhece isso. É fantástico observar toda essa jornada e perceber como a série mantém um padrão de qualidade em cada jogo, sem nunca deixar a peteca cair. Claro que cada um tem o seu favorito, mas isso acaba funcionando como um atestado de que todos os jogos tem qualidades positivas.

Enquanto mais e mais teorias acabam por surgir dentre esse universo tão rico de história e ensinamentos (tanto para a vida quando para o mundo dos games), tudo que nos resta é esperar. Afinal, antes um jogo desenvolvido em cinco anos isento de falhas, do que um desenvolvido em 6 meses e cheios de bugs.

O futuro da franquia está logo aí, e enquanto isso, o que nos resta é comemorar estes glorioso aniversário – afinal não é todo dia que se fazem trinta e cinco anos. As especulações novas surgem, e enquanto mais os fãs teorizam, mas a sequência de Breath of the Wild poderá nos surpreender. Mas de quebra, aqui já vai um palpite. Este jogo não responderá perguntas que o primeiro deixou, e sim criará novos pontos de interrogação por toda a Hyrule.

Uma despedida gloriosa para um artigo glorioso

Aposto que você pode se divertir (nem que seja um pouco) durante essa aventura. Foi um prazer enorme poder escrever este texto com a ajuda do Luiz Estrella. A nossa real intenção foi além de simplesmente comemorar uma data, mas também expressar um pouco do amor que tanto eu quanto o Luiz somos capazes de sentir por essa franquia que acalenta nossos corações. “Legend of Zelda” para leigos pode simplesmente parecer uma franquia de jogos, mas após se encantar por este mundo você percebe que vai muito além disso.

Vai além superação, de amor, do esquecimento e de lições eternas que nosso mestre Shigeru Miyamoto nos dá para nossas vidas, e que ficarão para sempre marcadas pelo símbolo da Triforce em nossos corações. Sem dúvida, é mais que um jogo de videogame. Legend of Zelda mostra um pouco do instinto explorador, e consegue abrir os olhos dos cegos para dentro de si mesmos, que no fundo todos somos heróis. Todos somos heróis de nós mesmos, mas também, todos temos uma princesa a ser salva de um rei demônio.

Enfim, em nome de todos os redatores deste humilde site, desejamos um feliz aniversário para a franquia de The Legend of Zelda, e que muitos outros ensinamentos (e aventuras) maravilhosas possam ser experienciadas por nós, fãs.

Guilherme Morando
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