RetroBoy | The Legend of Zelda

RetroBoy | The Legend of Zelda

02/02/2021 0 Por Guilherme Morando

A Nintendo sempre se consagrou pelas suas franquias, desde seus primórdios lá no NES, onde eu diria até que foi o auge da empresa, com várias de suas grandes IP’s emplacando naquela plataforma. Tudo era muito novo, os videogames de mesa já existiam antes disso de fato, mas, desta vez, a evolução vindo a partir da Nintendo moldaria aspectos que vemos até hoje.

A Big N, ainda, marcou a infância de muitas pessoas ao redor do mundo, e uma das franquias que na época criou uma legião de fãs foi The Legend of Zelda. Neste RetroBoy, irei falar um pouquinho da minha experiência com primeiro jogo, lançado em 1986. Mas venha comigo! Pois é perigoso ir sozinho nesta aventura!

Como era o primeiro Zelda?

The Legend of Zelda pode talvez ter sido a primeira experiência em mundo aberto do NES que muitos vivenciaram, além de considerarem um dos títulos mais difíceis de toda a franquia. Eu mesmo diria que é praticamente impossível jogá-lo sem seguir algum guia eventualmente, isso por conta do mapa enorme e da falta de um indicador apontando o quão longe você poderia estar desde o ponto de partida.


Ganon, o rei demônio roubou a relíquia dos Deuses, conhecida como Triforce, da Princesa Zelda e estilhaçou-a em oito pedaços, que foram espalhados por oito calabouços espalhados pela Terra de Hyrule.

Com esta breve descrição antes de começar sua jornada, nosso herói Link terá que explorar toda Hyrule enquanto desvenda os calabouços que estão escondidos por lá.


Em relação à história de The Legend of Zelda, era possível encontrar mais de sua lore no manual do jogo, só isso era quase que impossível no Brasil devido o costume de encontrar o jogo através de cartuchos loose ou de fitas piratas com vários jogos incluso, então era necessário recorrer a outros meios para descobrir mais sobre o jogo. É até possível coletar fragmentos da história através dos pouquíssimos NPC’s disponíveis, mas estes geralmente estão em salas secretas.

Já em relação a sua jogabilidade, o primeiro The Legend of Zelda consistia em explorar Hyrule visto de cima, com tudo a ser descoberto sem muitas explicações. Conforme vai progredindo, você vai descobrindo novos segredos – alguns até imprevisíveis – e novos meios de se explorar Hyrule (Lembrou bastante a parte do conceito The Legend of Zelda: Breath of the Wild, não?). Além disso, você não apenas contaria com sua espada e escudo, mas também era possível conseguir itens como arco e flecha, bumerangue e bombas, que são convenientes para o Link na resolução das masmorras.

As inspirações de Shigero Miyamoto para o primeiro jogo de The Legend of Zelda

Shigeru Miyamoto, é um icone da indústria de videogames devido a seus trabalhos ao longo de sua carreira na Nintendo, isso inclui a criação Super Mario Bros. e The Legend of Zelda. Miyamoto com toda certeza é uma pessoa muito criativa, pois o trabalho o qual exerce exige dele com que seja isto. Então, ele acaba pegando alguns acontecimentos de sua vida, e transforma-os em conceitos nos jogo que desenvolve com sua equipe.

Para The Legend of Zelda, Miyamoto se inspirou em sua infância. Ele se lembra de andar pelas florestas, e explora-las, passando por lagos, e escalando pequenas colinas. Toda sua aventura particular foi utlizada para a criação de The Legend of Zelda. Ainda, Miyamoto revelou em uma entrevista que a história de The Legend of Zelda se deu em cima de contos fictícios que contava a seus filhos antes de dormir, contos estes que basicamente circulavam entre um herói que salvava uma princesa do rei-demônio.

Olhando para Link, o herói da série, percebe-se semelhanças a um personagem classico do universo da Disney, o Peter Pan. Miyamoto revelou que de fato o personagem da Disney foi uma inspiração pára criação do design de Link. Já para o nome da princesa Zelda, este veio da esposa de um famoso romancista chamado Francis Scott Fritszerald, no qual o nome original da moça era Zelda Fitzgerald.

Explorando os calabouços

Ao encontrar um calabouço, você entra num cenário arrepiante, com uma trilha sonora um pouco mais pesada, dando aquela sensação de estar em perigo e precisar ter caltela ao explorar.  Conforme vai passando pelas salas, inimigos diferentes vão surgindo e quebra-cabeças a serem resolvidos para dropar algo que pode servir para acessar alguma sala antes trancada ou secreta. De antemão, adianto que a maioria dos quebra-cabeças se repetem, você se verá várias vezes acendendo tochas, movendo blocos, e matando uma certa quantidade de monstros.

Em todos os calabouços existe algum item a ser coletado, portanto, sugiro que explore bem cada canto, fazendo disso total prioridade ao iniciar um calabouço, já que muito provavelmente servirá para acessar o próximo. Além disso, tenha em mente de que irá enfrentar um Chefe que possui um fragmento da Triforce. Vença-o para coletar o fragmento, e recebendo um coração extra para te ajudar na luta contra Ganon mais adiante do jogo.

Ah, se já não bastasse a dificuldade de vencer esses desafios, existe uma ordem certa para se fazer os calabouços, não se pode começar pelo castelo #6 e terminar com o castelo de #1. Mas é claro que a ordem não é apresentada ao jogador. Isso é, se você conseguir encontra-los, pois suas localizações são completamente inusitadas, desde atrás de paredes a serem explodidas, até em ilhas afastadas.

Mas e o sistema de combate?

Bom, eu preciso falar um pouco como funciona sistema de combate do primeiro Zelda. Basicamente, no início, após termos aquele clássico encontro com o sábio ganhamos uma espada, ainda de madeira. Uma habilidade curiosa das espadas neste jogo é que quando o herói está com sua vida completamente cheia, ela pode disparar um projétil para eliminar inimigos a distância. No geral é importante que cada tela que adentre seja limpa completamente, isto é: eliminar todos os inimigos presentes. Além de conceder alguns rupees extras, você poderá restaurar sua vida com a coleta de alguns corações. Nos calabouços é essencial que sempre mantenha sua vida completamente cheia até a chegada do chefe, pois assim você poderá atirar os projéteis para facilitar um pouquinho o combate.

Melodias são mais do que música ambiente

A série The Legend of Zelda sempre foi muito conectada com a música, e neste jogo não é nada diferente: um dos itens secretos dos calabouços é a flauta, que permite viajar por Hyrule mais rapidamente, sendo levado a certos pontos antes inacessíveis, um recurso hoje conhecido nos RPG’s modernos como Fast Travel. Outra coisa que devo citar é a trilha sonora que, mesmo com limitações técnicas devido o hardware da época, o compositor Koji Kondo conseguiu fazer algo marcante. Assim como em Super Mario Bros., a trilha de The Legend of Zelda traz empolgação e um sentimento de nostalgia ao jogador nos dias atuais. Nos calabouços a trilha amedronta mostrando que aquele desafio é de total importância, e faz com que o jogador tenha mais imersão e vontade de terminar a lenda que este jogo conta.

Long Time Coming: Finishing the Original Legend of Zelda in 2016 | USgamer

Essa foi a minha retro-análise do primeiro The Legend of Zelda, o jogo que mistura um pouco de RPG com ação, e praticamente criou o cenário de jogos de “mundo aberto” no qual conhecemos hoje. Recomendo este jogo para os fãs da franquia, e mesmo assim, será necessário um guia para com que sua jogatina não seja estressante.


A clássica frase dita pelo sábio no início do jogo “é perigoso demais ir sozinho! Por favor, pegue isto.”, já foi referenciada em demais outros títulos da franquia, e é considerada um “patrimônio cultural dos gamers”.
Guilherme Morando
Me siga 😀