Preview | The Falconeer: Warrior Edition

Preview | The Falconeer: Warrior Edition

08/06/2021 0 Por Paulo Cézar

Desenvolvedor: Tomas Sala

Publisher: Wired Productions

Lançamento: 5 de agosto, 2021

Prévia feita com chave cedida gentilmente pela Wired Productions

Originalmente anunciando na X019, The Falconeer vem chamando a atenção desde sua concepção, seja pelo seu estilo de arte único, pela sua jogabilidade ou até por ter seu sido desenvolvido por apenas um homem, Tomas Sala, que descreve seu jogo como “uma homenagem aos ótimos jogos de combate aéreo do passado”, em uma tradução livre.

Como dito pelo seu criador, The Falconeer é um jogo de combate aéreo, semelhante a jogos da série Star Wars: Rogue Squadron, porém, diferentemente dele, em The Falconeer você não controla uma nave ou algo semelhante, e sim um falcão, como o nome do jogo sugere.

Apesar de ter tido seu lançamento inicial exclusivamente em plataformas da Microsoft, The Falconeer receberá uma versão para o Nintendo Switch e outras plataformas em 5 de agosto, que além de contar com todo conteúdo do jogo base, a “Warrior Edition” trará consigo todas as DLCs pagas já lançadas para o jogo até então, além da futura expansão “Edge of the World“, que apresenta missões secundárias adicionais, localizações de mapas, história independente e novos itens.

Nota: A versão que a nós foi disponibilizada ainda não possui as DLCs de expansão, porém elas serão adicionadas ainda antes do lançamento, por isso apenas cobriremos as mesmas na review completa.

Como citado anteriormente, The Falconer é um jogo de combate aéreo com fortes inspirações nos clássicos do passado, mas não fica preso a parâmetros pré estabelecidos por estes, já que, diferentemente da clássica fórmula de missões dividas como fases, The Falconeer apresenta um mundo totalmente aberto que pode ser explorado pelo jogador a qualquer momento.

Por sua natureza de um jogo de combate aéreo, The Falconeer não consegue fugir de alguns problemas que são relativamente comuns no gênero, um deles é como pode ficar repetitivo muito rapidamente: a maioria das missões no jogo se resumem a um loop de combater inimigos, escoltar navios e derrotar alguns eventuais chefes.

O combate definitivamente não é um de seus fortes, apesar da diversidade considerável de inimigos, o jogo consegue transformar o que parecia uma épica batalha entre embarcações, veículos voadores e falcões em algo que parece mais um empecilho do que o principal ponto do jogo, boa parte disso se deve ao sistema de mira, que basicamente se trata de um ponto que só varia conforme você move seu falcão, o que só mostra ser um problema com inimigos menores, já que como você está sempre em movimento a mira também está, o que torna estas batalhas com inimigos menores totalmente insatisfatórias, já que na maioria das vezes que você derrota algum não é por seus méritos, e sim por atirar em todos os pontos possíveis e contar com a sorte de alguns de seus tiros acertarem o alvo.

A parte visual sem sombra de dúvidas é a parte que mais se destaca do jogo todo, especialmente pela inusitada decisão de seu criador de fazer um jogo sem absolutamente nenhuma textura, o que passa ao jogo uma aparência limpa ao jogo, porém, esta escolha também causa uma divergência interessante: enquanto em alguns momentos o jogo aparenta ser extremamente épico e faraônico, enquanto em outros ele aparenta ser um projeto incompleto, apesar de não ser.

Boa parte de direção de arte é apenas um reflexo do conflituoso mundo escrito por Tomas, ao redor do vasto oceano em que o jogo se passa, você irá encontrar algumas cidades, com culturas diferentes e particularidades, que são refletidas na aparência das mesmas.

Também é válido citar que a performance do jogo é excepcional, especialmente se comparado a outros ports, que em suas versões originais eram feitos com 60 frames em mente, mas, por limitações técnicas, possuem sua framerate cortada pela metade em sua versão Switch, coisa que não acontece em The Falconeer, que em sua versão de Nintendo Switch possuiu os mesmos 60 quadros por segundo das outras versões.

The Falconeer é um jogo com muitas falhas, que infelizmente sobrepõem suas qualidades, o que talvez prejudique sua avaliação em nossa futura review, apesar de ser improvável, desejamos que eles resolvam alguns de seus problemas antes do lançamento.