Yu-Gi-Oh! Master Duel pode e precisa ser o simulador de batalha de cartas definitivo da série

Yu-Gi-Oh! Master Duel pode e precisa ser o simulador de batalha de cartas definitivo da série

21/07/2021 0 Por Thomas Mertens

Finalmente chegou a hora! Há anos enfrentando a concorrência e sendo deixada para trás no mundo digital, a Konami finalmente lançará seu simulador oficial de Yu-Gi-Oh! , o Yu-Gi-Oh! Master Duel para o Nintendo Switch, PC, smartphones, e plataforma atuais da Sony e Microsoft como um título Free-to-Play [via The Organization] — será que isso será o fim dos simuladores “paralelos”?

E sim, lá vai o Thomas falar de cartinha de novo! Se acostumem pois quanto mais tiver, mais eu falo!

O que esperar?

Uma coisa que eu sempre falei sobre um simulador de Yu-Gi-Oh! funcional era que pra ele vingar, teria de ser MUITO bom. Já tínhamos outros títulos virtuais seguindo a Master Rule, como as séries Yu-Gi-Oh! Tag Duel e World Championship exclusiva dos portáteis da Nintendo (nossa, como eu joguei esse no Nintendo DS, uau), e o mais recente Yu-Gi-Oh! Legacy of the Duelist: Link Evolution para Nintendo Switch. Mas todos era bastante limitados, e caros, não tínhamos acesso às cartas novas na data do seu lançamento. Inclusive, normalmente não tínhamos nem acesso, o jogo só existia até sua publicação, tudo que a Konami criasse depois não chegaria aos consoles. O que é normal, a tecnologia da época não era tão acessível assim para tais expansões constantes. Mas e hoje?

Recentemente, o mundo dos boardgames tem se popularizado, o que é ótimo. Inclusive muitas versões digitais também nasceram, mas foquemos nos de cartas. Heartstone acredito que tenha sido o percursor desse movimento de popularização do tema, mesmo que Pokémon TCG Online já existisse e fosse bem funcional, Magic Arena começou a crescer (a versão digital de Magic the Gathering, um dos jogos de cartas mais famosos do mundo).

Mas o divisor de águas para mim foi Legends of Runeterra, especialmente pela capacidade visual e personalidade que o jogo tem. Inclusive, pelo trailer de revelação, Yu-Gi-Oh! Master Duel parece que bebeu demais nessa fonte. O que quero dizer com isso? Bom, acho que esse novo jogo pode sim ser excelente, justamente pelos detalhes e funcionalidades que vimos nessa pequena prévia.

Concorrência com outro simuladores

Então, antes de mais nada, o site NintendoBoy não tem qualquer relação com qualquer simulador não licenciado. Mas… não vamos ser cínicos. Nós sabemos e a Konami também sabe que eles existem e fazem bastante sucesso. São gratuitos, temos acesso a qualquer carta imediatamente, fila rankeada – que reúne, sim, os melhores jogadores do mundo. Então por que eu iria para um outro serviço?

Aí que entra a parte de Yu-Gi-Oh! Master Duel PRECISAR ser excelente. Pelo trailer, já vemos que ele tem bastante Qualidade de Vida, as coisas parecem ser bem claras, o tabuleiro é personalizável, temos até um mascote que interage com o jogo (assim como em Legends of Runeterra), e até temos animações personalizadas pra algumas cartas. Então já temos um ponto positivo, que deixa os concorrentes no chinelo. Fazer isso de forma eficiente merece sim nossa admiração.

Bom, mas beleza não põe mesa. Por ser um jogo oficial e acessível (disponível para todas as plataformas), provavelmente teremos campeonatos oficiais, OTS Tournaments, mas virtuais, e outros similares, que podem nos render prêmios, tanto para o jogo, quanto prêmios “da vida real”. Reforço que essa seria uma característica importante, o que nos leva a outro ponto: mas quanto eu gasto com isso?

Modelo de negócio

O modelo de negócio que decidirem vai definir o sucesso desse jogo. Como a Konami vai ganhar dinheiro com isso? Se seguirem o estilo de Yu-Gi-Oh! Duel Links, acho pouco provável que vingue. Então temos algumas opções, – lembrando que os simuladores de Yu-Gi-Oh! online são grátis, ok? – ou teremos aparentemente confinado modelo Free-to-Play, que nos permite sim ter acesso a todas as cartas, mesmo que com um pouco de esforço in-game, mas sem precisar pagar por elas — embora tenhamos essa opção, e as monetizações seria por itens estéticos (versos de cartas, tabuleiros, mascotes etc), que não influenciam como jogamos, mas deixam as coisas mais divertidas. Runeterra faz isso e dá bastante certo, pois nos sentimos até felizes de pagar por isso. Pessoalmente acho que isso pode ser a estratégia escolhida, devido a quantidade de plataformas para qual estará disponível.

Outra opção é seguir o estilo de Pokémon, que na verdade imita a vida real. Podemos comprar o booster pack físico, e ganhar um online da mesma coleção. Isso estimula o jogo físico, mas ainda depende da sorte, o que é sim um pouco chato para um simulador, mas funciona. Se tiver como conseguir tais boosters online por esforço, também é legal, mas não vinga também. Desisti de Pokémon por isso, é uma vantagem muito desleal. Na vida real podemos também só comprar cartas avulsas para jogar, que é a principal forma de obter cartas hoje em dia (sim, a Konami também sabe disso). O jogador raramente compra booster, mais ainda uma booster box, e nunca case, as lojas já fazem esse papel. Existem, claro, outras opções, mas essas são as que mais me veem a cabeça, e claro que posso estar completamente enganado.

Inspirações, beleza e arte

Novamente, Yu-Gi-Oh! está LINDO. Tudo parece que foi feito com muito cuidado e bem planejado. As resoluções em corrente, as cartas se mexendo com o impacto na mesa, animações especiais para algumas cartas…

Começando com o tabuleiro. Temos texturas, temos estilos diferentes, cores interessantes, e até temáticos pelo visto. Notaram o pequeno amiguinho ali do lado? Que reage às suas jogadas, faz gracinhas e é bonitinho? Esse pequeno mascote é um item cosmético completamente dispensável, que não afeta a experiência do jogo. MAS É TÃO BONITINHO! Diretamente tirado de Legends of Runeterra, que parece ter sido a principal fonte de inspiração para Master Duel.

Qualidade de Vida

Yu-Gi-Oh! é um jogo de estratégia e informação. O quanto de informação você da para o adversário pode, sim, determinar o vencedor da partida. Ao usar uma abordagem manual, o jogo demora mais, temos que fazer contas, marcar efeitos etc, (tipo Tabletop Simulator). Enquanto numa abordagem automática, uma possível ativação em resposta aguardando sua aprovação pode ser informação demais para o adversário. Será que teremos um meio termo? Ou ao menos poderemos optar por qual modelo usar? Por que isso faz toda diferença sim.

E as animações? Elas são lindas, mas será que eu quero assistir todas as vezes? Ou será que posso acelerar pelo menos? Elas são grandes demais e me impedem de fazer outras coisas na mesa? São só detalhes bobos, mas que pesam no aproveitamento do título. O objetivo aqui é simular o real, mas com bônus! Então antes de ficar muito afoito, vamos aguardar mais do que isso pode se tornar. Não acho que vá substituir o jogo físico não, porque jogar com amigos pessoalmente é muito mais divertido, mas com certeza é um passo na direção certa!