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Review | Hoa

Vindo do oceano usando uma folha como embarcação, uma pequena fada retorna para a floresta que um dia foi a sua casa em busca de um amigo especial
Wendel Barbosa 23/08/2021

Desenvolvedora: Skroll cat
DIstribuidora: PM Studios
Data de lançamento: 24 de agosto, 2021
Preço: USD$14,99

Análise feita no Nintendo Switch com chave fornecida gentilmente pela PM Studios.

Vindo do oceano usando uma folha como embarcação, uma pequena fada retorna para a floresta que um dia foi a sua casa, em busca de um amigo especial. Sem maiores apresentações, esse é o início do belíssimo jogo indie Hoa. Apresentado pela primeira vez na Nintendo Indie World Showcase, em dezembro de 2020, e desenvolvido pelo Skrollcat Studio, será lançado agora no dia 24 de agosto para o Nintendo Switch.

História sutil e visual caprichado

O visual do jogo é belíssimo. Apesar de não ter uma apresentação mais detalhada ou longos diálogos in game que nos ajudem a compreender o que se passa em tela, o título possui foco na narrativa e também na solução de pequenos quebra-cabeças. Com progressão side-scroller, a história de Hoa usa como subtexto a racionalização social (com o ataque aos seres mágicos da floresta) e a degradação ambiental gerada por máquinas, que são fruto da ação inventiva dos seres humanos. Porém, a trama retrata a temática de forma subjetiva e a mesma se desenrola junto ao gameplay, conforme avançamos pelos ricos e vibrantes cenários coloridos. 

Passados tantos anos é de causar conforto o carinho que a indústria de games tem com os jogos de plataforma. A direção de arte aqui – vale destacar – é muito caprichada. O visual, que conta com ilustrações pintadas a mão, é um dos pontos fortes do jogo, assim como a marcante trilha sonora instrumental que ajuda a compor a atmosfera daquele mundo que estamos explorando do início ao fim de nossa jornada. Cada nova área conta com uma linda composição original, gravada ao vivo. Com a predominância do piano, as músicas dão o tom bucólico a Hoa e são incríveis. Os controles são simples e fazem uso de poucos botões. Os comandos vez ou outra se mostram imprecisos, mas nada que cause frustração.

A jornada de Hoa

Revisitando seu antigo lar e sendo detentora do poder de restaurar o equilíbrio da natureza, Hoa precisa despertar alguns seres daquela antiga floresta mágica, para buscar pistas do paradeiro do seu amigo especial. Não há inimigos a serem combatidos ou quaisquer outros perigos à espreita. Isso quer dizer que você não verá uma tela de game over. O jogo é puramente contemplativo. Como dito, o foco é na narrativa, então só passeie e se encante pela história interativa. Toda a dinâmica do jogo consiste em explorar determinadas áreas, coletar borboletas brilhantes e acender gravuras nas paredes e árvores que servem para despertar as criaturas acima mencionadas. A cada área concluída novas habilidades são desbloqueadas (pulos duplos, planar, empurrar objetos pesados etc), como um presente pelos esforços de Hoa em sua jornada.

Os poucos objetivos são apontados no mapa a cada nova área descoberta. O mesmo é minimalista, apresentando apenas a nossa localização, das gravuras, dos seres que devemos despertar e das borboletinhas espalhadas pelo cenário. A solução dos quebra-cabeças é demasiadamente fácil. A estrutura de exploração – que poderia ser mais ampla e bem trabalhada – são pouco inspiradas e abusam da linearidade. Simplesmente vamos repetindo a mesma fórmula até o final do jogo. Com exceção das duas últimas áreas (que apresentam um level design muito inteligente e que nos obrigam a utilizar todas as habilidades aprendidas) não há desafio em Hoa e pouco se é exigido do jogador. É possível terminar a campanha em uma manhã. 

Desbravando um mundo inóspito

O mapa é minimalista. Os puzzles são simples. A mensagem que a história carrega é ao mesmo tempo densa e sutil, mas a forma como é retratada não demonstra muita ousadia e abusa de certos clichês e estereótipos. O desencantamento com a magia e o impacto disso naquele mundo poderia ser melhor trabalhado, por exemplo. Essa simplificação – vista também no gameplay – pode ser uma forma de democratizar a experiência tornando-a atraente para um público bem mais jovem que certamente ficarão encantados com o visual.

Mesmo com tal beleza, a riqueza de detalhes nos cenários e a presença de seres da floresta que nos observam constantemente (e que vez ou outra nos auxiliam) conforme exploramos determinada área, há uma sensação de que estamos desbravando um mundo inóspito numa jornada solitária. Esse vazio é potencializado pela falta de objetivos e dos poucos diálogos com os NPCs ao longo do jogo. Ao menos tecnicamente Hoa faz bonito. O título está muito bem polido, apesar de contar com ligeiras quedas de framerate em certos pontos.

Mantendo vivo o legado dos jogos de plataforma

Apesar de efêmero, Hoa é aquele jogo pensado para encantar e divertir de forma bem descompromissada. A dificuldade mais casual torna o jogo atrativo para os jogadores e jogadoras de todas as idades. Contando com uma bela direção de arte e uma incrível trilha sonora, o título mantém vivo o legado dos jogos de plataforma 2D, apresentando uma experiência tranquila, envolta a uma atmosfera rica e encantadora, que de quebra nos faz refletir sobre temáticas importantes levantadas durante a nossa aventura.

Prós:

  • Bela direção de arte;
  • Incrível trilha sonora;
  • Atmosfera encantadora.

Contras:

  • Curto demais;
  • Puzzles simples;
  • Narrativa apressada;
  • Poucos objetivos.

Nota Final:

6

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Wendel Barbosa
Wendel Barbosa
Professor de História e entusiasta de joguinhos eletrônicos desde 1984.
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Tags: indie

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